{"id":197332,"date":"2021-01-27T16:59:41","date_gmt":"2021-01-27T16:59:41","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=197332"},"modified":"2021-01-27T16:59:41","modified_gmt":"2021-01-27T16:59:41","slug":"a-cruz-escondida-129","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-129\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>\u00cdndia. Em Tezpur os crist\u00e3os confundem-se com os mais pobres dos pobres<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/india-fais.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-197333\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/india-fais.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/india-fais.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/india-fais-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/india-fais-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/india-fais-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/india-fais-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/india-fais-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/india-fais-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<h4>Uma m\u00e3o amiga<\/h4>\n<p>\u00c9 uma regi\u00e3o conhecida pela excel\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o do ch\u00e1. Uma fama que remonta aos tempos em que a \u00cdndia fazia parte do imp\u00e9rio brit\u00e2nico. O que os cartazes publicit\u00e1rios nunca dizem \u00e9 que, em Tezpur, as popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito pobres, o desemprego \u00e9 elevado, a iliteracia abunda e a Igreja n\u00e3o tem m\u00e3os a medir perante tanta mis\u00e9ria. Perante esta situa\u00e7\u00e3o, o Bispo pediu a nossa ajuda\u2026<\/p>\n<p>O estado de Assam tem 85 milh\u00f5es de habitantes e fica situado no extremo nordeste da \u00cdndia. Esta \u00e9 uma regi\u00e3o afastada do poder central, um quase enclave cercado por um punhado de pa\u00edses: Nepal, China, But\u00e3o, Mianmar e Bangladesh. A vida \u00e9 dura. H\u00e1 um sentimento de ex\u00edlio para quem nasceu nesta regi\u00e3o que o mundo conhece vagamente por causa das planta\u00e7\u00f5es de ch\u00e1. Por ali vivem desde h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es fam\u00edlias quase escravizadas por um trabalho pesado, muito mal remunerado, que mal permite a sobreviv\u00eancia. As popula\u00e7\u00f5es locais confundem-se, muitas vezes, com os mais pobres dos pobres, os mais miser\u00e1veis. S\u00e3o grupos tribais, os Adivasi, os Garos, os Bodos\u2026 T\u00eam em comum essa ascend\u00eancia que os leva a serem olhados pela sociedade indiana como se fossem invis\u00edveis. Os grupos tribais est\u00e3o nos lugares mais baixos do complexo sistema de castas da \u00cdndia. As suas l\u00e1grimas, os seus lamentos passam despercebidos ao comum dos indianos. S\u00e3o ignorados. Resta-lhes normalmente apenas a Igreja. A diocese de Tezpur pertence ao estado de Assam. A comunidade cat\u00f3lica, bastante pequena, tem apenas cerca de 195 mil fi\u00e9is. \u00c9 uma gota de \u00e1gua. Quase todos pertencem aos grupos tribais. Os \u00faltimos tempos t\u00eam sido de acalmia. J\u00e1 houve conflitos s\u00e9rios entre comunidades, que por vezes degeneram em viol\u00eancia. No entanto, a viol\u00eancia maior \u00e9 mesmo a pobreza. Quase todas as fam\u00edlias trabalham nas planta\u00e7\u00f5es de ch\u00e1. \u00c9 uma vida dura e muito mal paga. Um dia de trabalho pode render cerca de 115 rupias. Pouco mais de um euro e meio. \u00c9 com isso que vivem as fam\u00edlias que, normalmente t\u00eam mais de quatro ou cinco filhos. H\u00e1 tamb\u00e9m muito desemprego. O cen\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 animador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Ventos da hist\u00f3ria<\/strong><\/h4>\n<p>Nesta regi\u00e3o da \u00cdndia, \u00e9 dif\u00edcil \u00e0s fam\u00edlias a fuga a este ciclo vicioso e dram\u00e1tico do desemprego e da pobreza. Os n\u00edveis de alfabetiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o tamb\u00e9m muito baixos e tudo parece contribuir para uma vida muito dif\u00edcil para as popula\u00e7\u00f5es locais. As casas s\u00e3o normalmente apenas pequenas cabanas de bambu, n\u00e3o havendo na maioria das aldeias nem electricidade nem \u00e1gua corrente nem sequer transportes p\u00fablicos. Nesta regi\u00e3o afastada do poder central, quase um enclave cercado por um punhado de pa\u00edses, a Igreja tem procurado contrariar os ventos da hist\u00f3ria oferecendo caminhos para uma vida com dignidade a estas popula\u00e7\u00f5es tribais. N\u00e3o tem sido f\u00e1cil. Os 113 sacerdotes da diocese de Tezpur n\u00e3o t\u00eam m\u00e3os a medir face a todas as situa\u00e7\u00f5es mais dram\u00e1ticas com que s\u00e3o confrontados diariamente. D. Michael Akasius Toppo, o Bispo de Tezpur, pediu ajuda \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS. \u00c9 preciso que a Igreja tenha mais argumentos para responder \u00e0s necessidades mais b\u00e1sicas que se colocam \u00e0 comunidade crist\u00e3. D. Michael escreveu uma carta em que pede ajuda \u00e0 \u201cm\u00e3o amiga\u201d da Funda\u00e7\u00e3o AIS. \u201cEstamos a tentar levar a mensagem redentora de Cristo aos povos de todas as tribos e l\u00ednguas, mas precisamos de uma m\u00e3o amiga. Estamos confiantes de que o vosso precioso apoio aos nossos sacerdotes, e, portanto, tamb\u00e9m \u00e0s suas comunidades Cat\u00f3licas, ser\u00e1 um grande incentivo.\u201d Como ajuda concreta, o prelado pede estip\u00eandios de Missa. \u201cOs nossos sacerdotes ficar-vos-\u00e3o eternamente gratos e lembrar-se-\u00e3o de v\u00f3s e de todos os nossos benfeitores no altar do Senhor.\u201d Para muitos padres das regi\u00f5es mais pobres do mundo, como \u00e9 o caso desta diocese no nordeste da \u00cdndia, mandar celebrar uma missa pode revelar-se essencial para a sua pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia e para a manuten\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a da Igreja junto dos mais necessitados. O Bispo de Tezpur pediu a nossa ajuda. Ser\u00e1 que ele pode contar consigo, com a sua m\u00e3o amiga?<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00cdndia. 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