{"id":20321,"date":"2006-09-25T17:27:12","date_gmt":"2006-09-25T17:27:12","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/09\/25\/migracoes-e-juventude-oportunidade-para-a-igreja-e-sociedade-na-europa\/"},"modified":"2006-09-25T17:27:12","modified_gmt":"2006-09-25T17:27:12","slug":"migracoes-e-juventude-oportunidade-para-a-igreja-e-sociedade-na-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/migracoes-e-juventude-oportunidade-para-a-igreja-e-sociedade-na-europa\/","title":{"rendered":"Migra\u00e7\u00f5es e Juventude: oportunidade para a Igreja e Sociedade na Europa"},"content":{"rendered":"<p>Conclus\u00f5es do encontro do Conselho das Confer\u00eancias Episcopais da Europa (CCEE) <!--more--> De 21 a 24 de Setembro de 2006 reuniram-se em Siguenza (Espanha), sob o convite de D. Jos\u00e9 Sanchez, bispo da diocese de Siguenza-Guadalajara, os directores nacionais e bispos promotores da pastoral de migra\u00e7\u00f5es, em representa\u00e7\u00e3o de 25 Confer\u00eancias Episcopais da Europa. O encontro, organizado pelo Conselho das Confer\u00eancias Episcopais da Europa (CCEE), na presen\u00e7a do seu secret\u00e1rio-geral, Pe. Aldo Giordano, foi presidido por D. Lu\u00eds Pel\u00e2tre, Vig\u00e1rio apost\u00f3lico de Istambul (Turquia) e presidente da Comiss\u00e3o de Migra\u00e7\u00f5es do CCEE. O tema \u201cMigra\u00e7\u00f5es e Juventude: oportunidade para a Igreja e Sociedade na Europa\u201d foi analisado mediante abordagens nas \u00e1reas da sociologia, teologia e pastoral por peritos e aprofundado \u00e0 luz da experi\u00eancia dos participantes. Os representantes das Organiza\u00e7\u00f5es Cat\u00f3licas Internacionais (COMECE, ICMC e Caritas Europa) associaram-se igualmente a esta reflex\u00e3o. Os jovens da migra\u00e7\u00e3o constituem uma realidade incontorn\u00e1vel das nossas sociedades. S\u00e3o diferentes pelas suas origens culturais, \u00e9tnicas e religiosas; pela pr\u00f3pria hist\u00f3ria migrat\u00f3ria ou pela dos seus pais. Eles s\u00e3o filhos de imigrantes, apelidados de 2\u00aa e 3\u00aa gera\u00e7\u00f5es, nascidos, em geral, no pa\u00eds de acolhimento; uns chegam de maneira regular para prosseguir os seus estudos, trabalhar ou unir-se \u00e0s suas fam\u00edlias; outros chegam de forma irregular ou como requerentes de asilo para fugir \u00e0 pobreza ou viol\u00eancia generalizadas nos seus pa\u00edses; muitos s\u00e3o ainda crian\u00e7as, rapazes e raparigas v\u00edtimas do tr\u00e1fico de seres humanos\u2026  Pelo facto de se situarem na conflu\u00eancia de culturas e hist\u00f3rias humanas t\u00e3o diversas, os jovens jogam um papel capital no processo de coes\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o sociais: eles s\u00e3o ponte entre culturas e artes\u00e3os de um povo novo. No entanto, as suas identidades complexas, as suas m\u00faltiplas perten\u00e7as \u2013 entre outras, a perten\u00e7a religiosa ou as suas ra\u00edzes distantes daquelas europeias &#8211;  servem habitualmente como pretexto para muitos deles serem considerados como elementos marginais ou estranhos \u00e0s nossas sociedades e igrejas. Os jovens da migra\u00e7\u00e3o \u2013 nascidos no pa\u00eds de acolhimento ou rec\u00e9m-chegados \u2013 quando desejam participar de maneira activa na vida da sociedade s\u00e3o muitas vezes confrontados com numerosas dificuldades: discrimina\u00e7\u00f5es, atitudes racistas, exclus\u00e3o do mercado de trabalho e da vida politica, forma\u00e7\u00e3o escolar e profissional insuficientes, falta de protec\u00e7\u00e3o\u2026 Eles colocam \u00e0s sociedades da Europa e \u00e0s Igrejas o desafio de recusar o medo das diferen\u00e7as e o medo da novidade. S\u00e3o, com efeito, sinais e actores de um povo novo em devir. Eles s\u00e3o sujeitos das suas pr\u00f3prias vidas. Os jovens crist\u00e3os s\u00e3o, por seu lado, sinais e actores de uma Igreja testemunha da novidade do Senhor que, pela sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o, gerou uma fraternidade universal. Eles s\u00e3o o nosso presente, o presente da Igreja e da sociedade. Neste sentido, os participantes interrogaram-se sobre a maneira atrav\u00e9s da qual as igrejas podem aproveitar a oportunidade de responder \u00e0s aspira\u00e7\u00f5es e aos questionamentos dos jovens da migra\u00e7\u00e3o. No final do encontro e conscientes das suas responsabilidades ao servi\u00e7o da miss\u00e3o da Igreja, prop\u00f5e-se as seguintes <b>recomenda\u00e7\u00f5es pastorais:<\/b>  1.\tAs igrejas dos pa\u00edses de acolhimento, de tr\u00e2nsito e de partida dos jovens da migra\u00e7\u00e3o s\u00e3o chamadas a responder, num esp\u00edrito de di\u00e1logo e colabora\u00e7\u00e3o, \u00e0s crises de angustia social e espiritual dos jovens, de modo particular relativamente aqueles que se encontram em situa\u00e7\u00e3o irregular ou s\u00e3o vitimas do tr\u00e1fico, procurando com os diferentes respons\u00e1veis civis e pol\u00edticos as solu\u00e7\u00f5es mais humanas.  2.\tOs jovens da migra\u00e7\u00e3o pedem a cria\u00e7\u00e3o de \u201cespa\u00e7os fraternos\u201d onde possam reaprender a auto-estima, consolidar a consci\u00eancia da pr\u00f3pria identidade, crescer na f\u00e9, refontalizar-se espiritualmente e encontrar o seu lugar na sociedade e na Igreja.  3.\t\u00c9 importante e necess\u00e1rio valorizar, nesses \u201cespa\u00e7os fraternais\u201d, as qualidades, os dinamismos humanos e espirituais dos jovens e reconhecer-lhes novas aptid\u00f5es para assumir responsabilidades eclesiais e sociais.  Siguenza, 24 de Setembro de 2006<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conclus\u00f5es do encontro do Conselho das Confer\u00eancias Episcopais da Europa (CCEE)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[154,203,206,258],"class_list":["post-20321","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-crianca","tag-europa","tag-familia","tag-migracoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20321","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20321"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20321\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20321"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20321"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20321"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}