{"id":204019,"date":"2021-04-02T15:45:37","date_gmt":"2021-04-02T14:45:37","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=204019"},"modified":"2022-04-13T17:28:30","modified_gmt":"2022-04-13T16:28:30","slug":"evora-a-pastoral-nao-subsiste-sem-pastores-d-francisco-senra-coelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/evora-a-pastoral-nao-subsiste-sem-pastores-d-francisco-senra-coelho\/","title":{"rendered":"\u00c9vora: \u00abA Pastoral n\u00e3o subsiste sem pastores\u00bb &#8211; D. Francisco Senra Coelho"},"content":{"rendered":"<p>Homilia da Missa Crismal<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_203854\" aria-describedby=\"caption-attachment-203854\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/167525649_3794794690575709_3826306636952020924_n.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-203854\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/167525649_3794794690575709_3826306636952020924_n-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/167525649_3794794690575709_3826306636952020924_n-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/167525649_3794794690575709_3826306636952020924_n-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/167525649_3794794690575709_3826306636952020924_n-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/167525649_3794794690575709_3826306636952020924_n-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/167525649_3794794690575709_3826306636952020924_n-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/167525649_3794794690575709_3826306636952020924_n-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/167525649_3794794690575709_3826306636952020924_n-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/167525649_3794794690575709_3826306636952020924_n-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/167525649_3794794690575709_3826306636952020924_n.jpg 1728w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-203854\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Arquidiocese de \u00c9vora<\/figcaption><\/figure>\n<p>1. Caros padres, permiti que inicie esta homilia com as palavras do Ap\u00f3stolo Jo\u00e3o, retiradas do Livro do Apocalipse por n\u00f3s acolhidas na Segunda Leitura:<\/p>\n<p><em>\u00abA gra\u00e7a e a paz da parte de Jesus Cristo, a Testemunha fiel, o Primeiro vencedor da morte e o Soberano dos reis da terra. \u00c0quele que nos ama e nos purificou dos nossos pecados com o seu sangue, e fez de n\u00f3s um reino de sacerdotes para Deus e seu Pai; a Ele seja dada a gl\u00f3ria e o poder pelos s\u00e9culos dos s\u00e9culos. \u00c1men! <\/em><\/p>\n<p>Com o Ap\u00f3stolo Jo\u00e3o conclu\u00edmos que participando na un\u00e7\u00e3o de Cristo os Seus disc\u00edpulos constituem um Povo Sacerdotal, um Povo messi\u00e2nico que leva em si todas as esperan\u00e7as da humanidade, pois Ele nos ama e pelo Seu Sangue nos libertou. Habitando no cora\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is <em>\u00abcomo num templo\u00bb<\/em> (LG. 9), o Esp\u00edrito Santo introduz-nos <em>\u00abna plenitude da verdade\u00bb <\/em>(OV. 17), <em>\u00abfaz a distribui\u00e7\u00e3o das gra\u00e7as e dos of\u00edcios\u00bb <\/em>(UR. 2) e <em>\u00abrealiza a maravilhosa comunh\u00e3o dos fi\u00e9is\u00bb <\/em>(UR. 2). Animado assim pelo Esp\u00edrito Santo, este povo prolonga, no tempo e no espa\u00e7o, a ac\u00e7\u00e3o salvadora de Cristo, at\u00e9 que Ele venha.<\/p>\n<p>2. O Evangelho apresenta-nos precisamente a ac\u00e7\u00e3o Salvadora de Cristo, o Kair\u00f3s da miseric\u00f3rdia do Pai. Apresenta o regresso de Jesus a Nazar\u00e9 para oferecer ao seu povo as prim\u00edcias da revela\u00e7\u00e3o. Entregue o volume, ap\u00f3s um instante de sil\u00eancio no qual os olhos de todos se concentraram sobre Ele, comenta a passagem com solenidade. Com Ele se abre um Jubileu ( Lv 25, 10), um <em>\u201cAno de Gra\u00e7a\u201d <\/em>que n\u00e3o tem mais termo; cumpre-se um tempo de eterna reden\u00e7\u00e3o e de liberta\u00e7\u00e3o universal.<\/p>\n<p>O an\u00fancio messi\u00e2nico da salva\u00e7\u00e3o que Jesus Cristo aplica a si n\u00e3o se refere apenas \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o do pecado, implica a liberta\u00e7\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o de todo o homem, de cada homem, do homem todo, de todas as formas de escravid\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o e degrada\u00e7\u00e3o. Salva\u00e7\u00e3o que se consumar\u00e1 plenamente na parusia, mas que se torna esfor\u00e7o de ac\u00e7\u00e3o para todo o crist\u00e3o que queira colaborar com Cristo e com a Sua Igreja: <em>\u201cNenhuma lei humana pode assegurar a dignidade pessoal e a liberta\u00e7\u00e3o do homem como faz o Evangelho de Cristo, confiado \u00e0 Igreja\u201d <\/em>(GS. 41).<\/p>\n<p><em>\u00abCumpriu-se hoje mesmo o que acabais de ouvir\u00bb <\/em>(Lc 4, 21). Com esta frase Jesus afirma que \u00e9 o Libertador, o enviado de Deus para salvar o povo, o esposo esperado por Israel \u2026<\/p>\n<p>Hoje, o mesmo Jesus continua a falar-nos, a interpelar-nos a agir: <em>\u201cCristo est\u00e1 sempre presente na Sua Igreja\u201d <\/em>(SC 7).<\/p>\n<p>O Objectivo da Igreja, exige-lhe que se torne o mais transparente poss\u00edvel, para apresentar Jesus, como sua Cabe\u00e7a, Fundador e Mediador perfeito do Pai. A fun\u00e7\u00e3o da Igreja \u00e9 pelo testemunho amplificar a Sua Palavra e pelo Esp\u00edrito Santo procurar ser mestra no discernimento. Por isso, a Igreja \u00e9 Corpo de Cristo, onde cada um tem o seu lugar, a sua miss\u00e3o, carisma ou minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Como nos referiu Isa\u00edas na Primeira leitura (Is 61, 1-3a.6a.8b-9), \u00a0a certeza de que o Messias \u00e9 enviado em primeiro lugar \u00e0s pessoas d\u00e9beis e necessitadas deve levar-nos a reflectir. \u00a0Radicalmente falando, a realidade interior do homem de hoje, n\u00e3o \u00e9 absolutamente diferente da do tempo de Jesus. A ci\u00eancia e a tecnologia progrediram, mas o cora\u00e7\u00e3o humano continua a ser o mesmo e arrisca-se sempre a permanecer longe de Deus e dos irm\u00e3os se n\u00e3o se encontra e abre ao mist\u00e9rio da Palavra, se n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel a acolher uma mensagem que o pode colocar em renascimento. O vazio, a escurid\u00e3o, a solid\u00e3o e a falta de sentido permanecem hoje, como ontem.<\/p>\n<p>Foi-nos entregue a Palavra poderosa que deve ser testemunhada e anunciada para ser conhecida, descoberta, vivida com novidade. A Palavra de Deus que somos incansavelmente chamados a anunciar, fundamenta a f\u00e9 dos crentes e constr\u00f3i a Igreja, pois <em>\u00abAs Escrituras n\u00e3o nos foram dadas para que as conserv\u00e1ssemos s\u00f3 escritas nos livros, mas para que as grav\u00e1ssemos no cora\u00e7\u00e3o (\u2026) impressas na nossa alma para que esta fosse purificada\u00bb, <\/em>como afirma S. Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo na sua homilia sobre o Ap\u00f3stolo Jo\u00e3o (32, 16).<\/p>\n<p>3. Tendo presente a beleza da nossa voca\u00e7\u00e3o e do Sim que ao modo de Maria, v\u00e1rias vezes pronunciamos no ritual das nossas promessas sacerdotais, no inesquec\u00edvel dia da nossa ordena\u00e7\u00e3o, permiti caros presb\u00edteros que relembre e tire algumas conclus\u00f5es das nossas radicais decis\u00f5es e compromissos. Fa\u00e7o-o para mim e para v\u00f3s, perante os desafios do nosso minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o h\u00e1 Pastoral sem pastores, \u00e9 de suma import\u00e2ncia que eles surjam em quantidade e sobretudo em qualidade. Quanto a esta \u00faltima, a prioridade est\u00e1 sobretudo na maturidade humana e crist\u00e3, lucidez e dedica\u00e7\u00e3o. As rela\u00e7\u00f5es entre os pastores s\u00e3o vitais para o \u00eaxito da Pastoral. Os pastores nunca podem estar desligados e jamais se h\u00e3o-de sentir abandonados, nem por Deus, nem pelo Bispo, nem pelos colegas, nem pelos fi\u00e9is. Do que, efectivamente necessitamos \u00e9 de pastores segundo o cora\u00e7\u00e3o de Deus (cf. Jer 3, 15) e \u00e0 imagem do cora\u00e7\u00e3o do Filho de Deus (cf. Mt 11, 29). S\u00f3 na ora\u00e7\u00e3o nos encontramos com o Amor inesgot\u00e1vel que nos ama como somos e jamais se cansa das nossas fraquezas, permane\u00e7amos na fidelidade \u00e0 ora\u00e7\u00e3o para que a nossa rela\u00e7\u00e3o com os Irm\u00e3os seja rica, capaz de dar e receber, acolher e repartir.<\/p>\n<p>N\u00e3o sendo um exclusivo dos pastores, a Pastoral n\u00e3o subsiste sem pastores, h\u00e1 dimens\u00f5es eclesiais em que os Presb\u00edteros n\u00e3o poder\u00e3o ser dispensados. \u00c9 sobretudo o caso da paternidade espiritual, da celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia que faz a Igreja e dos Sacramentos do perd\u00e3o e da cura: a Reconcilia\u00e7\u00e3o e a Santa Un\u00e7\u00e3o. O seu tr\u00edplice m\u00fanus de ensinar, santificar e conduzir a comunidade crist\u00e3 no discernimento, na comunh\u00e3o e na paz dos irm\u00e3os \u00e9 imprescind\u00edvel \u00e0s comunidades crist\u00e3s e permanece desde as suas origens.<\/p>\n<p>A partir da ordena\u00e7\u00e3o, nos pastores, nada neles \u00e9 s\u00f3 deles; tudo neles \u00e9 de Cristo. Desde o plano ontol\u00f3gico at\u00e9 ao plano existencial, n\u00e3o \u00e9 o padre que vive, \u00e9 Cristo que vive nele (cf. G\u00e1l 2, 20) e, por ele, em todos os que dele se aproximam, da\u00ed a sua incontorn\u00e1vel import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>No mundo, o padre \u00e9 chamado a ser presen\u00e7a de Cristo. Isto significa que, no mundo, o padre \u00e9 sinal de outro Reino. O nosso Papa Francisco, tem-se referido a esta dimens\u00e3o prof\u00e9tica da Igreja: <em>\u00abN\u00e3o \u00e0 sua mundaniza\u00e7\u00e3o! Estar no tempo, mas sem ser do mundo\u00bb. <\/em><\/p>\n<p>Acontece que, nas comunidades, alguns costumam relevar, quase exclusivamente, a fun\u00e7\u00e3o. No limite, tornam-nos como funcion\u00e1rios a quem pedem que fa\u00e7amos o que nos exigem e a quem mal d\u00e3o oportunidade para fazer o que devemos. E \u00e9 assim que aquele que est\u00e1 chamado a ser um promotor de encontros passa por vezes, grande parte do tempo, a gerir desencontros.<\/p>\n<p>\u00c9 decisivo que a realidade sacramental se repercuta no testemunho vivencial. O que o padre recebe no sacramento tem de se tornar vis\u00edvel na vida. Na miss\u00e3o, a compet\u00eancia \u00e9 muito, mas a viv\u00eancia \u00e9 tudo. Por isso importa que organizemos as comunidades, onde os leigos assumam as fun\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias da sua laicidade, deem tempo e oportunidade para que o seu Padre possa exercitar plenamente o seu minist\u00e9rio, com tempo e paz.<\/p>\n<p>No <em>Presbyterorum ordinis<\/em>, o Conc\u00edlio Vaticano II reconhece que o padre faz, \u00aba seu modo, as vezes da pr\u00f3pria pessoa de Cristo\u00bb. Estar totalmente descentrado de si e estar plenamente recentrado em Cristo. Tal como Cristo \u00e9 a transpar\u00eancia do Pai (cf. Jo 14, 9), o padre h\u00e1-de ser a transpar\u00eancia de Cristo. Como experimentamos, espalha Cristo quem espelha Cristo. E como o disc\u00edpulo n\u00e3o \u00e9 superior ao Mestre (cf. Lc 6, 40), \u00e9 expect\u00e1vel que a vida do disc\u00edpulo esteja decalcada na vida do Mestre. Se a Cruz esteve presente na vida de Cristo, como \u00e9 que poderia estar ausente da vida do padre?<\/p>\n<p>A todos v\u00f3s, e em nome da Igreja Diocesana, agrade\u00e7o a vossa fidelidade na perman\u00eancia e no acompanhamento das comunidades crist\u00e3s, durante a dureza da pandemia, nos seus momentos mais duros e exigentes, inclusive em v\u00e1rios Centros Sociais Paroquiais, Miseric\u00f3rdias e Capelanias Hospitalares. V\u00f3s soubestes ser um sinal afectivo e efectivo.<\/p>\n<p>Claro que um padre \u00e9 chamado a ser perito de humanidade. Sempre homem, sempre padre. Os grandes polos da sua miss\u00e3o est\u00e3o no Evangelho e nos rostos humanos, como Cristo est\u00e1 no templo e no tempo. \u00a0Como bem sabemos pelas nossas experi\u00eancias, Cristo, que subiu \u00e0s alturas, continua a ser encontrado nas profundidades. Cristo tamb\u00e9m est\u00e1 em baixo, no mais fundo do sofrimento humano. Cristo tamb\u00e9m est\u00e1 do lado de fora, em todas as periferias existenciais e sociais, como nos lembra o Santo Padre.<\/p>\n<p>H\u00e1 que amar humanamente a Deus e h\u00e1 que olhar para o pr\u00f3ximo com o olhar de Cristo. Na nossa vida somos chamados a conjugar o verbo servir, o verbo dar, sobretudo na forma reflexa \u201cdar-se\u201d, em suma, o verbo amar. \u00a0Segundo Jesus, os preteridos do mundo t\u00eam de ser os preferidos do padre.<\/p>\n<p>Caros Padres, Di\u00e1conos, Seminaristas e Povo de Deus, convido-vos a colocar no altar, os nossos irm\u00e3os Presb\u00edteros mais debilitados ou doentes: os car\u00edssimos Padre Carlos Melo, C\u00f3nego Salvador Dias Terra, Padre Jos\u00e9 de Le\u00e3o Cordeiro, Padre Agostinho Crespo Leal e Padre Tarc\u00edsio Madeira Pinheiro. Desejo ter na nossa comunh\u00e3o do, meu minist\u00e9rio episcopal todos Presb\u00edteros, a nossa primeira aten\u00e7\u00e3o vai para os mais desgastados pela idade, porventura mais s\u00f3s ou desalentados, sentir pr\u00f3ximos os que est\u00e3o distantes e colocar nas m\u00e3os de Maria cada um de v\u00f3s e tamb\u00e9m aqueles a quem um dia entregaremos as chaves da continuidade do nosso minist\u00e9rio, os nossos Seminaristas.<\/p>\n<p>Demos gra\u00e7as pela d\u00e1diva da vida sacerdotal assumida com inexced\u00edvel e generoso zelo pelos nossos saudosos Padres Francisco Pacheco Alves e Adalberto. Que o Senhor os tenha na gl\u00f3ria dos Filhos.<\/p>\n<p>Concluo com o nosso Papa Francisco, na sua Homilia de Quinta Feira Santa do passado ano de 2020: <em>\u00abHoje todos v\u00f3s, irm\u00e3os sacerdotes, estais comigo no altar; v\u00f3s, consagrados. Digo-vos apenas uma coisa: n\u00e3o sejais obstinados como Pedro; deixai lavar-vos os p\u00e9s. O Senhor \u00e9 o vosso servo; Ele est\u00e1 junto de v\u00f3s para vos dar for\u00e7a, para vos lavar os p\u00e9s.<\/em><\/p>\n<p><em>E assim, com esta consci\u00eancia da necessidade de ser lavados, sede grandes perdoadores! Perdoai! Cora\u00e7\u00e3o com grande generosidade no perd\u00e3o. \u00c9 a medida com que seremos medidos: como tu perdoares, ser\u00e1s perdoado. \u00a0N\u00e3o tenhas medo de perdoar. \u00c0s vezes surgem-nos d\u00favidas&#8230; Olha para Cristo, contempla o Crucificado. N\u2019Ele, temos o perd\u00e3o de todos. Sede corajosos\u2026 mesmo no arriscar, no perdoar, para consolar. E se, naquele momento, n\u00e3o puderdes dar um perd\u00e3o sacramental, pelo menos dai a consola\u00e7\u00e3o dum irm\u00e3o que acompanha e deixa a porta aberta para que aquela pessoa volte.<\/em><\/p>\n<p><em>Agrade\u00e7o a Deus pela gra\u00e7a do sacerd\u00f3cio; todos n\u00f3s agradecemos. Agrade\u00e7o a Deus por v\u00f3s, sacerdotes. Jesus ama-vos! Pe\u00e7o apenas que deixeis que Ele vos lave os p\u00e9s, fatigados pela miss\u00e3o que assumis dia-a-dia\u00bb. <\/em><\/p>\n<p>Bendito seja Deus por cada um de v\u00f3s. \u00a0Bendito seja Deus, pelos 50 anos de dedicado servi\u00e7o dos Presb\u00edteros Silvestre Marques e H\u00e9rmino Geraldes e pelos 25 anos do Presb\u00edtero Francisco Couto. Magnificat!<\/p>\n<p>Caros Presb\u00edteros, que o Bispo, com o Diaconado, os Consagrados e Consagradas, os Seminaristas, as fam\u00edlias e todos os crist\u00e3os, saibamos dar gra\u00e7as por cada um de v\u00f3s e por v\u00f3s rezemos!<\/p>\n<p>Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o, Padroeira da Arquidiocese de \u00c9vora, nos 375 anos da vossa coroa\u00e7\u00e3o, intercedei pelo nosso presbit\u00e9rio e pelos nossos Semin\u00e1rios. Am\u00e9m!<\/p>\n<p><em>+ Francisco Jos\u00e9 Senra Coelho<\/em><\/p>\n<p>Arcebispo de \u00c9vora<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia da Missa Crismal<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[175,275],"class_list":["post-204019","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","tag-diocese-de-evora","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/204019","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=204019"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/204019\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=204019"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=204019"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=204019"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}