{"id":194748,"date":"2020-12-29T12:44:08","date_gmt":"2020-12-29T12:44:08","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=194748"},"modified":"2020-12-29T12:44:08","modified_gmt":"2020-12-29T12:44:08","slug":"8760-novas-oportunidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/8760-novas-oportunidades\/","title":{"rendered":"8760 novas oportunidades"},"content":{"rendered":"<p><em>Rui Ferreira, Arquidiocese de Braga<\/em><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/por-do-sol.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-194749\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/por-do-sol.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/por-do-sol.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/por-do-sol-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/por-do-sol-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/por-do-sol-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/por-do-sol-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/por-do-sol-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/por-do-sol-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>1 \u2013 Vivemos, por estes dias nos ausp\u00edcios de um novo ano que se vai iniciar. Falamos de um total de exatamente 8760 horas que nos s\u00e3o novamente oferecidas.\u00a0 Considerando que passaremos cerca de um ter\u00e7o desse tempo a dormir, estamos reduzidos a (apenas) 5840 horas, que correspondem a cerca de 350 mil minutos e quase 21 milh\u00f5es de segundos. \u00c9 imenso tempo, embora corresponda a uma mil\u00e9sima infinitesimal do tempo real da humanidade sobre a Terra. E quais s\u00e3o os nossos planos para esse tempo?<\/p>\n<p>2 \u2013 O ano que agora finda deixa-nos a todos perplexos, limitados, exaustos. Nenhuma expectativa foi, talvez, cumprida em 2020. Ali\u00e1s, quando imagin\u00e1vamos o ano que se iniciaria h\u00e1 precisamente um ano atr\u00e1s, jamais conseguir\u00edamos prever o grande desafio que seria colocado a cada um de n\u00f3s, em particular, e \u00e0 humanidade, como um todo. Por isso mesmo, seria leg\u00edtimo n\u00e3o partirmos com grandes conjetura\u00e7\u00f5es para o ano que vem. No entanto, teremos tido poucas passagens de ano t\u00e3o oportunas como esta que nos \u00e9 oferecida.<\/p>\n<p>3 \u2013 Para Fernando Pessoa, o Ano Novo oferece-nos a \u201cfic\u00e7\u00e3o de que come\u00e7a alguma coisa\u201d. No entanto, \u201cnada come\u00e7a: tudo continua\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Por sua vez, o literato brasileiro Carlos Drummond de Andrade na sua\u201d receita de Ano Novo\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> impele-nos a p\u00f4r de lado a lista de boas inten\u00e7\u00f5es ou a chorar arrependido pelo ano que passou. \u201cPara ganhar um Ano Novo<br \/>\nque mere\u00e7a este nome, voc\u00ea, meu caro, tem de merec\u00ea-lo\u201d. J\u00e1 o Papa Francisco, referindo-se concretamente ao ano de 2021, diz-nos que \u00e9 oportunidade para formarmos \u201cuma comunidade em que todos se acolhem mutuamente e cuidam uns dos outros\u201d <a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>4 &#8211; A Terra \u00e9 o lugar onde todos somos chamados a viver. N\u00e3o estamos destinados a viver c\u00e1 para sempre\u2026somos incrivelmente pequenos perante uma obra desta grandeza. Apesar de muitas vezes criarmos a ilus\u00e3o de que at\u00e9 possu\u00edmos uma por\u00e7\u00e3o desta heran\u00e7a, rapidamente percebemos que apenas fomos chamados a tomar conta desse peda\u00e7o at\u00e9 outros tomarem conta dele. \u00c9 este o dinamismo da vida: uns nascem, outros crescem, e outros, devagar, v\u00e3o morrendo.<\/p>\n<p>5 &#8211; Esta verdade da nossa exist\u00eancia pode aparecer como um drama. De facto, n\u00e3o fomos criados para nos tornarmos donos do mundo, mas para usufruir dele durante um tempo para de seguida o passarmos ainda melhor para as m\u00e3os de outros. A grande vantagem de tudo isto \u00e9 a possibilidade de sermos outros criadores do mundo, ajudando a melhorar recantos incompletos e inventando novas formas de sermos felizes. \u00c9 isso que a humanidade t\u00e3o bem tem sabido fazer, apesar dos exageros. E sim! Um dia iremos deixar tudo e partiremos para outra exist\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 extraordin\u00e1ria esta certeza?<\/p>\n<p>6 &#8211; S\u00e3o Paulo diz-nos que &#8220;estamos sempre cheios de confian\u00e7a&#8221; n\u00e3o nas nossas for\u00e7as e realiza\u00e7\u00f5es, mas na certeza de que habitamos neste mundo, desta forma, provisoriamente. Esta verdade que se apresenta t\u00e3o clara para S\u00e3o Paulo tem muito a ver com aquele desejo que todos partilhamos de existir e existir para sempre. Basta atentarmos um pouco na nossa vida concreta, nas nossas decis\u00f5es, naquilo que nos move e motiva, para termos a verifica\u00e7\u00e3o emp\u00edrica desta situa\u00e7\u00e3o. O inverso seria desejar a morte, n\u00e3o comer, beber ou falar. N\u00e3o vamos ser para sempre nesta realidade, mas confiamos na exist\u00eancia plena que nos \u00e9 oferecida por Jesus Cristo.<\/p>\n<p>7 &#8211; Fa\u00e7amos, pois, que este ano que agora come\u00e7a nos inspire a uma atitude de aut\u00eantica generosidade e otimismo. Afinal, de que adianta a tristeza e a desola\u00e7\u00e3o quando temos tantas oportunidades para uma vida diferente. O que nos espera neste novo ano? 365 dias, ou se preferirem 8760 horas de oportunidades para a uma vida nova que n\u00e3o est\u00e1 necessariamente condicionada pelo contexto em que vivemos ou pelas pessoas que nos rodeiam. Depende apenas da atitude de cada um de n\u00f3s. Por isso mesmo, partamos com confian\u00e7a para 2021!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> \u201cPoesia 1918-1930\u201d, Ass\u00edrio &amp; Alvim, 2005.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> \u201cDiscurso de primavera e algumas sombras\u201d. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2014.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> http:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/messages\/peace\/documents\/papa-francesco_20201208_messaggio-54giornatamondiale-pace2021.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rui Ferreira, Arquidiocese de Braga<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":186439,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-194748","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/194748","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=194748"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/194748\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/186439"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=194748"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=194748"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=194748"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}