{"id":20121,"date":"2006-09-12T13:36:50","date_gmt":"2006-09-12T13:36:50","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/09\/12\/o-terramoto-do-seculo-xxi\/"},"modified":"2006-09-12T13:36:50","modified_gmt":"2006-09-12T13:36:50","slug":"o-terramoto-do-seculo-xxi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-terramoto-do-seculo-xxi\/","title":{"rendered":"O terramoto do s\u00e9culo XXI"},"content":{"rendered":"<p>As not\u00edcias de hoje s\u00e3o uma esp\u00e9cie de predadores da nossa quieta\u00e7\u00e3o mas ao mesmo tempo vasto campo de reflex\u00e3o sobre tem\u00e1ticas que, em abstracto, seriam constantemente adiadas.  De concretos anda o mundo cheio, \u00e9 verdade. Mas o que acontece sempre deixa margem a questionamentos que de outra forma ficariam \u00e0 espera de vez. O terramoto de Lisboa de 1755 foi, no facto, instant\u00e2neo. Na repercuss\u00f5es lento e profundo em r\u00e9plicas que ainda hoje se fazem sentir. Temos percebido que o 11 de Setembro de 2001 sacudiu muitos conceitos e preconceitos adormecidos no turbilh\u00e3o de factos e nos bet\u00f5es e ferros de muitas torres que continuamente se levantam e derrubam. A palavra terrorismo ganhou um significado de que quase j\u00e1 nos hav\u00edamos esquecido &#8211; era assim que se chamava aos lutadores pela independ\u00eancia das col\u00f3nias. Existiu e existe nos senderos, esquadr\u00f5es, brigadas, e tantas formas de chacinas cru\u00e9is a inocentes, em terra, mar e ar. Mas a forma de combater esta calamidade observa-se sob diferentes \u00f3pticas. Ainda h\u00e1 quem distinga o bom do mau terrorismo, consoante o vento ideol\u00f3gico que o sopra. Sabe-se que o di\u00e1logo tem pressupostos de honestidade bilateral. Quantos acordos de paz se fizeram na hist\u00f3ria com outras tantas roturas. Tudo se pode recobrir com a capa das palavras e gestos.  Quando se trata de prender, interrogar e julgar suspeitos de actos terroristas parece que, para alguns, a justi\u00e7a e os direitos humanos n\u00e3o passam de gestos l\u00edricos ou discursos de circunst\u00e2ncia. \u00c9 tanta a raiva contra os criminosos que parece tornar-se leg\u00edtima a pris\u00e3o arbitr\u00e1ria, interrogat\u00f3rio e tortura a quem junte vagos ind\u00edcios de proximidade a qualquer atentado. Aqui se enquadram as pris\u00f5es secretas que se povoam com viagens mist\u00e9rio dos avi\u00f5es da CIA. Aqui se escondem direitos humanos, dignidade das pessoas, necessidade duma justi\u00e7a e direito que se distanciem da prepot\u00eancia de meios para procurar os criminosos.  Nas muitas reflex\u00f5es surgidas no quinto anivers\u00e1rio do 11 de Setembro algumas vozes sensatas t\u00eam apontado para um objectivo talvez long\u00ednquo mas nobre: aprofundar pacientemente o di\u00e1logo entre o Ocidente e o mundo \u00c1rabe, sem deixar de fora os pa\u00edses mais radicais na interpreta\u00e7\u00e3o do Isl\u00e3o. A experi\u00eancia tem dito que a viol\u00eancia apenas produz viol\u00eancia. E que isso \u00e9 mau para todos. <i> Ant\u00f3nio Rego<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As not\u00edcias de hoje s\u00e3o uma esp\u00e9cie de predadores da nossa quieta\u00e7\u00e3o mas ao mesmo tempo vasto campo de reflex\u00e3o sobre tem\u00e1ticas que, em abstracto, seriam constantemente adiadas. De concretos anda o mundo cheio, \u00e9 verdade. Mas o que acontece sempre deixa margem a questionamentos que de outra forma ficariam \u00e0 espera de vez. 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