{"id":196408,"date":"2021-01-20T12:09:38","date_gmt":"2021-01-20T12:09:38","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=196408"},"modified":"2021-01-20T12:09:38","modified_gmt":"2021-01-20T12:09:38","slug":"a-cruz-escondida-128","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-128\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>40 jovens sonham seguir a vida religiosa num pa\u00eds minado pela viol\u00eancia<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/republica-centro-africana.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-196409\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/republica-centro-africana.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/republica-centro-africana.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/republica-centro-africana-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/republica-centro-africana-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/republica-centro-africana-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/republica-centro-africana-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/republica-centro-africana-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/republica-centro-africana-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<h4>Amor pelos pobres<\/h4>\n<p>A Rep\u00fablica Centro-Africana vive dias complicados, com cidades controladas por grupos armados, ataques, pessoas em fuga, mortos e feridos. O ano come\u00e7ou com viol\u00eancia e ningu\u00e9m consegue adivinhar como tudo ir\u00e1 terminar. No entanto, apesar deste cen\u00e1rio t\u00e3o desolador, os frades carmelitas continuam a atrair novas voca\u00e7\u00f5es e at\u00e9 pedem ajuda para a forma\u00e7\u00e3o de quase quatro dezenas de novi\u00e7os\u2026<\/p>\n<p>Dia 3 de Janeiro. A cidade de Bangassou, na Rep\u00fablica Centro-Africana, foi tomada por grupos rebeldes no primeiro domingo do ano. O Bispo, D. Juan Jos\u00e9 Aguirre, falou logo nessa manh\u00e3 com a Funda\u00e7\u00e3o AIS e descreveu um ambiente de viol\u00eancia na cidade. Estava preocupado, acima de tudo, com os mais velhos e as crian\u00e7as. \u201cS\u00e3o inocentes, olhamo-los nos olhos e n\u00e3o sabem nada sobre rebeldes, mercen\u00e1rios, lutas pelo poder&#8230; Eles s\u00f3 ouvem os tiros e as explos\u00f5es e ficam com muito medo.\u201d Percebia-se a inquieta\u00e7\u00e3o na sua voz. \u00a0N\u00e3o era s\u00f3 Bangassou que estava sob ataque. V\u00e1rias outras cidades foram igualmente tomadas por grupos rebeldes que est\u00e3o activos neste pa\u00eds africano principalmente desde a segunda quinzena de Dezembro e que controlar\u00e3o j\u00e1 vastas regi\u00f5es do pa\u00eds. \u00c9 o caso, por exemplo, de Bozoum. O padre carmelita Aurelio Gazzera, que esteve em Lisboa a convite da Funda\u00e7\u00e3o AIS em 2015 para a apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio sobre a persegui\u00e7\u00e3o aos Crist\u00e3os, referiu, em mensagem publicada nas redes sociais, que o armaz\u00e9m local da Caritas tinha sido vandalizado, tamb\u00e9m nesse primeiro domingo do ano, por \u201chomens armados do grupo rebelde 3R\u201d. \u201cProvavelmente estariam a procurar armas ou material valioso\u201d, escreveu o mission\u00e1rio, acrescentando que \u201cdentro do armaz\u00e9m\u201d havia de facto \u201calgo muito precioso\u201d. Algo por\u00e9m que os homens das mil\u00edcias \u201cn\u00e3o podiam destruir ou roubar: o amor pelos pobres!\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Os primeiros padres<\/strong><\/h4>\n<p>\u00c9 preciso recuar meio s\u00e9culo para se encontrar registo dos primeiros padres carmelitas\u00a0 italianos na Rep\u00fablica Centro-Africana. Foram quatro sacerdotes. Traziam consigo uma semente de f\u00e9 que queriam ver desabrochar num dos pa\u00edses mais pobres do mundo. Arrega\u00e7aram as mangas e come\u00e7aram a trabalhar. Essa pobreza, que tem alastrado de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, foi fermento para a viol\u00eancia que tem alastrado no pa\u00eds nos \u00faltimos anos. Mas a semente que veio de It\u00e1lia tem frutificado. Na verdade, h\u00e1 cada vez mais jovens que pretendem abra\u00e7ar a voca\u00e7\u00e3o religiosa na comunidade carmelita. E fazem-no apesar dos rumores de guerra, de viol\u00eancia constante, at\u00e9 da amea\u00e7a crescente que se verifica neste pa\u00eds sobre os crist\u00e3os. Actualmente, h\u00e1 38 jovens em forma\u00e7\u00e3o. Todos sonham envergar um dia o h\u00e1bito carmelita. \u00c9 o caso de Jeannot e Marcial. No dia 20 de Dezembro iam fazer a profiss\u00e3o permanente em Bozoum, a mais antiga esta\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o Carmelita na Rep\u00fablica Centro-Africana. Nesse dia, grupos armados entraram \u00e0 for\u00e7a na cidade impondo a sua presen\u00e7a. Tudo parou. Todos ficaram \u00e0 espera do pior numa ang\u00fastia de morte. A cerim\u00f3nia foi cancelada. Os dois jovens acabariam por fazer os seus votos mais tarde apenas perante um pequeno grupo de confrades. Perdeu-se a festa mas salvou-se o essencial. Jeannot e Marcial s\u00e3o dois dos quase quarenta jovens carmelitas que querem dedicar as suas vidas a Deus servindo os mais pobres dos pobres do seu pa\u00eds. Assegurar que todos v\u00e3o conseguir realizar esse sonho \u00e9 a miss\u00e3o do padre Frederico, o respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o dos novi\u00e7os. Ele pede ajuda \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS. Falta quase tudo neste pa\u00eds t\u00e3o amea\u00e7ado pela viol\u00eancia. Mas mais forte do que a amea\u00e7a das armas dos homens das mil\u00edcias \u00e9 a certeza da f\u00e9 que enche os dias de Jeannot e Marcial e de todos os outros jovens carmelitas. O Padre Frederico quer levar a bom porto a forma\u00e7\u00e3o de todos eles. Vamos ajud\u00e1-lo?<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | <a href=\"www.fundacao-ais.pt\">www.fundacao-ais.pt<\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>40 jovens sonham seguir a vida religiosa num pa\u00eds minado pela viol\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-196408","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/196408","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=196408"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/196408\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=196408"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=196408"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=196408"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}