{"id":20225,"date":"2006-09-19T12:17:39","date_gmt":"2006-09-19T12:17:39","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/09\/19\/familia-solidaria-prioridade-diocesana\/"},"modified":"2006-09-19T12:17:39","modified_gmt":"2006-09-19T12:17:39","slug":"familia-solidaria-prioridade-diocesana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/familia-solidaria-prioridade-diocesana\/","title":{"rendered":"Fam\u00edlia solid\u00e1ria &#8211; prioridade diocesana"},"content":{"rendered":"<p>Arcebispo de Braga na peregrina\u00e7\u00e3o ao Santu\u00e1rio de N.\u00aa Sr.\u00aa do Al\u00edvio <!--more--> Congregamo-nos em Igreja, nesta parcela do arciprestado de Vila Verde, para continuarmos a reconhecer que, com Maria, teremos de responder e mostrar ao mundo quem \u00e9 Cristo para n\u00f3s e para as nossas comunidades. Como Pedro continuamos a reconhecer que Ele \u00e9 o Messias, sabendo que nunca quis ser triunfador mas servo para libertar. Outrora pegou na Cruz para a transformar em alegria de ressurrei\u00e7\u00e3o. Hoje, como continuadores, teremos de O seguir com a mesma coragem. A cruz, para o crente, adquire dimens\u00f5es pessoais ou comunit\u00e1rias. Olhando para o Programa Pastoral da Arquidiocese gostaria que olh\u00e1ssemos para a fam\u00edlia \u2013 hoje e durante este ano &#8211; procurando descortinar, no meio de tanta beleza e harmonia, o que a impede de proporcionar verdadeira felicidade. O contexto que nos rodeia \u00e9 desvalorizador da Fam\u00edlia. Isto \u00e9 preocupante e manifesta a incoer\u00eancia do mundo em que vivemos. Na verdade, quando interrogamos, em inqu\u00e9ritos feitos por diversas institui\u00e7\u00f5es, quais s\u00e3o as realidades que mais apreciam todos colocam, no primeiro lugar da estima, a fam\u00edlia como valor imprescind\u00edvel. Deixando este \u00e2mbito pessoal onde ela \u00e9 estimada, verificamos que na dimens\u00e3o social \u00e9 vilipendiada, desvalorizada, desprestigiada. Sabemos e n\u00e3o podemos ignorar que o principal problema de muitas pessoas \u00e9 a sua pr\u00f3pria fam\u00edlia. Quantos homens e mulheres n\u00e3o sabem o que fazer para experimentar uma melhor conviv\u00eancia familiar no amor e conc\u00f3rdia entre os pais, estes e os filhos, num di\u00e1logo que envolve todas as gera\u00e7\u00f5es. Sei que, alegando que se trata duma quest\u00e3o privada onde importa respeitar uma neutralidade das institui\u00e7\u00f5es, muitos querem dizer que nada poderemos fazer. Importa, por\u00e9m, reconhecer que muitas fam\u00edlias solicitam uma aten\u00e7\u00e3o urgente e perante os graves problemas que a condicionam teremos de afrontar as causas desses males e encontrar solu\u00e7\u00f5es adequadas. Esta contradi\u00e7\u00e3o entre uma valoriza\u00e7\u00e3o positiva da fam\u00edlia como valor importante e o seu menosprezo como elemento social devem conduzir-nos, como seres humanos e crist\u00e3os, individualmente e comunitariamente, a conjugarmos todos os esfor\u00e7os para salvar a fam\u00edlia. Pode parecer um exagero. Mas, diante de Deus, pe\u00e7o a todas as comunidades paroquiais este trabalho para que, na verdade, salvemos as fam\u00edlias. Numa sociedade, por muitos apelidada de moderna, onde o ideal da vida \u00e9 a independ\u00eancia, as rela\u00e7\u00f5es fi\u00e9is e indissolu\u00e7\u00f5es s\u00e3o uma carga pesada que tira a liberdade e provoca sofrimento e infelicidade. O prest\u00edgio social, como sonho de muitos, conduz \u00e0 \u00e2nsia do ter e provoca uma comunica\u00e7\u00e3o familiar escassa ou nula. N\u00e3o h\u00e1 tempo para o conv\u00edvio familiar o que faz com que o calor das rela\u00e7\u00f5es pessoais n\u00e3o exista, tornando o lar uma mera conviv\u00eancia pacifica que n\u00e3o traga problemas. As fam\u00edlias v\u00e3o-se desestruturando e d\u00e1 a impress\u00e3o que tudo \u00e9 inevit\u00e1vel. Urge reagir e reconhecer que temos talentos e capacidade para voltar a oferecer aos lares crist\u00e3os o encanto duma \u201cIgreja dom\u00e9stica\u201d. Neste contexto, deveremos ser realizadores de quanto Isa\u00edas diz na primeira leitura: \u201cO Senhor Deus vem em meu aux\u00edlio\u201d, \u201co meu advogado est\u00e1 perto de mim\u201d. Na verdade, sabemos que o Programa Pastoral da Arquidiocese estipula um empenho para que as par\u00f3quias sejam uma \u201cFam\u00edlia Solid\u00e1ria\u201d, constitu\u00edda por muitas fam\u00edlias. Somos n\u00f3s que vamos em auxilio, em nome de Deus, das fam\u00edlias com necessidades e car\u00eancias e que, como comunidades, somos advogados bem perto de quem sofre e necessita de elementos essenciais. Evangelizar a Fam\u00edlia consiste, deste modo, em colocar-se dentro dos dramas e perplexidades para intervir com respostas corajosas. Gostaria de verificar que todas as comunidades, atrav\u00e9s dos Conselhos Pastorais, t\u00eam consci\u00eancia da verdadeira realidade social, ou seja, de tudo quanto os telhados podem ocultar. N\u00e3o se trata de curiosidade nem muito menos de critica alicer\u00e7ada em ju\u00edzos que condenam apressadamente. \u00c9 uma exig\u00eancia dum amor que quer intervir e encontrar caminhos de esperan\u00e7a. N\u00e3o tenhamos vergonha de reconhecer tudo quanto possa existir. Talvez a alimenta\u00e7\u00e3o nos envergonhe, as condi\u00e7\u00f5es de habita\u00e7\u00e3o nos fa\u00e7am corar, a aus\u00eancia de condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para uma higiene nos fa\u00e7am temer pela precariedade da sa\u00fade. N\u00e3o haver\u00e1 analfabetismo que poder\u00edamos ultrapassar, alcoolismo que esmaga uma harmonia familiar, viol\u00eancia dom\u00e9stica que desrespeita, conflitos inter-geracionais que amarguram os mais d\u00e9beis? \u00c9 neste, contexto que teremos de escutar, com o cora\u00e7\u00e3o e a intelig\u00eancia, quanto S. Tiago continua a dizer, talvez a gritar, aos crist\u00e3os e \u00e0s comunidades: \u201cN\u00e3o serve dizer que tem f\u00e9, se n\u00e3o tem obras\u2026\u201d Se um irm\u00e3o ou irm\u00e3 n\u00e3o tiverem que vestir e lhes faltar o alimento de cada dia, e um de v\u00f3s lhe disser: \u201cIde em paz. Aquecei-vos bem e saciai-vos\u201d sem lhes dar o necess\u00e1rio para o corpo de que lhes servem as vossas palavras\u2026\u201d Tendo diante de n\u00f3s a realidade de fam\u00edlias das nossas par\u00f3quias teremos de lhes mostrar a nossa f\u00e9 atrav\u00e9s das obras. A nossa estrutura paroquial tem condi\u00e7\u00f5es de conhecimento da realidade como ningu\u00e9m. A comunidade n\u00e3o acontece s\u00f3 quando nos reunimos para celebrar a f\u00e9. Nas celebra\u00e7\u00f5es somos alertados para viver a responsabilidade de n\u00e3o passar ao lado dos problemas. Vivamos atentos e procuremos encontrar solu\u00e7\u00f5es por n\u00f3s ou envolvendo outras institui\u00e7\u00f5es. Nesta peregrina\u00e7\u00e3o gostaria que todos ped\u00edssemos \u00e0 senhora do Alivio a gra\u00e7a de tornarmos as nossas par\u00f3quias, todas sem excep\u00e7\u00e3o de nenhuma, verdadeiras \u201cfam\u00edlias solid\u00e1rias\u201d. Trata-se dum trabalho \u00e1rduo e exigente. Creio, por\u00e9m, que \u00e9 verdadeiramente apaixonante e, neste sentido, a comunidade \u2013 sacerdotes e leigos, individualmente ou em movimentos &#8211; vai investir todas as suas energias. Sei do que somos capazes. Maria ser\u00e1 a nossa ajuda e o Esp\u00edrito Santo acompanhar-nos-\u00e0 com os seus dons numa capacidade de inventar iniciativas corajosas e com a sua gra\u00e7a para lhe darmos um cunho verdadeiramente crist\u00e3o. \u00c9 a comunidade crist\u00e3 que cresce a partir do amor de Cristo e a todos envolve nesta alegria de ser fam\u00edlia como o \u00fanico corpo de Cristo. <i>D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arcebispo de Braga na peregrina\u00e7\u00e3o ao Santu\u00e1rio de N.\u00aa Sr.\u00aa do Al\u00edvio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[172,206],"class_list":["post-20225","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-braga","tag-familia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20225","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20225"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20225\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20225"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20225"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20225"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}