{"id":199130,"date":"2021-02-11T11:42:06","date_gmt":"2021-02-11T11:42:06","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=199130"},"modified":"2021-02-11T11:42:06","modified_gmt":"2021-02-11T11:42:06","slug":"homilia-de-d-antonio-marto-na-celebracao-do-dia-mundial-do-doente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-de-d-antonio-marto-na-celebracao-do-dia-mundial-do-doente\/","title":{"rendered":"Homilia de D. Ant\u00f3nio Marto na celebra\u00e7\u00e3o do Dia Mundial do Doente"},"content":{"rendered":"<p><em>O mundo do sofrimento clama pelo mundo do amor compassivo<\/em><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Basilica-NSRF.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-167213 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Basilica-NSRF.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Basilica-NSRF.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Basilica-NSRF-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Basilica-NSRF-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Basilica-NSRF-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Basilica-NSRF-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Basilica-NSRF-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Basilica-NSRF-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Basilica-NSRF-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Basilica-NSRF-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a>\u00c9 com alegria, e ao mesmo tempo com emo\u00e7\u00e3o, que em nome da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, me encontro aqui, na Bas\u00edlica de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, a presidir \u00e0 Eucaristia no Dia Mundial do doente. Celebramos sem a presen\u00e7a dos fi\u00e9is para respeitar a exig\u00eancia do confinamento a que a pandemia nos obriga. Todavia a aus\u00eancia e a dist\u00e2ncia \u00e9 s\u00f3 f\u00edsica.<\/p>\n<p>Estais presentes aqui, na comunh\u00e3o de santos, todos os que vos unis \u00e0 nossa celebra\u00e7\u00e3o pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o, aqueles que, nos seus lugares de trabalho, se associam pela inten\u00e7\u00e3o \u00edntima do cora\u00e7\u00e3o, e de modo particular, todos os doentes, em especial as v\u00edtimas da doen\u00e7a Covid-19, vivos ou defuntos, e os seus familiares, bem como todos os profissionais de sa\u00fade e cuidadores que assistem ou assistiram estes doentes.<\/p>\n<p>Em nome pessoal e dos bispos portugueses, desejo saudar e fazer chegar a todos a nossa proximidade, o nosso grande afeto, o apoio da nossa ora\u00e7\u00e3o. Com esta celebra\u00e7\u00e3o, quisemos dar sinal significativo da uni\u00e3o espiritual, do conforto e da solidariedade de toda a Igreja portuguesa a todos os doentes, a todos os profissionais de sa\u00fade, a todos os cuidadores e a todos os que garantem servi\u00e7os e bens essenciais.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a \u00e9 uma carater\u00edstica inelud\u00edvel da exist\u00eancia humana, a ponto de se tornar uma met\u00e1fora realista da nossa condi\u00e7\u00e3o como santo Agostinho bem o exprime em forma de ora\u00e7\u00e3o: \u201cAi de mim! Tem piedade de mim, Senhor. V\u00ea: n\u00e3o te oculto as minhas feridas. Tu \u00e9s o m\u00e9dico; eu sou o doente. Tu \u00e9s misericordioso; eu sou um miser\u00e1vel. Acaso a vida do homem sobre a terra n\u00e3o \u00e9 uma prova\u00e7\u00e3o?\u201d (Conf. X, 39).<\/p>\n<p>A doen\u00e7a \u00e9, de facto, uma das experi\u00eancias mais duras do ser humano. Sofre o enfermo que sente a sua vida, porventura, amea\u00e7ada e se interroga: porqu\u00ea? Para qu\u00ea? At\u00e9 quando? Mas sofre tamb\u00e9m a sua fam\u00edlia, os seres queridos e os que o assistem.<\/p>\n<p>A pandemia constitui um choque, um abalo, que nos faz sentir mais agudamente a fragilidade da vida. Verificamos como a doen\u00e7a abre em todos muitas feridas e acarreta muitos sofrimentos: feridas do medo da doen\u00e7a, da dor, do isolamento, da solid\u00e3o, do receio de perder o emprego, da ang\u00fastia da morte. H\u00e1 mortes prematuras e outras na maior solid\u00e3o, que deixam feridas abertas nos familiares: nos pais e nos filhos, nos \u00f3rf\u00e3os, nos vi\u00favos e vi\u00favas, sobretudo naqueles que n\u00e3o puderam dizer uma palavra ou um gesto de adeus aos seus entes mais queridos, nem realizar um funeral \u00e0 altura de quem parte, que ficam num estado de luto suspenso e amargo.<\/p>\n<p>Quantas vezes escutamos hist\u00f3rias de doen\u00e7as, de sofrimento, de luto, de des\u00e2nimo e desalento, de verdadeira cruz. Encontramos deste modo muitas feridas f\u00edsicas, ps\u00edquicas e espirituais que invocam reconhecimento, partilha e cura. S\u00e3o brechas a reparar e feridas a curar. Precisamente por isso, evoco-as aqui porque precisam de ser rezadas diante de Deus, seja em forma de gemido, seja em forma de grito de dor. Deus recolhe as nossas l\u00e1grimas, porque n\u00e3o lhe s\u00e3o alheios os nossos lamentos (cf. Sl 56,9)<\/p>\n<p>Embora a doen\u00e7a fa\u00e7a parte da experi\u00eancia humana, n\u00f3s n\u00e3o conseguimos habituar-nos a ela porque, por vezes, \u00e9 grave e pesada, por isso, dif\u00edcil de suportar. Para cada um, o sofrimento \u00e9 sempre um estrangeiro. A sua presen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 domestic\u00e1vel. Sem a ajuda do Senhor, o jugo da doen\u00e7a e do sofrimento \u00e9 demasiado pesado. Como podemos e devemos reagir enquanto crist\u00e3os?<\/p>\n<p>Naturalmente, em primeiro lugar, com os cuidados e tratamentos que a medicina nos oferece e que, nos \u00faltimos dec\u00e9nios, tem dado passos de gigante. Por isso devemos estar muito gratos e, neste momento, at\u00e9 por nos proporcionar com tanta rapidez a vacina como uma luz para sair da pandemia. Mas a Palavra de Deus ensina-nos que h\u00e1 uma atitude decisiva para enfrentar a doen\u00e7a: a f\u00e9 em Deus e na sua bondade. Porque a doen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 algo de abstrato. Tem sempre o rosto de cada doente, que n\u00e3o pode ser reduzido a um n\u00famero, a um relat\u00f3rio cl\u00ednico. Cada doente \u00e9 uma pessoa \u00fanica, uma vida de rela\u00e7\u00f5es, um cora\u00e7\u00e3o com sentimentos e anseios, uma hist\u00f3ria singular. \u201cA doen\u00e7a imp\u00f5e uma busca de sentido que na f\u00e9 se dirige a Deus \u00e0 procura dum novo significado e sentido para esta etapa da vida e de orienta\u00e7\u00e3o para a exist\u00eancia\u201d (Mensagem do Papa para o Dia Mundial do Doente 2021).<\/p>\n<p>Nesta experi\u00eancia de f\u00e9, Nossa Senhora, que hoje invocamos como \u201cSa\u00fade dos enfermos\u201d \u00e9 nossa mestra e guia. Com o seu testemunho, podemos dizer que Ela escreveu e ensina-nos o Evangelho do sofrimento, que \u201cconsiste em fazer bem a quem sofre e fazer bem com o pr\u00f3prio sofrimento\u201d (S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II). Vejamos como Maria nos ensina este Evangelho.<\/p>\n<p>No apoio oferecido por Maria \u00e0 prima Isabel, que vivia uma situa\u00e7\u00e3o delicada de gravidez de risco, como dir\u00edamos hoje, na sua idade avan\u00e7ada, vemos a\u00ed o exemplo do cuidado, feito de amor, ternura e aux\u00edlio \u00e0 pessoa necessitada.<\/p>\n<p>No seu canto do \u2018Magnificat\u2019 exalta as maravilhas da miseric\u00f3rdia de Deus. N\u00e3o \u00e9 o c\u00e2ntico daqueles a quem sorri a fortuna, a quem a vida corre de vento em popa. \u00c9, sim, o agradecimento de quem conhece os dramas da vida, mas confia na miseric\u00f3rdia de Deus. \u00c9 um canto que exprime a f\u00e9 provada de gera\u00e7\u00f5es de homens e mulheres que puseram a sua esperan\u00e7a em Deus e se empenharam como Maria a ser ajuda aos irm\u00e3os necessitados. Quem permanece pr\u00f3ximo das pessoas que sofrem, conhece bem as ang\u00fastias e as l\u00e1grimas, mas tamb\u00e9m a alegria que \u00e9 fruto do amor com que cuida.<\/p>\n<p>Aos p\u00e9s da cruz, a sua compaix\u00e3o materna com o Filho que assumiu sobre si as dores da humanidade, torna-se tamb\u00e9m compaix\u00e3o nos sofrimentos e dores de todos os seus filhos sobre a terra, confiados ao seu cora\u00e7\u00e3o de m\u00e3e. Em F\u00e1tima como em Lurdes, na sua mensagem, manifestou uma solicitude especial pelos que sofrem: \u201cE tu sofres muito? N\u00e3o tenhas medo. Nunca te deixarei. O meu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 o teu ref\u00fagio e o caminho que te conduzir\u00e1 at\u00e9 Deus\u201d.<\/p>\n<p>Deste modo, repete para n\u00f3s hoje o convite de Jesus: \u201cVinde a mim, todos v\u00f3s que estais fatigados e oprimidos e eu vos aliviarei. O meu jugo \u00e9 suave e a minha carga \u00e9 leve\u201d (Mt 11, 28).<\/p>\n<p>Os santos pastorinhos, v\u00edtimas tamb\u00e9m eles de uma pandemia, da pandemia pneum\u00f3nica, s\u00e3o exemplo da viv\u00eancia do sofrimento, com a fortaleza que encontravam na uni\u00e3o com Cristo e em solidariedade com todos os sofredores, os pecadores e a paz no mundo dilacerado por uma grande guerra. Disso \u00e9 testemunho a express\u00e3o t\u00e3o simples e repetida que sa\u00eda da sua boca e do seu cora\u00e7\u00e3o: \u201cSofro tudo por amor de Jesus\u201d.<\/p>\n<p>Ao sofrimento, Jesus n\u00e3o respondeu com uma li\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, mas com a sua presen\u00e7a de amor que est\u00e1 a nosso lado e nos d\u00e1 for\u00e7a para suportar e superar a nossa fragilidade, como reza o Salmo 15: \u201cCom Ele a meu lado, n\u00e3o vacilarei\u201d. O mundo do sofrimento clama pelo mundo do amor. \u00c9 o amor que nos d\u00e1 olhos para ver, um cora\u00e7\u00e3o para ser sens\u00edveis, intelig\u00eancia para ser criativos de cuidados e terapias e m\u00e3os para levar ajuda.<\/p>\n<p>O mandamento do amor realiza-se hoje na rela\u00e7\u00e3o de cuidado para com os membros enfermos. \u201cUma sociedade \u00e9 tanto mais humana quanto melhor sabe cuidar dos seus membros fr\u00e1geis e sofredores e o sabe fazer com efici\u00eancia animada por amor fraterno\u201d (Mensagem do Papa para o Dia Mundial do Doente 2021). Isto, nem os governantes nem os cidad\u00e3os dever\u00edamos ignorar, esta li\u00e7\u00e3o. \u201cInvestir recursos nos cuidados e na assist\u00eancia \u00e0s pessoas doentes \u00e9 uma prioridade ligada ao princ\u00edpio de que a sa\u00fade \u00e9 um bem comum prim\u00e1rio\u201d (Mensagem do Papa para o Dia Mundial do Doente 2021).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m hoje para a Igreja, este cuidado n\u00e3o \u00e9 algo acess\u00f3rio ou opcional. Faz parte da miss\u00e3o que Jesus lhe confiou: levar a proximidade, a ternura, a compaix\u00e3o, o conforto e apoio a todos ao que sofrem. Cada um de n\u00f3s pode dizer: \u201cTodas as vezes que cuido dum irm\u00e3o enfermo, que ajudo a curar uma ferida, a enxugar uma l\u00e1grima, a dar conforto estou a colaborar na obra salva\u00e7\u00e3o de Cristo\u201d. Cada comunidade crist\u00e3 \u00e9 chamada a realizar esta miss\u00e3o localmente. No seu pr\u00f3prio territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>A todos os que sofrem fa\u00e7amos, pois, sentir a nossa proximidade material e espiritual. \u00c9 importante n\u00e3o os deixar no abandono e na solid\u00e3o, quando se encontram a enfrentar um momento t\u00e3o delicado ou duro da sua vida. Que ningu\u00e9m se sinta s\u00f3 nem abandonado.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o tenhais medo\u201d, diz-nos Jesus hoje, no meio da tempestade pand\u00e9mica, furibunda. \u201cN\u00e3o tenhas medo. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 o teu ref\u00fagio\u201d, repete Maria hoje, a cada um e a cada uma de n\u00f3s. S\u00e3o palavras que iluminam o nosso caminho, mesmo quando parece desvanecer-se o sentido da esperan\u00e7a e a certeza da cura. S\u00e3o palavras de conforto e para quantos s\u00e3o atingidos por doen\u00e7as graves e dolorosas.<\/p>\n<p>Confiemos a Nossa Senhora da Sa\u00fade todos os que sofrem e todos os profissionais da sa\u00fade e cuidadores que os acompanham, para que possam sentir o conforto da sua ternura e prote\u00e7\u00e3o materna, e o al\u00edvio do sofrimento. Confiamo-nos todos ao seu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o, para que com a sua poderosa intercess\u00e3o ajude a aliviar a humanidade aflita por esta pandemia.<\/p>\n<p>Bas\u00edlica de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio de F\u00e1tima, 11 de fevereiro de 2021<\/p>\n<p><em>Cardeal Ant\u00f3nio Marto, bispo de Leiria-F\u00e1tima <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo do sofrimento clama pelo mundo do amor compassivo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":167213,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[698,166,207],"class_list":["post-199130","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-covid-19","tag-dia-mundial-do-doente","tag-fatima"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/199130","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=199130"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/199130\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/167213"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=199130"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=199130"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=199130"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}