{"id":1995,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/assuncao\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"assuncao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/assuncao\/","title":{"rendered":"Assun\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Homilia de D. Ant\u00f3nio Taipa na peregrina\u00e7\u00e3o da Diocese do Porto ao Santu\u00e1rio de Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o, em Santo Tirso <!--more--> Santo Tirso ASSUN\u00c7\u00c3O  DA  VIRGEM  SANTA  MARIA 2003.08.15  1 &#8211;  Somos uma significativa parte desta nossa Diocese do Porto, que quer celebrar, este ano  de modo particular, a solenidade da Assun\u00e7\u00e3o da Virgem Santa Maria \tDesde  16 de Outubro de 2002 que a Igreja vive em alegria e ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as este  25\u00ba ano do Pontificado do Santo Padre Jo\u00e3o Paulo II \u2013 as suas Bodas de Prata \u2013 , ano que ele declarou como Ano do Ros\u00e1rio \u2013 de Outubro de 2002 a Outubro de 2003. \tAplaudindo e respondendo a esta sua decis\u00e3o, tamb\u00e9m quisemos, na nossa Diocese, fazer desta uma peregrina\u00e7\u00e3o Diocesana dedicada ao louvor e \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o do Santo Ros\u00e1rio da Virgem Maria.  2 \u2013  Se \u00e9 claro para todos n\u00f3s que neste gesto o Santo Padre confirma mais uma vez a sua forte e conhecida devo\u00e7\u00e3o \u00e0 M\u00e3e do C\u00e9u, tamb\u00e9m \u00e9 evidente que o que ele pretende e procura, com esta proclama\u00e7\u00e3o do Ano do Ros\u00e1rio, \u00e9 apresentar-nos e fazer-nos viver a ora\u00e7\u00e3o do Ros\u00e1rio, como um dos mais fecundos caminhos para redescobrirmos o Rosto de Cristo, o seu Rosto crucificado e glorificado.   3 \u2013 Este Rosto que os homens pedem que lho mostremos, como outrora os gregos pediram a Filipe \u201cquer\u00edamos ver a Jesus\u201d (Jo 2,21), ainda que o fa\u00e7am como diz o Santo Padre, \u201csem se darem conta\u201d (NMI  16). \tDe facto quando os homens buscam a paz, quando os homens procuram e lutam pela vida e por uma vida com qualidade, quando anseiam pela verdade&#8230;, \u00e9 a Jesus que procuram. Porque Jesus \u00e9 a paz, \u00e9 o pr\u00edncipe da paz, \u00e9 a verdade e \u00e9 a vida&#8230;. \tE n\u00f3s devemo-lo. N\u00f3s temos obriga\u00e7\u00e3o de lho fazer \u201cver\u201d.  4 \u2013 E quando o homem se v\u00ea diante de guerras e viol\u00eancias, diante de cat\u00e1strofes naturais ou provocadas pela sua inc\u00faria e mal\u00edcia., quando experimenta  que \u00e9 a mentira que domina nas suas rela\u00e7\u00f5es, quando verifica que a vida \u00e9 dominada pela busca do prazer imediato, a qualquer pre\u00e7o, pela auto-satisfa\u00e7\u00e3o dos mais baixos e degradantes apetites, quando o homem  v\u00ea e sente, assim,  que se encontra num caminho que n\u00e3o conduz a nada mas que o escraviza \u00e0 volta de si mesmo, \u00e0 volta da sua limita\u00e7\u00e3o e incapacidade,  lhe corta os horizontes da universalidade a que e sente votado e o prende no mais feroz individualismo&#8230;  quando o homem experimenta assim o sem sentido da vida&#8230; que procura ele? Que espera? De que precisa ele?.. De redescobrir um futuro de esperan\u00e7a e de vida&#8230; um futuro que lhe anime e d\u00ea sentido ao presente. De Jesus de Nazar\u00e9.  5 \u2013Desse Jesus de Nazar\u00e9 que, morrendo por n\u00f3s na fidelidade inteira ao amor ao Pai e aos homens, \u00e0 miss\u00e3o que o Pai lhe confiara, na fidelidade intransigente  \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o de homem, que se fez, e ao compromisso que assumira, foi elevado \u00e0 gl\u00f3ria do Pai, \u00e0 vida eterna, na nossa humanidade, como prim\u00edcias de todos n\u00f3s, chamados nele \u00e0 mesma vida&#8230; \u00c9 Ele a nossa esperan\u00e7a&#8230; a porta de um futuro de vida&#8230;  6 \u2013 Jesus \u00e9 a esperan\u00e7a de que os homens precisam e procuram, de que todos temos necessidade absoluta para nos entendermos e entendermos a nossa a vida individual e colectiva. N\u2019Ele sabemos que a vida \u00e9 sempre um caminho para a vida, para a imortalidade, para a vida eterna sem riscos e sem medos. \t\u00c9 uma esperan\u00e7a, esta, que n\u00e3o nos arranca \u00e0 hist\u00f3ria, \u00e0 vida. 7 \u2013  Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 exactamente sob a sua luz que o homem  aprende a \u201cver\u201d essa vida e essa hist\u00f3ria, na sua verdade inteira: \t &#8211;\tA descobrir a exist\u00eancia de tanta coisa boa que a dureza das apar\u00eancias parece esconder. Como no meio de tudo isso, de todos aqueles males, h\u00e1 tanta solidariedade, h\u00e1 tanta gente que se d\u00e1 pelo outro at\u00e9 quase \u00e0 exaust\u00e3o, h\u00e1 tanto esfor\u00e7o pela cria\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es verdadeiras e sempre renovadas entre os homens. H\u00e1 tanta busca da verdade. Da felicidade. H\u00e1 tanto amor. Tanta amizade. Tanta fome de vida. Tanto perd\u00e3o&#8230;e tanta miseric\u00f3rdia &#8211;\tE \u00e9 esta esperan\u00e7a e s\u00e3o estas luzes de vida, estas centelhas da presen\u00e7a do Verbo de Deus, da sua Palavra, que convidam o homem a potenciar o que existe, a lutar e a entregar-se na luta pela vida e pela vida com qualidade para si e para os irm\u00e3os. \u00c9 esta esperan\u00e7a e esta constata\u00e7\u00e3o de que o homem, pecador embora, n\u00e3o est\u00e1 totalmente corrompido, que o anima a trabalhar e a responder com f\u00e9, alegria e esperan\u00e7a \u00e0quela primeira palavra do Senhor Deus \u201ccrescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra\u201d (Gn 1,28) .  8 \u2013 \u00c9 este Jesus, \u00e9 esta esperan\u00e7a, que os homens exigem que lhes mostremos. \u00c9 este Jesus que temos, n\u00f3s mesmos de encontrar. Que a Igreja precisa de dar \u00e0 luz. Com dores eventualmente&#8230; n\u00e3o \u00e9 mais que o seu Mestre e Senhor.  9 \u2013 E a\u00ed, neste esfor\u00e7o,  temos o Ros\u00e1rio. Na escola de Maria, isto \u00e9, com Maria, \u00e9 o Ros\u00e1rio uma profunda medita\u00e7\u00e3o nos mist\u00e9rios da vida de Jesus. \tDa vida familiar e privada  de Jesus at\u00e9 \u00e0 sua ascens\u00e3o \u00e0 direita do Pai.. T\u00ednhamos e temos, os mist\u00e9rios gozosos que nos p\u00f5em \u00e0 medita\u00e7\u00e3o a alegria que trouxe \u00e0 terra o nascimento de Jesus. Os mist\u00e9rio dolorosos que nos faziam meditar nos seus sofrimentos, na sua paix\u00e3o e morte \u2013 o seu rosto de dor. Os mist\u00e9rios gozosos que nos conduzem \u00e0 experi\u00eancia, na contempla\u00e7\u00e3o, da sua gl\u00f3ria junto do Pai.  10 \u2013 O Santo Padre criou agora os mist\u00e9rios luminosos que nos convidam a meditar a contemplar a vida p\u00fablica de Jesus, essa vida que O levou do  Baptismo no Jord\u00e3o at\u00e9 \u00e0 institui\u00e7\u00e3o da Eucaristia, na v\u00e9spera da sua Paix\u00e3o.. \tSe n\u00e3o devemos esquecer os outros, como \u00e9 claro, \u00e9 nestes que eventualmente precisamos de apostar de modo especial. \tPrecisamos todos de saber como Jesus viveu. De conhecer de perto aquela vida que O levou \u00e0 condena\u00e7\u00e3o. \tTemos de saber como se relacionou Ele com os homens do seu tempo: com os novos e os velhos. Os ricos e os pobres. Os da sua terra e os estrangeiros. Os crentes e os n\u00e3o crentes. Os jovens e as crian\u00e7as. Os criminosos e os doentes. Os famintos e os marginalizados da sociedade.  \tSaber como se relacionou com  o mundo e as suas coisas. Como se relacionou com Deus. \t\u00c9 este Jesus que temos de fazer ver.  11 \u2013 Porque Jesus n\u00e3o \u00e9 uma ideia. Porque o Jesus que temos de mostrar n\u00e3o \u00e9 um sistema filos\u00f3fico, nem \u00e9 um c\u00f3digo de leis. O Jesus que temos de mostrar \u00e9 esse. Esse Filho de Deus que se fez homem, assumiu a nossa vida&#8230; e continua, em n\u00f3s, por uma vida na esteira da sua, \u00e0 procura dos homens que, sem ele n\u00e3o se encontram.  12 \u2013 O Ros\u00e1rio \u00e9 este tesouro. \u00c9 este maravilhoso comp\u00eandio em que este Jesus vai passando sucessivamente pelo nosso cora\u00e7\u00e3o em todas as situa\u00e7\u00f5es da sua vida. Para do cora\u00e7\u00e3o passar   tecido das nossas rela\u00e7\u00f5es com os homens, com Deus e com o mundo  13 \u2013  Nesta perspectiva, rez\u00e1-lo \u00e9 obedecer \u00e0 mais bela e importante palavra que a Senhora que hoje cantamos no mist\u00e9rio da sua Assun\u00e7\u00e3o, deixou para todos os homens de todas as gera\u00e7\u00f5es: \t\u201cFazei o que Ele, o meu Filho, vos disser\u201d \tEste \u00e9 o princ\u00edpio da vida segundo Jesus, este h\u00e1-de ser tamb\u00e9m o princ\u00edpio de renova\u00e7\u00e3o na nossa Igreja, da nossa Diocese que, aos p\u00e9s da Virgem, implora as suas b\u00ean\u00e7\u00e3os neste seu esfor\u00e7o por responder \u00e0 sua palavra. D. Ant\u00f3nio Taipa Bispo Auxiliar do Porto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia de D. 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