{"id":200118,"date":"2021-02-23T11:16:39","date_gmt":"2021-02-23T11:16:39","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=200118"},"modified":"2021-02-23T11:16:39","modified_gmt":"2021-02-23T11:16:39","slug":"a-cruz-escondida-132","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-132\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Na Amaz\u00f3nia, o povo Ticuna tem agora uma B\u00edblia na sua pr\u00f3pria l\u00edngua\u2026<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ACN-20210205-109853.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-200119 \" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ACN-20210205-109853-768x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"398\" height=\"531\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ACN-20210205-109853-768x1024.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ACN-20210205-109853-195x260.jpg 195w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ACN-20210205-109853-480x640.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ACN-20210205-109853.jpg 960w\" sizes=\"(max-width: 398px) 100vw, 398px\" \/><\/a>Um sonho com 15 anos<\/h4>\n<p>\u00c9 um territ\u00f3rio vast\u00edssimo, superior ao tamanho de Portugal. No entanto, nesta regi\u00e3o da Amaz\u00f3nia brasileira situada perto da Col\u00f4mbia e do Peru, vivem apenas cerca de 220 mil habitantes. Quase 40 por cento s\u00e3o ind\u00edgenas. A maior parte pertence \u00e0 tribo Ticuna. Desde 2019 que este povo tem uma B\u00edblia na sua pr\u00f3pria l\u00edngua\u2026 \u00c9 a B\u00edblia das Crian\u00e7as, uma das iniciativas de maior sucesso da Funda\u00e7\u00e3o AIS<\/p>\n<p>H\u00e1 um pormenor muito especial na fotografia. Foi h\u00e1 quase um ano, a 15 de Mar\u00e7o. Anselmo Pereira \u00c2ngelo est\u00e1 a segurar um pequeno livro durante a cerim\u00f3nia em que foi ordenado di\u00e1cono permanente. A Igreja do Alto Solim\u00f5es vestiu-se de alegria para a festa. E havia raz\u00e3o para isso. Afinal, Anselmo era o primeiro elemento oriundo da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena a receber o rito da consagra\u00e7\u00e3o diaconal. Os c\u00e2nticos, as dan\u00e7as, as pinturas nos rostos de todos os que enchiam a igreja mostravam como aquele dia estava a ser especial. T\u00e3o especial como o livro que Anselmo segurava entre as suas m\u00e3os: a B\u00edblia das Crian\u00e7as. Editado em l\u00edngua Ticuna, esta B\u00edblia, que tem vindo a fazer verdadeiros milagres pelas terras da Amaz\u00f3nia, come\u00e7ou a ser sonhada h\u00e1 cerca de 15 anos. O Frade Paolo Braghini achava que a melhor forma de falar de Deus aos povos ind\u00edgenas seria atrav\u00e9s da B\u00edblia das Crian\u00e7as, um livro da Funda\u00e7\u00e3o AIS que j\u00e1 foi traduzido em mais de 190 l\u00ednguas. Era preciso faz\u00ea-lo tamb\u00e9m ali. \u201cA maioria do povo n\u00e3o sabe ler em portugu\u00eas, mas as novas gera\u00e7\u00f5es j\u00e1 sabem ler na l\u00edngua Ticuna. \u00c9 belo ver como eles seguram com carinho essa B\u00edblia nas m\u00e3os, porque \u00e9 deles\u201d, explica Paolo, mission\u00e1rio capuchinho. \u201cEm muitas comunidades os catequistas preparam-se dias antes, lendo essa B\u00edblia, para depois contar as hist\u00f3rias \u00e0s criancinhas. Est\u00e1 a ajudar imensamente na evangeliza\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<h4>Sinal de esperan\u00e7a<\/h4>\n<p>Desde a primeira hora que Anselmo assumiu com todo o empenho a miss\u00e3o de ajudar na tradu\u00e7\u00e3o. Pai de nove filhos, Anselmo \u00e9 hoje uma figura incontorn\u00e1vel na vida da Igreja nas terras da Amaz\u00f3nia. \u201cN\u00f3s rezamos muito em Ticuna. Essa B\u00edblia \u00e9 muito importante para as crian\u00e7as e tamb\u00e9m para os adultos\u201d, explica \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS. \u201cDeus chamou-me para escutar e levar a Sua Palavra como di\u00e1cono.\u201d Gra\u00e7as a ele e a um punhado de outros volunt\u00e1rios, as crian\u00e7as da tribo Ticuna podem agora ler as hist\u00f3rias da B\u00edblia na sua pr\u00f3pria l\u00edngua. Pode parecer pouco, mas \u00e9 seguramente revolucion\u00e1rio para a vida da Igreja nesta regi\u00e3o. A import\u00e2ncia deste pequeno livro editado pela Funda\u00e7\u00e3o AIS ajuda a perceber por que raz\u00e3o Anselmo Pereira \u00c2ngelo fez quest\u00e3o de levar um exemplar consigo durante a cerim\u00f3nia em que foi ordenado di\u00e1cono. At\u00e9 o Papa Francisco, nos anos em que foi Cardeal de Buenos Aires, chegou a pedir alguns milhares de exemplares para distribuir entre as crian\u00e7as que frequentavam ent\u00e3o a catequese na capital da Argentina\u2026 Com mais de 51 milh\u00f5es de exemplares, a B\u00edblia das Crian\u00e7as tornou-se num sinal de esperan\u00e7a em todo mundo. Afinal, o livro j\u00e1 foi distribu\u00eddo em mais de 140 pa\u00edses gra\u00e7as \u00e0 generosidade dos benfeitores da Funda\u00e7\u00e3o AIS. N\u00e3o foi s\u00f3 o Papa Francisco a descobrir a sua import\u00e2ncia. Tamb\u00e9m Bento XVI e S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II manifestaram, em ocasi\u00f5es distintas, o apre\u00e7o por este livrinho t\u00e3o especial.. Anselmo Pereira \u00c2ngelo sabia bem que estava a segurar uma pequena preciosidade quando levou consigo a B\u00edblia das Crian\u00e7as, que ajudou a traduzir para a l\u00edngua Ticuna, no dia em que foi ordenado di\u00e1cono permanente\u2026<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Amaz\u00f3nia, o povo Ticuna tem agora uma B\u00edblia na sua pr\u00f3pria l\u00edngua\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-200118","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/200118","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=200118"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/200118\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=200118"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=200118"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=200118"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}