{"id":19365,"date":"2006-07-26T11:51:20","date_gmt":"2006-07-26T11:51:20","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/07\/26\/igrejas-seguras-igrejas-abertas\/"},"modified":"2006-07-26T11:51:20","modified_gmt":"2006-07-26T11:51:20","slug":"igrejas-seguras-igrejas-abertas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igrejas-seguras-igrejas-abertas\/","title":{"rendered":"Igrejas seguras: igrejas abertas"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 lament\u00e1vel que as nossas igrejas estejam fechadas, isto \u00e9, que n\u00e3o tenham um hor\u00e1rio razo\u00e1vel, conhecido publicamente e publicitado, de abertura di\u00e1ria, n\u00e3o apenas para a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia e dos sacramentos, mas tamb\u00e9m para a ora\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea, comunit\u00e1ria ou pessoal e para a simples frui\u00e7\u00e3o estetico-espiritual.  Sem d\u00favida que n\u00e3o devem menosprezar-se as razo\u00e1veis e sensatas medidas de seguran\u00e7a, a fim de evitar o furto, os danos ou o desrespeito pelo lugar sagrado (aspectos em que o Estado se compromete a colaborar com a Igreja \u2013 v. Concordata). Contudo, um excesso de zelo neste ponto poder\u00e1 p\u00f4r em causa o sentido e a finalidade desses edif\u00edcios, independentemente do seu especial valor art\u00edstico ou hist\u00f3rico e dos bens culturais neles contidos.  Por outro lado, n\u00e3o \u00e9 l\u00edquido que as igrejas fechadas sejam mais seguras que as abertas. A experi\u00eancia mostra o contr\u00e1rio. Os assaltantes sentem-se muito mais seguros nas igrejas fechadas do que naquelas igrejas que t\u00eam movimento de fi\u00e9is. Isto s\u00f3 nos deve levar a promover a visita \u00e0s igrejas, cujo maior tesouro que possuem \u00e9 a reserva do Sant\u00edssimo Sacramento, n\u00e3o s\u00f3 por causa dos ausentes, mas em favor da adora\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is. Eis uma medida pastoral de relevo a ter em conta, n\u00e3o tanto pela seguran\u00e7a, como pelo uso adequado das igrejas. Nisto, dever\u00edamos implicar os fi\u00e9is, os ministros extraordin\u00e1rios da comunh\u00e3o, os ac\u00f3litos e outros minist\u00e9rios, bem como outras associa\u00e7\u00f5es, institui\u00e7\u00f5es e grupos, Confrarias do Sant\u00edssimo Sacramento, Apostolado da Ora\u00e7\u00e3o, Conselho Pastoral, Conselho de F\u00e1brica da Igreja e outros minist\u00e9rios lit\u00fargicos, catequ\u00e9ticos e de servi\u00e7o. Neste aspecto, importa, sobretudo, que os respons\u00e1veis pela pastoral e as comunidades compreendam o sentido espiritual desses bens e atinjam o alcance das suas possibilidades evangelizadoras e catequ\u00e9ticas e das suas potencialidades interpeladoras e formativas ao n\u00edvel das sensibilidades. Abrir as igrejas significa oferecer a todos, crentes e mesmo n\u00e3o crentes, uma mensagem expl\u00edcita, gravada em arquitectura, escultura e pintura, em livros e objectos lit\u00fargicos, coerentes entre si, como testemunhos, do passado e do presente, de uma vida inspirada no Evangelho e continuada hoje, de forma \u00e1gil e eficaz, gra\u00e7as ao Esp\u00edrito que sopra onde quer. E, al\u00e9m disso, um ambiente acolhedor, sereno que permite a quem entra, que se encontre consigo pr\u00f3prio e, rico de sil\u00eancio e tranquilidade, possa ouvir a voz misteriosa que fala na profundidade interior de si mesmo. A leitura dos sinais dos tempos dever\u00e1 levar-nos, a n\u00f3s crist\u00e3os, a saber adaptar-nos para responder, em circunst\u00e2ncias pr\u00f3prias, mesmo quando se manifestam car\u00eancias (aparentemente adversas!), ao apelo do Senhor e do seu Esp\u00edrito: ai de mim, se n\u00e3o evangelizar! Com efeito, o desenvolvimento do turismo, o interesse, cada vez mais generalizado, pelo patrim\u00f3nio cultural, mesmo o de raiz crist\u00e3 (entre n\u00f3s, o mais numeroso e significativo), \u00e9 um desafio a uma nova \u201cfantasia\u201d pastoral. Este instrumento pastoral que assim nos \u00e9 oferecido, gratuitamente, est\u00e1 longe de ser cultivado e potenciado, como contrapartida acrescida \u00e0 escassez de outros meios que foram importantes ou mesmo decisivos em tempos passados recentes. N\u00e3o querer\u00edamos ver as nossas igrejas reduzidas a museus e\/ou a meros audit\u00f3rios para espect\u00e1culos de m\u00fasica e outros, mas sim a espa\u00e7os de espiritualidade de distin\u00e7\u00e3o, onde culto e cultura, evangeliza\u00e7\u00e3o e cultura se unem num resultado excelente de humanismo transfigurado. N\u00e3o podemos conformar-nos com estas propostas (mesmo que possam ser, em \u00faltimo caso, uma sa\u00edda mais razo\u00e1vel para monumentos de extraordin\u00e1rio valor cultural que j\u00e1 n\u00e3o consigamos revitalizar). A mudan\u00e7a de finalidade nunca ser\u00e1 a melhor escolha, tamb\u00e9m do ponto de vista cultural. Manter abertas as igrejas tem custos. Mas h\u00e1 custos que valem a pena! Ter guardas\/guias preparados, n\u00e3o apenas do ponto de vista art\u00edstico, mas tamb\u00e9m teol\u00f3gico; promover um voluntariado formado e organizado; prever brochuras instrutivas, orientadoras e formativas (n\u00e3o apenas numa perspectiva historico-estetica, mas tamb\u00e9m cultural-espiritual, ilustrando o seu sentido e finalidade); incluir a participa\u00e7\u00e3o financeira dos visitantes (pr\u00e1tica hoje comum e aceite) e outras formas de patroc\u00ednios, em muitos casos necess\u00e1rios, para a conserva\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o desses espa\u00e7os, elabora\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o de estudos; estabelecer protocolos com o Estado (como prev\u00ea a \u00faltima Concordata, num sentido de uma respeitosa coopera\u00e7\u00e3o m\u00fatua) e\/ou com outras institui\u00e7\u00f5es da sociedade, no mesmo esp\u00edrito; etc. Eis, algumas sugest\u00f5es que a pastoral para o nosso tempo n\u00e3o pode subestimar. Tudo isto que aqui se aponta n\u00e3o \u00e9 novo e foi, de certo modo, objecto de sugest\u00f5es consignadas em documentos da Igreja para o Ano da Eucaristia. <i>Secretariado Diocesano de Liturgia do Porto<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 lament\u00e1vel que as nossas igrejas estejam fechadas, isto \u00e9, que n\u00e3o tenham um hor\u00e1rio razo\u00e1vel, conhecido publicamente e publicitado, de abertura di\u00e1ria, n\u00e3o apenas para a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia e dos sacramentos, mas tamb\u00e9m para a ora\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea, comunit\u00e1ria ou pessoal e para a simples frui\u00e7\u00e3o estetico-espiritual. 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