{"id":20308,"date":"2006-09-25T12:11:56","date_gmt":"2006-09-25T12:11:56","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/09\/25\/diocese-de-coimbra-quer-reforcar-intervencao-eclesial\/"},"modified":"2006-09-25T12:11:56","modified_gmt":"2006-09-25T12:11:56","slug":"diocese-de-coimbra-quer-reforcar-intervencao-eclesial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/diocese-de-coimbra-quer-reforcar-intervencao-eclesial\/","title":{"rendered":"Diocese de Coimbra quer refor\u00e7ar interven\u00e7\u00e3o eclesial"},"content":{"rendered":"<p>D. Albino Cleto fala \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA das apostas para o novo ano pastoral <!--more--> <i>Ag\u00eancia ECCLESIA (AE) \u2013 No in\u00edcio de mais um ano pastoral quais as grandes apostas da diocese de Coimbra? D. Albino Mamede Cleto (AMC) \u2013<\/i>  Continuar a realizar aquilo que, h\u00e1 cinco anos tom\u00e1mos como plano diocesano. Este ano \u00e9 o \u00faltimo. Efectivamente havia quatro grandes t\u00f3picos: na \u00e1rea da fam\u00edlia, juventude, da rela\u00e7\u00e3o f\u00e9\/cultura e no apoio aos mais necessitados consegu\u00edssemos novas ades\u00f5es. A partir destas ades\u00f5es pud\u00e9ssemos rejuvenescer as par\u00f3quias e as comunidades. No fundo apoiar a milit\u00e2ncia para rejuvenescer as comunidades. O grande objectivo \u00e9 conseguir que as fam\u00edlias chamem outras fam\u00edlias, trabalhadores da ac\u00e7\u00e3o social chamem outros e o mesmo direi dos jovens. Este ano vamos valorizar o trabalho na ac\u00e7\u00e3o socio-caritativa. Faz-se muito trabalho na diocese, tal como nas outras, no servi\u00e7o aos mais necessitados mas \u00e9 um trabalho desarticulado em que cada um funciona para o seu lado. Apostamos cada vez mais num trabalho em rede.  <i>AE \u2013 Esta ades\u00e3o de novos militantes est\u00e1 a acontecer? AMC \u2013<\/i>  Muito lentamente. Verific\u00e1mos que os ventos sopraram ao contr\u00e1rio, cada vez mais estamos numa sociedade onde se respeita a opini\u00e3o do outro mas ele que fique com ela que eu fico com a minha. O ambiente n\u00e3o tem ajudado mas isso n\u00e3o nos desarma. Ter\u00e1 que ser a convic\u00e7\u00e3o de cada um a provocar isso. Dir-lhe-ei que isso est\u00e1 a acontecer um pouco nas fam\u00edlias. Efectivamente, estamos a ter ac\u00e7\u00f5es e grupos de pastoral familiar que n\u00e3o t\u00ednhamos anteriormente. Continua a acontecer tamb\u00e9m um pouco na juventude e, para grande alegria minha, vejo que intelectuais cat\u00f3licos tomaram iniciativas p\u00fablicas de fazerem ac\u00e7\u00f5es abertas ao p\u00fablico.  <i>AE \u2013 O rejuvenescimento do CADC ajudou nesta caminhada? AMC \u2013<\/i>  A\u00ed est\u00e1 uma das ac\u00e7\u00f5es mas sempre atentos porque n\u00e3o queremos rejuvenescer o passado. Queremos \u00e9 continuar o passado mas com perspectivas novas.   <i>AE \u2013 A evangeliza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da arte \u00e9 outro caminho. J\u00e1 h\u00e1 resultados da iniciativa \u00abMostra de Tesouros Antigos\u00bb? AMC \u2013<\/i>  H\u00e1 um ano fizemos uma exposi\u00e7\u00e3o que teve bastantes visitas mas n\u00e3o tantas quanto desej\u00e1vamos. Esta exposi\u00e7\u00e3o esteve ligada ao \u00abAno da Eucaristia\u00bb. Neste momento estamos a insistir na inventaria\u00e7\u00e3o para que, a partir dela, possamos desenvolver mais ac\u00e7\u00f5es a n\u00edvel diocesano. Felizmente nalguns lados, particularmente no concelho de Cantanhede, esta ac\u00e7\u00e3o de mostrar o que h\u00e1 de belo e de bom est\u00e1 a ser feito pelas pr\u00f3prias par\u00f3quias.   <i>AE \u2013 Ent\u00e3o continuam a existir muitos tesouros escondidos? AMC \u2013<\/i>  \u00c9 verdade mas a primeira coisa a realizar \u00e9 inventari\u00e1-los. Vamos sensivelmente a meio. Depois temos de preparar as pessoas respons\u00e1veis. Paralelamente \u00e0 inventaria\u00e7\u00e3o estamos a fazer a consciencializa\u00e7\u00e3o sobre o modo de preservar, conservar e utilizar catequeticamente.    <i>AE \u2013 O despovoamento na regi\u00e3o Centro \u00e9 uma realidade. Que ant\u00eddoto a diocese de Coimbra est\u00e1 a utilizar para estancar esta sangria populacional? AMC \u2013<\/i>  Procurando consciencializar a regi\u00e3o da beira-mar &#8211; os concelhos do litoral mant\u00eam-se e alguns cresceram \u2013 para aquilo que est\u00e1 a acontecer no interior da diocese. Nestes concelhos est\u00e1 a processar-se a redu\u00e7\u00e3o do clero. Havia concelhos que tinham tr\u00eas padres e agora passam a ter apenas dois mas queremos que as pessoas sintam que a Igreja continua muito presente. Para fazer face a esta situa\u00e7\u00e3o temos preparados leigos \u2013 n\u00e3o substituem o padre \u2013 mas que garantem a celebra\u00e7\u00e3o dominical com a celebra\u00e7\u00e3o da palavra. Brevemente iremos abrir tamb\u00e9m um novo curso para di\u00e1conos permanentes (actualmente existem oito di\u00e1conos permanentes) Iremos ajudar as pessoas a perceber o que \u00e9 trabalhar em Unidade Pastoral. No lugar dos catequistas se reunirem na par\u00f3quia \u2013 quando esta tem apenas dois ou tr\u00eas \u2013 passam a congregarem-se no concelho. Os crismas come\u00e7arem a ser feitos na sede do concelho. H\u00e1 par\u00f3quias que diminu\u00edram muito o n\u00famero de pessoas \u2013 recentemente um padre disse-me que o m\u00e1ximo de crist\u00e3os que tinha na celebra\u00e7\u00e3o era 12 pessoas \u2013 evidentemente que vamos continuar a assistir a estas situa\u00e7\u00f5es mas de modo diferente.  <i>AE \u2013 Nessas aldeias vive-se uma realidade deprimente?  AMC \u2013<\/i>  Nos meus primeiros como coadjutor de Coimbra cheguei a tomar algumas iniciativas junto do Governo Central para que apoiasse na constru\u00e7\u00e3o de escolas, ind\u00fastria e abertura de caminhos. Neste momento penso que a desertifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 de tal modo acentuada que n\u00e3o vale a pena estar a gastar esfor\u00e7o no sentido de a impedir. Temos \u00e9 de saber l\u00ea-la. O que est\u00e1 a acontecer \u00e9 que as aldeias desaparecem porque a popula\u00e7\u00e3o se centra nas vilas pr\u00f3ximas. Ent\u00e3o teremos que apostar no desenvolvimento e no acompanhamento religioso dessas vilas sede de concelho. Relativamente a essas aldeias existe outro fen\u00f3meno: elas n\u00e3o desaparecem totalmente porque no Ver\u00e3o ficam cheias de pessoas. Temos de dar apoio com iniciativas sazonais \u2013 particularmente na P\u00e1scoa e no Ver\u00e3o \u2013 a essas comunidades que depois, no Inverno, quase desaparecem. H\u00e1 outras que j\u00e1 desapareceram. J\u00e1 a experi\u00eancia de visitar uma aldeia desaparecida h\u00e1 dez anos onde, paradoxalmente, se re\u00fanem as pessoas \u2013 vindas dos mais variados pontos do pa\u00eds &#8211; no dia 15 de Agosto para celebrar a festa. No final do dia voltam \u00e0s suas terras.   <i>AE \u2013 Existe uma agonia no Inverno mas no Ver\u00e3o as pessoas voltam \u00e0 festa da aldeia. H\u00e1 orienta\u00e7\u00f5es espec\u00edficas sobre a religiosidade popular? AMC \u2013<\/i>  \u00c9 dif\u00edcil uma pastoral das festas porque as pessoas ligam a festa \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o. Querem tudo como antigamente: a presen\u00e7a do padre para celebrar a missa e presidir \u00e0 prociss\u00e3o. Isso nem sempre \u00e9 poss\u00edvel porque h\u00e1 padres que no mesmo dia t\u00eam sete festas. Estamos a procurar educar as pessoas para que se fa\u00e7a a festa mesmo que o padre s\u00f3 l\u00e1 v\u00e1 ao meio da semana para celebrar a missa.   <i>AE \u2013 Deixemos o interior da diocese e passamos para a cidade dos estudantes. H\u00e1 linhas definidas para a pastoral dos jovens universit\u00e1rios? AMC \u2013<\/i>  H\u00e1 apostas concretas mas est\u00e1 a tocar-me num espinho que me magoa. Sonhei, talvez pensando em moldes do passado, mas est\u00e3o ultrapassados. Nas d\u00e9cadas anteriores, a popula\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria de Coimbra passava a semana na cidade. Hoje, sabemos \u2013 a Universidade forneceu-nos as estat\u00edsticas \u2013 que a partir de quinta, sexta-feira, quase metade da popula\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria sai para as suas terras e s\u00f3 volta domingo \u00e0 noite. Os dias em que podemos trabalhar resumem-se \u00e0s ter\u00e7as, quartas e quintas. Estamos a fazer trabalho, nomeadamente no Instituto Justi\u00e7a e Paz, mas mais lentamente do que esper\u00e1vamos.   <i>AE \u2013 Podemos dizer ent\u00e3o que, antigamente, Coimbra formava doutores crist\u00e3os e agora forma apenas doutores? AMC \u2013<\/i>  N\u00e3o. Continua a formar crist\u00e3os \u2013 muitos deles com trabalhos nas suas par\u00f3quias &#8211; que passam a ser doutores.  <i>AE \u2013 No pr\u00f3ximo dia 3 de Dezembro celebra-se o centen\u00e1rio do nascimento de Mons. Nunes Pereira. A diocese ir\u00e1 fazer uma homenagem p\u00fablica a esta figura c\u00e9lebre da igreja de Coimbra? AMC \u2013<\/i>  Nesse dia teremos v\u00e1rias cerim\u00f3nias em Coimbra: centen\u00e1rio de Mons. Nunes Pereira \u2013 ser\u00e1 assinalado pela igreja (celebra\u00e7\u00e3o na par\u00f3quia de S. Jos\u00e9) e pela c\u00e2mara (sess\u00e3o p\u00fablica) -, celebra\u00e7\u00e3o dos 125 anos das Irm\u00e3s Hospitaleiras do Sagrado de Jesus &#8211; iremos fazer uma celebra\u00e7\u00e3o, na S\u00e9, para nos associarmos a estas preciosas irm\u00e3s que ali servem o centro de Portugal recebendo centenas de doentes mentais \u2013 e uma homenagem a S. Francisco Xavier \u2013 nunca esteve em Coimbra mas tem uma grande presen\u00e7a na cidade atrav\u00e9s da arte (particularmente em telas).  <i>AE \u2013 Depois de cumprido o plano quinquenal, as directrizes apontam para que caminhos? AMC \u2013<\/i>  Em 2007\/08 voltaremos a fazer assembleias por toda a diocese para realizar dois trabalhos: avalia\u00e7\u00e3o cuidada do que se fez e n\u00e3o fez e, segundo, propostas para um novo plano diocesano de pastoral.  <i>AE \u2013 H\u00e1 algum s\u00ednodo diocesano \u00e0 porta? AMC \u2013<\/i>  Termin\u00e1mos um h\u00e1 quatro anos e uma das verifica\u00e7\u00f5es que fazemos \u2013 contra mim falo \u2013 \u00e9 que a realiza\u00e7\u00e3o do s\u00ednodo est\u00e1 muito lenta. O s\u00ednodo foi muito ambicioso e as pessoas dizem que sonh\u00e1mos de mais. Primeiramente teremos que realizar o anterior.  <i>AE \u2013 Que propostas faltam cumprir desse s\u00ednodo? AMC \u2013<\/i> As unidades pastorais. \u00c9 muito f\u00e1cil sonhar e muito dif\u00edcil realizar. N\u00e3o s\u00f3 pelo lado das equipas sacerdotais como, sobretudo, pelo lado das par\u00f3quias que n\u00e3o querem perder o seu passado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. Albino Cleto fala \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA das apostas para o novo ano pastoral<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[108,174,206,275,292],"class_list":["post-20308","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-ano-da-eucaristia","tag-diocese-de-coimbra","tag-familia","tag-pascoa","tag-religiosidade-popular"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20308","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20308"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20308\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20308"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20308"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20308"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}