{"id":19931,"date":"2006-09-01T12:20:12","date_gmt":"2006-09-01T12:20:12","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/09\/01\/alagoa-quer-conservar-painel-de-frescos-redescoberto\/"},"modified":"2006-09-01T12:20:12","modified_gmt":"2006-09-01T12:20:12","slug":"alagoa-quer-conservar-painel-de-frescos-redescoberto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/alagoa-quer-conservar-painel-de-frescos-redescoberto\/","title":{"rendered":"Alagoa quer conservar painel de frescos redescoberto"},"content":{"rendered":"<p>Foi encontrado um painel de frescos na parede do altar-mor da igreja de Nossa Senhora da Alagoa, em Argomil, uma anexa da freguesia de Pomares, no concelho de Pinhel.  A descoberta foi feita pelo restaurador de arte Ant\u00f3nio Barreiros, durante as obras de recupera\u00e7\u00e3o do ret\u00e1bulo do altar do templo religioso. A pintura com 4,10 metros de largura e 3 metros de altura apresenta cinco passagens do Novo Testamento, referentes \u00e0 Virgem Maria. Na parte central do painel est\u00e1 representada a Assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora e nos laterais aparecem a Anuncia\u00e7\u00e3o, a visita de Maria a sua prima Santa Isabel, o Nascimento de Jesus Cristo, e a Adora\u00e7\u00e3o dos Reis Magos. \u201cS\u00e3o pe\u00e7as magn\u00edficas, apesar de algumas estarem em adiantado estado de degrada\u00e7\u00e3o\u201d, salienta Ant\u00f3nio Barreiros.  O painel que se encontra bastante danificado, embora as representa\u00e7\u00f5es sejam perfeitamente vis\u00edveis, foi posto \u00e0 vista ap\u00f3s um minucioso trabalho desenvolvido por Ant\u00f3nio Barreiros. \u201cEstava tudo completamente coberto de cal\u201d, conta o restaurador, acrescentando que foi necess\u00e1rio ter muito cuidado na opera\u00e7\u00e3o de retirar a camada que tapava o \u201ctesouro\u201d. \u201cO fresco apareceu depois de serem movidos uns madeiramentos que estavam na tribuna a n\u00edvel do altar, e ao serem retirados esses madeiramentos come\u00e7am a aparecer aspectos parciais de figuras pintadas. Este fresco foi executado sobre um outro pr\u00e9-existente, isto ter\u00e1 acontecido porque houve necessidade de fazer obras ou porque tenha havido uma derrocada do edif\u00edcio\u201d, explicou Ant\u00f3nio Barreiros ao Jornal A Guarda, acrescentando que j\u00e1 informou o p\u00e1roco sobre a sua exist\u00eancia. O ret\u00e1bulo de madeira, que est\u00e1 a ser recuperado, vai ser colocado no s\u00edtio original, mas o fresco ficar\u00e1 \u00e0 vista. \u201cAcho que \u00e9 imperioso, nas zonas onde houve incis\u00e3o de caibramento, devido \u00e0s obras que decorreram ao longo dos tempos, regularizar a superf\u00edcie. Nada de interferir nas policromias, mas preencher esses buracos com argamassas pr\u00f3prias. Seria importante que fossem feitas algumas interven\u00e7\u00f5es principalmente no que concerne ao suporte do fresco\u201d, opina. \u201cVou libertar as entradas de luz pela parte lateral do altar, que v\u00e3o ficar agora com vidros para receber a luz directa, a luz do dia\u201d, explicou Ant\u00f3nio Barreiros. Em rela\u00e7\u00e3o a este achado, o presidente da Comiss\u00e3o Diocesana de Arte Sacra, c\u00f3nego Cunha S\u00e9rio, diz que: \u201cAs cont\u00ednuas evolu\u00e7\u00f5es de gostos e possibilidades v\u00e3o mudando estilos e formas de comunicar entre os homens. Tamb\u00e9m nas maneiras de construir e ornamentar os templos tal se verifica. Se, entre n\u00f3s, as est\u00e1tuas sagradas enchem as igrejas, nem sempre, nos tempos antigos, se optava pela escultura. Ainda hoje no Oriente Crist\u00e3o, dificilmente se encontrar\u00e1 qualquer imagem esculpida. Os \u00edcones s\u00e3o a representa\u00e7\u00e3o habitual dos mist\u00e9rios divinos ou dos santos\u201d. Cunha S\u00e9rio acrescentou que \u201co afresco merece, agora, um estudo aprofundado\u201d, adiantando que a sua descoberta ser\u00e1 comunicada \u00e0 delega\u00e7\u00e3o do IPPAR \u2013 Instituto Portugu\u00eas do Patrim\u00f3nio Arquitect\u00f3nico de Castelo Branco. \u201cDeve ser comunicado ao IPPAR que tem pessoas mais competentes para estudar essas coisas porque n\u00f3s, na Comiss\u00e3o de Arte Sacra n\u00e3o temos pessoas que estejam muito habilitadas \u00e0 arte antiga\u201d, refere. O mesmo respons\u00e1vel diz tamb\u00e9m que, tendo em conta a descoberta da pintura, \u201c\u00e9 normal, por causa do gosto pelas coisas antigas, que tenha mesmo que proceder-se a uma reconstru\u00e7\u00e3o diferente, mesmo do ret\u00e1bulo que cobre este achado, pondo-o ainda mais \u00e0 vista, porque s\u00e3o coisas bastante raras e n\u00f3s gostamos de as ver\u201d. O presidente da Comiss\u00e3o Diocesana de Arte Sacra diz ainda que este caso, vem redobrar os cuidados a ter em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s interven\u00e7\u00f5es efectuadas nos templos religiosos. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio estarmos muito atentos a todas estas descobertas e \u00e0s reconstru\u00e7\u00f5es que se v\u00e3o realizando\u201d, opina. Os habitantes de Argomil est\u00e3o satisfeitos com a descoberta, pois segundo Ant\u00f3nio Barreiros, \u201cas pessoas interessaram-se e acarinham esta pe\u00e7a de uma forma muito interessante\u201d. As obras de restauro do ret\u00e1bulo do altar come\u00e7aram em Maio e v\u00e3o estar prontas no dia 8 de Setembro, quando \u00e9 realizada a festa anual de Nossa Senhora da Alagoa. A igreja est\u00e1 implantada no alto de um planalto e no altar-mor est\u00e1 a imagem de Nossa Senhora da Alagoa, vestida de manto e t\u00fanica de cor azul.  Na origem da edifica\u00e7\u00e3o do templo religioso est\u00e1 uma lenda que fala de uma pequena pastora e de uma imagem da Virgem que a ajudou a sair de uma situa\u00e7\u00e3o muito aflitiva, ap\u00f3s ter ca\u00eddo numa lagoa que existiu nas proximidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi encontrado um painel de frescos na parede do altar-mor da igreja de Nossa Senhora da Alagoa, em Argomil, uma anexa da freguesia de Pomares, no concelho de Pinhel. A descoberta foi feita pelo restaurador de arte Ant\u00f3nio Barreiros, durante as obras de recupera\u00e7\u00e3o do ret\u00e1bulo do altar do templo religioso. 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