{"id":20335,"date":"2006-09-26T14:31:49","date_gmt":"2006-09-26T14:31:49","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/09\/26\/violencia-apadrinhada-pela-religiao\/"},"modified":"2006-09-26T14:31:49","modified_gmt":"2006-09-26T14:31:49","slug":"violencia-apadrinhada-pela-religiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/violencia-apadrinhada-pela-religiao\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia apadrinhada pela religi\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Voltou ao de cima o mote da viol\u00eancia. Na verdade nunca nos abandonou como nunca se separou do homem ao longo da sua hist\u00f3ria. Sobreviver ao longo de mil\u00e9nios associou-se, sem aparente alternativa, a matar para estar vivo. Cada vez mais o homem hoje procura vigiar, pelo ecr\u00e3, a savana nos seus jogos cru\u00e9is de predador sempre amea-\u00e7ada de morte. E muitas vezes ao olhar essas imagens v\u00ea uma esp\u00e9cie de par\u00e1bola de si mesmo e pergunta se n\u00e3o andaremos perto da selva quando nos passeamos no mais aveludado dos tapetes ou nas estradas largu\u00edssimas do conforto moderno onde nos apresentamos como seres superiores &#8211; quase divinos &#8211; repetindo, no quotidiano, gestos de defesa e ataque como os rastejantes, felinos ou voadores de garras feitas para o combate. Neste trilho deparamos com a raz\u00e3o, a f\u00e9, a alma, o afecto, a d\u00e1diva, a concilia\u00e7\u00e3o, a paz proposta e aceite. Por este par\u00e2metro medimos a nossa real altura e pesamos o ouro da nossa dignidade. Mas percebemos que nada \u00e9 linear. Aconteceram, n\u00e3o h\u00e1 muito, duas guerras mundiais, holocaustos, invas\u00f5es, penas de morte tecnicamente executadas, pontes perfeitas entre o sublime e o aviltante que parece habitar o cidad\u00e3o electr\u00f3nico, infor-m\u00e1tico, cem vezes doutor de ci\u00eancias, de conhecimentos sobre o homem, cirurgi\u00e3o do ps\u00edquico, qu\u00edmico de todas as combina\u00e7\u00f5es de f\u00e1rmacos que salvam e matam povos e civiliza\u00e7\u00f5es. E ainda p\u00f3los de desenvolvimento e primitivismo que coabitam a dist\u00e2ncias m\u00ednimas dentro do mesmo planeta que geme, sufocado pelos estrangulamentos, muitos dos quais provocados pelo progresso.  Em que ficamos, afinal? Na paz como um desiderato po\u00e9tico ou m\u00edstico sem assento real na vida dos povos? Em boa verdade a paz coabita e caminha no nosso mundo. Sempre em risco e rodeada de amea\u00e7as. Mas sempre que se vence a escravid\u00e3o, se consegue um acordo, se reafirma a dignidade, se recome\u00e7a um di\u00e1logo. Mesmo se se debate, em liberdade e respeito, uma multi-plicidade de cren\u00e7as, ideias e opini\u00f5es. A paz \u00e9 tamb\u00e9m um fruto crist\u00e3o. E acontece quando se desmonta a m\u00e1quina da morte e da viol\u00eancia, no encal\u00e7o de entendimento entre culturas e religi\u00f5es. Hoje mais que nunca \u00e9 impens\u00e1vel a viol\u00eancia apadrinhada pela religi\u00e3o.  Ant\u00f3nio Rego <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltou ao de cima o mote da viol\u00eancia. Na verdade nunca nos abandonou como nunca se separou do homem ao longo da sua hist\u00f3ria. Sobreviver ao longo de mil\u00e9nios associou-se, sem aparente alternativa, a matar para estar vivo. 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