{"id":19924,"date":"2006-09-01T11:06:47","date_gmt":"2006-09-01T11:06:47","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/09\/01\/responsabilidade-no-uso-da-comunicacao-social\/"},"modified":"2006-09-01T11:06:47","modified_gmt":"2006-09-01T11:06:47","slug":"responsabilidade-no-uso-da-comunicacao-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/responsabilidade-no-uso-da-comunicacao-social\/","title":{"rendered":"Responsabilidade no uso da comunica\u00e7\u00e3o social"},"content":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o Geral do Santo Padre para o m\u00eas de Setembro <!--more--> 1.\tUm bem que precisa de ser cuidado. Sendo em si mesmos um bem, os meios de comunica\u00e7\u00e3o social, como outros meios, s\u00e3o essencialmente instrumentos. E, por isso, o bem que lhes \u00e9 pr\u00f3prio pode facilmente ser eclipsado, se utilizados de modo incorrecto ou para fins indignos do ser humano. Assim acontece quando s\u00e3o colocados ao servi\u00e7o de ideologias nefastas, apostadas em promover comportamentos individuais e colectivos desumanizantes: racismo, totalitarismos pol\u00edticos, fundamentalismos de todo o g\u00e9nero&#8230; Ou quando, tendo em vista maximizar os lucros, promovem a degrada\u00e7\u00e3o do ser humano: pornografia, pervers\u00f5es morais, consumismo desenfreado&#8230; S\u00f3 a utiliza\u00e7\u00e3o consciente e respons\u00e1vel destes meios permitir\u00e1 evitar tais pervers\u00f5es e realizar o bem que lhes \u00e9 pr\u00f3prio.  2.\tResponsabilidade dos comunicadores. Tendo presente as enormes potencialidades destes meios, \u00e9 grande a responsabilidade dos seus detentores e de quem neles trabalha: produtores, realizadores de programas ou filmes, actores, jornalistas&#8230; Como afirma o Conc\u00edlio Vaticano II, \u00ab\u00e9 necess\u00e1rio que todos os que se servem deles\u00bb \u00abtenham em conta todas as circunst\u00e2ncias ou condi\u00e7\u00f5es, isto \u00e9, o fim, as pessoas, o lugar, o tempo e outros factores mediante os quais a comunica\u00e7\u00e3o se realiza e que podem mudar ou alterar inteiramente a sua bondade moral\u00bb (Inter mirifica, 4). Infelizmente, a auto-regula\u00e7\u00e3o a que o Conc\u00edlio faz apelo v\u00ea-se ultrapassada por objectivos mais imediatos: lideran\u00e7a das audi\u00eancias e, logo, dos lucros; satisfa\u00e7\u00e3o de grupos de press\u00e3o minorit\u00e1rios mas organizados que pretendem impor \u00e0 sociedade ideologias e modos de vida alheios ao sentir comum; promo\u00e7\u00e3o do \u00abculturalmente correcto\u00bb, do que aparece como mais \u00abprogressista\u00bb, da \u00faltima moda ou da \u00faltima mania&#8230; H\u00e1, sem d\u00favida, jornalistas competentes e dedicados aos valores da sua profiss\u00e3o; realizadores empenhados em produzir informa\u00e7\u00e3o com seriedade ou entretenimento sadio; actores de enorme qualidade dando vida a filmes, s\u00e9ries televisivas, pe\u00e7as de teatro de reconhecido m\u00e9rito&#8230; \u00c9 ineg\u00e1vel, por\u00e9m, que, n\u00e3o raro, todos estes passam para segundo plano, face \u00e0 exig\u00eancia de conquistar audi\u00eancias do modo mais f\u00e1cil.  3. \tResponsabilidade dos consumidores. Todos, num momento ou noutro, acabamos sendo consumidores da informa\u00e7\u00e3o e do entretenimento fornecidos pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o social. Tendo em conta o tipo de sociedade em que vivemos, n\u00e3o \u00e9 de esperar de tais meios, como sugeria acima, grandes preocupa\u00e7\u00f5es de auto-regula\u00e7\u00e3o. Nas sociedades democr\u00e1ticas, por\u00e9m, \u00e0 liberdade de difundir todo o tipo de informa\u00e7\u00e3o e entretenimento corresponde, da parte dos consumidores, a liberdade de escolher aquilo que pretendem consumir. Em \u00faltima inst\u00e2ncia, podem at\u00e9 escolher n\u00e3o consumir nada. \u00c9, pois, responsabilidade de cada um assumir os pr\u00f3prios valores e convic\u00e7\u00f5es e agir em conformidade, face aos meios de comunica\u00e7\u00e3o social \u2013 e n\u00e3o se deixar seduzir, consumindo acriticamente tudo quanto estes produzem e promovem. N\u00e3o se entenda esta atitude em sentido passivo. Pelo contr\u00e1rio, trata-se de agir, rejeitando programas, revistas, jornais, filmes&#8230; que ofendam as convic\u00e7\u00f5es e os sentimentos mais \u00edntimos de cada um; e, quando poss\u00edvel, utilizar os mesmos meios ou outros que estejam dispon\u00edveis para promover op\u00e7\u00f5es de vida e comportamentos diferentes.  4.\tUm exemplo. Esteve em exibi\u00e7\u00e3o, h\u00e1 meses, um filme ofensivo para a Santa S\u00e9, para uma associa\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica e para os cat\u00f3licos, em geral. Muitos cat\u00f3licos optaram, simplesmente, por rejeitar o filme, recusando consumi-lo e promovendo esta recusa \u2013 atitude plenamente leg\u00edtima e respons\u00e1vel. Os \u00abguardi\u00f5es do templo\u00bb da liberdade de express\u00e3o, por\u00e9m, vieram logo a p\u00fablico esgrimir contra a Igreja Cat\u00f3lica, acusando-a de pretender colocar entraves \u00e0 liberdade de express\u00e3o \u2013 estranho conceito de liberdade, este, segundo o qual uns s\u00e3o livres de promover e vender o insulto e os outros n\u00e3o s\u00e3o livres de n\u00e3o o comprar e de aconselhar nesse sentido&#8230; A responsabilidade no uso dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social passa precisamente por aqui: ser capaz de dizer n\u00e3o ao consumismo acr\u00edtico, fazendo escolhas informadas e promovendo tais escolhas. Demitir-se de escolher (de ser livre) n\u00e3o \u00e9 op\u00e7\u00e3o \u2013 pelo menos, para os cat\u00f3licos conscientes das exig\u00eancias da sua f\u00e9.  <i>Elias Couto<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o Geral do Santo Padre para o m\u00eas de Setembro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[144,297],"class_list":["post-19924","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-concilio-vaticano-ii","tag-santa-se"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19924","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19924"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19924\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19924"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19924"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19924"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}