{"id":19539,"date":"2006-08-07T11:12:58","date_gmt":"2006-08-07T11:12:58","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/08\/07\/estatua-de-joao-paulo-ii-no-adro-da-catedral-do-funchal\/"},"modified":"2006-08-07T11:12:58","modified_gmt":"2006-08-07T11:12:58","slug":"estatua-de-joao-paulo-ii-no-adro-da-catedral-do-funchal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/estatua-de-joao-paulo-ii-no-adro-da-catedral-do-funchal\/","title":{"rendered":"Est\u00e1tua de Jo\u00e3o Paulo II no adro da Catedral do Funchal"},"content":{"rendered":"<p>1. Dentro de uma cidade a Catedral significa o car\u00e1cter p\u00fablico da presen\u00e7a da Igreja no espa\u00e7o p\u00fablico da comunidade humana. N\u00e3o \u00e9 um sinal de prepot\u00eancia dos crentes, mas a proposta p\u00fablica da salva\u00e7\u00e3o que Deus oferece a todos os homens e mulheres.  A Catedral exprime a alma crist\u00e3 dos filhos da Igreja e ao mesmo tempo \u00e9 o sinal de abertura para todos os que se sentem necessitados de Deus Salvador.  Desde o inicio do cristianismo, principalmente com a Paz conseguida por  Constantino no s\u00e9c. IV, a Igreja quis estabelecer lugares p\u00fablicos de culto, com o sentido profundo de que a aventura da santidade crist\u00e3 \u00e9 uma aventura p\u00fablica, que Deus, em Cristo, oferece a salva\u00e7\u00e3o na visibilidade de um lugar p\u00fablico, com actos p\u00fablicos. A raz\u00e3o que, em todos os s\u00e9culos, levou os crist\u00e3os a erguerem templos nos centros das cidades profanas ou secularizados, foi manifestar o poder sacramental e santificador de Jesus Cristo, Senhor do C\u00e9u e da terra. A Catedral \u00e9 o sinal vis\u00edvel de toda a Igreja Diocesana, cada convoca\u00e7\u00e3o presidida pelo Bispo na Catedral, tem um significado especial para a vida e comunh\u00e3o da Diocese, ela \u00e9 a Igreja m\u00e3e que gerou e gera toda a nossa Igreja.  No centro do magn\u00edfico ret\u00e1bulo da capela-mor, ergue-se a est\u00e1tua de Nossa Senhora Assunta ao C\u00e9u, padroeira de todas as catedrais portuguesas. A Assun\u00e7\u00e3o indica a gl\u00f3ria do C\u00e9u, em Maria manifesta-se o cumprimento do mist\u00e9rio da salva\u00e7\u00e3o.   2 &#8211; A liturgia da dedica\u00e7\u00e3o da Catedral, apresenta o car\u00e1cter maternal e regenerador da Igreja M\u00e3e. Ela \u00e9 a fonte de todos os sacramentos, \u00e9 o lugar da celebra\u00e7\u00e3o quotidiana da Ora\u00e7\u00e3o da Igreja, do of\u00edcio Divino, agora reservado a alguns dias da Semana Santa. A Catedral \u00e9 por excel\u00eancia a Igreja do Bispo Diocesano, quando rodeado pelo presbit\u00e9rio e fi\u00e9is se re\u00fane nas grandes ocasi\u00f5es: Missa crismal, vig\u00edlia pascal, ordena\u00e7\u00f5es diaconais e sacerdotais, confirma\u00e7\u00f5es e administra\u00e7\u00e3o dos outros sacramentos.  Catedral vem da palavra latina \u201ccattedra\u201d ou seja a cadeira onde o Pastor anuncia como Mestre a Palavra de Deus ao seu povo. Noutros tempos, quando o n\u00famero de sacerdotes permitia a celebra\u00e7\u00e3o da liturgia das horas na Catedral, esta tornava-se o p\u00f3lo habitual da ora\u00e7\u00e3o da Diocese. A adora\u00e7\u00e3o do Sant\u00edssimo, veio de alguma forma colmatar esta falta.  O facto da Catedral se encontrar no centro da nossa cidade, \u00e9 muito significativo, pois apresenta a fonte de santidade no cora\u00e7\u00e3o da vida da cidade dos homens. A nossa Catedral apresenta este sinal no decorrer dos dias e durante todo o dia. \u00c9 uma Catedral viva, \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o da Diocese com o duplo movimento de di\u00e1stole e s\u00edstole, acolhe todos na ora\u00e7\u00e3o e nos sacramentos, e envia todos para a cidade dos homens com o dinamismo do evangelho e da caridade.  A Catedral, com a sua vitalidade crist\u00e3, recorda-nos a contempla\u00e7\u00e3o do judeu piedoso descrita no livro do Deuteron\u00f3mio (Dt. 4,7 e 4, 32); \u201cque na\u00e7\u00e3o existe t\u00e3o grande, que tenha a divindade t\u00e3o perto de si como est\u00e1 o Senhor nosso Deus, todas as vezes que o invocarem?\u201d   3 \u2013 A Catedral, para al\u00e9m da sua finalidade priorit\u00e1ria \u2013 o culto crist\u00e3o, tornou-se lugar de cultura. A Catedral, com as suas capelas, ret\u00e1bulos, pinturas, esculturas \u00e9 um patrim\u00f3nio que atrai o turismo e os estudantes de arte. Ela atrai muitos visitantes porque se tornou lugar da mem\u00f3ria e das tradi\u00e7\u00f5es nacionais e socioculturais.  A atmosfera da nossa Catedral n\u00e3o se ressente, como lugar de culto, dos numerosos visitantes nem de um turismo, por vezes, curioso e vulgar, porque se conseguiu um equil\u00edbrio entre o cultual e o cultural, de forma que o edif\u00edcio n\u00e3o perdeu a sua alma. Devido \u00e0 sua coloca\u00e7\u00e3o no centro da cidade e frequ\u00eancia de fi\u00e9is e actos de culto, ela n\u00e3o se reduziu, como algumas catedrais da Europa, a uma sec\u00e7\u00e3o de museografia da arte crist\u00e3 ocidental, mas continuou como espa\u00e7o de vida intensa espiritual e lit\u00fargica.  Para que o sinal simb\u00f3lico, concreto e vis\u00edvel da sucess\u00e3o apost\u00f3lica, por meio do qual a Igreja se une e relaciona com Jesus Cristo e o Col\u00e9gio dos Doze, \u00e9 preciso que a est\u00e1tua do Papa Jo\u00e3o Paulo II venha ocupar o lugar que lhe \u00e9 pr\u00f3prio no adro da Catedral. O Papa visitou, orou e cumprimentou numerosas crian\u00e7as e fi\u00e9is no adro e dentro da Catedral, ofereceu-lhe um c\u00e1lice e o paramento com o qual celebrou a eucaristia. \u00c9 poss\u00edvel escolher um lugar digno que n\u00e3o perturbe as linhas gerais do edif\u00edcio, sem tentar esconder a est\u00e1tua num recanto como objecto inc\u00f3modo. A comemora\u00e7\u00e3o dos 500 anos da cidade n\u00e3o pode esquecer a visita de um Papa que lutou contra uma oposi\u00e7\u00e3o que recusava uma visita \u00e0 Madeira. Outras ilhas mais populosas e desenvolvidas, como as Can\u00e1rias n\u00e3o o conseguiram, foi o Papa que me indicou a maneira de tratar com a Secretaria de Estado para que viesse aos A\u00e7ores e \u00e0 Madeira.  A visita do Papa foi um dos momentos altos da hist\u00f3ria religiosa da Diocese. Foi um acto que deu maior transpar\u00eancia e beleza \u00e0 \u201cAlma da Cidade\u201d   Funchal, 6 de Agosto de 2006  <i>\u2020 Teodoro de Faria,  Bispo do Funchal<\/I><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. Dentro de uma cidade a Catedral significa o car\u00e1cter p\u00fablico da presen\u00e7a da Igreja no espa\u00e7o p\u00fablico da comunidade humana. N\u00e3o \u00e9 um sinal de prepot\u00eancia dos crentes, mas a proposta p\u00fablica da salva\u00e7\u00e3o que Deus oferece a todos os homens e mulheres. 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