{"id":203788,"date":"2021-04-01T17:09:01","date_gmt":"2021-04-01T16:09:01","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=203788"},"modified":"2021-04-01T17:09:01","modified_gmt":"2021-04-01T16:09:01","slug":"homilia-na-missa-crismal-2021-de-d-jorge-ortiga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-na-missa-crismal-2021-de-d-jorge-ortiga\/","title":{"rendered":"Homilia na Missa Crismal 2021 de D. Jorge Ortiga"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<p>Ser padre com cora\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Muitos de n\u00f3s, sacerdotes, record\u00e1mo-nos o quanto a devo\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Jos\u00e9 era alimentada na nossa forma\u00e7\u00e3o. O dia 19 de Mar\u00e7o era de festa, com eucaristia e sess\u00e3o solene. Com ele aprend\u00edamos a ser padres.<\/p>\n<p>O Papa Francisco, por ocasi\u00e3o do 150\u00ba anivers\u00e1rio da declara\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jos\u00e9 como padroeiro Universal da Igreja, ofereceu-nos uma Carta Apost\u00f3lica a que deu o nome de \u201cPatris Corde\u201d, Com cora\u00e7\u00e3o de Pai. O objectivo era claro: \u201caumentar o amor por este grande Santo, para nos sentirmos impelidos a implorar a sua intercess\u00e3o e para imitarmos a suas virtudes e o seu desvelo\u201d.<\/p>\n<p>Porque trabalhamos por uma Igreja sinodal e samaritana, caminhando juntos e oferecendo as nossas m\u00e3os para cuidar do pr\u00f3ximo, gostaria de colocar o nosso servi\u00e7o sacerdotal em di\u00e1logo com o que o Papa sublinha.<\/p>\n<p>Com ele e como ele, todos n\u00f3s somos \u201cPai\u201d, padre, e precisamos de interpretar e de reconhecer que n\u00e3o se trata de uma simples palavra usada pela tradi\u00e7\u00e3o, como poderiam ter sido outras. Possui uma inequ\u00edvoca densidade de conte\u00fado que dispensa grandes atributos. Bastaria que par\u00e1ssemos aqui. A alegria e a responsabilidade de ser pai na Igreja perante um contexto t\u00e3o conturbado.<\/p>\n<p>Padre significa fidelidade \u00e0 voca\u00e7\u00e3o, de modo cont\u00ednuo, sem par\u00eanteses nem interrup\u00e7\u00f5es. No ser padre tudo \u00e9 importante. Adicionar-lhe o cora\u00e7\u00e3o especifica o modo de servir e viver o minist\u00e9rio. Com cora\u00e7\u00e3o de pai, de Padre, mostra o caminho a percorrer. O minist\u00e9rio \u00e9 exigente. Necessita da nossa intelig\u00eancia, investida com tudo o que temos, e n\u00e3o de um modo parcial. O sacerd\u00f3cio, para ser \u00fatil e compreendido, necessita de ser exercido com cora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 suficiente o funcionalismo, talvez diversamente organizado e modernizado, com tudo minuciosamente considerado. N\u00e3o basta um estatuto a defender com atitudes mais ou menos clericais. Nem ser funcion\u00e1rio competente e aberto a todas as formas de modernidade, tal como um esp\u00edrito clericalista que defende o passado.<\/p>\n<p>Hoje, o sacerd\u00f3cio, \u00e0 imagem de S\u00e3o Jos\u00e9, deve ser exercido com o cora\u00e7\u00e3o, no sentido da compaix\u00e3o: proximidade, dedica\u00e7\u00e3o, capacidade de se deixar comover pelos dramas e dores, ternura, carinho, solicitude, presen\u00e7a, e tamb\u00e9m no modo de o viver com paix\u00e3o, sentido de entre-ajuda, generosidade, gratuidade, ir at\u00e9 \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias, sempre com alegria. Um cora\u00e7\u00e3o que n\u00e3o deve ser de pedra mas de carne.<\/p>\n<p>O cora\u00e7\u00e3o de pai tem diversos atributos. Enumer\u00e1-los mostra a vontade de um sacerd\u00f3cio \u00e0 imagem de S\u00e3o Jos\u00e9. Jos\u00e9 ofereceu ternura com todas as atitudes e palavras que poderemos imaginar. H\u00e1, ou pode haver, um estilo pastoral marcado pela superioridade e autoridade. Importa descer ao n\u00edvel da pessoa e expressar gestos de afectividade e compreens\u00e3o. N\u00e3o somos ju\u00edzes de ningu\u00e9m e necessitamos de entrar meigamente nas feridas. A solicitude \u00e9 sempre eterna e as palavras devem oferecer est\u00edmulo e nunca provocar afastamentos. N\u00e3o precisamos de grandes coisas. Os pequenos gestos falam muito quando est\u00e3o carregados de amor. Custa um pouco mas valem muito. A ternura aprende-se e o Deus em que acreditamos \u00e9 um \u201cDeus de ternura que \u00e9 bom para com todos e a Sua ternura repassa todas as Suas obras\u201d (Sl 145,9). E a ternura \u201c\u00e9 a melhor forma para tocar o que h\u00e1 de fr\u00e1gil em n\u00f3s\u201d. \u201cDeus n\u00e3o nos condena, mas acolhe-nos, abra\u00e7a-nos, ampara-nos, perdoa-nos\u201d. Sabemos que Deus \u201cpode intervir inclusive atrav\u00e9s dos nossos medos, das nossas fragilidades, da nossa fraqueza. E ensina-nos que, no meio das tempestades da vida, n\u00e3o devemos ter medo de deixar a Deus o leme da nossa barca. Por vezes, queremos controlar tudo, mas o olhar dele v\u00ea sempre mais longe\u201d.<\/p>\n<p>Como nunca, num tempo em que a vulnerabilidade nos afecta, temos necessidade de tocar a ternura de Deus para a oferecermos a todos, particularmente aos doentes e idosos. O cora\u00e7\u00e3o assinala a l\u00f3gica do acolhimento e este exige dois comportamentos muito concretos. Caminhando com os outros, teremos de os saber acolher, na variedade das situa\u00e7\u00f5es, nunca excluindo ningu\u00e9m, mas atendendo com cora\u00e7\u00e3o aberto. Todos e tudo tem espa\u00e7o num cora\u00e7\u00e3o sacerdotal que n\u00e3o se fecha a ningu\u00e9m. N\u00e3o h\u00e1 bilhetes de acesso com condi\u00e7\u00f5es para entrar. O hor\u00e1rio \u00e9 todo o tempo. O pre\u00e7o \u00e9 a gratuidade e a alegria de celebrar encontros fraternos na amizade de irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Mas acolher tem outro significado. Importa acolher a \u201cvida como ela \u00e9, aceitando at\u00e9 mesmo as suas contradi\u00e7\u00f5es, imprevistos e desilus\u00f5es\u201d. N\u00e3o h\u00e1 derrotas antecipadas. \u201cDeus pode fazer brotar flores no meio das rochas\u201d e \u00e9 sempre tempo de recome\u00e7ar. Por vezes parece um milagre. Teremos de ouvir sempre \u201cn\u00e3o tenhais medo\u201d. Nunca podemos fugir \u00e0 realidade que \u00e9 sempre \u201cportadora de um sentido da exist\u00eancia com luzes e sonhos\u201d. Mas a realidade ter\u00e1 de ser acolhida com um realismo crist\u00e3o que nos assegura \u201cque tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus\u201d (Rm 8, 28). E Santo Agostinho acrescenta \u201cincluindo aquilo que \u00e9 chamado mal\u201d.<\/p>\n<p>Precisamos de acolher a vida. No seu realismo nu e cru. Gostar\u00edamos de outros cen\u00e1rios e previs\u00f5es. Nunca nos podemos resignar mas a tudo teremos de oferecer um \u201cprotagonismo corajoso e forte\u201d. Os resultados n\u00e3o s\u00e3o imediatos. Estando dentro dos problemas, nunca virando as costas e permitindo que a resposta surja da f\u00e9 teremos a serenidade de Jos\u00e9 para quem a vida nunca foi f\u00e1cil.<\/p>\n<p>Damos um passo em frente para afirmar que teremos de ser um pai trabalhador. O trabalho, no minist\u00e9rio sacerdotal, n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o laboral. Entregues, por escolha em ades\u00e3o a um chamamento, \u00e0 causa do Reino sabemos que Deus Pai trabalha dia e noite e sabemos que a miss\u00e3o \u00e9 para todas as horas. Necessitamos de descanso bem organizado para corresponder melhor ao que nos \u00e9 solicitado. Nunca tivemos nem nunca teremos hor\u00e1rio de trabalho. Temos orgulho de ser colaboradores de Deus na tarefa de recriar a Humanidade. N\u00e3o podemos regatear energias. Tudo o que temos e somos \u00e9 colocado em jogo para o bem da comunidade. Trabalhar por amor n\u00e3o cansa, embora tenhamos sempre a responsabilidade de cuidar do dom da sa\u00fade. S\u00e3o Jos\u00e9 trabalhou com Jesus. O trabalho do sacerdote j\u00e1 foi muito solit\u00e1rio. Cada um na sua par\u00f3quia. Hoje ter\u00e1 de ser sempre com outros, sacerdotes e leigos. Estes n\u00e3o s\u00e3o meros executores de ordens. Enriquecemo-nos com eles e a Igreja ser\u00e1 sempre um projecto comum. Se pensarmos que devemos ser um pai trabalhador, saberemos tamb\u00e9m entregar a vida ao servi\u00e7o do Reino.<\/p>\n<p>Trabalhar com paix\u00e3o e alegria j\u00e1 \u00e9 muito significativo na economia do Reino. Teremos de trabalhar com coragem criativa. As poucas passagens onde S\u00e3o Jos\u00e9 \u00e9 referido nos Evangelhos mostram como ele nem sempre se encontra na situa\u00e7\u00e3o de repetir o que sabia e sempre fez. Bel\u00e9m e Egipto foram lugares de muitas interroga\u00e7\u00f5es. Imagino Maria e Jos\u00e9 a discernirem juntos, num di\u00e1logo confiante e uma grande dose de confian\u00e7a para arriscar. Os caminhos n\u00e3o eram claros. Surgiu a coragem de quem acreditava e ousava descobrir caminhos novos nos quais nunca tinham pensado. As noites foram longas mas acreditaram na aurora, n\u00e3o de um modo passivo mas investindo tudo o que tinham. Foram muitos os momentos de trabalho a dois. Os caminhos n\u00e3o estavam tra\u00e7ados. Acreditaram e deram tudo o que tinham. Mais do que nunca, a miss\u00e3o do padre \u00e9 a miss\u00e3o de um pai com coragem criativa. N\u00e3o sabemos o amanh\u00e3 da Igreja. S\u00e3o muitos os inimigos, \u00e0 descoberta ou camufladamente. Se assim quisermos investir, Deus encontrar\u00e1 sempre a forma de realizar a salva\u00e7\u00e3o que Ele quer oferecer ao mundo. N\u00e3o temos manuais ou GPS a determinar o caminho a seguir. \u00c9 preciso muita persist\u00eancia e resili\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 trabalho de alguns. Toca-nos o agora e s\u00f3 com muita coragem criativa seremos fi\u00e9is \u00e0 nossa voca\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Damos mais um passo em frente para mostrar o nosso cora\u00e7\u00e3o de pai na obedi\u00eancia. N\u00e3o se trata s\u00f3 de aderir a verdades e determina\u00e7\u00f5es. Seria muito mais f\u00e1cil se tudo estivesse determinado. Bastaria ir cumprindo. E como \u00e9 importante esta atitude de aderir ao superiormente determinado! N\u00e3o nos ficaria mal se quotidianamente verific\u00e1ssemos qual \u00e9 a b\u00fassola do nosso ser e agir. Talvez nem sempre nos encontremos a percorrer os caminhos da Igreja. N\u00e3o precisaremos de mais obedi\u00eancia, interpretada no sentido cl\u00e1ssico? O itiner\u00e1rio est\u00e1 tra\u00e7ado nos documentos eclesiais, mas o aventureirismo continua a ser a grande atrac\u00e7\u00e3o. Preferimos linhas paralelas e de descobertas pessoais, quando dever\u00edamos apreciar o lado a lado, com metas previamente definidas, acrescentando mais valia com as nossas qualidades e talentos. S\u00f3 juntos e fi\u00e9is tornamos o testemunho eloquente e cred\u00edvel. A autorreferencialidade n\u00e3o constr\u00f3i.<\/p>\n<p>Falando de S\u00e3o Jos\u00e9, o Papa Francisco explicita que ele foi o homem que quis cumprir a vontade de Deus, num permanente fiat como Maria, nem sempre compreendendo o que poderia vir a acontecer. Deus foi manifestando o caminho atrav\u00e9s de sonhos. O Papa fala de quatro sonhos exemplificando com passagens evang\u00e9licas. Jos\u00e9, sendo o homem do concreto, foi o homem dos sonhos. N\u00e3o das utopias abstratas mas daquilo que comanda a vida lhe abre horizontes. Tamb\u00e9m n\u00f3s precisamos de sonhos. Saber que a luz, terna e suave, nos quer levar mais longe, a destinos remotos e impens\u00e1veis. O caminho n\u00e3o est\u00e1 percorrido. H\u00e1 muita novidade a esperar por n\u00f3s e o amanh\u00e3 ser\u00e1, inevitavelmente, melhor do que o hoje, mesmo que tenhamos de passar por desertos ou ultrapassar tempestades. A vontade de mais e melhor deve ser a nossa companhia di\u00e1ria. Ter uma certa insatisfa\u00e7\u00e3o que desinstala e abre oportunidades e alegrias impensadas. Saiu, h\u00e1 dias, uma entrevista biogr\u00e1fica do Papa Francisco, intitulada \u201csonhamos juntos\u201d. O caminho para um futuro melhor. \u00c9 aqui que nos devemos situar. Juntos acontecer\u00e1 o melhor para n\u00f3s, como seres humanos e como sacerdotes da Igreja que amamos.<\/p>\n<p>Aproximamo-nos do fim e sentimos que devemos ser um pai na sombra. Pode parecer custoso. Temos tantos modelos de homens e mulheres, santos e n\u00e3o s\u00f3, que deixaram rastos na hist\u00f3ria da Humanidade permanecendo na sombra, n\u00e3o querendo nem procurando, mesmo que inadvertidamente, andar nas primeiras p\u00e1ginas. \u00c9 f\u00e1cil querer colher depois de ter semeado, esperar por recompensas humanas ou espirituais. Sem d\u00favida que \u00e9 humano o reconhecimento. S\u00f3 que, interiormente, deve haver muita pobreza. Come\u00e7amos a n\u00e3o ser considerados. No passado, ainda recente, talvez a motivar os nossos comportamentos, ser Abade ou Reitor era compensador. Havia sempre alguma coisa que alimentava o ego. Perdemos o estatuto, e a alegria est\u00e1 no que vamos exercendo com dedica\u00e7\u00e3o e humildade. \u201cTodos podem encontrar em S\u00e3o Jos\u00e9 &#8211; o homem que passa desapercebido, o homem da presen\u00e7a quotidiana discreta e escondida &#8211; um intercessor, um amparo e um guia nos momentos de dificuldade. S\u00e3o Jos\u00e9 lembra-nos que todos aqueles que est\u00e3o, aparentemente, escondidos ou em segundo plano, tem um protagonismo sem paralelo na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Se fomos descortinando, durante esta reflex\u00e3o de Quinta-feira, oportunidades para rever e renovar as nossas promessas sacerdotais, ser um pai na sombra ajuda a recentralizar o dom da castidade. \u201cA felicidade de Jos\u00e9 n\u00e3o se situa na l\u00f3gica do sacrif\u00edcio de si mesmo, mas na l\u00f3gica do d\u00e3o de si mesmo\u201d. \u201cNunca se colocou a si mesmo no centro; soube descentralizar-se, colocou Maria e Jesus no centro da sua vida\u201d.<\/p>\n<p>A nossa voca\u00e7\u00e3o celibat\u00e1ria deve chegar \u00e0 matura\u00e7\u00e3o do dom de si, mesmo nunca ficando apenas na l\u00f3gica do sacrif\u00edcio. Se n\u00e3o chegarmos a esta experi\u00eancia nunca experimentaremos \u201ca beleza e a alegria\u201d do amor para ficar s\u00f3 na \u201ctristeza, infelicidade e frustra\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO mundo precisa de pais, rejeita os dominadores, isto \u00e9, rejeita quem quer usar a posse do outro para preencher o seu pr\u00f3prio vazio; rejeita aqueles que confundem autoridade com autoritarismo, servi\u00e7o com servilismo, confronto com opress\u00e3o, caridade com assistencialismo, for\u00e7a com destrui\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Este ano, dedicado a S\u00e3o Jos\u00e9, deixei uma mensagem para que sejamos capazes de dar \u00e0 palavra \u201cPadre&#8221; todo o significado que encerra. \u00c9 ternura, acolhimento, trabalho, coragem criativa, obedi\u00eancia, vida na sombra. Percorrendo estes degraus, chegamos a uma s\u00edntese: somos pais amados. Amados por Deus, que repousar\u00e1 sobre cada um a Sua paternidade benevolente, misericordiosa, sens\u00edvel. Um pai de alegria, conc\u00f3rdia, realiza\u00e7\u00e3o, festa. Uma experi\u00eancia de casa onde se saboreia o amor nos dias sombrios ou de sol, nas noites estreladas ou de temporal. Um recanto de car\u00edcias no mundo que tudo promete e d\u00e1 muito pouco.<\/p>\n<p>Amados por Deus, seremos, tamb\u00e9m, amados pelo povo que sabe reconhecer o dom da vida, gasta por ele em experi\u00eancias que nem sempre parecem encontrar recompensa humana. O povo apercebe-se daquilo que nos movimenta. N\u00e3o corresponde a interesses pessoais mas sacrif\u00edcios perante actos de generosidade. Sentimo-lo sempre mas, sobretudo, nos nossos funerais. A\u00ed h\u00e1 muita tristeza pela perda mas tamb\u00e9m alegria pelo bem que foram recebendo. Talvez os grandes n\u00e3o nos considerem e reconhe\u00e7am. Os pobres e os abandonados sabem-no mostrar, se a vida foi para eles ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Como S\u00e3o Jos\u00e9, um pai amado por Jesus e Maria, mas tamb\u00e9m pelo povo crist\u00e3o. Nunca seremos esquecidos pelo cuidado prestado ao pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>\u2020 Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":9,"featured_media":184299,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[172],"class_list":["post-203788","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-braga"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/203788","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=203788"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/203788\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/184299"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=203788"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=203788"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=203788"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}