{"id":198714,"date":"2021-02-11T09:00:28","date_gmt":"2021-02-11T09:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=198714"},"modified":"2021-02-08T11:07:01","modified_gmt":"2021-02-08T11:07:01","slug":"lusofonias-dizer-e-fazer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-dizer-e-fazer\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; Dizer e fazer"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Roma<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Dia-Mundial-do-Doente-2021_lusofonias.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-198715\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Dia-Mundial-do-Doente-2021_lusofonias.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"797\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Dia-Mundial-do-Doente-2021_lusofonias.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Dia-Mundial-do-Doente-2021_lusofonias-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Dia-Mundial-do-Doente-2021_lusofonias-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Dia-Mundial-do-Doente-2021_lusofonias-768x510.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Dia-Mundial-do-Doente-2021_lusofonias-1080x717.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Dia-Mundial-do-Doente-2021_lusofonias-980x651.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Dia-Mundial-do-Doente-2021_lusofonias-480x319.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A pandemia veio dar for\u00e7a \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o do Dia Mundial do Doente, neste 11 de fevereiro, dedicado a Nossa Senhora de Lourdes. Foi em 1992 que o Papa Jo\u00e3o Paulo II instituiu este Dia, confiando as pessoas doentes aos cuidados maternais da M\u00e3e.<\/p>\n<p>A Mensagem do Papa Francisco, para este pand\u00e9mico 2021, inspira-se na passagem b\u00edblica que diz: \u2018Um s\u00f3 \u00e9 o vosso Mestre e v\u00f3s sois todos irm\u00e3os (Mt\u00a023, 8). Fica claro o prop\u00f3sito do Papa: h\u00e1 um risco grave de se falar muito e de agir pouco. A coer\u00eancia tem de ser palavra chave, pois \u00e9 urgente fazer coincidir o dizer com o fazer. Todos s\u00e3o chamados \u00e0 fraternidade universal, mas ningu\u00e9m est\u00e1 imune do mal da hipocrisia que nos torna incoerentes. Na rela\u00e7\u00e3o com os doentes, Jesus \u00e9 claro: \u2018prop\u00f5e deter-se, escutar, estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o direta e pessoal, sentir empatia e enternecimento, deixar-se comover pelo seu sofrimento at\u00e9 lhe valer e servir\u2019.<\/p>\n<p>Francisco dirige-se \u00e0s v\u00edtimas da pandemia do coronav\u00edrus, especialmente aos mais pobres e marginalizados. Quando doentes, as pessoas tornam-se mais vulner\u00e1veis e dependem dos outros. Precisam, sobretudo, de Deus, a quem perguntam pelo sentido da vida e pedem uma \u00e2ncora para enfrentar e superar os momentos de sofrimento, como aconteceu com Job.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 doen\u00e7as, h\u00e1 doentes e cada um \u00e9 \u00fanico. \u2018A atual pandemia colocou em evid\u00eancia tantas insufici\u00eancias dos sistemas sanit\u00e1rios e car\u00eancias na assist\u00eancia \u00e0s pessoas doentes. Viu-se que, aos idosos, aos mais fr\u00e1geis e vulner\u00e1veis, nem sempre \u00e9 garantido o acesso aos cuidados m\u00e9dicos, ou n\u00e3o o \u00e9 sempre de forma equitativa. Isto depende das op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, do modo de administrar os recursos e do empenho de quantos revestem fun\u00e7\u00f5es de responsabilidade\u2019, adverte o Papa que elogia \u2018uma s\u00e9rie silenciosa de homens e mulheres que optaram por fixar aqueles rostos, ocupando-se das feridas de pacientes que sentiam como pr\u00f3ximo em virtude da perten\u00e7a comum \u00e0 fam\u00edlia humana\u2019.<\/p>\n<p>O Papa alerta para o facto de a doen\u00e7a ter sempre um rosto e, \u00e0s vezes, at\u00e9 mais que um: \u2018o rosto de todas as pessoas doentes, mesmo daquelas que se sentem ignoradas, exclu\u00eddas, v\u00edtimas de injusti\u00e7as sociais que lhes negam direitos essenciais\u2019.<\/p>\n<p>Podemos e devemos, enquanto humanos, ser b\u00e1lsamo que alivie a dor dos doentes e os consola, como fez o Bom Samaritano do Evangelho. \u00c9 urgente o amor fraterno e acolhedor de cada pessoa e da comunidade. \u00c9 que a solidariedade se expressa pelo servi\u00e7o, sobretudo aos mais fr\u00e1geis. Por isso \u2013 lembra o Papa \u2013 \u2018o servi\u00e7o nunca \u00e9 ideol\u00f3gico, dado que n\u00e3o servimos ideias, mas pessoas\u2019.<\/p>\n<p>Para a terapia ser integral \u00e9 preciso apostar num bom relacionamento entre os pacientes e quem os acompanha e tenta tratar: \u2018a valoriza\u00e7\u00e3o deste aspeto ajuda tamb\u00e9m os m\u00e9dicos, enfermeiros, profissionais e volunt\u00e1rios a ocuparem-se daqueles que sofrem para os acompanhar ao longo do itiner\u00e1rio de cura, gra\u00e7as a uma rela\u00e7\u00e3o interpessoal de confian\u00e7a. Trata-se, pois, de estabelecer um pacto entre as pessoas carecidas de cuidados e aqueles que as tratam\u2019.<\/p>\n<p>Numa perspetiva crist\u00e3, o sofrimento humano encontra sentido na identifica\u00e7\u00e3o da pessoa doente com Cristo: \u2018Efetivamente, do mist\u00e9rio da morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, brota aquele amor que \u00e9 capaz de dar sentido pleno tanto \u00e0 condi\u00e7\u00e3o do doente como \u00e0 da pessoa que cuida dele. Assim o atesta muitas vezes o Evangelho quando mostra que as curas realizadas por Jesus nunca s\u00e3o gestos m\u00e1gicos, mas fruto de um\u00a0encontro, uma\u00a0rela\u00e7\u00e3o interpessoal,\u00a0em que ao dom de Deus, oferecido por Jesus, corresponde a f\u00e9 de quem o acolhe, como se resume nesta frase que Jesus repete com frequ\u00eancia: \u2018A tua f\u00e9 te salvou\u2019\u2019.<\/p>\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o do mandamento do amor na rela\u00e7\u00e3o com as pessoas doentes pode salvar muitas vidas. O \u2018amai-vos uns aos outros como Eu vos amei\u2019 \u00e9 inspira\u00e7\u00e3o constante para quem tem um olhar de compaix\u00e3o que leva a compromissos de op\u00e7\u00e3o pelos que vivem momentos de sofrimento. Diz o Papa que \u2018uma sociedade \u00e9 tanto mais humana quanto melhor souber cuidar dos seus membros fr\u00e1geis e atribulados e o fizer com uma efici\u00eancia animada por amor fraterno. Tendamos para esta meta, procurando que ningu\u00e9m fique sozinho, nem se sinta exclu\u00eddo e abandonado\u2019.<\/p>\n<p>A \u00faltima palavra dos escritos oficiais da Igreja \u00e9 sempre \u2013 ou quase \u2013 orientada para Maria, a M\u00e3e de Jesus. Esta n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o: \u2018todas as pessoas doentes, os agentes da sa\u00fade e quantos se prodigalizam junto dos que sofrem, confio-os a Maria, M\u00e3e de Miseric\u00f3rdia e Sa\u00fade dos Enfermos\u2019.<\/p>\n<p>Fica lan\u00e7ado o desafio a todas as pessoas para que n\u00e3o se fiquem por lindas ideias, mas fa\u00e7am o seu melhor para que o sofrimento dos doentes seja ultrapassado ou ganhe um novo sentido.<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-198714-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/lusofonias-diamdoente11-02-2021.mp3?_=1\" \/><a 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