{"id":19374,"date":"2006-07-26T15:43:51","date_gmt":"2006-07-26T15:43:51","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/07\/26\/geminacao-entre-dioceses-portuguesa-e-angolana-comeca-a-dar-frutos\/"},"modified":"2006-07-26T15:43:51","modified_gmt":"2006-07-26T15:43:51","slug":"geminacao-entre-dioceses-portuguesa-e-angolana-comeca-a-dar-frutos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/geminacao-entre-dioceses-portuguesa-e-angolana-comeca-a-dar-frutos\/","title":{"rendered":"Gemina\u00e7\u00e3o entre dioceses portuguesa e angolana come\u00e7a a dar frutos"},"content":{"rendered":"<p>A 2 de Agosto de 2006, o grupo mission\u00e1rio \u201cOndjoyetu\u201d da diocese de Leiria-F\u00e1tima, parte para Novo Redondo-Sumbe, em Angola. Tr\u00eas leigas e dois padres d\u00e3o o pontap\u00e9 de sa\u00edda a uma gemina\u00e7\u00e3o, a primeira em Portugal, entre duas dioceses. V\u00e3o \u201ccome\u00e7ar do zero\u201d, numa caminhada com o povo do Gungo Os n\u00fameros n\u00e3o transmitem a riqueza da experi\u00eancia em miss\u00e3o: 1189 dias no Gungo deixaram no cora\u00e7\u00e3o e na vida do padre V\u00edtor Mira, 39 anos, sacerdote \u201cFidei donum\u201d, um bichinho. A simpatia pelos mission\u00e1rios entra-lhe no sangue e no cora\u00e7\u00e3o, logo aos cinco anos. Passa pelo tempo de semin\u00e1rio e leva-o a partir em miss\u00e3o, jovem sacerdote, entre 1993 e 1996. Coordenou, ao longo dos \u00faltimos seis anos, o projecto ASA \u2013 Ac\u00e7\u00e3o Solid\u00e1ria com Angola, que envia, em Agosto, uma equipa de tr\u00eas leigos e dois padres para o Gungo. P\u00e1roco de Regueira de Pontes, \u00e9 um deles.  Conhece o povo, acompanha, durante seis meses, a equipa que vai fazer nascer uma miss\u00e3o. \u201cEu gostaria de ir para ficar, mas sou mais necess\u00e1rio c\u00e1. Para acompanhar a prepara\u00e7\u00e3o das pessoas e a anima\u00e7\u00e3o da diocese, para continuar a apoiar este projecto\u201d.  O entusiasmo com que fala dos tr\u00eas anos e meio, 1189 dias, em que esteve em miss\u00e3o mostram o amor que foi ganhando ao povo do Gungo. \u201cFoi um tempo muito dif\u00edcil, em tempo de guerra, em que n\u00e3o ia l\u00e1 ningu\u00e9m\u201d.  O povo retribui. Al\u00e9m de se lembrarem que esteve com eles, agora \u201cat\u00e9 mandaram uma mensagem a dizer que est\u00e3o a tapar os buracos da picada\u201d. Seis horas e meia para fazer trinta quil\u00f3metros, andar dez quil\u00f3metros por hora nas picadas, altera a no\u00e7\u00e3o das dificuldades. Perante a situa\u00e7\u00e3o de pobreza e fome, no tempo dif\u00edcil, quando regressa \u00e0 sua diocese em tempo de f\u00e9rias, V\u00edtor Mira procura ajuda para aquela gente. Oito contentores, resultado da solidariedade. Tem-se repetido, anualmente, o envio de um contentor, com os volunt\u00e1rios que partem em miss\u00e3o. Em miss\u00e3o, releia-se. \u201c\u00c9 um projecto que foi ganhando for\u00e7a pela sua perseveran\u00e7a. No in\u00edcio, alguns julgavam que era uma esp\u00e9cie de turismo religioso: \u2018V\u00e3o a Angola ver, fazer umas coisitas, passear e voltam. J\u00e1 fui mission\u00e1rio\u2019. Com a proposta de gemina\u00e7\u00e3o as pessoas v\u00eaem que \u00e9 um trabalho s\u00e9rio\u201d.  <b>\u201c\u00c9 preciso come\u00e7ar do zero\u201d<\/b> Em 1999, V\u00edtor Mira desafia os seminaristas do Semin\u00e1rio Maior de Coimbra. O seminarista, agora padre com 30 anos, David Nogueira, deixa-se contagiar por este entusiasmo. Parte em 2000, com o primeiro grupo, volta em 2005 e, agora, parte de novo.  \u201cTr\u00eas anos para a causa mission\u00e1ria vai parecer um rel\u00e2mpago\u201d, diz em tom pausado. Ciente que, por um lado, \u201c\u00e9 muito tempo, longe da fam\u00edlia e sem as comodidades a que nos habitu\u00e1mos; mas, para o trabalho que h\u00e1 l\u00e1 a fazer, tr\u00eas anos \u00e9 uma gota de \u00e1gua das pequenas. Por vezes, sinto a tenta\u00e7\u00e3o de renovar por mais tr\u00eas. \u00c9 preciso come\u00e7ar do zero\u201d.  David Nogueira \u00e9 o coordenador desta equipa mission\u00e1ria, no Gungo, cuja primeira tarefa ser\u00e1 construir uma casa e recuperar a casa da Donga, uma miss\u00e3o dos anos 70. Receios? \u201cSerei capaz? Vou liderar uma equipa, partimos todos do  zero, eu inclusive. O maior receio \u00e9 tudo ser novo, o tempo que as coisas v\u00e3o demorar a descobrir\u201d. Outras certezas: \u201cA primeira coisa que queremos fazer no trabalho mission\u00e1rio \u00e9 realizar um \u201condjango\u201d, sentar-nos com os respons\u00e1veis locais, tentar perceber a realidade de cada comunidade antes de come\u00e7ar a trabalhar. A grande prioridade \u00e9 ajudar as pessoas a descobrir condi\u00e7\u00f5es de desenvolvimento\u201d.  Quase seis anos na par\u00f3quia dos Marrazes, descobre nela um misto de alegria e tristeza pela sua partida. Perguntam \u201cse \u00e9 de vontade ou, por obriga\u00e7\u00e3o, que vou\u201d. Outros est\u00e3o ntusiasmados, \u201csentem que eu sou preciso junto deles, mas tamb\u00e9m sou preciso no Gungo\u201d, confessa. Daqui a um ou dois anos, quando as leigas regressarem, o padre David est\u00e1 confiante que outras boas vontades, de outros leigos, aparecer\u00e3o a substituir: \u201dPelo interesse manifestado por tantas pessoas na diocese, pela confian\u00e7a que tenho neste projecto e na consci\u00eancia de que Deus est\u00e1 nele desde o in\u00edcio\u201d.  <B>Coragem no rappel<\/b> S\u00f3nia Cruz, 28 anos, analista, sorriso f\u00e1cil. Os olhos fervilham pela miss\u00e3o; o cora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m. Decidiu dedicar dois anos da sua vida \u00e0  miss\u00e3o. \u201c\u00c9 como que um intervalo que quero me s mo fazer. Quero ir e estar l\u00e1\u201d. At\u00e9 parece f\u00e1cil. Uma atitude corajosa? \u201cN\u00e3o consigo perceber o que \u00e9 essa coragem. Sinto que \u00e9 uma coisa t\u00e3o natural\u201d, diz com simplicidade. \u201cCoragem era lan\u00e7ar-me a fazer rappel\u201d, defende.  Deixa um emprego est\u00e1vel, a vida organizada, para \u201cestar com as pessoas, poder dar. O sorriso delas, a amizade, a compreens\u00e3o, aceitarem-nos e aceitarem a nossa ajuda: isso \u00e9 a minha paga, o meu ordenado\u201d. Em 2003, entrou para o grupo. Queria partir por um per\u00edodo maior que os dois meses. Esperou que esta gemina\u00e7\u00e3o se efectuasse. Sentiu, durante a caminhada, que devia partilhar \u201cesse amor que eu sinto que Deus tem por mim. Se eu mereci t\u00ea-lo, acho que mais pessoas o merecem\u201d.  Daqui a dois anos, quando voltar \u00e0 par\u00f3quia de origem, Marrazes, n\u00e3o sabe o que a espera. Sabe que n\u00e3o vai ser f\u00e1cil. \u201cAcredito que algu\u00e9m me h\u00e1-de ajudar e alguma coisa se h\u00e1-de encaminhar\u201d. \u201c\u00c9 certo que elas se responsabilizam pelo risco de irem, tudo o que isso envolve\u201d, afirma o coordenador do projecto ASA. Mas, isso n\u00e3o significa um cortar de rela\u00e7\u00f5es. \u201cO p\u00f3s-miss\u00e3o \u00e9 muito importante e n\u00f3s, \u00e0s vezes, pensamos que a miss\u00e3o \u00e9 ir, estar e vir. E acabou. Em fun\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o queremos que estas pessoas continuem a ser apoiadas, acompanhadas, e, de certa forma, rentabilizar a experi\u00eancia que elas l\u00e1 realizaram\u201d.  Quanto \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o do sacerdote, depois de tr\u00eas anos, \u201ctemos a esperan\u00e7a que, quando o padre David estiver para regressar, um dos que j\u00e1 l\u00e1 foram tome o lugar dele, para receber o testemunho e continue a miss\u00e3o. A gemina\u00e7\u00e3o \u00e9 por dez anos e temos esperan\u00e7a que, pelo menos com padres diocesanos, consigamos manter a miss\u00e3o\u201d, salienta o coordenador do projecto ASA, V\u00edtor Mira.  <b>De regresso a Gungo<\/b> \u201cO entusiasmo das minhas companheiras \u00e9 maior que o meu. Sinto-me mais tranquila\u201d. Catarina Bagagem 26 anos, educadora de inf\u00e2ncia, da Batalha, regressa \u00e0 miss\u00e3o, onde j\u00e1 esteve em 2003, dois meses. Agora por um ano. \u201cEste desejo de partir para Angola j\u00e1 \u00e9 de h\u00e1 muitos anos. Quando conheci o grupo, lembro-me de sentir que podia, finalmente, concretizar este chamamento, esta luzinha que sempre tive dentro de mim\u201d.  Decis\u00e3o dif\u00edcil, n\u00e3o para a fam\u00edlia que j\u00e1 est\u00e1 habituada a que participe em projectos de voluntariado, nas f\u00e9rias. \u201cNeste momento o factor trabalho, o namorado e outros factores levam-me a ir s\u00f3 por um ano. Por mim estaria l\u00e1 mais tempo\u201d. Sabe que \u00e0s colegas de miss\u00e3o vai custar o \u201cchoque cultural\u201d. Porque \u201csomos n\u00f3s que nos temos que moldar \u00e0 cultura deles e n\u00e3o eles \u00e0 nossa. Nunca estamos preparados para este cruzar de culturas\u201d. E acrescenta: \u201cChegar l\u00e1, ver, viver, \u00e9 diferente. \u00c9 muito diferente\u201d.  Na mem\u00f3ria, guarda a \u201ccor\u201d do povo que \u201cveste exterior e interiormente\u201d. Ou seja \u201ca alegria com que vivem. Eles t\u00eam um problema; mas h\u00e1 mil e uma coisas boas para festejar\u201d. Penetrada por essa cor, regressar\u00e1 em 2007. O que preocupa mais nem \u00e9 o regresso. \u201cSer\u00e1 que eu n\u00e3o quererei ficar l\u00e1 mais um ano?\u201d.  <b>Espont\u00e2nea e dispon\u00edvel<\/b> Conheceu o padre V\u00edtor Mira num encontro da Funda\u00e7\u00e3o Evangeliza\u00e7\u00e3o e Culturas (FEC), que prepara volunt\u00e1rios para partirem em miss\u00e3o. Disse-lhe que queria partir. Vera Pereira, 25 anos, professora de ci\u00eancias, resposta r\u00e1pida e l\u00e1grima f\u00e1cil. Vai por um ano. Nunca teve uma experi\u00eancia mission\u00e1ria.  O entusiasmo \u00e9 grande. \u201cSe eu sentir que me chamam a permanecer mais um ano, estou dispon\u00edvel. Se achar que a minha miss\u00e3o \u00e9 c\u00e1, regresso\u201d. Esta confian\u00e7a leva-a a partir, a querer caminhar com o povo, \u00e0 velocidade deles. Ao longo desta caminhada de prepara\u00e7\u00e3o foi ganhando a \u201cconsci\u00eancia\u201d do \u201camor que Deus tem por n\u00f3s\u201d.  Nesse esp\u00edrito quer \u201cp\u00f4r a funcionar a miss\u00e3o do Gungo; \u00e9 para isso que eu vou\u201d. \u201cVou passar para outro referencial, para o n\u00edvel da alfabetiza\u00e7\u00e3o, algo que nunca fiz\u201d, comenta a prop\u00f3sito de leccionar no Gungo. \u201cO que me vai fazer mais diferen\u00e7a \u00e9 o \u2018stress\u2019, esta pressa, viver a correr. Ao chegar l\u00e1 vou entrar em choque\u201d, comenta a professora de Ci\u00eancias.   <b>Leiria-F\u00e1tima mais mission\u00e1ria<\/b> Primeiro v\u00e3o construir a casa. Simples, sem as comodidades da \u00e1gua canalizada ou Internet. As vigas, a telha, os sanit\u00e1rios v\u00e3o no contentor que chegar\u00e1 com o grupo, a Angola. Para isso t\u00eam recolhido fundos; o pedit\u00f3rio de todas as eucaristias a 11 de Junho, na diocese; o concerto de Mafalda Veiga, em F\u00e1tima, e pedidos de colabora\u00e7\u00e3o a empresas da regi\u00e3o, bem como o grupo dos \u201cMil e tal amigos\u201d. At\u00e9 agora, com a gra\u00e7a de Deus, \u201co dinheiro nunca foi problema. Nunca sobrou, nunca faltou. Temos procurado gerir bem os dinheiros dos apoios que temos\u201d. Mas se um dia for necess\u00e1rio, \u201c\u00e9 uma gemina\u00e7\u00e3o, num momento de dificuldade \u00e9 evidente que a diocese ter\u00e1 que dar o seu apoio\u201d, confessa serenamente V\u00edtor Mira.  A gemina\u00e7\u00e3o \u00e9 um marco in\u00e9dito na vida da Igreja portuguesa. \u201cN\u00e3o vamos esperar que toda a gente se sinta mission\u00e1ria. Haver\u00e1 sempre pessoas contra. \u00c9 um carisma que est\u00e1 a nascer na diocese que n\u00e3o nos deve levar a descuidar as outras \u00e1reas\u201d. Este projecto pode trazer mudan\u00e7as: \u201cA nossa diocese pode ganhar, mesmo que n\u00e3o esteja \u00e0 espera de nada. \u00c9 uma certa influ\u00eancia na mudan\u00e7a de mentalidade. \u00c9 difundir cada vez mais esta consci\u00eancia mission\u00e1ria\u201d, sublinha o padre David.  A diocese \u00e9 mission\u00e1ria, mas \u201cest\u00e1 um bocadinho esmorecida, fruto das mudan\u00e7as sociais, dos modelos de fam\u00edlia que s\u00e3o diferentes, que n\u00e3o proporcionam que se v\u00e1 falando muito da miss\u00e3o, que as pessoas entreguem a sua vida para a miss\u00e3o\u201d, completa. A diocese assume o papel da anima\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria, at\u00e9 agora muito relegado para os institutos mission\u00e1rios. \u201cO fortalecimento da anima\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria da pr\u00f3pria diocese n\u00e3o significa de maneira nenhuma fechar-se aos institutos, mas vai haver uma maior colabora\u00e7\u00e3o com os diversos carismas. Com uma coordena\u00e7\u00e3o a n\u00edvel diocesano\u201d, conclui V\u00edtor Mira.  <b>Dez anos de m\u00fatua colabora\u00e7\u00e3o<\/b> A gemina\u00e7\u00e3o entre as dioceses de Leiria-F\u00e1tima, Portugal, e a de Novo Redondo \u2013 Sumbe, Angola, tem como objectivo a aproxima\u00e7\u00e3o das duas dioceses, que se consideram irm\u00e3s em ordem a viverem juntas a Miss\u00e3o universal num esp\u00edrito de comunh\u00e3o fraterna. A gemina\u00e7\u00e3o deve levar a um conhecimento m\u00fatuo, a uma liga\u00e7\u00e3o espiritual; cada uma dever\u00e1 rezar de forma especial pela outra, no primeiro domingo de cada m\u00eas; a um esp\u00edrito de partilha m\u00fatua de bens materiais e experi\u00eancias humanas e \u00e0 partilha de experi\u00eancias eclesiais.  Esta gemina\u00e7\u00e3o passa tamb\u00e9m pelo interc\u00e2mbio e presen\u00e7a de padres, religiosos e leigos de cada uma das dioceses na outra. A gemina\u00e7\u00e3o entre as duas dioceses \u00e9 feita por um per\u00edodo de dez anos, ap\u00f3s o qual poder\u00e1 ser renovado por per\u00edodo id\u00eantico ou diferente, a definir em momento pr\u00f3prio.  A presente gemina\u00e7\u00e3o abre tamb\u00e9m outros campos de colabora\u00e7\u00e3o entre as duas dioceses, cuja concretiza\u00e7\u00e3o depender\u00e1 das necessidades da diocese de Novo Redondo \u2013 Sumbe e da disponibilidade de volunt\u00e1rios da diocese de Leiria-F\u00e1tima. S\u00e3o as seguintes as \u00e1reas de poss\u00edvel colabora\u00e7\u00e3o:  Pastoral: evangeliza\u00e7\u00e3o, catequese, forma\u00e7\u00e3o b\u00edblica e espiritual; Forma\u00e7\u00e3o profissional: agricultura, constru\u00e7\u00e3o civil, mec\u00e2nica e outras consideradas oportunas; Ensino: semin\u00e1rio m\u00e9dio do Sumbe, Icra e Escola de Catequistas e ainda em semin\u00e1rios de forma\u00e7\u00e3o em economia, gest\u00e3o, inform\u00e1tica, sa\u00fade e comunica\u00e7\u00e3o social.  <b>Asas para Angola<\/b> Chama-se \u201cOndjoyetu\u201d, que no dialecto africano umbundo significa \u201cA nossa casa\u201d. O grupo mission\u00e1rio da diocese de Leiria-F\u00e1tima foi fundado em 1999. O objectivo \u00e9 realizar ac\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria numa diocese fora de Portugal.  Em Fevereiro de 2000, o bispo da diocese de Novo Redondo-Sumbe, Benedito Roberto, participa numa das reuni\u00f5es deste grupo, em Regueira de Pontes \u2013 diocese de Leiria-F\u00e1tima e manifestou o desejo que o mesmo realizasse a sua miss\u00e3o, de dois meses, na sua diocese. De 25 de Julho a 25 de Setembro de 2000, realizou-se a primeira edi\u00e7\u00e3o do \u201cProjecto ASA \u2013 Ac\u00e7\u00e3o Solid\u00e1ria com Angola\u201d.  Todos os anos, tem partido um grupo de volunt\u00e1rios de Leiria-F\u00e1tima para Novo Redondo, colaborando nas \u00e1reas da sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, promo\u00e7\u00e3o feminina, forma\u00e7\u00e3o profissional, anima\u00e7\u00e3o juvenil, anima\u00e7\u00e3o pastoral, entre outras. Ao longo das seis edi\u00e7\u00f5es, deslocaram-se a Angola 25 pessoas, em miss\u00e3o de voluntariado. O grupo possui quase duas centenas de associados, divididos por tr\u00eas n\u00edveis de participa\u00e7\u00e3o.  Os cativos s\u00e3o quatro dezenas, e participam mais activamente nas reuni\u00f5es e nas actividades. Os colaboradores s\u00e3o pessoas que colaboram pontualmente, quando t\u00eam disponibilidade. Ser\u00e3o 30.  A novidade \u00e9 o grupo \u201cMil e tal amigos\u201d, recentemente criado para apoiar a presen\u00e7a da equipa no Gungo. Trata-se de pessoas que apoiam monetariamente com um euro por m\u00eas, 12 por ano. Recebem o infomail do Ondjoyetu, com as not\u00edcias do grupo e da miss\u00e3o. Actualmente s\u00e3o 90 e alguns deles fizeram parte do grupo, h\u00e1 anos. <i>A casa<\/i> O Gungo \u00e9 uma comuna com 2.100 quil\u00f3metros quadrados e que conta com cerca de 30 mil habitantes. \u00c9 uma regi\u00e3o montanhosa que foi muito afectada pela guerra. A popula\u00e7\u00e3o tenta, aos poucos, regressar \u00e0 normalidade da sua vida no meio de grandes dificuldades. Est\u00e1 muito isolada e falta quem a acompanhe em ordem \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o dos seus problemas b\u00e1sicos. Os grupos t\u00eam ido a Gunfo desde 2003 com regularidade e t\u00eam desenvolvido a sua ac\u00e7\u00e3o junto desta comunidade.  <I>F\u00c1TIMA MISSION\u00c1RIA &#8211; Edi\u00e7\u00e3o LII | Agosto\/Setembro de 2006<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 2 de Agosto de 2006, o grupo mission\u00e1rio \u201cOndjoyetu\u201d da diocese de Leiria-F\u00e1tima, parte para Novo Redondo-Sumbe, em Angola. Tr\u00eas leigas e dois padres d\u00e3o o pontap\u00e9 de sa\u00edda a uma gemina\u00e7\u00e3o, a primeira em Portugal, entre duas dioceses. V\u00e3o \u201ccome\u00e7ar do zero\u201d, numa caminhada com o povo do Gungo Os n\u00fameros n\u00e3o transmitem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[106,127,168,174,177,191,193,206,207,211,314,320,329],"class_list":["post-19374","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-angola","tag-catequese","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-coimbra","tag-diocese-de-leiria-fatima","tag-economia","tag-educacao","tag-familia","tag-fatima","tag-ferias","tag-solidariedade","tag-turismo","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19374","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19374"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19374\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19374"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19374"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19374"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}