{"id":19961,"date":"2006-09-04T10:07:57","date_gmt":"2006-09-04T10:07:57","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/09\/04\/solidariedade-um-ano-depois-do-katrina\/"},"modified":"2006-09-04T10:07:57","modified_gmt":"2006-09-04T10:07:57","slug":"solidariedade-um-ano-depois-do-katrina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/solidariedade-um-ano-depois-do-katrina\/","title":{"rendered":"Solidariedade um ano depois do Katrina"},"content":{"rendered":"<p>O furac\u00e3o Katrina a\u00e7oitou os EUA em final de Agosto de 2005. Mais de 1.500 pessoas faleceram e dezenas de milhares perderam os seus lares em Nova Orle\u00e3es. Alguns jovens que recebem forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 em centros do Opus Dei foram, meses mais tarde, para ajudar na reconstru\u00e7\u00e3o. Faz agora um ano que o 6\u00ba furac\u00e3o mais forte de toda a historia, alcan\u00e7ou o sul e o centro dos Estados Unidos. No dia 29 de Agosto, o ciclone chegou \u00e0 costa da Louisiana convertido em Furac\u00e3o, com ventos de 280 km\/h. Dirigia-se directamente para Nova Orle\u00e3es, e ainda que no \u00faltimo momento se tenha desviado ligeiramente da sua rota, causou uma grande devasta\u00e7\u00e3o nesta cidade e arredores. 70% de Nova Orle\u00e3es encontra-se constru\u00edda abaixo do n\u00edvel do mar. A rotura de um dique que n\u00e3o resistiu \u00e0 for\u00e7a do Katrina provocou o desastre. Estima-se que o Katrina provocou a morte a quase 1500 pessoas.   Face a isso, os danos materiais pouco importam, pese embora terem sido tamb\u00e9m elevad\u00edssimos, cerca de 75 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares. Do resto dos Estados Unidos, e de muitos outros lugares do mundo, houve um grande movimento de ajuda humanit\u00e1ria. No entanto, ainda h\u00e1 muito por fazer na reconstru\u00e7\u00e3o da cidade.  Quando um grupo de universit\u00e1rios que frequenta o centro do Opus Dei de Chicago contemplou as imagens do furac\u00e3o na televis\u00e3o, experimentaram a mesma sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia e de pena que teve a maior parte das pessoas de todo o mundo; acentuada, no entanto, pela proximidade. Meses mais tarde, quando o Governo dos Estados Unidos e as grandes institui\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias tinham realizado as tarefas de ajuda mais urgentes, ficava ainda muito sofrimento por aliviar. Este grupo de jovens de Chicago decidiu deslocar-se a Nova Orle\u00e3es para cooperar na reconstru\u00e7\u00e3o.  \u201cSab\u00edamos que n\u00e3o ir\u00edamos solucionar nada, mas quer\u00edamos traduzir em factos concretos o nosso sentimento de solidariedade com os afectados\u201d, explica Bill. \u201dAo chegar \u00e0 cidade, demos una volta para ter uma perspectiva da situa\u00e7\u00e3o e visit\u00e1mos as partes mais afectadas pelo furac\u00e3o. Impressionava ver as pessoas totalmente desoladas, com as moradias desabitadas e os edif\u00edcios vazios, apesar de terem j\u00e1 decorrido v\u00e1rios meses desde a passagem do furac\u00e3o Katrina\u201d. \u201cPela tarde dividimo-nos em tr\u00eas grupos \u2013 continua Bill \u2013 a minha equipa trabalhou com muito empenho na demoli\u00e7\u00e3o interior de uma casa numa das zonas mais afectadas. A nossa tarefa consistia principalmente em retirar os tabiques das paredes, que estavam muito danificados pela \u00e1gua\u201d.  <b>Pintura e demoli\u00e7\u00e3o<\/b> \u201dDurante estes dias, entre pinturas e demoli\u00e7\u00f5es, pude comprovar como ia aumentando o esp\u00edrito de servi\u00e7o de todos os do grupo. Estavam conscientes de que a sua ajuda n\u00e3o era mais do que um gr\u00e3o de areia num deserto, mas pessoalmente estava-os a transformar. Ajudar os outros altera a vida\u201d. \u201dUm dia sucedeu algo emocionante: o dono de uma casa em que est\u00e1vamos a trabalhar apareceu de repente. N\u00e3o sei se alguma vez lhes ter\u00e1 passado pela cabe\u00e7a como se sentiriam se de um dia para o outro a vossa casa, o vosso lar, ficasse reduzido a um monte de ru\u00ednas&#8230; A cara de agradecimento daquele homem pelo trabalho que est\u00e1vamos a fazer dizia ainda mais do que as suas efusivas palavras\u201d. \u201cAl\u00e9m de ajudar os outros, esses dias foram uma oportunidade para tratar mais a Deus, na Missa di\u00e1ria e nos tempos dedicados \u00e0 ora\u00e7\u00e3o\u201d. \u201dNo final, tivemos ocasi\u00e3o de passar de novo pela cidade e comprovar que, apesar do muito que ainda h\u00e1 para fazer, est\u00e1-se a recuperar pouco a pouco desta cat\u00e1strofe. Pela tarde, depois da Santa Missa, tivemos uma tert\u00falia relatando os epis\u00f3dios do dia. Na manh\u00e3 seguinte, esgotados mas contentes, sa\u00edmos de regresso \u00e0s nossas respectivas cidades\u201d. \u201dPara todos foi uma experi\u00eancia inolvid\u00e1vel\u201d \u2013 conclui Bill \u2013 Impressionava ver tantas pessoas vindas dos lugares mais rec\u00f4nditos para ajudar e o enorme agradecimento dos locais. V\u00e1rios rapazes do grupo comentaram-me que o contacto com esta situa\u00e7\u00e3o dolorosa para tantas pessoas e o exemplo de generosidade de outras tinha-os ajudado a reflectir: A descobrir a import\u00e2ncia de ser generosos com Deus e a felicidade que proporciona actuar assim\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O furac\u00e3o Katrina a\u00e7oitou os EUA em final de Agosto de 2005. Mais de 1.500 pessoas faleceram e dezenas de milhares perderam os seus lares em Nova Orle\u00e3es. Alguns jovens que recebem forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 em centros do Opus Dei foram, meses mais tarde, para ajudar na reconstru\u00e7\u00e3o. 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