{"id":194574,"date":"2020-12-25T21:10:13","date_gmt":"2020-12-25T21:10:13","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=194574"},"modified":"2020-12-26T16:03:02","modified_gmt":"2020-12-26T16:03:02","slug":"homilia-do-arcebispo-de-braga-na-solenidade-do-natal-do-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-arcebispo-de-braga-na-solenidade-do-natal-do-senhor\/","title":{"rendered":"Homilia do arcebispo de Braga na solenidade do Natal do Senhor"},"content":{"rendered":"<div><\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<div class=\"titulo\"><strong>Natal de proximidade<\/strong><\/div>\n<div class=\"desc\"><\/div>\n<div class=\"clear\"><\/div>\n<div class=\"acoes acoestop\">\n<div class=\"col-md-12\">\n<div class=\"bts\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/1a474c202479ed5db579a97395ad1c26.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-194575 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/1a474c202479ed5db579a97395ad1c26-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/1a474c202479ed5db579a97395ad1c26-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/1a474c202479ed5db579a97395ad1c26-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/1a474c202479ed5db579a97395ad1c26.jpg 543w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>A luta contra a COVID-19 n\u00e3o permite que fa\u00e7amos tr\u00e9guas. Rezamos e confiamos que seremos capazes de a ultrapassar. S\u00f3 que j\u00e1 alterou muitos h\u00e1bitos e vai exigir um novo estilo de viver.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"corpo\">\n<p>Neste novo estilo de viver, que todos desejamos alcan\u00e7ar, o Natal sublinhar\u00e1 realidades adormecidas e apontar\u00e1 valores de transcend\u00eancia incalcul\u00e1vel para o conv\u00edvio em Humanidade. Celebramos o nascimento do Deus Menino, que nasceu para se identificar com todo o g\u00e9nero humano, sem distin\u00e7\u00e3o de ra\u00e7as, credos, etnias ou partidos. Veio para todos e com todos quis construir uma fam\u00edlia partindo da sua experi\u00eancia, ou seja, da vida de Deus que entra em comunh\u00e3o com as pessoas.<\/p>\n<p>Esta doutrina multisecular emerge da realidade dos acontecimentos. A divis\u00e3o da sociedade em classes, ricos e pobres, a classifica\u00e7\u00e3o entre quem manda e quem obedece, poder\u00e1 continuar mas est\u00e1 a ser terrivelmente abalada. Quem dera que a igualdade triunfasse definitivamente sobre as situa\u00e7\u00f5es de marginalidade e de descarte. Quem dera que os pol\u00edticos acreditassem que devem trabalhar para o bem comum e n\u00e3o s\u00f3 para clientelas e membros dos mesmos grupos ou partidos. Quem dera que a solidariedade triunfasse sobre a indiferen\u00e7a e instintos de enriquecimentos alheios \u00e0 \u00e9tica e \u00e0s exig\u00eancias do bem comum. Como nunca, o pres\u00e9pio pode gritar que nascemos todos iguais e que dever\u00edamos crescer com os mesmos horizontes de felicidade, algo que n\u00e3o \u00e9 privil\u00e9gio de alguns mas direito de todos.<\/p>\n<p>Se o Natal \u00e9 este aproximar-se de Deus \u00e0 Humanidade, para caminhar com ela, dever\u00edamos ser capazes de reconhecer a import\u00e2ncia deste companheiro de viagem. Deus acredita no Homem e n\u00e3o o abandona. Existem muitos esfor\u00e7os para afastar Deus da hist\u00f3ria da Humanidade. Foi sempre assim. \u00c9 uma luta. S\u00f3 que outrora os advers\u00e1rios eram conhecidos e n\u00e3o se escondiam. Hoje, a t\u00e9cnica consiste em n\u00e3o afrontar Deus mas viver como se Ele n\u00e3o existisse, e fazer com que este modo de viver adquira tra\u00e7os de normalidade. Tudo conv\u00e9m desde que satisfa\u00e7a. N\u00e3o se aceita a transcend\u00eancia com os seus valores perenes e verdadeiramente humanos. Camufladamente e no anonimato, Cristo est\u00e1 a ser substitu\u00eddo, na caminhada da Humanidade, por conveni\u00eancias nem sempre claras. Os crist\u00e3os devem acordar e mostrar que, sem Deus, viver em sociedade ser\u00e1 dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Conscientes desta realidade, sabemos que o caminhar com Cristo n\u00e3o nos afasta da hist\u00f3ria da Humanidade. Antes pelo contr\u00e1rio. N\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o podemos ser inimigos mas tamb\u00e9m nunca poderemos aceitar a indiferen\u00e7a do \u201carranje-se quem puder\u201d. Somos um corpo de pessoas que entrela\u00e7am as suas vidas e reconhecemos que a nossa vida se realiza tornando-nos tecedores de fraternidade. O beijo que n\u00e3o daremos ao Menino tem de se expressar nos outros, numa atitude de verdadeira universalidade e na certeza, que nunca pode ser esquecida, do \u201ctudo o que fizeres ou deixares de fazer a um dos mais pequeninos a Mim o fizeste ou deixaste de fazer\u201d. Nascemos para nos amarmos reciprocamente porque viemos de Deus que \u00e9 amor.<\/p>\n<p>O perigo do cont\u00e1gio est\u00e1 a impor-nos uma certa desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos outros. Temos medo de nos aproximarmos. Insistimos no distanciamento f\u00edsico e podemos estar a provocar o distanciamento social. Com receio de contaminar os nossos corpos, corremos o risco de contaminar os cora\u00e7\u00f5es. A nossa Arquidiocese tem um programa a concretizar. \u201cViver intensamente a caridade\u201d. Sabemos que a caridade est\u00e1 no centro do Evangelho e nela est\u00e1 a identidade da vida crist\u00e3. Somos crist\u00e3os se amamos, e o que amamos \u00e9 que nos define pois a caridade \u00e9 o rosto da nossa f\u00e9. Acreditamos em Deus e permitimos que o Seu amor se torne vis\u00edvel na rela\u00e7\u00e3o com os outros. Deus \u00e9 Pai de todos. A fraternidade universal n\u00e3o \u00e9 um mero conceito. \u00c9 a exig\u00eancia de, em cada ser humano, ver um irm\u00e3o.<\/p>\n<p>Na concretiza\u00e7\u00e3o deste objetivo, o tempo da pandemia reclama duas atitudes. O nosso programa diz que onde h\u00e1 amor h\u00e1 um olhar. Precisamos de caminhar em permanente aten\u00e7\u00e3o, fazendo com que vejamos os outros com o cora\u00e7\u00e3o. Sentimos a necessidade dos afetos mas pensamos que a afetividade s\u00f3 se expressa nos gestos tradicionais dos beijos e dos abra\u00e7os. Mas h\u00e1 modos muito variados de a interpretar. N\u00e3o podemos olhar os outros com a c\u00f3moda indiferen\u00e7a de quem passa ao lado, fazer de conta que n\u00e3o se v\u00ea, como algo que n\u00e3o nos diz respeito ou ver com atitudes cr\u00edticas que formulam ju\u00edzos, interiores ou comunicados aos outros. Ver com o cora\u00e7\u00e3o \u00e9 acreditar na fantasia de pequenos gestos que valem muito mais do que grandes promessas. Dizia Santa Teresa do Menino Jesus que \u201cuma palavra, um sorriso, muitas vezes s\u00e3o o suficiente para fazer florir uma alma triste.\u201d Precisamos de dar largas ao cora\u00e7\u00e3o e permitir que sugira comportamentos que parecem pequenos mas que podem dar qualidade a muitas vidas. Deixemos a fantasia do cora\u00e7\u00e3o imaginar atitudes in\u00e9ditas no relacionamento com as outras pessoas.<\/p>\n<p>A par deste amor afetuoso que o Natal exige, teremos de ser capazes de olhar para a Humanidade ferida. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil encontrar sinais de dor e de ang\u00fastia. \u00c9 mais f\u00e1cil cruzar os bra\u00e7os e esperar passivamente que algu\u00e9m encontre solu\u00e7\u00f5es. O Natal, ao falar-nos da fraternidade universal, convoca-nos para uma responsabilidade concreta que se expressa numa solidariedade din\u00e2mica e libertadora. As coisas n\u00e3o se alteram por milagre, como se algo ca\u00edsse do c\u00e9u. A solidariedade tantas vezes apregoada n\u00e3o \u00e9 uma doutrina, uma filosofia, um sentimento. Envolve a pessoa humana com tudo o que \u00e9.<\/p>\n<p>O Evangelho mostra-nos como os ap\u00f3stolos reconheceram Jesus, ap\u00f3s a Sua morte, atrav\u00e9s das feridas que tinha nas m\u00e3os, p\u00e9s e peito. Tamb\u00e9m hoje teremos de adquirir uma nova sensibilidade e aten\u00e7\u00e3o a tantas feridas existentes na Humanidade. O Natal ter\u00e1 de nos acordar para uma solidariedade efetiva de sofrer com quem sofre. A solidariedade nunca ser\u00e1 uma estrat\u00e9gia. Trata-se de uma verdadeira responsabilidade para com os outros. Perante o Natal, teremos de redescobrir a dignidade de cada pessoa humana. A partir da f\u00e9 teremos de encontrar, individualmente ou em Igreja, respostas para os novos desafios e perguntas que nos s\u00e3o formulados. Deixemos que o cora\u00e7\u00e3o nos aponte, concretamente, as feridas de um mundo em sofrimento.<\/p>\n<p>Este Natal pode sugerir-nos um modelo a imitar. O Papa Francisco proclamou um ano especial em honra de S. Jos\u00e9. F\u00ea-lo atrav\u00e9s de uma Carta Apost\u00f3lica a que deu um t\u00edtulo muito sugestivo: \u201cCom o cora\u00e7\u00e3o de pai\u201d. Colocando o cora\u00e7\u00e3o nas festas natal\u00edcias, interpretamos as suas sugest\u00f5es na esteira da paternidade vivida por S. Jos\u00e9. O Papa aponta diversas caracter\u00edsticas desta paternidade. Deixo ficar uma \u201cum pai com coragem criativa\u201d. Perante a realidade social, provocada pela pandemia, mas j\u00e1 antes caracter\u00edstica dos tempos que vivemos, precisamos de muita coragem. N\u00e3o podemos acreditar em facilitismo. \u00c9 \u00edngreme o caminho a percorrer. Se a coragem for criativa, as dificuldades n\u00e3o nos deter\u00e3o. Todos os problemas, por muito graves que sejam, podem transformar-se em oportunidade. H\u00e1 sempre uma porta de sa\u00edda a apontar para solu\u00e7\u00f5es n\u00e3o imaginadas. O mundo parece estar nas m\u00e3os dos poderosos, daqueles que n\u00e3o respeitam a hist\u00f3ria e querem construir o mundo sem valores que nos identifiquem. Se usarmos a mesma capacidade criativa do carpinteiro de Nazar\u00e9, o Natal n\u00e3o ser\u00e1 uma simples festa social mas acontecer\u00e1 como projeto de uma sociedade nova onde todos t\u00eam lugar.<\/p>\n<p>O mundo espera pela nossa presen\u00e7a. Este Natal est\u00e1 a ser diferente mas n\u00e3o est\u00e1 vazio de conte\u00fado. A sua mensagem \u00e9 ainda mais eloquente. Por tudo o que disse, o Natal est\u00e1 a exigir que trabalhemos para que o mundo seja uma verdadeira fam\u00edlia. Na verdade, somos uma fam\u00edlia com aqueles que est\u00e3o perto de n\u00f3s mas tamb\u00e9m com aqueles que est\u00e3o mais longe. Deixo, ainda, outra interpela\u00e7\u00e3o neste ano dedicado \u00e0\u00a0<em>Laudato Si\u2019<\/em>. Teremos de nos interrogar, tamb\u00e9m, sobre o que podemos fazer para que o mundo seja a nossa casa. Jesus nasceu fora da cidade, perdido numa gruta, terra de pastores. Hoje, o Natal faz-nos ver que s\u00f3 uma ecologia integral salvar\u00e1 o planeta e nele permitir\u00e1 que a vida seja digna para todos. N\u00e3o podemos deixar de ter atitudes bem concretas de respeito pela natureza. Aprendemos nas escolas. Ouvimos muitas not\u00edcias. N\u00e3o permitamos que se destrua a Terra.<\/p>\n<p>Ou\u00e7amos o sil\u00eancio do pres\u00e9pio. N\u00e3o teremos o beijar do Menino. Abramos o cora\u00e7\u00e3o a Cristo, descobrindo gestos concretos de afeto para com todas as pessoas conhecidas, e particularmente as mais pr\u00f3ximas. Abramos os olhos \u00e0s feridas da Humanidade e acreditemos que o mundo pode ser diferente. Somos todos iguais. Ningu\u00e9m consegue ser feliz sozinho. Coloquemos Cristo no nosso caminho e caminhemos com os outros em gestos de solidariedade e solicitude. O Evangelho de hoje dizia-nos que em Cristo est\u00e1 a vida e que Eles veio para que todos tenham vida. O Natal ser\u00e1 verdadeiramente diferente se tivermos uma coragem criativa.<\/p>\n<p><em>\u00a0 D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":194576,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[172,267],"class_list":["post-194574","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-braga","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/194574","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=194574"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/194574\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/194576"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=194574"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=194574"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=194574"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}