{"id":20249,"date":"2006-09-20T12:36:37","date_gmt":"2006-09-20T12:36:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/09\/20\/ao-encontro-da-igreja-mais-pobre\/"},"modified":"2006-09-20T12:36:37","modified_gmt":"2006-09-20T12:36:37","slug":"ao-encontro-da-igreja-mais-pobre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ao-encontro-da-igreja-mais-pobre\/","title":{"rendered":"Ao encontro da Igreja mais pobre"},"content":{"rendered":"<p>Seminarista algarvio passou f\u00e9rias em Miss\u00e3o, junto dos cat\u00f3licos angolanos <!--more--> O seminarista algarvio Pedro Manuel, de 22 anos, colaborou, durante as suas f\u00e9rias lectivas, no trabalho de uma miss\u00e3o em \u00c1frica, entregue a 2 sacerdotes portugueses da Congrega\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo.  De 24 de Julho a 3 de Setembro, o jovem natural de Monchique viveu de perto a realidade da miss\u00e3o de Kalandula, na diocese de Malanje, em pleno Centro Norte de Angola.  Em entrevista \u00e0 FOLHA DO DOMINGO, e a poucos dias de iniciar o est\u00e1gio pastoral na par\u00f3quia de S\u00e3o Pedro de Faro, previsto no \u00e2mbito do 6\u00ba ano de Teologia, Pedro Manuel esclarece o objectivo desta experi\u00eancia.   <b>FOLHA DO DOMINGO \u2013 A miss\u00e3o o\u00adnde trabalhaste \u00e9 composta de que val\u00eancias? Pedro Manuel \u2013<\/b> De uma maternidade, um centro de sa\u00fade e escolas at\u00e9 ao 3\u00ba n\u00edvel (equivalente ao 8\u00ba ano). Acompanham ainda v\u00e1rias aldeias perdidas no mato. Existe tamb\u00e9m a comunidade das irm\u00e3s Dominicanas do Ros\u00e1rio que recebe raparigas sem fam\u00edlia ou vindas de fam\u00edlias descompostas.   <b>E tu foste trabalhar concretamente em qu\u00ea? <\/b> N\u00e3o tive nenhum servi\u00e7o espec\u00edfico. Inicialmente estive a fazer um trabalho, mas tive de alterar porque um dos padres veio de f\u00e9rias a Portugal.  Estive 4 semanas no Semin\u00e1rio o\u00adnde dei aulas e participei na forma\u00e7\u00e3o dos fil\u00f3sofos e dos alunos do ano proped\u00eautico.  Visitei estabelecimentos prisionais, o hospital, e duas miss\u00f5es no mato \u2013 para conhecer o trabalho dos catequistas \u2013, contactei com algumas comunidades religiosas e com alguns padres que est\u00e3o l\u00e1 a trabalhar e colaborei nas obras do Semin\u00e1rio. Visitei tamb\u00e9m um trabalho da Caritas e fiz o acompanhamento dos mission\u00e1rios que l\u00e1 trabalham, ou participando na reuni\u00e3o dos mission\u00e1rios, ou colaborando no in\u00edcio do jubileu na diocese, etc.   <b>Quantos padres havia? <\/b> Na diocese 9 e na miss\u00e3o 2 portugueses: os padres Rocha e Viana.   <b>Que balan\u00e7o fazes desta experi\u00eancia? <\/b> O balan\u00e7o \u00e9 muito positivo. N\u00f3s quando estamos aqui na Europa, e no contexto de uma Igreja e duma sociedade desenvolvida, parece-nos que esta sociedade gira toda \u00e0 volta destes nossos par\u00e2metros. Quando l\u00e1 cheguei deparei-me com uma sociedade em que havia gente muito rica, mas 90 por cento da popula\u00e7\u00e3o vive muito mal. E quando digo que vive muito mal \u00e9 porque n\u00e3o tem \u00e1gua, nem luz, nem trabalho.  As mulheres s\u00e3o o motor da sociedade e preocupam-se apenas com o trabalho de cada dia e n\u00e3o se ir\u00e3o ter comida amanh\u00e3. Esta realidade vai um pouco contra os par\u00e2metros que n\u00f3s temos c\u00e1. Existe tamb\u00e9m l\u00e1 a poligamia, podendo um homem ter v\u00e1rias mulheres. E por isso \u00e9 que eu disse que a mulher \u00e9 o motor da sociedade, pois o homem vive \u2018\u00e0 sombra\u2019 das v\u00e1rias mulheres que tem. Hoje est\u00e1 com uma e amanh\u00e3 com outra. Com cada uma tem 12 ou 13 filhos e a mulher, todos os dias, tem de se esfor\u00e7ar para alimentar os seus filhos.   <b>A gente rica da sociedade de que falas est\u00e1 relacionada com que sector da sociedade? <\/b> Com a pol\u00edtica. Eu fui num s\u00e1bado conhecer Luanda e fui \u00e0 zona o\u00adnde o Presidente vive. Vendo aquela zona ou algumas das zonas mais chiques do nosso Pa\u00eds, \u2013 como Vilamoura \u2013, n\u00e3o se nota qualquer diferen\u00e7a. Parecia que n\u00e3o estava em Angola. Ruas limpas, jardins com repuxos, relva muito bem aparada, casas muito bonitas, mas logo \u00e0 frente existem casas de lata, de adobe ou palha e pessoas a morrer \u00e0 fome ou com c\u00f3lera.   <b>Notaste bastante o facto daquele Pa\u00eds estar a renascer das cinzas provocadas por uma guerra de quase 30 anos? <\/b> Sim. E nota-se algum interesse na reconstru\u00e7\u00e3o por parte dos chineses e dos americanos.   <b>O Pa\u00eds est\u00e1 em reconstru\u00e7\u00e3o, mas se levou 30 anos a destruir, com este ritmo vai levar 60 ou 70 a reconstruir. A Igreja tem um papel fundamental na reconstru\u00e7\u00e3o daquela sociedade, na educa\u00e7\u00e3o das pessoas, na sa\u00fade, etc? <\/b> A Igreja \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o que mais credibilidade tem na reconstru\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds.Eu fui \u00e0 aldeia do Quela e as \u00fanicas estruturas l\u00e1 feitas foram constru\u00eddas pela Igreja. Existe uma escola, uma casa para forma\u00e7\u00e3o para mulheres e uma biblioteca (\u00fanica na diocese de Malanje). Tamb\u00e9m as escolas, cujos edif\u00edcios est\u00e3o reconstru\u00eddos, pertencem \u00e0 Igreja. Nas escolas da Igreja existe qualidade, algum n\u00edvel e uma forma\u00e7\u00e3o permanente de professores. Nas escolas do Estado podemos ver um professor a leccionar o 8\u00ba ano, quando ele pr\u00f3prio s\u00f3 tem a 4\u00aa classe. Depois, os M\u00e9dicos Sem Fronteiras e a UNICEF tamb\u00e9m t\u00eam um papel preponderante.   <b>Mas a Igreja l\u00e1 ainda tem um certo estatuto que j\u00e1 perdeu h\u00e1 muito, por exemplo entre n\u00f3s? <\/b> Sim. L\u00e1, um Bispo, um padre ou uma irm\u00e3 s\u00e3o autoridades.Estes grandes homens e mulheres, portugueses e espanh\u00f3is, que hoje t\u00eam uma grande reputa\u00e7\u00e3o em Malanje foram os que se mantiveram l\u00e1 durante a guerra.  Por exemplo, \u00e0 frente da Caritas est\u00e1 uma leiga consagrada que \u00e9 uma autoridade. Durante a guerra, com uma ajuda humanit\u00e1ria que lhe deram para 6 meses, ela conseguiu multiplicar a alimenta\u00e7\u00e3o para mais de um ano, salvando muitas pessoas.   <b>A maior parte das pessoas tamb\u00e9m ainda s\u00e3o praticantes&#8230; <\/b> Sim e a experi\u00eancia de Igreja l\u00e1 \u00e9 apaixonante. Uma Eucaristia de domingo dura 2 horas e vamos para a celebra\u00e7\u00e3o e temos tempo. N\u00e3o sendo daquela cultura, envolvemo-nos naquela vibra\u00e7\u00e3o com que as pessoas vivem. J\u00e1 existe tamb\u00e9m l\u00e1 uma grande prolifera\u00e7\u00e3o de seitas, mas a Igreja com mais peso \u00e9 a cat\u00f3lica.   <b>Como foi a tua rela\u00e7\u00e3o com a comunidade espiritana que te acolheu? <\/b> A comunidade que me acolheu era composta pelos padres espiritanos e pelas irm\u00e3s Dominicanas do Ros\u00e1rio. Basicamente o que fiz foi inserir-me na vida deles. Um dia foi preciso trabalhar nas canaliza\u00e7\u00f5es, outro dia fomos ao mato visitar uma comunidade, outra manh\u00e3 fomos fazer catequese, noutra parte do dia foi preciso fazer umas planta\u00e7\u00f5es l\u00e1 em casa. Foi assim. Come\u00e7\u00e1vamos o dia \u00e0s 6.15 horas com a ora\u00e7\u00e3o de laudes e 15 minutos depois celebr\u00e1vamos a Eucaristia. Mas tamb\u00e9m nos deit\u00e1vamos \u00e0s 21 horas porque acabava a electricidade. Fui muito bem acolhido. Recordo a maneira como as crian\u00e7as se ligam a n\u00f3s porque precisam de carinho.   <b>Qual foi o objectivo que te levou a fazer esta experi\u00eancia? <\/b> Eu n\u00e3o fui para l\u00e1 em crise vocacional. Eu nunca quis ser padre mission\u00e1rio e sempre me identifiquei muito com a minha diocese e continuo a identificar-me. E acho que o essencial na nossa vida \u00e9 sabermos qual o nosso lugar e eu acho que o meu lugar \u00e9 aqui, pois quero muito servir a minha diocese.  No entanto, acho que o que faltou na minha forma\u00e7\u00e3o humana e pessoal foi o conhecimento desta Igreja mais pobre e um aprofundamento desta dimens\u00e3o mission\u00e1ria. Neste m\u00eas e meio consegui aquilo a que me tinha proposto: conhecer uma Igreja diferente, e come\u00e7ar a educar e purificar em mim aquilo que eu pensava que era fundamental na nossa Igreja c\u00e1. Se calhar n\u00f3s, muitas vezes, damos muita import\u00e2ncia \u00e0 dimens\u00e3o ritual e lit\u00fargica e muito pouco ao interior.  De facto, se calhar, l\u00e1 tamb\u00e9m se d\u00e1 muita import\u00e2ncia \u00e0 dimens\u00e3o celebrativa, mas h\u00e1 muitas coisas que passam a ser sup\u00e9rfluas. O objectivo foi essencialmente conhecer uma realidade diferente para puder purificar a minha realidade e o meio em que vivo.   <b>Foi atingido o objectivo? <\/b> Na perspectiva em que eu vivi, foi atingido. Por exemplo, eu aqui tomo banho todos os dias de \u00e1gua quente e l\u00e1 nunca tomei banho de \u00e1gua quente e houve uma altura, no mato, em que passei 3 dias sem tomar banho. H\u00e1 uma s\u00e9rie de coisas que eu comecei a ver com outros olhos.   <b>Achas que vais ser um sacerdote mais sensibilizado para a quest\u00e3o das miss\u00f5es ad gentes, se um dia chegares a ser ordenado? <\/b> Se um dia chegar a padre, pe\u00e7o a Deus, em primeiro lugar, que me torne sens\u00edvel aos pobres no meio da sociedade que temos c\u00e1. Pobres ao n\u00edvel material, \u2013 exclu\u00eddos de uma sociedade que n\u00f3s, Igreja, alimentamos, mesmo sem querer \u2013, e pobres ao n\u00edvel espiritual.  Ao n\u00edvel das miss\u00f5es ad gentes devo dizer que vim impressionado, positivamente, e vim, \u2013 n\u00e3o digo seduzido \u2013, mas sensibilizado pela miss\u00e3o que aquelas pessoas fazem l\u00e1. Aqueles homens e mulheres s\u00e3o t\u00e3o portugueses quanto eu e viveram l\u00e1 tempos muito dif\u00edceis. E eu penso: \u201cser\u00e1 que eu era capaz de viver ali, dia ap\u00f3s dia?\u201d. Por isso o que pe\u00e7o, se um dia chegar a ser padre, \u00e9 que seja capaz de, no meio o\u00adnde o Senhor me chamar a exercer o meu minist\u00e9rio, esteja sempre dispon\u00edvel e com o cora\u00e7\u00e3o e ora\u00e7\u00e3o presente naqueles povos que precisam de tudo da nossa parte.  Actualmente, acho que as miss\u00f5es s\u00f3 t\u00eam a ganhar se forem feitas por pessoas de l\u00e1, mas continuo a compreender e a concordar que h\u00e1 uma parte importante que tem ser feita pelas pessoas que v\u00e3o de c\u00e1. A miss\u00e3o ad gentes come\u00e7a aqui na nossa Igreja diocesana. Eu tive l\u00e1, n\u00e3o fiz muita coisa, mas percebi que num m\u00eas podemos ajudar muita gente a fazer outras coisas e a ter outra vis\u00e3o do mundo. O importante \u00e9 que o pouco que temos para dar, queiramos d\u00e1-lo verdadeiramente. Qualquer pessoa que queira ir um m\u00eas pode fazer muita coisa. A dimens\u00e3o mission\u00e1ria \u00e9 verdadeiramente esta incultura\u00e7\u00e3o naquele meio que l\u00e1 existe, entregando a vida e cora\u00e7\u00e3o diariamente.   <b>Gostavas de l\u00e1 voltar? <\/b> Eu acho que o meu lugar \u00e9 aqui no Algarve. Mas, agora depois de j\u00e1 ter este reduzido conhecimento, se calhar at\u00e9 voltava com muito gosto. Ou voltaria por mais tempo para puder fazer um trabalho mais continuado.  N\u00f3s dizemos que vamos l\u00e1 trabalhar, mas no final acabamos por receber muito mais do que aquilo que damos. Este tipo de experi\u00eancia que eu tive oportunidade de viver em Malanje, valeu muito mais para mim do que para aquela gente. Gostava de l\u00e1 voltar e de, com um trabalho espec\u00edfico, puder contribuir numa dimens\u00e3o espec\u00edfica. \u00c1frica apaixona pela simplicidade do povo e pela beleza natural.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seminarista algarvio passou f\u00e9rias em Miss\u00e3o, junto dos cat\u00f3licos angolanos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[101,106,127,154,182,185,193,197,203,206,211,261],"class_list":["post-20249","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-africa","tag-angola","tag-catequese","tag-crianca","tag-diocese-de-viana-do-castelo","tag-diocese-do-algarve","tag-educacao","tag-espiritanos","tag-europa","tag-familia","tag-ferias","tag-missoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20249","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20249"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20249\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20249"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20249"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20249"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}