{"id":200929,"date":"2021-03-06T14:03:32","date_gmt":"2021-03-06T14:03:32","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=200929"},"modified":"2021-03-08T07:08:36","modified_gmt":"2021-03-08T07:08:36","slug":"gente-de-pouca-fe-por-quem-estamos-verdadeiramente-apaixonados-a-pergunta-que-robert-bolt-escreveu-no-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/gente-de-pouca-fe-por-quem-estamos-verdadeiramente-apaixonados-a-pergunta-que-robert-bolt-escreveu-no-cinema\/","title":{"rendered":"\u00abGente de pouca f\u00e9?\u00bb: \u00abPor quem estamos verdadeiramente apaixonados?\u00bb &#8211; a pergunta que Robert Bolt escreveu no cinema"},"content":{"rendered":"<p><em>Percurso do dramaturgo ingl\u00eas, respons\u00e1vel pelos gui\u00f5es de \u00abUm Homem para a eternidade\u00bb e \u00abA Miss\u00e3o\u00bb, mostra a luta sobre a consci\u00eancia pessoal<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_16664\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OHk-0eKlSz0?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p>Lisboa, 06 mar 2021 (Ecclesia) \u2013 Mendo Castro Henriques, professor de Filosofia pol\u00edtica da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa (UCP), encontra em Robert Bolt, dramaturgo ingl\u00eas, a inquieta\u00e7\u00e3o sobre a pergunta &#8216;por quem estamos verdadeiramente apaixonados?&#8217; e a \u201cquem respondemos, em \u00faltima inst\u00e2ncia?\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAtrav\u00e9s dos gui\u00f5es que conhecemos nos filmes como \u00abA Miss\u00e3o\u00bb, \u00abDr Jivago\u00bb e \u00abUm Homem para a eternidade\u00bb, confrontamo-nos connosco pr\u00f3prios mas a pergunta seguinte \u00e9 mas a quem respondemos, com quem \u00e9 que falamos, testemunhamos para quem, qual \u00e9 o tu que fala dentro de n\u00f3s, por quem estamos verdadeiramente apaixonados\u201d, resume o docente a partir da biografia de Robert Bolt, protagonista da mais recente conversa &#8216;Gente de Pouca f\u00e9?&#8217;.<\/p>\n<p>No escritor ingl\u00eas, ressalta Mendo Castro Henriques, \u201ch\u00e1 um apelo transcendente que vai al\u00e9m do individualismo, do consumismo, do conformismo da pessoa consigo pr\u00f3pria e que leva a pessoa a atos heroicos \u00e0s vezes, outras a ficar aqu\u00e9m, pela sua natural condi\u00e7\u00e3o humana\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Em Robert Bolt h\u00e1 um \u201cfundo misterioso da procura de um outro que est\u00e1 por tr\u00e1s da obra\u201d do escritor ingl\u00eas, oriundo de uma fam\u00edlia com tradi\u00e7\u00f5es calvinistas, que passou pelo partido comunista ingl\u00eas e lutou na Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p>Os escritos, primeiro para o teatro e depois para o cinema, mostram uma luta entre a consci\u00eancia pessoal e o dever de responder a \u201cAlgu\u00e9m\u201d, que Robert Bolt \u201cnunca perdeu de vista\u201d.<\/p>\n<p>\u201cBolt nunca perdeu de vista que estamos enamorados por um ser que nos ultrapassa. Ele acredita num algo mas nunca lhe chama o ser divino, que traduz o drama e a sua inquieta\u00e7\u00e3o. Bolt, nesse sentido, continua vivo e podemos continuar a dialogar com ele\u201d, sublinha.<\/p>\n<p>Quando o ingl\u00eas come\u00e7a a escrever gui\u00f5es para o cinema a sua pergunta ganha alcance, porque encontra na S\u00e9tima arte o encontro de \u201cv\u00e1rias artes\u201d.<\/p>\n<p>O cinema \u00e9 a \u201carte suprema\u201d, a conjuga\u00e7\u00e3o de \u201cv\u00e1rias artes\u201d, indica o docente, e quando aliada \u00e0 m\u00fasica, num dos casos com a obra de Ennio Morricone que comp\u00f4s \u201cpartituras extraordin\u00e1rias\u201d, e concretamente para o filme \u00abA Miss\u00e3o\u00bb, escrito por Bolt, ajudam a recordar a \u201caspira\u00e7\u00e3o de que a consci\u00eancia individual \u00e9 muito forte\u201d, mas vive em luta.<\/p>\n<p>\u201cBolt escreve numa altura em que o individualismo \u00e9 crescente, de consumismo, de satisfa\u00e7\u00e3o pessoal. O que Bolt nos quer comunicar nos gui\u00f5es, \u00e9 que o individuo tem as suas paix\u00f5es e ideais, mas questiona se ele se pode satisfazer a si pr\u00f3prio. Ele achava que n\u00e3o. Temos de responder aos outros e ao grande Outro\u201d, sustenta.<\/p>\n<p>Sobre o filme &#8216;A Miss\u00e3o&#8217;, de 1986, que se centra na luta pela manuten\u00e7\u00e3o das miss\u00f5es jesu\u00edtas na Am\u00e9rica Latina e coloca, nas personagens principais a ambiguidade na luta pelos valores, Mendo Castro Henriques d\u00e1 conta da atualidade do filme.<\/p>\n<p>\u201cFalamos de um filme de h\u00e1 30 anos mas cujas realidades se continuam a colocar, trazidas tamb\u00e9m pela \u00abQuerida Amaz\u00f3nia\u00bb do papa Francisco, sobre a amea\u00e7a das popula\u00e7\u00f5es que a explora\u00e7\u00e3o injusta provoca. Qual \u00e9 o destino das popula\u00e7\u00f5es que s\u00e3o avassaladas por uma tecnologia e uma sociedade que se pretende superior e quer destruir outros modos de vida\u201d, questiona.<\/p>\n<p>O idealismo e dos meios para a concretiza\u00e7\u00e3o de uma \u201csociedade perfeita\u201d, a procura da reden\u00e7\u00e3o, os meios para responder \u00e0 viol\u00eancia s\u00e3o temas perseguidos por Robert Bolt que, \u201catrav\u00e9s do talento que desenvolveu com a escrita\u201d, chegam \u00e0 atualidade e aos questionamentos quotidianos, entre crentes e n\u00e3o crentes.<\/p>\n<p>\u201cSe lermos as grandes criticas dos filmes dos anos 60, 70 e 80, surgem estes filmes cujos gui\u00f5es t\u00eam o dedo deste dramaturgo ingl\u00eas, que t\u00eam as caracter\u00edsticas de n\u00e3o podermos dizer se tem muita ou pouca f\u00e9 &#8211; \u00e9 um mist\u00e9rio &#8211; mas tem a f\u00e9 suficiente para fazer a diferen\u00e7a em filmes que nos fazem querer aspirar por um mundo melhor\u201d, resume.<\/p>\n<p>&#8216;Gente de pouca f\u00e9?&#8217; \u00e9 um espa\u00e7o que a Ag\u00eancia ECCLESIA mant\u00e9m a cada domingo com Mendo Castro Henriques, que pretende, ao longo da Quaresma, destacar percursos e testemunhos de contempor\u00e2neos que \u201cse movem num espa\u00e7o entre a f\u00e9 e a falta dela\u201d.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Percurso do dramaturgo ingl\u00eas, respons\u00e1vel pelos gui\u00f5es de \u00abUm Homem para a eternidade\u00bb e \u00abA Miss\u00e3o\u00bb, mostra a luta sobre a consci\u00eancia pessoal<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":200945,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[89,3],"tags":[359],"class_list":["post-200929","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque2","category-nacional","tag-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/200929","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=200929"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/200929\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/200945"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=200929"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=200929"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=200929"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}