{"id":203547,"date":"2021-03-31T15:51:40","date_gmt":"2021-03-31T14:51:40","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=203547"},"modified":"2021-04-01T08:16:20","modified_gmt":"2021-04-01T07:16:20","slug":"mocambique-cabo-delgado-parece-um-cenario-de-um-filme-de-terror","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mocambique-cabo-delgado-parece-um-cenario-de-um-filme-de-terror\/","title":{"rendered":"Mo\u00e7ambique: Cabo Delgado parece \u00abum cen\u00e1rio de um filme de terror\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><em>\u00abA sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 que a prov\u00edncia de Cabo Delgado n\u00e3o pertence a Mo\u00e7ambique\u00bb, afirma a irm\u00e3 M\u00f3nica da Rocha que acolhe refugiados em Lichinga<\/em><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Lichinga_Irma-Monica_Reparadoras.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-203560 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Lichinga_Irma-Monica_Reparadoras.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"844\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Lichinga_Irma-Monica_Reparadoras.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Lichinga_Irma-Monica_Reparadoras-400x225.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Lichinga_Irma-Monica_Reparadoras-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Lichinga_Irma-Monica_Reparadoras-768x432.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Lichinga_Irma-Monica_Reparadoras-1080x608.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Lichinga_Irma-Monica_Reparadoras-1280x720.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Lichinga_Irma-Monica_Reparadoras-980x551.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Lichinga_Irma-Monica_Reparadoras-480x270.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Lichinga, Mo\u00e7ambique, 31 mar 2021 (Ecclesia) \u2013 A irm\u00e3 M\u00f3nica da Rocha, das Irm\u00e3s Reparadoras de Nossa Senhora de F\u00e1tima (IRNSF), afirma que Cabo Delgado parece \u201cum cen\u00e1rio de um filme de terror\u201d e alerta para as necessidades das pessoas que se refugiam em Lichinga, a 454 quil\u00f3metros.<\/p>\n<p>\u201cSinto revolta e impot\u00eancia perante esta realidade. Revolta porque considero que h\u00e1 muito se poderia ter acabado com esta guerra t\u00e3o cruel e sem sentido, a come\u00e7ar pelo pr\u00f3prio governo que internamente se mant\u00e9m em sil\u00eancio e passa uma mensagem ao povo de que tudo est\u00e1 bem e sob controlo\u201d, revela a religiosa natural de Arouca num testemunho enviado \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>Segundo a irm\u00e3 M\u00f3nica da Rocha, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 que a \u201cprov\u00edncia de Cabo Delgado n\u00e3o pertence a Mo\u00e7ambique\u201d, porque nas not\u00edcias nacionais \u201cpouco ou nada \u00e9 relatado\u201d sobre a situa\u00e7\u00e3o em Cabo Delgado, e os jornalistas que iam denunciando algumas situa\u00e7\u00f5es \u201cforam amea\u00e7ados ou desapareceram\u201d.<\/p>\n<p>Os conflitos armados na regi\u00e3o de Cabo Delgado, no Norte de Mo\u00e7ambique, provocaram mais de 700 mil deslocados e de duas mil mortes e est\u00e3o na origem de uma crise humanit\u00e1ria que se vem agravando desde 2017.<\/p>\n<p>A Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s Reparadoras de Nossa Senhora de F\u00e1tima (IRNSF) est\u00e1 em Lichinga, na prov\u00edncia do\u00a0Niassa, desde outubro de 2001, a 454 quil\u00f3metros de Cabo Delgado onde chegam pessoas que fogem aos ataques armados.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEles vieram de repente e fugimos todos de casa, s\u00f3 tivemos tempo de esconder na pocilga dos porcos, mas, nem todos conseguimos. Os que foram apanhados foram cortados aos bocados para que os que estavam escondidos acabassem por aparecer mas conseguimos ficar em sil\u00eancio\u201d, disse um grupo de sobreviventes.<\/p><\/blockquote>\n<p>A religiosa portuguesa, que est\u00e1 h\u00e1 tr\u00eas anos em Lichinga, sente \u201cimpot\u00eancia\u201d ao ouvir os relatos e ver o sofrimento de quem ajuda e partilhou alguns testemunhos.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cTocaram o sino da igreja e as pessoas sa\u00edram de casa e reuniram-se no meio da aldeia, como costumavam fazer quando era preciso dar alguma informa\u00e7\u00e3o importante. Eles mandaram as crian\u00e7as embora e pegaram fogo \u00e0s pessoas que n\u00e3o fossem mu\u00e7ulmanas e quem tentava fugir era morto a tiro\u201d, acrescentaram.<\/p><\/blockquote>\n<p>A irm\u00e3 M\u00f3nica da Rocha contextualiza que quando come\u00e7aram a chegar os deslocados, o governo criou alguns centros de apoio e campos com tendas mas esses espa\u00e7os tornaram-se insuficientes e muitas pessoas foram acolhidos nos bairros.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o da Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s Reparadoras de Nossa Senhora de F\u00e1tima em Lichinga \u00e9 composta por duas religiosas e quatro jovens aspirantes e recebem cerca de 160 crian\u00e7as em idade pr\u00e9-escolar, auxiliam na pastoral paroquial mas, por causa da pandemia Covid-19, h\u00e1 mais de um ano que a \u201cescolinha\u201d est\u00e1 fechada e n\u00e3o t\u00eam atividades na par\u00f3quia e na comunidade envolvente.<\/p>\n<p>Um ataque em Palma, no \u00faltimo dia 24, provocou dezenas de mortes, segundo o Minist\u00e9rio da Defesa mo\u00e7ambicano; o autoproclamado \u2018Estado Isl\u00e2mico\u2019 reivindicou na segunda-feira o controlo da vila, junto \u00e0 fronteira com a Tanz\u00e2nia.<\/p>\n<p>O p\u00e1roco, o padre Ant\u00f3nio Chamboco, que n\u00e3o estava em Palma na altura do ataque, adiantou que tem poucas informa\u00e7\u00f5es sobre os crist\u00e3os e n\u00e3o sabe se a igreja e a casa paroquial foram destru\u00eddas.<\/p>\n<p>\u201cSobre os crist\u00e3os, tenho algumas not\u00edcias a partir das pessoas que foram resgatadas e j\u00e1 chegaram a Pemba. Um coordenador respondeu nas proximidades da fronteira com a Tanz\u00e2nia, o outro fugiu para Nangade; Dos outros crist\u00e3os n\u00e3o se sabe quase nada\u201d, <a href=\"https:\/\/www.fundacao-ais.pt\/pt\/noticias\/noticias1-mocambique---dos-cristaos-nao-se-sabe-quase-nada--diz-padre-de-palma-em-declaracoes-a-fundacao-ais\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">desenvolveu<\/a> em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre (AIS), enviadas hoje \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p><em>CB\/PR<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abA sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 que a prov\u00edncia de Cabo Delgado n\u00e3o pertence a Mo\u00e7ambique\u00bb, afirma a irm\u00e3 M\u00f3nica da Rocha que acolhe refugiados em 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