{"id":195974,"date":"2021-01-14T11:06:54","date_gmt":"2021-01-14T11:06:54","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=195974"},"modified":"2021-01-14T11:06:54","modified_gmt":"2021-01-14T11:06:54","slug":"a-cruz-escondida-127","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-127\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>A hist\u00f3ria de uma capela que teve de ser constru\u00edda duas vezes<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/capela-etiopia-fais.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-195976\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/capela-etiopia-fais.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/capela-etiopia-fais.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/capela-etiopia-fais-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/capela-etiopia-fais-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/capela-etiopia-fais-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/capela-etiopia-fais-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/capela-etiopia-fais-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/capela-etiopia-fais-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<h4><strong>Uma casa para Deus<\/strong><\/h4>\n<p>Uma comunidade tribal numa das regi\u00f5es mais pobres da Eti\u00f3pia mostra que n\u00e3o h\u00e1 limites quando um povo anseia por um lugar de ora\u00e7\u00e3o. E mostra tamb\u00e9m que a solidariedade dos benfeitores da Funda\u00e7\u00e3o AIS chega aos locais mais improv\u00e1veis do planeta\u2026<\/p>\n<p>Primeiro as pessoas reuniam-se debaixo de uma \u00e1rvore para rezar. Depois come\u00e7aram a erguer paredes entrela\u00e7ando ramos e cobrindo-os de lama. A capela foi surgindo fr\u00e1gil, quase como um prolongamento do ch\u00e3o, como se estivesse camuflada. A constru\u00e7\u00e3o da capela foi um acontecimento. Mais do que o edif\u00edcio em si, era a prova de que ali havia uma comunidade crist\u00e3. E essa era outra constru\u00e7\u00e3o, a prova da exist\u00eancia de uma realidade bem mais profunda, com outras ra\u00edzes. O Padre Isaiah Sangwera conhece bem toda a regi\u00e3o. Ele e dois outros sacerdotes combonianos s\u00e3o o \u00fanico sinal da presen\u00e7a da Igreja nesta regi\u00e3o. Por vezes, t\u00eam de se fazer \u00e0 estrada por caminhos dif\u00edceis, de terra ressequida. \u201cAndamos at\u00e9 70 quil\u00f3metros para chegar \u00e0 aldeia mais distante\u201d, diz o padre a Madalena Wolnik da Funda\u00e7\u00e3o AIS, que esteve na regi\u00e3o a captar imagens para um document\u00e1rio. \u201cTemos de andar para chegar \u00e0s pessoas\u2026\u201d As pessoas a que se refere o sacerdote s\u00e3o os Gumus. Uma tribo que habita nas terras no noroeste da Eti\u00f3pia onde a natureza \u00e9 profundamente austera.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Voragem das t\u00e9rmitas<\/strong><\/h4>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o da capela \u00e9 sinal do trabalho persistente da Igreja numa zona onde as religi\u00f5es tradicionais s\u00e3o ainda muito fortes. O afecto constr\u00f3i-se na presen\u00e7a. Chegar \u00e0s pessoas, levar carinho, conhecer os problemas de cada um, ajuda a fazer comunidade. \u201c\u00c9 preciso \u2013 acrescenta o Padre Isaiah \u2013 estar presente para ver o que est\u00e3o a fazer, como vai a vida crist\u00e3 e a sua vida social\u2026\u201dOs Gumus s\u00e3o uma tribo. Por ali, a exist\u00eancia de uma capela representa muito. Para este povo semi-n\u00f3mada, com uma longa hist\u00f3ria de opress\u00e3o e marginaliza\u00e7\u00e3o, a capela \u00e9 um s\u00edmbolo, uma conquista. Mas a capela constru\u00edda com as m\u00e3os que amassaram a lama e entrela\u00e7aram os ramos n\u00e3o resistiu muito tempo. As paredes de constru\u00e7\u00e3o alimentaram a voragem das t\u00e9rmitas at\u00e9 ao quase desmoronamento. As paredes de ramos e lama come\u00e7aram a desfazer-se. Aos poucos, foram ganhando buracos, o telhado come\u00e7ou a ceder e a capela tornou-se um local perigoso. Ningu\u00e9m podia estar ali em seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4><strong>Caminhada de f\u00e9<\/strong><\/h4>\n<p>Era preciso fazer alguma coisa. Os padres combonianos pediram ajuda. S\u00e3o tr\u00eas sacerdotes. O Padre Isaiah, oriundo do Qu\u00e9nia, o padre John, italiano, e o padre Elvis, do Peru. A regi\u00e3o \u00e9 das mais pobres da Eti\u00f3pia, um dos pa\u00edses mais pobres do mundo. A constru\u00e7\u00e3o de uma nova capela com paredes de tijolos em vez de ramos teria um custo insuport\u00e1vel para a comunidade. Por\u00e9m, com a ajuda da Funda\u00e7\u00e3o AIS, o edif\u00edcio ganhou vida. \u00c9 um marco para a regi\u00e3o. \u201cQuando se tem uma capela no meio de uma aldeia, encontramos a presen\u00e7a de Cristo na aldeia\u2026\u201d O Padre Isaiah n\u00e3o esconde a sua alegria. Foi uma caminhada de f\u00e9 que come\u00e7ou com a popula\u00e7\u00e3o da aldeia a rezar debaixo de uma \u00e1rvore, apesar do calor por vezes inclemente ou das chuvas torrenciais. Quem diria\u2026 \u201cCom o apoio da Funda\u00e7\u00e3o Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre erguemos este novo edif\u00edcio\u201d, diz agora o padre comboniano com indisfar\u00e7\u00e1vel orgulho. \u201cUm novo edif\u00edcio que \u00e9 uma casa de Deus onde as pessoas podem reunir-se e adorar. Qualquer um que venha rezar aqui sabe que h\u00e1 a presen\u00e7a de Deus\u2026\u201d E saber\u00e1 tamb\u00e9m, diz o Padre Isaiah Sangwera, que a obra s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 generosidade dos benfeitores da Funda\u00e7\u00e3o AIS. \u201cQue Deus Todo-Poderoso continue a aben\u00e7oar-vos e que Ele mantenha sempre as vossas fam\u00edlias seguras. Obrigado!\u201d<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_49080\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gvOUZUFtjcU?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria de uma capela que teve de ser constru\u00edda duas 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