{"id":203782,"date":"2021-04-01T16:37:00","date_gmt":"2021-04-01T15:37:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=203782"},"modified":"2021-04-01T16:37:00","modified_gmt":"2021-04-01T15:37:00","slug":"homilia-do-arcebispo-de-braga-na-missa-vespertina-da-ceia-do-senhor-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-arcebispo-de-braga-na-missa-vespertina-da-ceia-do-senhor-2\/","title":{"rendered":"Homilia do arcebispo de Braga na Missa Vespertina da Ceia do Senhor"},"content":{"rendered":"<p><em>Como o Samaritano, dar uma m\u00e3o<\/em><!--more--><\/p>\n<p>Quero neste Tr\u00edduo Pascal recordar os principais desafios do nosso Programa Pastoral. Em Quinta-feira Santa, dia da Institui\u00e7\u00e3o da Eucaristia com o gesto do lava-p\u00e9s, e da consigna\u00e7\u00e3o do Mandamento Novo, sublinho as palavras que acabamos de ouvir: \u201cEle, que amou as seus que estavam no mundo, amou-os at\u00e9 ao fim\u201d. \u201cDei-vos um exemplo, para que assim como eu fiz, v\u00f3s fa\u00e7ais tamb\u00e9m\u201d. \u00c9 o amor vivido que se torna exemplo para que tamb\u00e9m o vivamos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Programa Pastoral diz que devemos criar consci\u00eancia em todas as comunidades de que a caridade \u00e9 a miss\u00e3o constitutiva de toda a Igreja, devendo ser concretizada em todos os ambientes, particularmente nas fam\u00edlias. Apoiar as fam\u00edlias na redescoberta do que significa ser e viver como \u201cIgreja Dom\u00e9stica\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cheg\u00e1mos ao momento alto da nossa caminhada quaresmal. Dissemos que seria marcada por compromissos concretos, a partir do cuidado ao pr\u00f3ximo com m\u00e3os de samaritano. Neste dia, Jesus quis celebrar a P\u00e1scoa judaica, seguindo todas as tradi\u00e7\u00f5es, mas preparando os Ap\u00f3stolos para a verdadeira P\u00e1scoa que iria inaugurar. Esta teria lugar com a entrega da Sua vida, acontecimento singular, mas a ser vivenciada na experi\u00eancia da vida crist\u00e3. Assim como Cristo deu a sua vida, tamb\u00e9m o crist\u00e3o deve dar a vida pelos outros, sempre em gratuidade e generosidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hoje, ao celebrarmos a Institui\u00e7\u00e3o da Eucaristia, como prolongamento da Paix\u00e3o e Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, aceitemos o mandamento novo do amor crist\u00e3o, que havia sido pregado in\u00fameras vezes por Cristo mas que agora teria uma explica\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de um gesto que o crist\u00e3o nunca poder\u00e1 esquecer. Jesus n\u00e3o s\u00f3 disse aos seus Ap\u00f3stolos que se deveriam amar, mas concretizou-o realizando um sinal que era caracter\u00edstico dos escravos, daqueles que estavam ao servi\u00e7o dos senhores: lavou os p\u00e9s. Os Ap\u00f3stolos, na pessoa de Pedro, n\u00e3o queriam aceitar, mas Cristo quis dizer que o crist\u00e3o devia andar com a toalha \u00e0 cintura, pronto para responder \u00e0s solicita\u00e7\u00f5es pedidas, aquelas determinadas pela espontaneidade e exig\u00eancias silenciosas do amor. A toalha \u00e9 o emblema do crist\u00e3o. N\u00e3o para ser usada para si mas para permanecer como disponibilidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Jesus, com a par\u00e1bola do Samaritano, havia recordado que era necess\u00e1rio amar o pr\u00f3ximo, como mandamento que j\u00e1 vinha de longe, mas que importaria saber quem era o pr\u00f3ximo. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a fam\u00edlia, o amigo, o conhecido. \u00c9 toda e qualquer pessoa que encontramos na estrada da nossa vida, com necessidades materiais e espirituais. A toalha \u00e0 cintura explica e abre perspetivas que cada crist\u00e3o deve intuir e descobrir. Como consequ\u00eancia, a Igreja ter\u00e1 de aparecer diante do mundo nesta atitude de servi\u00e7o. Talvez o passado nos fale de dom\u00ednio e centralidade, de uma Igreja voltada para si na defesa das suas verdades. O Esp\u00edrito Santo est\u00e1 hoje a conduzi-la para o mundo, para a\u00ed viver segundo a gram\u00e1tica da aten\u00e7\u00e3o, disponibilidade, entrega \u00e0 causa. Ter\u00e1 de se descentrar e reconhecer que a l\u00f3gica da toalha ter\u00e1 de ser interpretada em todos os contextos humanos. Se n\u00e3o somos capazes de mergulhar nos problemas humanos, n\u00e3o s\u00f3 para os analisar e apresentar teorias consoladoras, mas para apostar em atitudes que transformem a vida de todos em experi\u00eancia feliz, n\u00e3o somos a Igreja que Deus quer e o mundo precisa. Temos usado, muitas vezes, a palavra autorreferencialidade. Deve ser banida. A miss\u00e3o acontece onde a Humanidade est\u00e1 ferida. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil mudar de refer\u00eancia mas \u00e9 o caminho a percorrer na reforma da Igreja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A celebra\u00e7\u00e3o da Institui\u00e7\u00e3o da Eucaristia com Cristo no centro da mesa, reunindo os seus Ap\u00f3stolos, mostra-nos a mesa da Humanidade onde teremos de trabalhar para que todos se sentem, n\u00e3o excluindo ningu\u00e9m mas garantindo dignidade de vida para todos. Os pobres e os desfavorecidos, com os seus diferentes rostos, s\u00e3o o caminho da Igreja. N\u00e3o \u00e9 por acaso que anualmente escolhemos algumas pessoas para a cerim\u00f3nia do lava-p\u00e9s. Queremos agradecer o servi\u00e7o que \u00e9 prestado em diversas \u00e1reas sociais mas alargamos o compromisso perante os variad\u00edssimos desafios que, se estivermos minimamente atentos, n\u00e3o s\u00e3o colocados quotidianamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A mesa da Humanidade ainda n\u00e3o oferece iguais situa\u00e7\u00f5es de dignidade para todas as pessoas. Poucos v\u00e3o-se banqueteando escandalosamente e uma grande maioria luta pelas migalhas de sobreviv\u00eancia e consola\u00e7\u00e3o. N\u00e3o ignoramos a grande evolu\u00e7\u00e3o registada no nosso pa\u00eds. Pretende-se garantir e assegurar igualdade de oportunidades para todos. Mas a mancha social ainda \u00e9 muito sombria. \u00c9 neste cen\u00e1rio que a vida da Igreja, para os crist\u00e3os e para as comunidades, se movimenta, sabendo que deve ir ao encontro das margens para n\u00e3o esquecer ningu\u00e9m. Podem ser poucos. Todos est\u00e3o a pedir-nos proximidade. Numa Igreja que se quer samaritana, teremos de sair de Jerusal\u00e9m, do templo, para nos dirigirmos \u00e0 vida dos Homens que encontramos, fora na cidade de Jeric\u00f3, ou nos caminhos a percorrer. Muito temos feito. Muito mais teremos de fazer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesta Quinta-feira Santa, estou a servir-me de diversos sinais. N\u00e3o se trata de uma figura ret\u00f3rica. Eles encerram propostas que cada um deve escolher. Que nos poder\u00e3o sugerir a mesa da Humanidade e a toalha? Ou\u00e7amos e juntos discirnamos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gostaria de acrescentar outra imagem, situando-me no Programa Pastoral para a Quaresma: as m\u00e3os. Sabemos que significam muita coisa. Trata-se da multiplicidade de atitudes que o amor sugere. Podem servir para assinar, contar, ajudar, pedir, acariciar, amea\u00e7ar, suplicar, chamar, admirar, brincar, aplaudir, escrever, comer. Poderia continuar e ficaria sempre incompleto. Amar o pr\u00f3ximo tem um conjunto de manifesta\u00e7\u00f5es impens\u00e1veis. Da\u00ed que o amor \u00e9 sempre uma escola onde se vai aprendendo para reconhecer que sabemos muito pouco desta arte de amar. Quando antes convidei para que sa\u00edssemos para fora, quero reconhecer que o pr\u00f3ximo \u00e9 aquele que caminha connosco no dia-a-dia. Todos s\u00e3o candidatos a que os amemos com gestos novos a sugerir pelo cora\u00e7\u00e3o. Nunca me cansei de dizer que precisamos de nos amar, cada dia de um modo diferente, em casa, no trabalho e na comunidade. As comunidades paroquiais s\u00e3o muito amorfas, distantes, frias. Precisamos de criar proximidade e de mostrar que a vida dos outros nos interessa e diz respeito. Habitu\u00e1mo-nos com facilidade e n\u00e3o damos ao mandamento novo a expressividade que deve ter. A sinodalidade tamb\u00e9m quer dizer isso e ser bom samaritano para o outro n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para os momentos de dor e de luto. A vida deve ser cheia de gestos que demonstram o que somos. N\u00e3o podemos ficar na profiss\u00e3o de f\u00e9. Teremos de dar vitalidade no concreto da vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Acrescento, ainda, um outro significado \u00e0 palavra m\u00e3os. Usamos com frequ\u00eancia a express\u00e3o dar uma m\u00e3o. Numa Igreja sinodal \u00e9 fundamental que o fa\u00e7amos, colocando cada um em jogo na responsabilidade que lhe compete na miss\u00e3o eclesial e que corresponde ao exerc\u00edcio de uma cidadania participativa. Responsabilidade e cidadania n\u00e3o est\u00e3o muito presentes numa sociedade alicer\u00e7ada no ego\u00edsmo e no individualismo. Vimos como \u00e9 fundamental sentir-se no mesmo barco e remar juntos nas \u00e1guas agitadas da atualidade. Vamos, por isso, dar uma m\u00e3o para uma Igreja mais comunit\u00e1ria ao servi\u00e7o de uma sociedade mais igual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7a por querermos dar uma m\u00e3o na edifica\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia. N\u00e3o basta juntar pessoas para que a fam\u00edlia aconte\u00e7a. \u00c9 um trabalho persistente de todos os membros. Mais uma vez, e pe\u00e7o desculpa por voltar a insistir, aponto a meta de fam\u00edlias como igrejas dom\u00e9sticas. Acredito que o futuro da Igreja passar\u00e1 muito por a\u00ed. H\u00e1 caminho percorrido mas necessitamos de muito mais. Ter\u00e3o de ser as fam\u00edlias a consolidar um esquema constitutivo do que isto significa para ir em envolvendo outras. Sem experi\u00eancias concretas nunca teremos raz\u00f5es motivadoras, por muitas li\u00e7\u00f5es que d\u00eamos. J\u00e1 temos algumas experi\u00eancias. Muitos poder\u00e3o pensar que \u00e9 ut\u00f3pico. A experi\u00eancia dos primeiros crist\u00e3os confirma que \u00e9 o caminho a percorrer no meio de uma sociedade que se diz indiferente mas que muitas vezes \u00e9 hostil. Da\u00ed que, neste ambiente de Quinta-feira Santa, especial na sua celebra\u00e7\u00e3o por causa da pandemia, pensando nas aventuras que o mandamento do amor poder\u00e1 solicitar a partir da simbologia das m\u00e3os, pe\u00e7o aos nossos crist\u00e3os: Vamos dar uma m\u00e3o na edifica\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias, comunidades de amor, respons\u00e1veis pela Igreja e sociedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Alargando o \u00e2mbito da a\u00e7\u00e3o, renovo o apelo, t\u00e3o bem formulado muitas vezes, para dar uma m\u00e3o na edifica\u00e7\u00e3o de comunidades crist\u00e3s, a partir das par\u00f3quias e dos santu\u00e1rios. Sabemos o caminho. \u201cViver intensamente a caridade para oferecer um rosto sinodal e samaritano \u00e0 Igreja, que se faz pr\u00f3xima para cuidar e acompanhar como Jesus Cristo, Bom Samaritano\u201d. Na celebra\u00e7\u00e3o da centralidade da nossa f\u00e9, revelada em Cristo pela Palavra enunciada mas sobretudo imolada na entrega da vida por amor para reunir o povo que andava disperso, n\u00e3o podemos viver de palavras. Somos crist\u00e3os de obras e as nossas comunidades necessitam de mais entusiasmo e dedica\u00e7\u00e3o. S. Paulo referia que ainda n\u00e3o foi at\u00e9 ao sangue a nossa luta pela realiza\u00e7\u00e3o de um mundo mais fraterno. N\u00e3o \u00e9 ousadia reconhecer que as comunidades deveriam ser um esbo\u00e7o de uma sociedade nova. A carta a Diogneto, nos in\u00edcios do cristianismo, reconhecia que os crist\u00e3os n\u00e3o se diferenciassem dos outros no estilo de viver mas tinham uma alma que os comprometia no testemunho de um amor comunit\u00e1rio que mostrava a validade da experi\u00eancia revolucion\u00e1ria que est\u00e1 a iniciar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As comunidades necessitam de uma nova vitalidade nascida da plurifacetada maneira de viver o amor. A predile\u00e7\u00e3o deve ir para os pobres e mais necessitados mas entre todos ter\u00e1 de correr uma seiva que motiva para mostrar que apenas o amor permanece. Vamos dar uma m\u00e3o na edifica\u00e7\u00e3o de comunidades a nascer e a crescer atrav\u00e9s da Palavra, reunidas em celebra\u00e7\u00f5es alegres e Festivas, e a criar dinamismo novo para ir ao encontro do mundo a evangelizar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A vida crist\u00e3 n\u00e3o pode ficar numa aventura pessoal e comunit\u00e1ria. \u00c9 in\u00fatil se n\u00e3o se torna fermento na sociedade. \u00c9 mais uma vertente frequentemente solicitada mas ainda com pouca incid\u00eancia concreta. O amor crist\u00e3o tem de chegar \u00e0s realidades terrestres. Por isso, vamos dar uma m\u00e3o na edifica\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais humana. Jesus mandou os seus disc\u00edpulos percorrer as estradas do mundo e enviou os dois a dois. O mundo \u00e9 o est\u00e1dio para cada crist\u00e3o jogar a vida crist\u00e3. N\u00e3o o poder\u00e1 fazer sozinho. A sua responsabilidade \u00e9 \u00fanica e insubstitu\u00edvel. Sem companheiros de jornada os resultados ser\u00e3o residuais. Teremos de ir concretizando verdadeiras c\u00e9lulas de ambiente para colocar o Evangelho no cora\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os vitais, de modo a criar uma rede que capilarmente vai influenciando a sociedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Papa Francisco afirma que a evangeliza\u00e7\u00e3o hoje ter\u00e1 de ser por transbordamento. Possu\u00eddos pelo amor de Deus, vamos derramando nos problemas e alegrias da vida concreta. A medicina, a pol\u00edtica, o ensino, \u00e0 sa\u00fade, a economia est\u00e3o a precisar de algo que lhe podemos dar. Parece que tudo caminha \u00e0 margem do Evangelho. O amor \u00e9 operativo. Vamos dar uma m\u00e3o na edifica\u00e7\u00e3o de uma sociedade que abarca uma infinidade de desafios esperando alguma coisa que mostre que o caminho deve ser diferente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Depois da Ceia, Jesus dirigiu-se para o Jardim das Oliveiras e iniciou a miss\u00e3o para a qual for enviado pelo pai. Os disc\u00edpulos dispersaram-se. Ficou sozinho. Todos o abandonaram. Hoje n\u00e3o podemos abandonar. Teremos de estar com Ele aceitando o caminho a percorrer. Fazemo-lo todos juntos e nunca esquecendo que na mesa da fraternidade teremos de colocar a toalha para servir, dando uma m\u00e3o na edifica\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias igrejas dom\u00e9sticas, de comunidades verdadeiramente crist\u00e3s e de sociedades humanas com o fermento do Evangelho. Mais uma vez repetimos apelos muitas vezes formulados. N\u00e3o s\u00f3 manifestemos a vontade de dar uma m\u00e3o mas com Cristo, agora vivo e cooperante na Eucaristia que instituiu para ficar connosco, m\u00e3os \u00e0 obra. N\u00e3o estamos sozinhos. Assim, fam\u00edlia \u00e9 o princ\u00edpio e o motivo da Igreja renovada e de uma sociedade humanizada. Trabalhemos para que se torne o que \u00e9. O resto acontecer\u00e1.<\/p>\n<p><em>D. Jorge Ortiga<\/em><\/p>\n<p><em>Arcebispo Primaz<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como o Samaritano, dar uma m\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":107851,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[172],"class_list":["post-203782","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-braga"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/203782","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=203782"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/203782\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/107851"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=203782"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=203782"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=203782"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}