{"id":192548,"date":"2020-12-04T12:28:39","date_gmt":"2020-12-04T12:28:39","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=192548"},"modified":"2020-12-04T12:28:39","modified_gmt":"2020-12-04T12:28:39","slug":"e-um-bom-momento-para-falar-de-pessoas-com-deficiencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/e-um-bom-momento-para-falar-de-pessoas-com-deficiencia\/","title":{"rendered":"\u00c9 um bom momento para falar de Pessoas com defici\u00eancia?"},"content":{"rendered":"<p><em>Jorge Oliveira Novo, Diocese de Bragan\u00e7a-Miranda<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/jorge-oliveira-novo-braganca.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-192549 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/jorge-oliveira-novo-braganca-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/jorge-oliveira-novo-braganca-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/jorge-oliveira-novo-braganca-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/jorge-oliveira-novo-braganca-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/jorge-oliveira-novo-braganca-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/jorge-oliveira-novo-braganca-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/jorge-oliveira-novo-braganca-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/jorge-oliveira-novo-braganca.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Intrincados na crise de sa\u00fade e nas crises econ\u00f3mica, financeira e social que se lhe seguiram, ser\u00e1 muito importante n\u00e3o deixar provir a crise dos direitos, pelo esquecimento dos mais fr\u00e1geis e, de entre estes, as Pessoas com defici\u00eancia, os mais fr\u00e1geis dos fr\u00e1geis.<\/p>\n<p>\u00c9 que das ila\u00e7\u00f5es retiradas das situa\u00e7\u00f5es de crise vividas em recentes per\u00edodos hist\u00f3ricos em Portugal, foram as que se, em circunst\u00e2ncias normais, as pessoas com defici\u00eancia j\u00e1 t\u00eam menos probabilidade de ter acesso a cuidados de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, emprego e de participar na comunidade, com as crises foram aprofundadas essas desigualdades pr\u00e9-existentes, expondo a extens\u00e3o da exclus\u00e3o e destacando que o trabalho sobre a inclus\u00e3o de pessoas com defici\u00eancia \u00e9 um imperativo.<\/p>\n<p>Assim, este t\u00edtulo assume um tom ir\u00f3nico pois urge arrepiar caminho, mudar as consci\u00eancias pessoais e a consci\u00eancia coletiva e p\u00f4r em pr\u00e1tica a\u00e7\u00f5es que correspondam \u00e0 dignidade das Pessoas com defici\u00eancia, mesmo e principalmente em tempo de crises, para um mundo p\u00f3s-covid mais inclusivo, acess\u00edvel e sustent\u00e1vel!<\/p>\n<p>\u00c9 o que fazem estoica e dedicadamente tantas e tantas organiza\u00e7\u00f5es, como o INR, os Servi\u00e7os da Igreja, algumas Autarquias e sobretudo as IPSS, de que se destacam no nosso nordeste transmontano a ACADEMIA DOS SANTOS M\u00c1RTIRES, a ADFA, a APADI, a ASCUDT e o CEE da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia, de Bragan\u00e7a, a CERCIMAC e o CENTRO D. AB\u00cdLIO VAZ DAS NEVES, de Macedo de Cavaleiros, a APPACDM de Mirandela e a LEQUE de Alf\u00e2ndega da F\u00e9,<\/p>\n<p>\u00c9 o que fazem tantos e tantos Pais e respetivas fam\u00edlias, com amor e doa\u00e7\u00e3o, vivendo em fun\u00e7\u00e3o dos filhos e para os filhos, que t\u00eam sofrido com as dificuldades da lei laboral que n\u00e3o prev\u00ea nem compensa o seu papel (veja-se o agora sucedido nos dias de toler\u00e2ncia, no setor privado), com o encerramento de institui\u00e7\u00f5es e de escolas, com a falta de profissionais especializados na \u00e1rea da sa\u00fade e da educa\u00e7\u00e3o, deixando-os sozinhos no cuidar e no papel primordial de educar e incluir.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um bom momento, para mais quando se celebra o Dia Internacional da Pessoa com Defici\u00eancia, neste dia 03 de dezembro, sob a tem\u00e1tica proposta pela ONU, \u201c<em>n\u00e3o deixar ningu\u00e9m para tr\u00e1s<\/em>\u201d em que, sobre ele, o Secret\u00e1rio-geral Ant\u00f3nio Guterres reafirmou \u201co compromisso da ONU de trabalhar com as Pessoas com defici\u00eancia para construir um futuro sustent\u00e1vel, inclusivo e transformador, no qual todos, possam compreender o seu potencial\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m por isso foi bom constatar, no discurso de 8 p\u00e1ginas da Sra. Ministra do Trabalho, Solidariedade e Seguran\u00e7a Social, Ana Mendes Godinho, na apresenta\u00e7\u00e3o da proposta de\u00a0<a href=\"https:\/\/oe2021.gov.pt\/\">Or\u00e7amento para 2021<\/a>, a refer\u00eancia \u00a0\u201c\u00e0 inclus\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia no mercado de trabalho \u2013 atrav\u00e9s do lan\u00e7amento do Programa Valor T, a promo\u00e7\u00e3o de uma vida independente, atrav\u00e9s do refor\u00e7o dos projetos MAVI, bem como da sua avalia\u00e7\u00e3o, com vista \u00e0 defini\u00e7\u00e3o da vida independente enquanto medida de pol\u00edtica estruturante em Portugal e a promo\u00e7\u00e3o das acessibilidades f\u00edsicas e digitais que garantam que todos os portugueses t\u00eam acesso a espa\u00e7os e servi\u00e7os p\u00fablicos, mas tamb\u00e9m a conte\u00fados e ferramentas digitais\u201d.<\/p>\n<p>Roga-se no entanto que se avance mais das palavras e inten\u00e7\u00f5es para a vida concreta, insistindo-se, numa abordagem que deve ser integrada e integral, no trabalho em rede entre v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es e organismos, nos esfor\u00e7os de inser\u00e7\u00e3o laboral, no trabalho de profissionais com diferentes especialidades para criarem plataformas acess\u00edveis de aprendizagem, na simplifica\u00e7\u00e3o da burocracia que faz desistir dos apoios, que ali\u00e1s continuam a ser muito parcos e na implementa\u00e7\u00e3o de um Estatuto do Cuidador da Pessoa com defici\u00eancia enquadrado talvez no Estatuto do Cuidador Informal.<\/p>\n<p>A inclus\u00e3o das Pessoas com defici\u00eancia n\u00e3o \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o essencial para a defesa dos direitos humanos e do desenvolvimento sustent\u00e1vel?<\/p>\n<p>O compromisso de cumprir os direitos das Pessoas com defici\u00eancia n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de justi\u00e7a e um investimento num melhor futuro comum?<\/p>\n<p><em>Jorge Oliveira Novo<\/em><br \/>\n<em>Diretor do Servi\u00e7o da Pastoral a Pessoas com Defici\u00eancia da Diocese de Bragan\u00e7a-Miranda<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Oliveira Novo, Diocese de 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