{"id":202578,"date":"2021-03-20T17:00:56","date_gmt":"2021-03-20T17:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=202578"},"modified":"2021-03-20T17:13:46","modified_gmt":"2021-03-20T17:13:46","slug":"gente-de-pouca-fe-alexander-solzhenitsyn-e-o-caminho-para-a-liberdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/gente-de-pouca-fe-alexander-solzhenitsyn-e-o-caminho-para-a-liberdade\/","title":{"rendered":"\u00abGente de pouca f\u00e9?\u00bb: Alexander Solzhenitsyn e o caminho para a liberdade (c\/v\u00eddeo)"},"content":{"rendered":"<p class=\"western\"><em>Vida e obra do escritor russo mostram um tempo e uma sociedade que viveram as consequ\u00eancias do regime sovi\u00e9tico e \u00abesqueceu Deus\u00bb<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_202583\" aria-describedby=\"caption-attachment-202583\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-202583 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Aleksandr-Solzhenitsyn-Photo-Galleries-10-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Aleksandr-Solzhenitsyn-Photo-Galleries-10-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Aleksandr-Solzhenitsyn-Photo-Galleries-10-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Aleksandr-Solzhenitsyn-Photo-Galleries-10-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Aleksandr-Solzhenitsyn-Photo-Galleries-10.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-202583\" class=\"wp-caption-text\">Foto: https:\/\/www.solzhenitsyncenter.org<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"western\">Lisboa, 20 mar 2021 (Ecclesia) \u2013 O professor de Filosofia Pol\u00edtica Mendo Castro Henriques indica que a vida do escritor russo Alexander Solzhenitsyn perseguiu a tarefa de descrever a Revolu\u00e7\u00e3o Russa, o seu efeito num povo e como ultrapassar um regime de repress\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"western\">\u201cA sua vida de 80 anos acompanha o arco desde o nascimento da Revolu\u00e7\u00e3o Russa, em 1917, at\u00e9 a realidade atual do novo regime russo p\u00f3s sovi\u00e9tico. A sua educa\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o, as cidades que marcaram a sua vida, conduziram-nos a contactar com a alma russa, com o enigma de um povo que vive num vasto territ\u00f3rio, tem personalidades ricas, mas press\u00f5es de tiranos t\u00e3o fortes, que tem de fazer assiduamente um exame de consci\u00eancia e uma mudan\u00e7a de regime\u201d, explica \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA o professor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa.<\/p>\n<p class=\"western\">A \u00faltima conversa \u00abGente de Pouca f\u00e9?\u00bb incide sobre o escritor russo, nascido em 1918 e falecido em 2008, que durante oito anos esteve preso nos Gulag, campos de trabalhos for\u00e7ados para criminosos e presos pol\u00edticos, e que a partir da sua experi\u00eancia e de outros prisioneiros, escreveu sobre os perigos do regime da antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p class=\"western\">\u201cBoa parte da sua obra \u00e9 uma anamn\u00e9sia, ou seja, um parar de esquecer, um recordar o que cala fundo na consci\u00eancia das pessoas. Desde muito cedo, Alexander Solzhenitsyn concebeu a sua miss\u00e3o na escrita\u201d, indica.<\/p>\n<p class=\"western\">Oito anos num dos campos de trabalho for\u00e7ados e em condi\u00e7\u00f5es muito duras, \u201cfalta de alimenta\u00e7\u00e3o, higiene, temperaturas fr\u00edgidas, e o sofrimento dos seus camaradas de pris\u00e3o que morriam pelas condi\u00e7\u00f5es ou eram assassinados\u201d, levaram o escritor russo a escrever uma das suas \u201cmais conhecidas obras, o \u00abArquip\u00e9lago Gulag\u00bb, porque a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica tinha mais de 100 locais onde acontecia a repress\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p class=\"western\">Alexander Solzhenitsyn, que ganhou o Nobel da Literatura em 1970 e Pr\u00e9mio Templeton em 1983, um pr\u00e9mio similar ao Nobel para a religi\u00e3o que distingue a dimens\u00e3o religiosa na vida, foi educado nos princ\u00edpios marxistas \u201cque n\u00e3o eram debatidos e os quais sustentou at\u00e9 aos 30 anos\u201d, at\u00e9 que regressou \u00e0 experi\u00eancia de f\u00e9, que o acompanhou na inf\u00e2ncia, passados 20 anos de aus\u00eancia de pr\u00e1tica crist\u00e3.<\/p>\n<p class=\"western\">\u201cA dor retirou a rigidez que tinha aprendido com o Marxismo-Leninismo e fez sobressair a sua experi\u00eancia que derivava da f\u00e9. Pela sua obra mostrou, e contagiou outros autores, como Jean Paul Sartre e Heinrich Boll, que a ideia do comunismo sovi\u00e9tico estava acabado\u201d, evidencia Mendo Castro Henriques.<\/p>\n<p class=\"western\">Exilado da R\u00fassia a partir de 1974, Alexander Solzhenitsyn retirou-se para Vermont para escrever, nos EUA, onde encontrou \u201ccondi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas semelhantes \u00e0s da R\u00fassia\u201d e, \u201ccm base em notas que cria, que ele concebe a sua mais importante, \u00abA Roda Vermelha\u00bb\u201d.<\/p>\n<p class=\"western\">\u201cEm Portugal est\u00e1 publicado apenas parte mas \u00e9 a historia dos acontecimentos que preparam a Revolu\u00e7\u00e3o Russa. \u00c9 uma hist\u00f3ria sem um her\u00f3i, de muitas vozes que falam entre si, da forma como se envolvem, que nos leva a perceber a queda dos czares\u201d, d\u00e1 conta.<\/p>\n<p class=\"western\">Em 1983, no seu discurso de aceita\u00e7\u00e3o do pr\u00e9mio Templeton, Alexander Solzhenitsyn, lamentou a \u201caus\u00eancia de Deus\u201d no destino da R\u00fassia.<\/p>\n<p class=\"western\">\u201cNo discurso ele questiona \u00abQual a intensidade e autenticidade da f\u00e9 nos russos?\u00bb O que ele nota \u00e9 que na decad\u00eancia da sociedade czarista, embora houvesse boas medidas acompanhadas de m\u00e1s medidas, o que tinha sa\u00eddo da R\u00fassia era a confian\u00e7a, o acompanhamento e a resposta humana \u00e0s interpela\u00e7\u00f5es divinas\u201d, recorda.<\/p>\n<p class=\"western\">O escritor russo, se foi cr\u00edtico do regime sovi\u00e9tico pela repress\u00e3o que sustentou, condenava tamb\u00e9m o ocidente porque \u201cvivendo em liberdade, desperdi\u00e7avam-na\u201d, recorda o docente de Filosofia Pol\u00edtica.<\/p>\n<p class=\"western\">Depois de 20 anos de aus\u00eancia da experi\u00eancia religiosa Alexander Solzhenitsyn recorda \u201cas experi\u00eancias de inf\u00e2ncia \u2013 o assistir \u00e0s invas\u00f5es nas igrejas, ter compaix\u00e3o pelas filas de mulheres que queriam dar comida e visitar aos homens presos pol\u00edticos, o estremecimento da sua av\u00f3 perante as \u00edcones\u201d, e entende que \u201cn\u00e3o pode haver uma medida humana absoluta\u201d.<\/p>\n<p class=\"western\">\u00abGente de pouca f\u00e9?\u00bb foi um espa\u00e7o de conversa com o professor Mendo Castro Henriques, a cada Domingo da Quaresma, onde os percursos de <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=DiJG4hJTd9I\">Peter Benenso<\/a>n, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Z9u6hJtI74E\">Angela Merkel<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=OHk-0eKlSz0\">Robert Bolt<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=KJkSnu5wTbw\">Rachel Carson e Barbara Ward<\/a> foram revisitados, colocando em an\u00e1lise os gestos an\u00f3nimos dos protagonistas que evidenciando a\u00e7\u00f5es vincadas por valores crist\u00e3os mantinham um discurso discreto sobre as suas convic\u00e7\u00f5es mais \u00edntimas.<\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_80806\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bh9A07gIGeA?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p class=\"western\"><i>LS<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vida e obra do escritor russo mostram um tempo e uma sociedade que viveram as consequ\u00eancias do regime sovi\u00e9tico e \u00abesqueceu Deus\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":202583,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[56,3],"tags":[],"class_list":["post-202578","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/202578","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=202578"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/202578\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/202583"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=202578"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=202578"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=202578"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}