{"id":195599,"date":"2021-01-08T22:45:23","date_gmt":"2021-01-08T22:45:23","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=195599"},"modified":"2021-01-08T22:45:23","modified_gmt":"2021-01-08T22:45:23","slug":"se-deus-e-bom-porque-existe-o-mal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/se-deus-e-bom-porque-existe-o-mal\/","title":{"rendered":"Se Deus \u00e9 bom, porque existe o mal?"},"content":{"rendered":"<p class=\"iw\"><em><span class=\"qu\" tabindex=\"-1\" role=\"gridcell\"><span class=\"gD\" data-hovercard-id=\"correiojoseluis@gmail.com\" data-hovercard-owner-id=\"141\">Jos\u00e9 Lu\u00eds Nunes Martins<\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/SeDeusebom.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-195600\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/SeDeusebom.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/SeDeusebom.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/SeDeusebom-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/SeDeusebom-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/SeDeusebom-980x654.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/SeDeusebom-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>H\u00e1 quem acredite que a exist\u00eancia humana se deve a um acaso feito de uma sequ\u00eancia de acasos. Nada mais. Tudo o que \u00e9 podia n\u00e3o ser, sem que nada fa\u00e7a sentido, nem o ser nem o nada. \u00c9 preciso muita f\u00e9 para acreditar que do in\u00edcio do fim do mundo tudo \u00e9 sem sentido.<\/p>\n<p>\u00c9 um excelente princ\u00edpio aceitarmos que a nossa capacidade de compreender pode ser limitada e que, por isso mesmo, poder\u00e1 existir um sentido que n\u00e3o conseguimos compreender&#8230; e a que costumamos chamar absurdo.<\/p>\n<p>Outras pessoas acreditam com mais ou menos firmeza na exist\u00eancia de Deus. Sendo que poucas coincidem na ideia que t\u00eam d\u2019Ele, uma vez que h\u00e1 uma grande tenta\u00e7\u00e3o de cada um O imaginar \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a, conforme as necessidades e momentos. \u00c9 de tal ordem esta invers\u00e3o que h\u00e1 quem chegue a ter necessidade de cuidar de Deus, como se Ele fosse uma crian\u00e7a que precisa da nossa orienta\u00e7\u00e3o para fazer o Bem.<\/p>\n<p>Mas Deus n\u00e3o ser\u00e1 a soma do que os homens julgam d\u2019Ele, porque teria de ser tudo e o seu contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m quem acredite que Deus existe, ainda que n\u00e3o consiga explicar nem onde, nem como nem porqu\u00ea.<\/p>\n<p>Deus ser\u00e1 um ser poderoso, todo poderoso, capaz de criar tudo o que existe, o universo completo, ou incompleto, e cada um dos gr\u00e3os de areia das praias, de uma forma direta ou indireta, a exist\u00eancia de tudo pode derivar da vontade criadora de Deus.<\/p>\n<p>Pode tudo, mas n\u00e3o pode criar algo que viole os princ\u00edpios da raz\u00e3o que at\u00e9 para n\u00f3s s\u00e3o inquestion\u00e1veis. N\u00e3o \u00e9 capaz de criar tri\u00e2ngulos de 1 s\u00f3 lado ou mares sem \u00e1gua.<\/p>\n<p>Pode Deus criar um ser livre, mas que, ao mesmo tempo, Lhe seja necessariamente obediente? N\u00e3o!<\/p>\n<p>Sem op\u00e7\u00f5es n\u00e3o h\u00e1 liberdade. Dar a liberdade \u00e9 permitir a escolha, ceder o direito a que a criatura seja, ela mesma, capaz de participar nos atos da cria\u00e7\u00e3o. E criar s\u00f3 pode ser um ato livre.<\/p>\n<p>Ser humano \u00e9 ser livre. Por isso, faz sentido termos de decidir, tantas vezes, entre o bem e o mal. As marionetas movem-se e parecem escolher, mas s\u00e3o apenas extens\u00f5es da vontade de quem as move.<\/p>\n<p>Se eu, usando a minha liberdade, escolher o mal, podendo at\u00e9 fazer sofrer muitas outras pessoas, nesse caso, de quem \u00e9 a responsabilidade? De quem d\u00e1 a liberdade ou do autor que abusa do ato livre? As consequ\u00eancias das m\u00e1s escolhas s\u00e3o de quem as decidiu.<\/p>\n<p>Assim como um gesto heroico e bondoso pode beneficiar muitos, tamb\u00e9m uma op\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m pode significar algo tr\u00e1gico para outros tantos, que assim se veem como que condenados a uma desgra\u00e7a que n\u00e3o escolheram.<\/p>\n<p>Deus quis que o Homem fosse livre, mas o homem tamb\u00e9m tem de o querer. Pelo que Deus \u00e9 o primeiro respons\u00e1vel pela exist\u00eancia da liberdade humana, mas n\u00e3o do mau uso que cada um de n\u00f3s faz dela.<\/p>\n<p>Vivemos em conjunto. As nossas escolhas entrela\u00e7am-se e implicam-se umas \u00e0s outras, como um sistema interdependente de uma cria\u00e7\u00e3o conjunta e cont\u00ednua.<\/p>\n<p>Pode Deus alterar isto e intervir a cada m\u00e1 escolha, impedindo as suas consequ\u00eancias negativas? Seriamos livres se assim fosse?<\/p>\n<p>Quando se equaciona a morte, a dor, as injusti\u00e7as e os males, \u00e9 pouco habitual que se aceite que este mundo \u00e9 apenas uma parte de um todo maior, onde o que parece absoluto aqui, talvez seja relativo face a uma realidade mais, chamemos-lhe, completa.<\/p>\n<p>Deus \u00e9 bom e criou-nos para que sejamos bons, para que possamos alcan\u00e7ar a felicidade de escolher, sem coa\u00e7\u00f5es, o caminho do amor.<\/p>\n<p>Deus fez-me livre, agora a escolha \u00e9 minha.<\/p>\n<p>Face a todos os males do mundo o que escolho fazer? Culpar Deus ou apoiar, amando, quem sofre?<\/p>\n<p>\u00c9 mais f\u00e1cil ser ego\u00edsta e infantil, apontando culpas a outros, enquanto se espera que as coisas se resolvam sozinhas. Por um qualquer acaso sem sentido. Enquanto se julga ser um Deus que o universo e todos os outros devem servir&#8230;<\/p>\n<p>Acredito que Deus existe, que \u00e9 livre e que decidiu criar-me livre, \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a. Escolha eu fazer o bem e, assim, ser bom.<\/p>\n<p>Deus quer o meu bem, aqui e agora? Ou o bem atrav\u00e9s de mim, para todos e para sempre?<\/p>\n<p>Talvez tudo isto seja ainda mais simples do que eu consigo explicar, mas a verdade \u00e9 que face ao sofrimento, eu posso escolher assumir, ou n\u00e3o, a responsabilidade que, de uma forma ou de outra, \u00e9 e ser\u00e1 sempre apenas minha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Lu\u00eds Nunes Martins<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":103305,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-195599","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/195599","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=195599"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/195599\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/103305"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=195599"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=195599"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=195599"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}