{"id":198982,"date":"2021-02-10T11:47:41","date_gmt":"2021-02-10T11:47:41","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=198982"},"modified":"2021-02-10T11:47:41","modified_gmt":"2021-02-10T11:47:41","slug":"saber-aprender-a-lidar-com-a-catastrofe-educativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/saber-aprender-a-lidar-com-a-catastrofe-educativa\/","title":{"rendered":"SABER APRENDER &#8211; A lidar com a cat\u00e1strofe educativa"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Autor<\/a><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Se muito tempo a navegar pela internet influi sobre a vulnerabilidade das crian\u00e7as, sujeitando-as a uma cultura da distrac\u00e7\u00e3o e de perigos psicol\u00f3gicos, o que pensar agora quando essa se torna essencial para prosseguir com a educa\u00e7\u00e3o em tempo de pandemia? O famoso f\u00edsico Isaac Newton viveu, tamb\u00e9m, num per\u00edodo de pandemia e foi gra\u00e7as a essa que ele, em casa, desenvolveu algum do trabalho cient\u00edfico mais criativo que veio a revolucionar o mundo. Ele n\u00e3o tinha internet. De onde v\u00eam, ent\u00e3o, os receios que levaram o Papa a dizer, recentemente, ao Corpo Diplom\u00e1tico da Cidade do Vaticano \u2014 <em>\u00abassiste-se a uma esp\u00e9cie de \u2018cat\u00e1strofe educativa\u2019 face \u00e0 qual n\u00e3o se pode permanecer inerte; exige-o o bem das futuras gera\u00e7\u00f5es e da sociedade inteira\u00bb<\/em>?<\/p>\n<figure id=\"attachment_198983\" aria-describedby=\"caption-attachment-198983\" style=\"width: 1500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cadeiras-escola.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-198983\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cadeiras-escola.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cadeiras-escola.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cadeiras-escola-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cadeiras-escola-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cadeiras-escola-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cadeiras-escola-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cadeiras-escola-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cadeiras-escola-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cadeiras-escola-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-198983\" class=\"wp-caption-text\">Foto de MChe Lee em Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n<p>A necessidade de computadores e internet para manter activo o processo de aprendizagem dos nossos filhos e alunos, veio evidenciar as fragilidades do sistema educativo que h\u00e1 muito se deseja reformar, mas que ningu\u00e9m \u2014 creio \u2014 sabe bem como faz\u00ea-lo, e (atrevo-me a dizer) porqu\u00ea. Na cr\u00edtica feita ao sistema educativo, h\u00e1 quem d\u00ea como exemplo a posi\u00e7\u00e3o das mesas. Ao serem dispostas em fila, transmitem a ideia de um ensino de estilo fabril onde todos devem fazer o que o professor manda, fabricando profissionais em s\u00e9rie, onde as pessoas s\u00e3o obedientes ao chefe e n\u00e3o questionam o que ele diz. Por oposi\u00e7\u00e3o a isso, as aulas em que os alunos se encontram por grupos, e o professor orienta mais a busca de conhecimento de cada aluno, parecem estimular mais a criatividade e ajudam a enfrentar as incertezas do futuro, como j\u00e1 experiment\u00e1mos com esta pandemia. Mas h\u00e1 quem pense que esta abordagem n\u00e3o garante a aquisi\u00e7\u00e3o de conhecimentos. Ser\u00e1 este o verdadeiro problema da educa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Com o ensino on-line n\u00e3o h\u00e1 disposi\u00e7\u00e3o de mesas ao estilo fabril, cada aluno est\u00e1 em casa, ou numa sala de computadores da escola e escolhe a mesa, podendo explorar o mundo que a internet lhe abre, sem tantas barreiras \u00e0 busca de conhecimento, e \u2014 pelo menos no meio universit\u00e1rio \u2014 com a possibildiade dos alunos poderem assistir \u00e0 mesma aula por dois professores diferentes se tiverem hor\u00e1rio para isso, beneficiando de diferentes m\u00e9todos de ensino. Por\u00e9m, mant\u00e9m-se justa a preocupa\u00e7\u00e3o do Papa por uma cat\u00e1strofe educativa, mas, curiosamente, n\u00e3o tanto pelas injusti\u00e7as de condi\u00e7\u00f5es de acesso \u00e0 internet ou equipamentos para acompanhar as aulas, mas pelo excesso de internet. Ser\u00e1 a cat\u00e1strofe educativa uma quest\u00e3o meramete digital?<\/p>\n<p>A minha experi\u00eancia no ensino universit\u00e1rio \u00e9 a de que os alunos continuam a defraudar-se, copiando uns dos outros em exame; os professores est\u00e3o mais dispon\u00edveis para os acompanhar, mas eles n\u00e3o nos procuram sen\u00e3o para se queixarem de que j\u00e1 est\u00e3o a fazer esta disciplina h\u00e1 muito tempo, e n\u00e3o conseguem; e os resultados com o acesso a tudo e mais alguma coisa n\u00e3o demonstram uma maior profundidade nos conhecimentos adquiridos, ou sabedoria para os usar criativamente. \u00c9 a este ponto que volto a pensar em Newton que n\u00e3o tinha internet e, n\u00e3o s\u00f3 aprendeu coisas novas por si mesmo, como desenvolveu, tamb\u00e9m, conhecimentos novos.<\/p>\n<p>O processo de aprendizagem associado \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de cada pessoa contribui para o seu amadurecimento como ser humano. Deus n\u00e3o nos deu a intelig\u00eancia com um prop\u00f3sito ou finalidade que n\u00e3o seja a de <em>viver plenamente.<\/em> Pensar n\u00e3o \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o humana, mas algo natural a cada pessoa. E a forma\u00e7\u00e3o dos nossos conhecimentos s\u00f3 entra em cat\u00e1strofe se desligarmos o pensamento da vida, e da procura incessante por uma vida plena. Ora, uma das caracter\u00edsticas mais importantes de uma vida plena \u00e9 a <em>mente aberta \u00e0 curiosidade<\/em>. Newton, por exemplo, n\u00e3o precisava da internet por ser incrivelmente curioso, arriscando um respons\u00f3rio dos pais por fazer rasgos nas cortinas para estudar e compreender o comportamento \u00f3ptico da luz. Mas a abordagem de Newton tinha um defeito.<\/p>\n<p>Se a solu\u00e7\u00e3o para o sucesso de todo e qualquer processo de aprendizagem fosse desenvolver a curiosidade, arriscar e fazer experi\u00eancias, ou pesquisas, por conta pr\u00f3pria, por que raz\u00e3o existem professores? Se a internet d\u00e1 a cada jovem um acesso a uma fonte quase ilimitada de conhecimento, por que raz\u00e3o insistimos no papel dos professores? Ser\u00e1 somente por ser necess\u00e1rio orientar os estudantes na busca do conhecimento no mar imenso de informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel? Pela minha experi\u00eancia, um professor traz a <em>relacionalidade<\/em> para o interior do processo de aprendizagem. E o defeito na abordagem de Newton \u00e0 aprendizagem era esse, reflectindo-se na sua personalidade. Isto \u00e9, ele tinha muita dificuldade em se relacionar com as outras pessoas, e partilhar o que fazia, como descreve James Gleick na biografia que escreve de <em>Isaac Newton.<\/em><\/p>\n<p>Ao Corpo Diplom\u00e1tico, o Papa dizia que \u2014 <em>\u00aba crise dos relacionamentos humanos, [\u00e9] express\u00e3o duma crise antropol\u00f3gica geral, que tem a ver com a pr\u00f3pria concep\u00e7\u00e3o da pessoa humana e a sua transcendente dignidade\u00bb<\/em> \u2014 e quando nos apercebemos de que a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 instru\u00e7\u00e3o, mas abrange a pessoa toda, dignificando-a, inclu\u00edmos os relacionamentos como um dos aspectos mais importantes de todo o processo de aprendizagem. O despertar da curiosidade faz parte do modo como um professor pode estabelecer um relacionamento com os seus alunos. Foi o que aconteceu ao jornalista David Owen do <em>The New Yorker.<\/em><\/p>\n<p>O Sr. Whitson ensinava ci\u00eancia quando Owen frequentou o sexto ano. No primeiro dia de aulas, o professor Whitson deu uma aula sobre uma criatura chamada <em>cattywampus<\/em>, um animal nocturno mal-adaptado que foi extinto por uma Era Glaciar. Enquanto falava sobre o animal, passou pelas m\u00e3os dos alunos um cr\u00e2nio do esp\u00e9cime. Todos tiraram notas e fizeram um teste a seguir. Quando receberam os resultados do teste, Owen viu uma cruz vermelha em todas as suas respostas. Teve zero. Ele e todos os seus colegas. Como foi poss\u00edvel quando haviam respondido de acordo com tudo aquilo que o Sr. Whitson lhes tinha ensinado?<\/p>\n<p>A raz\u00e3o daquelas notas era simples: o animal n\u00e3o existia. O professor Whitson inventou tudo sobre o tal <em>cattywampus<\/em>, logo, tudo o que responderam estava errado. Mas que raio de teste foi aquele e que raio de professor faz uma brincadeira destas? Seria uma brincadeira? Nem por isso. Ningu\u00e9m fez, ou teve a coragem de fazer, o que devia ter feito: questionar o professor e dizer-lhe que est\u00e1 errado naquilo que diz, quanto mais n\u00e3o seja, no dia seguinte. O ensinamento a extrair da experi\u00eancia era o de que os livros de texto, assim como os professores, n\u00e3o s\u00e3o infal\u00edveis. Mas as mentes est\u00e3o demasiado adormecidas e a\u00ed est\u00e1 o maior perigo da internet que, pessoalmente, acrescentaria \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es do Papa e de todos n\u00f3s. Estamos demasiado habituados a acreditar em tudo o que encontramos na internet, sem questionar.<\/p>\n<p>As pessoas, sobretudo muitos professores, pensam que os alunos n\u00e3o devem questionar o que est\u00e3o a ensinar. Alguns, ali\u00e1s, ficam profundamente ofendidos com os reparos dos alunos em rela\u00e7\u00e3o ao que dizem, ou ao modo como explicam as coisas. \u00c9 um sinal de inseguran\u00e7a, mas talvez o mais triste \u00e9 a oportunidade que perdem de estimular a curiosidade nos seus alunos.<\/p>\n<p>No <em>\u201dFim da Educa\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>, Neil Postman refere a experi\u00eancia, como professor, de ter criado a <em>Academia da Precis\u00e3o.<\/em> Os alunos que s\u00e3o os membros desta academia t\u00eam uma miss\u00e3o: assegurar que nenhum dos erros cometidos pelo professor durante uma aula escapa ao seu escrut\u00ednio. Assim, se o professor tiver cometido algum erro ou imprecis\u00e3o numa aula, na aula seguinte, estes alunos t\u00eam o mandato investido pelo professor de os apontarem.<\/p>\n<p>Imaginem o cen\u00e1rio. Durante as aulas, estes alunos acabariam por estar atentos a tudo o que o professor diz e faz, para apanh\u00e1-lo ao menor erro e imprecis\u00e3o. Conseguem-se dois resultados positivos: 1) o professor melhora o seu ensino; 2) e os alunos passam a estar mais atentos. Por outro lado, para saberem que erros ou imprecis\u00f5es o professor cometeu, s\u00e3o inspirados a serem curiosos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mat\u00e9ria ensinada, estudando mais e, provavelmente, melhor. Teriam, ainda, de confrontar uns com os outros para terem a certeza daquilo que ir\u00e3o dizer ao professor. Por\u00e9m, tudo depende de uma certa atitude mental que o professor precisa. A atitude mental de saber aprender algo para poder crescer com uma tal experi\u00eancia relacional: ser humilde.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para acompanhar o que escrevo pode subscrever a Newsletter <em>Escritos<\/em> em <a href=\"https:\/\/tinyletter.com\/miguelopanao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/tinyletter.com\/miguelopanao<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":166774,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-198982","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/198982","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=198982"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/198982\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/166774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=198982"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=198982"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=198982"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}