{"id":20296,"date":"2006-09-23T15:24:52","date_gmt":"2006-09-23T15:24:52","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/09\/23\/arabia-saudita-no-topo-da-perseguicao-religiosa\/"},"modified":"2006-09-23T15:24:52","modified_gmt":"2006-09-23T15:24:52","slug":"arabia-saudita-no-topo-da-perseguicao-religiosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/arabia-saudita-no-topo-da-perseguicao-religiosa\/","title":{"rendered":"Ar\u00e1bia Saudita no topo da persegui\u00e7\u00e3o religiosa"},"content":{"rendered":"<p>A revista mission\u00e1ria \u201cAl\u00e9m-Mar\u201d apresenta na sua edi\u00e7\u00e3o de Setembro uma pe\u00e7a dedicada \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o religiosa na Ar\u00e1bia Saudita, que j\u00e1 foi classificada como o segundo pa\u00eds mais intolerante em mat\u00e9ria de liberdade religiosa.  A Muttawa, pol\u00edcia religiosa da Ar\u00e1bia Saudita \u00e9 apresentada como respons\u00e1vel por in\u00fameros casos de persegui\u00e7\u00e3o a crist\u00e3os. O mais recente divulgado pela imprensa aconteceu no dia 9 de Junho de 2006, quando a Muttawa prendeu quatro l\u00edderes crist\u00e3os, surpreendidos a dirigir um encontro de ora\u00e7\u00e3o numa casa particular em Yed\u00e1, no distrito de Al-Rowaise. Dois dos presos eram origin\u00e1rios da Eti\u00f3pia e outros dois da Eritreia. Os quatro lideravam um grupo de cerca de 100 pessoas que costumavam reunir-se em privado para rezar. Detidos na cadeia para imigrantes de Jeddah, foram posteriormente deportados para os respectivos pa\u00edses de origem. Mas, no territ\u00f3rio saudita, os casos de viol\u00eancia e de abusos sofridos pelos \u00abinfi\u00e9is\u00bb \u2013 como s\u00e3o tradicionalmente designados os n\u00e3o mu\u00e7ulmanos \u2013 n\u00e3o ficam por aqui. Na noite de 21 de Abril de 2005, foram detidos 40 homens e mulheres num bairro da capital, Riade. No dia seguinte, as manchetes dos jornais anunciavam que \u00aba opera\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a foi coroada de \u00eaxito\u00bb, como se se tratasse de criminosos. Uma reportagem, que imputava os m\u00e9ritos da opera\u00e7\u00e3o ao tenente-coronel Saad bin Rechoud e aos agentes da pol\u00edcia religiosa, citava a \u00abcaptura de quarenta pessoas, todas de nacionalidade paquistanesa, que celebravam ritos crist\u00e3os. Numa igreja dotada de cruzes, imagens, figuras esculpidas e \u00eddolos, onde um homem recitava uma ora\u00e7\u00e3o e os outros a repetiam depois dele\u00bb. Os jornais especificavam que, entre os detidos, figurava \u00abuma mulher, que registava as confiss\u00f5es dos presentes, concedendo-lhes bulas de indulg\u00eancias\u00bb. Nas p\u00e1ginas de outro jornal lia-se que \u00abno lugar foram encontrados livros de propaganda crist\u00e3, cruzes e uma mulher paralisada, cuja cura os outros imploravam invocando Deus\u00bb.  Uma fonte da pol\u00edcia religiosa informou que \u00abaquelas pessoas tentavam transmitir \u00e0s outras os seus venenos e cren\u00e7as, atrav\u00e9s da distribui\u00e7\u00e3o de op\u00fasculos e boletins\u00bb. Entre os detidos estava um paquistan\u00eas mu\u00e7ulmano, que admitiu estar a ser influenciado pelo ensinamento crist\u00e3o. Passadas algumas semanas, as autoridades sauditas ainda n\u00e3o tinham feito qualquer coment\u00e1rio sobre o caso. O mesmo sil\u00eancio foi adoptado pelo Paquist\u00e3o, que n\u00e3o censurou a persegui\u00e7\u00e3o dos seus cidad\u00e3os nem teve qualquer gesto de solidariedade para com as v\u00edtimas. Pessoas presas e torturadas por rezar ou chicoteadas por citar a B\u00edblia s\u00e3o outros dos casos apresentados.  Na Ar\u00e1bia Saudita, a pr\u00f3pria monarquia est\u00e1 comprometida com a defesa, a manuten\u00e7\u00e3o e a expans\u00e3o do Islamismo. O rei, que det\u00e9m um poder absoluto, \u00e9 reconhecido como o guardi\u00e3o dos locais mais sagrados do Isl\u00e3o, Meca e Medina, al\u00e9m de ser o l\u00edder espiritual de uma grande parte dos mu\u00e7ulmanos espalhados pelo mundo. O facto de ser uma esp\u00e9cie de na\u00e7\u00e3o-santu\u00e1rio, onde os fi\u00e9is devem deslocar-se pelo menos uma vez na vida, refor\u00e7a a discrimina\u00e7\u00e3o religiosa que existe em muitos pa\u00edses mu\u00e7ulmanos. No pa\u00eds, n\u00e3o h\u00e1 de facto liberdade de express\u00e3o religiosa. Algo t\u00e3o natural como ter uma B\u00edblia, um crucifixo, um ros\u00e1rio ou rez\u00e1-lo em p\u00fablico \u00e9 expressamente proibido. Ent\u00e3o, construir igrejas ou templos \u00e9 absolutamente impens\u00e1vel. Quanto ao culto p\u00fablico, continua a ser considerado uma ofensa grave, e qualquer tentativa de evangeliza\u00e7\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de condena\u00e7\u00e3o criminal. Crist\u00e3os que tentam evangelizar recebem puni\u00e7\u00f5es diferentes de acordo com suas nacionalidades. Os que s\u00e3o provenientes de pa\u00edses ocidentais, por exemplo de uma grande pot\u00eancia como os Estados Unidos, s\u00e3o expulsos do pa\u00eds de uma forma discreta. J\u00e1 crist\u00e3os provenientes de na\u00e7\u00f5es mais pobres, como a Eti\u00f3pia ou Eritreia, s\u00e3o presos e torturados, podendo mesmo ser executados \u2013 geralmente, mediante falsas acusa\u00e7\u00f5es. As pessoas detidas quase sempre s\u00e3o deportadas, por vezes ap\u00f3s longos per\u00edodos de deten\u00e7\u00e3o. Em alguns casos, antes da expuls\u00e3o do pa\u00eds s\u00e3o ainda por cima a\u00e7oitadas.  Os crist\u00e3os que tenham o cuidado de ser particularmente discretos quase n\u00e3o s\u00e3o incomodados. Geralmente, os problemas s\u00f3 ocorrem quando os vizinhos se queixam \u00e0s autoridades. Contudo, alguns crist\u00e3os alegam que informadores pagos pelas autoridades se infiltram nos grupos que assistem ao culto para depois os denunciarem. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A revista mission\u00e1ria \u201cAl\u00e9m-Mar\u201d apresenta na sua edi\u00e7\u00e3o de Setembro uma pe\u00e7a dedicada \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o religiosa na Ar\u00e1bia Saudita, que j\u00e1 foi classificada como o segundo pa\u00eds mais intolerante em mat\u00e9ria de liberdade religiosa. A Muttawa, pol\u00edcia religiosa da Ar\u00e1bia Saudita \u00e9 apresentada como respons\u00e1vel por in\u00fameros casos de persegui\u00e7\u00e3o a crist\u00e3os. 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