{"id":19346,"date":"2006-07-25T13:35:36","date_gmt":"2006-07-25T13:35:36","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/07\/25\/nova-mobilidade-exige-respostas-da-igreja\/"},"modified":"2006-07-25T13:35:36","modified_gmt":"2006-07-25T13:35:36","slug":"nova-mobilidade-exige-respostas-da-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nova-mobilidade-exige-respostas-da-igreja\/","title":{"rendered":"Nova mobilidade exige respostas da Igreja"},"content":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Vitalino, presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana <!--more--> O presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana, D. Ant\u00f3nio Vitalino, fala \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA das mudan\u00e7as que se adivinham nos movimentos migrat\u00f3rios no nosso pa\u00eds e quais as respostas que a Igreja procura oferecer.  <i>Ag\u00eancia ECCLESIA (AE) &#8211; Reestruturar \u00e9 a palavra de ordem na Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana? D. Ant\u00f3nio Vitalino (AV) &#8211;<\/i> \u00c9 mais a articula\u00e7\u00e3o de todos os \u00f3rg\u00e3os. Segundo a Santa S\u00e9 h\u00e1 sectores da realidade humana que escapavam \u00e0 nossa Comiss\u00e3o. Durante uns tempos estivemos mais voltados para os emigrantes e depois para os imigrantes. Entretanto temos tamb\u00e9m a realidade dos Refugiados, das mulheres mal tratadas e da explora\u00e7\u00e3o sexual. Estamos a tentar que os sectores mais importantes &#8211; especialmente aqueles que nos dizem mais &#8211; venham a ser articulados de forma diferente. S\u00f3 assim conseguiremos dar resposta a determinados assuntos que merecem uma aten\u00e7\u00e3o especial da Igreja.   <i>AE &#8211; Quais as respostas mais urgentes? AV &#8211;<\/i> Est\u00e3o na \u00e1rea da assist\u00eancia religiosa aos emigrantes e imigrantes. H\u00e1 tamb\u00e9m as \u00e1reas humanit\u00e1rias e filantr\u00f3picas que est\u00e3o tamb\u00e9m ligadas \u00e0 miss\u00e3o da Igreja. Embora, muitas vezes, mais como den\u00fancia prof\u00e9tica do que resposta concreta. N\u00e3o temos os meios suficientes mas temos muitos servi\u00e7os para articular.  <i>AE &#8211; Em rela\u00e7\u00e3o aos imigrantes as respostas s\u00e3o direccionadas em que sentido? AV <\/i>&#8211; Temos de alertar as dioceses e os secretariados diocesanos para que pe\u00e7am ajuda \u00e0s Igrejas de origem desses imigrantes e assim poderem ter no nosso pa\u00eds esse conforto do Evangelho e da Igreja. Um conforto essencial nas situa\u00e7\u00f5es de precariedade. Os organismos S\u00f3cio-Caritativos &#8211; ligados \u00e0 Igreja e n\u00e3o s\u00f3 &#8211; possam, em situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis dar alguma resposta e algum apoio. Articular com os secretariados diocesanos para que este sector seja mais atendido.   <i>AE &#8211; Sem esquecer os nossos emigrantes? AV &#8211;<\/i> N\u00f3s continuamos a ser um pa\u00eds de emigra\u00e7\u00e3o. H\u00e1 muitos portugueses, sobretudo gente nova, que procura novas realidades de vida. Neste momento, a Irlanda e a Inglaterra atraem muita gente nova. Estes, quando n\u00e3o dominam a l\u00edngua e n\u00e3o est\u00e3o ambientados, sentem dificuldades. A\u00ed, a Igreja pode exercer um papel fulcral e acolher aqueles que procuram melhorar as suas situa\u00e7\u00f5es de vida. Muitos deles levam as suas fam\u00edlias e as crian\u00e7as. \u00c9 preciso ajud\u00e1-las na forma\u00e7\u00e3o religiosa e humana. E de algu\u00e9m que sirva de ponte entre a cultura e essa l\u00edngua.   <i>AE &#8211; As dioceses portuguesas disponibilizam padres para o exterior? AV &#8211;<\/i> Infelizmente, cada vez menos, porque n\u00e3o t\u00eam clero suficiente ou agentes pastorais para responder \u00e0s situa\u00e7\u00f5es. H\u00e1 sempre um ou outro que gosta de fazer uma experi\u00eancia noutro pa\u00eds. A Igreja dever\u00e1 ter um esp\u00edrito mission\u00e1rio. Um bispo, mesmo com necessidades, acaba por permitir que algu\u00e9m temporariamente fa\u00e7a essa experi\u00eancia.   <i>AE &#8211; Os nossos emigrantes n\u00e3o querem padres somente para alimentar a sua religiosidade popular? AV &#8211;<\/i> Esses s\u00e3o os emigrantes que partiram noutros tempos e, normalmente, s\u00e3o gente mais popular e mais simples. Sentem a liga\u00e7\u00e3o com as suas ra\u00edzes quando vai um padre de Portugal e participa numa dessas celebra\u00e7\u00f5es tradicionais de devo\u00e7\u00e3o popular. Temos tamb\u00e9m imensas miss\u00f5es organizadas que sentem falta da catequese e da Eucaristia. Neste ponto \u00e9 fundamental evoluirmos porque a Igreja de origem n\u00e3o deve substituir a Igreja do pa\u00eds de acolhimento. Fazer a ponte com essas dioceses.   <i>AE &#8211; Os padres que fazem esta experi\u00eancia t\u00eam uma prepara\u00e7\u00e3o espec\u00edfica? AV &#8211;<\/i> A realidade de cada pa\u00eds \u00e9 diferente. Esta comiss\u00e3o quer articular com essas igrejas para que possamos ter processos mais homog\u00e9neos de acordo com a instru\u00e7\u00e3o do Conselho Pontif\u00edcio para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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