{"id":201683,"date":"2021-03-10T11:58:12","date_gmt":"2021-03-10T11:58:12","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=201683"},"modified":"2021-03-10T12:06:32","modified_gmt":"2021-03-10T12:06:32","slug":"a-cruz-escondida-135","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-135\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>O \u00fanico mosteiro contemplativo masculino na Nicar\u00e1gua precisa de ajuda<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4><strong><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/monges-nicaragua.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-201688 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/monges-nicaragua.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/monges-nicaragua.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/monges-nicaragua-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/monges-nicaragua-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/monges-nicaragua-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/monges-nicaragua-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/monges-nicaragua-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/monges-nicaragua-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/monges-nicaragua-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><\/strong><\/h4>\n<h4><strong>Os primeiros monges<\/strong><\/h4>\n<p>Quem chega ao mosteiro de Estel\u00ed, na Nicar\u00e1gua, fica deslumbrado com o sil\u00eancio dos claustros, dos corredores, das salas, da capela. \u00c9 um sil\u00eancio enamorado de Deus. No edif\u00edcio sem grandes ousadias que os monges transformaram na sua casa, h\u00e1 sempre algu\u00e9m de bra\u00e7os abertos para acolher o visitante. Nos \u00faltimos tempos, infelizmente, por causa da pandemia do coronav\u00edrus, as portas do mosteiro t\u00eam estado fechadas\u2026<\/p>\n<p>Surpreende o sil\u00eancio e a afabilidade dos monges albertinos. Eles pertencem \u00e0 \u00fanica ordem contemplativa em toda a Nicar\u00e1gua. Parece uma ousadia a simples exist\u00eancia deste punhado de homens num pa\u00eds que atravessa tempos dif\u00edceis, com uma profunda crise pol\u00edtica e social. Logo depois do Haiti, ainda mal refeito do devastador terramoto de 2010, que causou mais de 230 mil mortos, a Nicar\u00e1gua \u00e9 o pa\u00eds mais pobre de toda a Am\u00e9rica Latina. \u00c9 uma estat\u00edstica que incomoda. Que perturba. A pobreza, que \u00e9 normalmente laborat\u00f3rio de revoltas, tem sido ali, em Estel\u00ed, uma prova\u00e7\u00e3o geradora de solidariedades. E o mosteiro tem feito parte, desde o primeiro instante, dessa cumplicidade que nasce tamb\u00e9m nos momentos dif\u00edceis. O povo pobre sentiu desde a primeira hora que o aparecimento da comunidade religiosa na sua terra era uma b\u00ean\u00e7\u00e3o. E desde a primeira hora que os monges, os cinco monges que ousaram estabelecer-se em Estel\u00ed, foram acolhidos como fazendo parte da fam\u00edlia. Mas a crise econ\u00f3mica que est\u00e1 a varrer esta regi\u00e3o do globo e que se agravou brutalmente com a pandemia do coronav\u00edrus, veio alterar quase tudo. Os pobres tornaram-se ainda mais pobres e os visitantes que demandavam o mosteiro e que por ali ficavam como h\u00f3spedes para um tempo de ora\u00e7\u00e3o e de aprendizagem interior, come\u00e7aram a rarear. Por estes dias, o pr\u00f3prio mosteiro deixou mesmo de poder acolher h\u00f3spedes e, como se n\u00e3o bastasse tudo isso, todos os cinco monges contra\u00edram o v\u00edrus e um deles, o Padre Valdivia, n\u00e3o resistiu mesmo \u00e0 doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Novo prior<\/strong><\/h4>\n<p>Estes s\u00e3o tempos dif\u00edceis para esta pequena comunidade religiosa na Nicar\u00e1gua. Eram \u00fanicos. Agora s\u00e3o sobreviventes. Cada dia \u00e9 um desafio que importa ultrapassar. Mas o futuro, que pode parecer sombrio n\u00e3o consegue esmorecer o \u00e2nimo destes homens devotos de Nossa Senhora. \u00c9 o caso de Ezequiel Lop\u00e9z. Seis anos depois de ter iniciado a vida mon\u00e1stica, Frei Ezequiel tornou-se, no passado dia 21 de Fevereiro, um s\u00e1bado, no novo prior do Mosteiro de Estel\u00ed. \u201cO nosso carisma \u00e9 ser comunidade, \u00e9 fundamental na nossa sociedade ser comunidade\u201d, diz L\u00f3pez, que n\u00e3o esconde a responsabilidade de pertencer ao \u00fanico mosteiro de vida contemplativa masculina em todo o pa\u00eds. \u201cOs monges, al\u00e9m da ora\u00e7\u00e3o, trabalham. E trabalham em primeiro lugar para os que batem \u00e0 porta do mosteiro, para se confessarem, \u00e0 procura de apoio espiritual, para assistirem \u00e0 Missa ou at\u00e9 para um tempo de retiro.\u201d S\u00e3o eles, os que batem \u00e0 porta, que d\u00e3o tamb\u00e9m \u00e2nimo \u00e0 comunidade religiosa. S\u00e3o sinal de que os monges albertinos est\u00e3o presentes e est\u00e3o sempre de bra\u00e7os abertos a acolher. \u201cN\u00f3s costumamos dizer que quem vem ao nosso mosteiro \u00e9 Cristo. E seja quem for que atravesse o port\u00e3o costuma falar da paz que encontra aqui, de como \u00e9 bom estar aqui. Este \u00e9 outro mundo, dizem. O apoio espiritual come\u00e7a a\u00ed (&#8230;).\u201d A Funda\u00e7\u00e3o AIS tem procurado apoiar esta t\u00e3o singular comunidade religiosa. Uma das formas de contribuir para a subsist\u00eancia deste punhado de monges na Nicar\u00e1gua \u00e9 atrav\u00e9s da celebra\u00e7\u00e3o de Missas pelas inten\u00e7\u00f5es dos benfeitores da Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre. Os tempos est\u00e3o dif\u00edceis neste pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina, mas em Estel\u00ed, no mosteiro habitado por um sil\u00eancio enamorado de Deus, h\u00e1 uma ora\u00e7\u00e3o permanente pelo fim da pandemia, pelo fim da crise. Uma ora\u00e7\u00e3o que \u00e9 sustentada tamb\u00e9m pelos benfeitores da AIS espalhados por todo o mundo.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_25673\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xK3a7t0glqs?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00fanico 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