{"id":20160,"date":"2006-09-15T11:02:44","date_gmt":"2006-09-15T11:02:44","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/09\/15\/quando-os-jovens-alinham-depressa\/"},"modified":"2006-09-15T11:02:44","modified_gmt":"2006-09-15T11:02:44","slug":"quando-os-jovens-alinham-depressa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/quando-os-jovens-alinham-depressa\/","title":{"rendered":"Quando os Jovens alinham depressa&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Coment\u00e1rio semanal de D. Ant\u00f3nio Marcelino <!--more--> Vamos entrar, de novo, numa campanha onde, dificilmente, as pessoas se v\u00e3o ouvir umas \u00e0s outras, a tal ponto pensam que t\u00eam a raz\u00e3o toda e o que \u00e9 preciso \u00e9 falar mais alto para abafar os contr\u00e1rios e ningu\u00e9m os possa ouvir, nem a eles, nem \u00e0s suas raz\u00f5es. Os jornais j\u00e1 noticiaram que o aborto vai agora ao Parlamento pela m\u00e3o do PS. Depois, o referendo, como motivo de fidelidade a promessas feitas e parece que a exig\u00eancias de leis e de clientela. Em Julho passado, com esta perspectiva no horizonte, o novo l\u00edder da Juventude Socialista disse, e os jornais fizeram eco com chamada de primeira p\u00e1gina, que o aborto \u00e9 o \u201ccombate da sua vida da JS\u201d.  Por mais que se tente embrulhar tal prop\u00f3sito em papel colorido e bem perfumado, ele aparece sempre, se, de facto, como o combate da vida de gente nova e sonhadora. Motivo de pouca esperan\u00e7a para a parte da na\u00e7\u00e3o que espera alguma coisa de novo e s\u00e9rio dos jovens militantes do partido. Da gente nova, qualquer que seja a sua cor partid\u00e1ria, temos direito a esperar, tal o investimento que nela se faz \u00e0 custa de todos n\u00f3s, sonhos e projectos de vida, luta empenhada pela justi\u00e7a social e pelo bem comum, compromisso nas causas sociais mais nobres, aquelas que n\u00e3o envelhecem com o tempo, nem com as cores partid\u00e1rias. Temos direito a esperar alguma rebeldia sadia, em rela\u00e7\u00e3o a tudo quanto dignifica as pessoas e as torna mais livres para seu bem e em sociedade. Direito a esperar um n\u00e3o alinhamento em causas onde h\u00e1 mais emo\u00e7\u00f5es que raz\u00f5es, uma maior abertura na procura de solu\u00e7\u00f5es para os problemas sociais mais graves e para a defesa dos direitos que nivelam por cima e s\u00e3o de todos. A causa da vida nunca se resolver\u00e1 com solu\u00e7\u00f5es de morte, nem com emo\u00e7\u00f5es voluntariosas. O respeito pelas pessoas em situa\u00e7\u00f5es dolorosas, n\u00e3o identifica fazendo coro cego com grupos de press\u00e3o minorit\u00e1rios.  Quando os jovens deixam de pensar os problemas da sociedade e entram no seguidismo de um pensamento unidimensional, que outros acriticamente lhes prop\u00f5em ou imp\u00f5em, facilmente se fecham os horizontes necess\u00e1rios da vida, onde a humaniza\u00e7\u00e3o e a dignifica\u00e7\u00e3o da pessoa humana deixa de ser uma simples palavra, para se tornar um compromisso social inalien\u00e1vel. Mal vai quando os voos da gente nova s\u00e3o voos das aves de capoeira. A gente nova prima pela utopia, pelo sonho sem limites, pela \u00e2nsia de resolver depressa todos os problemas humanos e sociais, pelo n\u00e3o deixar que algu\u00e9m lhes corte as asas ou lhes mate os sonhos.  As juventudes partid\u00e1rias alinham depressa de mais. O tempo actual favorece, lamentavelmente esta atitude. Por\u00e9m, preciso denunciar o tempo que n\u00e3o deixa crescer ou reduz a vida a interesses imediatos de carreira social ou pol\u00edtica. Ao colo, pela m\u00e3o ou de olhos fechados e mente pregui\u00e7osa, ningu\u00e9m vai muito longe. O pa\u00eds precisa de jovens que n\u00e3o envelhe\u00e7am antes do tempo e cultivem projectos com horizontes largos e fascinantes. N\u00e3o creio que esteja entre estes o aborto, muito menos como o grande combate de uma vida jovem.  D. Ant\u00f3nio Marcelino<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coment\u00e1rio semanal de D. 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