{"id":198988,"date":"2021-02-10T12:31:40","date_gmt":"2021-02-10T12:31:40","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=198988"},"modified":"2021-02-10T12:31:40","modified_gmt":"2021-02-10T12:31:40","slug":"a-cruz-escondida-131","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-131\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Irm\u00e3 Gloria Narvaez Argoti foi raptada a 7 de Fevereiro de 2018 no Mali<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4><strong><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Ir-Gloria_Cecilia_Argoti_MALI_4.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-198990 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Ir-Gloria_Cecilia_Argoti_MALI_4-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Ir-Gloria_Cecilia_Argoti_MALI_4-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Ir-Gloria_Cecilia_Argoti_MALI_4-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Ir-Gloria_Cecilia_Argoti_MALI_4-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Ir-Gloria_Cecilia_Argoti_MALI_4-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Ir-Gloria_Cecilia_Argoti_MALI_4-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Ir-Gloria_Cecilia_Argoti_MALI_4-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Ir-Gloria_Cecilia_Argoti_MALI_4.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Quatro anos em cativeiro<\/strong><\/h4>\n<p>Estava no Mali, a liderar uma pequena comunidade religiosa, quando foi raptada por terroristas ligados \u00e0 Al Qaeda, em Karangasso, no Mali. Foi h\u00e1 quatro anos. A Irm\u00e3 Gloria Narvaez Argoti est\u00e1 em cativeiro desde ent\u00e3o. Est\u00e1 em cativeiro fez domingo, 7 de Fevereiro, mil e quatrocentos e sessenta dias. Est\u00e1 algures no deserto.<\/p>\n<p>Quase nada se sabe sobre a Irm\u00e3 Gloria Narvaez Argoti. Est\u00e1 algures no deserto. As \u00faltimas not\u00edcias sobre a religiosa colombiana de 57 anos de idade e que pertence \u00e0 Congrega\u00e7\u00e3o das Franciscanas de Maria Imaculada s\u00e3o de Sophie Petronin, uma m\u00e9dica francesa libertada em Outubro do ano passado numa troca de prisioneiros com grupos jihadistas no Mali. Ref\u00e9ns do mesmo grupo terrorista, as duas mulheres chegaram a partilhar a mesma tenda, o mesmo espa\u00e7o. Chegaram at\u00e9 a gravar por imposi\u00e7\u00e3o dos jihadistas um v\u00eddeo apelando \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o de ambas. Foi em 2018. O v\u00eddeo, a \u00faltima prova de vida da irm\u00e3 franciscana, termina com a religiosa a dizer que \u201cfaz todos os dias\u201d a mala e prepara as suas coisas, pois \u201caguarda todos os dias\u201d tamb\u00e9m pela sua liberta\u00e7\u00e3o. Mas quem teve de fazer as malas foi Sophie Petronin. A not\u00edcia de que ia ser libertada chegou no dia 5 de Outubro. Desde ent\u00e3o, as palavras de Sophie Petronin s\u00e3o preciosas pois oferecem pormenores at\u00e9 agora desconhecidos sobre a vida em cativeiro e o estado de sa\u00fade em que se encontra a irm\u00e3 franciscana, a sua \u201ccompanheira de quarto\u201d, como carinhosamente a m\u00e9dica tratava Gloria Argoti.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>O ataque terrorista<\/strong><\/h4>\n<p>O cativeiro em que se encontra a irm\u00e3 Gloria come\u00e7ou no dia 7 de fevereiro de 2017, quando cinco homens armados entraram no convento das irm\u00e3s em Karangasso. O facto de as religiosas estarem naquela regi\u00e3o quase abandonada, cuidando de crian\u00e7as \u00f3rf\u00e3s e ajudando as mulheres locais, ensinando-as a ler e escrever, dando-lhes alguma forma\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel de cuidados de sa\u00fade ou at\u00e9 no trabalho dos campos, de nada lhes valeu. Para os terroristas elas representavam o advers\u00e1rio, o alvo a abater. O inimigo. Os pormenores do que aconteceu nesse dia seriam conhecidos mais tarde. Mal entraram na casa, os terroristas apontaram uma arma \u00e0 irm\u00e3 mais nova da comunidade, dizendo que a iam levar. Foi ent\u00e3o que a Irm\u00e3 Gloria, apercebendo-se que se tratava de um rapto e n\u00e3o de um assalto, pediu que a levassem a si, em vez da outra religiosa. Esse gesto altru\u00edsta revela muito da sua personalidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>O custo da solid\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>N\u00e3o sabemos como a irm\u00e3 passa os dias. Mas imagina-se facilmente que agora o tempo ser\u00e1 mais duro sem a companhia da m\u00e9dica francesa. As duas mulheres amparavam-se na desventura. A liberta\u00e7\u00e3o, em Outubro, de um sacerdote italiano, o Padre Pier Luigi Maccalli, que tamb\u00e9m esteve sequestrado \u00e0s m\u00e3os de um grupo jihadista no Mali, permite saber um pouco sobre a vida em cativeiro. \u201cO tempo era longo\u201d, explicou o mission\u00e1rio numa entrevista ap\u00f3s ter chegado \u00e0 Europa. \u201cDe manh\u00e3, quando me tiravam as correntes que tinha nos p\u00e9s durante a noite, levantava-me, fazia uma pequena \u2018toilette\u2019, podia andar um pouco, rezava o ter\u00e7o que tinha feito com uma corda, depois ia aquecer \u00e1gua\u2026\u201d Ningu\u00e9m sabe como est\u00e3o a ser os dias da Irm\u00e3 Gloria. Muito provavelmente, durante a noite, como os jihadistas faziam com o padre italiano, ter\u00e1 os seus p\u00e9s presos com correntes para n\u00e3o fugir\u2026 Muito provavelmente passar\u00e1 tamb\u00e9m o tempo a murmurar ora\u00e7\u00f5es com um ter\u00e7o que ter\u00e1 tamb\u00e9m improvisado com as pr\u00f3prias m\u00e3os como fez o padre Luigi. O que \u00e9 certo \u00e9 que no domingo, dia 7 de Fevereiro, passaram exactamente 1460 dias desde que foi sequestrada. Gloria Narvaez Argoti n\u00e3o \u00e9 apenas uma mulher prisioneira de um bando de terroristas que aterroriza o Mali e os pa\u00edses da regi\u00e3o. Ela \u00e9 s\u00edmbolo da Igreja perseguida no mundo, da Igreja que sofre.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_75001\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CTpGHY8ovRU?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Irm\u00e3 Gloria Narvaez Argoti foi raptada a 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