{"id":192462,"date":"2020-12-04T16:00:48","date_gmt":"2020-12-04T16:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=192462"},"modified":"2020-12-04T17:52:16","modified_gmt":"2020-12-04T17:52:16","slug":"carta-pastoral-de-d-manuel-felicio-para-ano-pastoral-2020-2021-vigilantes-na-fe-e-na-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/carta-pastoral-de-d-manuel-felicio-para-ano-pastoral-2020-2021-vigilantes-na-fe-e-na-esperanca\/","title":{"rendered":"Carta Pastoral de D. Manuel Fel\u00edcio para Ano Pastoral 2020-2021 \u00abVigilantes na F\u00e9 e na Esperan\u00e7a\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><em>\u201cVigiai, porque na\u0303o sabeis quando chega o momento&#8230; O que vos digo a vo\u0301s, digo-o a todos: vigiai\u201d (Marcos 13, 33-37).<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_157004\" aria-describedby=\"caption-attachment-157004\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-157004\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/manuel_felicio-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/manuel_felicio-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/manuel_felicio-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/manuel_felicio-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/manuel_felicio-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/manuel_felicio-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/manuel_felicio-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/manuel_felicio-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/manuel_felicio.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-157004\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Diocese da Guarda<\/figcaption><\/figure>\n<p>Esta recomenda\u00e7\u00e3o e\u0301-nos feita pelo Evangelista S. Marcos no primeiro Domingo do Advento, com o qual iniciamos um novo ano de celebra\u00e7\u00e3o da nossa Fe\u0301 e, ao mesmo tempo, iniciamos os preparativos para o Natal.<\/p>\n<p>Apesar dos muitos condicionamentos que a pandemia nos continua a impor, queremos acolher a oportunidade que Deus nos oferece, neste novo ano, para viver e ajudar a viver o maravilhoso dom da fez. \u00c9 ela que, nos momentos mais dolorosos diante da pandemia causada pelo covid-19, pode constituir a for\u00e7a e a esperan\u00e7a necess\u00e1rias para uma vida com sentido, apesar das adversidades.<\/p>\n<p>I Quando os nossos planos n\u00e3o s\u00e3o os planos de Deus<\/p>\n<p>Os planos de Deus muitas vezes na\u0303o coincidem com os nossos planos ou, pelo menos, pedem realiza\u00e7o\u0303es diferentes daquelas que no\u0301s projeta\u0301mos. E isso e\u0301 o que esta\u0301 a acontecer connosco nestes tempos da pandemia, o que nos obriga, primeiro, a parar para repensar o que projeta\u0301mos e, depois, a procurar novos caminhos, mais ajustados a\u0300s situa\u00e7o\u0303es que esta\u0303o em permanente e ra\u0301pida mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>Ora, o Tempo do Advento, com que estamos a iniciar o novo ano, e\u0301 tempo especialmente oportuno para refor\u00e7armos essa procura de novos caminhos, sobretudo com duas atitudes de fundo que sa\u0303o determinantes para juntos superarmos a crise da pandemia e aprofundarmos a Fe\u0301.<\/p>\n<p>Uma dessas atitudes de fundo e\u0301 a vigila\u0302ncia, de que a Palavra de Deus nos fala abundantemente durante todo este Tempo do Advento, a come\u00e7ar ja\u0301 no primeiro domingo; a outra e\u0301 a esperan\u00e7a, que tambe\u0301m neste per\u00edodo de Advento nos e\u0301 garantida pela encarna\u00e7a\u0303o do Verbo de Deus que celebraremos no Natal.<\/p>\n<p>1. A vigil\u00e2ncia perante as crises e os comportamentos<\/p>\n<p>A vigila\u0302ncia leva-nos, primeiro que tudo, a identificar bem os sinais de Deus dentro da Igreja, mas tambe\u0301m fora dela, pois o Esp\u0131\u0301rito de Deus sopra onde quer e a sua liberdade na\u0303o tem fronteiras. Os sinais de Deus apontam-nos os caminhos novos que sa\u0303o importantes para a nossa realiza\u00e7a\u0303o pessoal e para a constru\u00e7a\u0303o das nossas comunidades. E sa\u0303o igualmente indicadores do que deve ser uma vida em sociedade, cada vez mais digna. Tambe\u0301m nos revelam as nossas fragilidades, ao mesmo tempo que nos sugerem e oferecem os meios para as superar. De facto, com os Seus sinais, Deus fala para dentro e para fora da Igreja. A no\u0301s pertence-nos discernir a sua mensagem, para dela sermos portadores, no cumprimento da missa\u0303o que o mesmo Jesus nos confia. Todos os nossos comportamentos, dentro e fora da Igreja, tambe\u0301m precisam de ser vigiados para ver se se ajustam ou na\u0303o aos caminhos apontados pelos sinais de Deus, o que exige de no\u0301s cont\u00ednua revisa\u0303o de vida e discernimento quanto a\u0300s op\u00e7o\u0303es que temos de tomar em cada momento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. Os sinais e os apelos de Deus na pandemia<\/p>\n<p>Estamos convencidos de que os sinais de Deus tambe\u0301m esta\u0303o na pandemia causada pelo novo coronav\u0131\u0301rus, que a todos continua a afligir-nos, sem sabermos ate\u0301 quando se prolongara\u0301. No esfor\u00e7o por entender esses sinais, com a luz do Esp\u0131\u0301rito, vamos percebendo que esta pandemia traz a\u0300 luz do dia va\u0301rias outras \u201cpandemias\u201d que, ja\u0301 ha\u0301 muito, nos esta\u0303o a afetar, mas que a nossa falta de vigila\u0302ncia na\u0303o no-las tem deixado identificar e combater.<\/p>\n<p>Se refor\u00e7armos a nossa aten\u00e7a\u0303o, olhando para dentro e tambe\u0301m para fora da Igreja, descobrimo-las nas muitas crises que, de facto, afetam e fazem sofrer as pessoas. Por isso, usemos tambe\u0301m este tempo do Advento para identifica\u0301-las, entre outras: a crise da vida; a crise da fam\u00edlia; a crise da prote\u00e7a\u0303o social, que teima em na\u0303o dar a devida aten\u00e7a\u0303o aos mais vulnera\u0301veis; a crise no uso dos bens materiais, que na\u0303o pode resumir-se, como muito frequentemente acontece, ao ritmo da produ\u00e7a\u0303o e do consumo, mas tem de saber sujeitar-se a\u0300 grande prioridade que e\u0301 o bem total de cada pessoa e o Bem comum; a crise da solidariedade e da organiza\u00e7a\u0303o do trabalho; a crise da sau\u0301de, a que agora estamos especialmente sens\u00edveis pela conjuntura que nos afeta.<\/p>\n<p>Ora, a vigila\u0302ncia que o Evangelho recomenda, obriga-nos a estar atentos a todas elas. Ja\u0301 esta\u0303o instaladas entre no\u0301s ha\u0301 muito tempo, mas agora a pandemia da\u0301-lhes maior visibilidade e convida-nos a rever os comportamentos adotados perante elas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. A esperan\u00e7a na procura de uma nova normalidade<\/p>\n<p>A esperan\u00e7a motiva-nos e impele-nos para a procura de caminhos novos, portadores de uma normalidade que na\u0303o podera\u0301 ser aquela a que esta\u0301vamos habituados e a\u0300 qual dificilmente voltaremos.<\/p>\n<p>E e\u0301 bom termos em conta que ja\u0301 ha\u0301 muito tempo estamos a ser avisados sobre as grandes mudan\u00e7as em curso no nosso mundo e tambe\u0301m na vida da Igreja, aquilo que o pro\u0301prio Papa recorrentemente tem vindo a chamar de \u201cmudan\u00e7a de e\u0301poca\u201d.<\/p>\n<p>Esta e\u0301, portanto, a hora de no\u0301s, como Diocese, no conjunto das suas paro\u0301quias, grupos de paro\u0301quias, arciprestados, servi\u00e7os e movimentos aposto\u0301licos, refor\u00e7armos o nosso compromisso na procura conjunta da nova normalidade que a pandemia e as muitas crises a ela associadas nos esta\u0303o a impor.<\/p>\n<p>Aqui se situa a for\u00e7a da esperan\u00e7a, motivando-nos para o esfor\u00e7o de marcar presen\u00e7a e a\u00e7a\u0303o na vida da Igreja e do mundo.<\/p>\n<p>A esperan\u00e7a leva-nos a acreditar numa nova normalidade, na qual, primeiro que tudo, aprendamos a conviver com as crises que nos afetam, sem possibilidade de as superar, pelo menos ta\u0303o depressa quanto deseja\u0301vamos, e nos convidam a purificar e\u00a0repensar os nossos compromissos com Jesus Cristo e o Evangelho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. A obriga\u00e7\u00e3o de dar resposta \u00e0s necessidades dos mais fr\u00e1geis<\/p>\n<p>\u00c9 da mesma esperan\u00e7a que recebemos o incentivo para atender a tanta solida\u0303o e abandono que persistem no nosso mundo. Os idosos e os lares que os acolhem merecem muita mais aten\u00e7a\u0303o do que aquela que lhes tem sido dada.<\/p>\n<p>Essa e\u0301 mais uma raza\u0303o para as nossas comunidades crista\u0303s procurarem refor\u00e7ar as suas respostas a situa\u00e7o\u0303es desta natureza, mesmo diante das limita\u00e7o\u0303es que nos impo\u0303e a atual situa\u00e7a\u0303o pande\u0301mica. Na\u0303o podemos abandonar as pessoas, mas temos de saber concertar formas novas e inovadoras de as acompanhar. Trata\u0301-las como objeto descarta\u0301vel seria o pior esca\u0302ndalo, com o qual na\u0303o podemos pactuar.<\/p>\n<p>Todos no\u0301s fizemos alguma experie\u0302ncia de solida\u0303o, pelo menos durante os primeiros tempos de confinamento, quando fica\u0301mos impedidos de utilizar as habituais manifesta\u00e7o\u0303es de afeto, nomeadamente na despedida dos nossos familiares e amigos falecidos, a quem na\u0303o pudemos prestar a merecida homenagem.<\/p>\n<p>Foi doloroso e, dessa experie\u0302ncia, havemos de saber agora tirar partido para refor\u00e7ar o servi\u00e7o de apoio aos idosos, doentes e mais fra\u0301geis, assim como a nossa capacidade e disponibilidade para atender quem mais precisa.<\/p>\n<p>Somos assim alertados para a necessidade de criar ou motivar mais, nas nossas comunidades, os servi\u00e7os de caridade organizada, chamemos-lhes \u201cCaritas\u201d ou \u201cConfere\u0302ncias Vicentinas\u201d ou outras denomina\u00e7o\u0303es, sempre com a finalidade de descobrir e acompanhar as fragilidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5. A obriga\u00e7\u00e3o de motivarmos para participar nas celebra\u00e7\u00f5es da F\u00e9<\/p>\n<p>Fica\u0301mos proibidos de realizar, durante largo tempo, as nossas assembleias dominicais, o que, por um lado, apelou ao refor\u00e7o da experi\u00eancia da Igreja dome\u0301stica nas nossas fam\u00edlias, mas, por outro, fez passar a ideia falsa de que afinal e\u0301 a mesma coisa participar na assembleia celebrante ou assistir por transmissa\u0303o televisiva ou em streaming, pelas redes sociais. Na\u0303o ha\u0301 compara\u00e7a\u0303o poss\u00edvel! E pode mesmo acontecer que esta ilusa\u0303o continue instalada em algumas pessoas, a qual, associada a algum receio, as leve a justificar a sua na\u0303o participa\u00e7a\u0303o na assembleia dominical.<\/p>\n<p>Tambe\u0301m aqui temos de saber remar contra a mare\u0301 e educar para o verdadeiro sentido e dever, enquanto crista\u0303os, de participar sobretudo na assembleia do domingo.<\/p>\n<p>Sem preju\u00edzo de fazermos refor\u00e7ado apelo a\u0300 participa\u00e7a\u0303o nas celebra\u00e7o\u0303es, sobretudo nas assembleias dominicais, havemos de continuar a oferecer a\u0300s fam\u00edlias as ajudas necessa\u0301rias para progredirem na conscie\u0302ncia e na pra\u0301tica de verdadeiras Igrejas dome\u0301sticas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>6. Apelo ao empenho redobrado no servi\u00e7o da Catequese<\/p>\n<p>Outra a\u00e7a\u0303o eclesial muito afetada pela pandemia foi, e continua a ser, a catequese, nomeadamente a Catequese da infa\u0302ncia e adolesce\u0302ncia.<\/p>\n<p>Interrompemos o modo como se fazia catequese e encontramos novos modos que envolvem necessariamente as sesso\u0303es presenciais de catequese, mas tambe\u0301m a valoriza\u00e7a\u0303o de outros fatores importantes, que estavam, pelo menos em alguns casos, a ser esquecidos ou subalternizados. Entre eles esta\u0301 o compromisso dos pais no processo da catequese dos filhos, quanto poss\u00edvel dentro da experie\u0302ncia de uma fam\u00edlia que seja verdadeira Igreja dome\u0301stica, onde se reza, se escuta e partilha a Palavra, se ensaia o dia\u0301logo e a corre\u00e7a\u0303o fraterna, assim como se da\u0301 aten\u00e7a\u0303o a\u0300s diferen\u00e7as e a\u0300s fragilidades.<\/p>\n<p>Por sua vez, sendo a catequese essencialmente inicia\u00e7a\u0303o a\u0300 experie\u0302ncia da Fe\u0301, primeiro vivida pelos catequistas inseridos na comunidade e depois pelos catequizandos, a forma\u00e7a\u0303o dos catequistas tem de ser prioridade, pois ningue\u0301m da\u0301 o que na\u0303o tem. E tem de ir ale\u0301m da transmissa\u0303o de conhecimentos, sejam eles doutrinais, psicolo\u0301gicos, pedago\u0301gicos ou outros, e conduzir a\u0300 experie\u0302ncia da Fe\u0301 vivida para depois poder ser partilhada.<\/p>\n<p>Ora, e\u0301 precisamente isso que pretende a nova proposta de forma\u00e7a\u0303o dos catequistas, nomeadamente com o texto agora publicado, que leva o titulo \u201cSer catequista\u201d e pretende ser verdadeira catequese de adultos.<\/p>\n<p>Esperamos que este material possa ajudar os nossos catequistas a aprofundarem a sua Fe\u0301, para, com mais autoridade, nela poderem iniciar quantos lhes esta\u0303o confiados.<\/p>\n<p>Por outro lado, se antes ja\u0301 assim era, agora, com mais raza\u0303o, temos de deixar de pensar e organizar a catequese somente em fun\u00e7a\u0303o das festas que lhe andam ligadas, seja a Primeira Comunha\u0303o, a Profissa\u0303o de Fe\u0301 ou o Crisma. Antes, temos de fazer da catequese o percurso da Fe\u0301, que promove o amadurecimento pessoal e a inser\u00e7a\u0303o comunita\u0301ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>7. A renova\u00e7\u00e3o e reorganiza\u00e7\u00e3o das nossas comunidades<\/p>\n<p>A nova normalidade vai exigir-nos esfor\u00e7o conjunto para fazermos das nossas comunidades crista\u0303s &#8211; sejam elas paro\u0301quias ou unidades pastorais, sejam movimentos e obras de apostolado ou outros espa\u00e7os \u2013 lugares onde se experimenta a comunha\u0303o, a partilha fraterna, a participa\u00e7a\u0303o, o mais alargada poss\u00edvel, pela qual cada um descobre e po\u0303e ao servi\u00e7o as suas capacidades entendidas como verdadeiros dons de Deus ou carismas para enriquecimento de todos. E este sera\u0301 um dos melhores servi\u00e7os que no\u0301s podemos prestar a\u0300 pro\u0301pria sociedade no conjunto das suas estruturas de governo e de servi\u00e7o a\u0300s pessoas e a\u0300s comunidades, pois um dos grandes de\u0301fices que continuamos a sentir na sociedade atual e\u0301 o de\u0301fice de vida comunita\u0301ria.<\/p>\n<p>Se a pandemia, por um lado, nos obrigou a parar e a repensar as estrate\u0301gias, na\u0303o pode desvincular-nos do grande objetivo da nossa reorganiza\u00e7a\u0303o pastoral que e\u0301 criar condi\u00e7o\u0303es para que todos se sintam responsa\u0301veis e participantes na vida das suas comunidades e que todas as comunidades cres\u00e7am na conscie\u0302ncia da comunha\u0303o que deve existir entre si e da sua responsabilidade missiona\u0301ria.<\/p>\n<p>Na realidade, a nossa Fe\u0301 na\u0303o pode ser apenas um meio de conforto pessoal e de refu\u0301gio para defesa de medos e perigos vindos do exterior, mas sim e antes de mais, for\u00e7a que nos impele a levar a novidade de Jesus e do Evangelho ao mundo, a come\u00e7ar por aquele mundo que esta\u0301 mais perto de no\u0301s ou mesmo dentro dos nossos ambientes, mas continua estranho ao Bem Supremo que Jesus nos traz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>II Plano Pastoral Diocesano<\/p>\n<p>O novo ano litu\u0301rgico encontra a nossa Diocese com um plano pastoral que estava definido para tre\u0302s anos (2019-2022), com objetivos gerais e espec\u00edficos para cada um desses anos e voltado para o cuidado dos jovens e das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Assim, para o primeiro ano, propusemo-nos conhecer mais e melhor a realidade dos nossos jovens e fam\u00edlias. No segundo ano propusemo-nos atuar sobre estas duas realidades pastorais como fossem identificadas, sobretudo atrave\u0301s de iniciativas de acolhimento, acompanhamento e forma\u00e7a\u0303o. Para o terceiro ano a proposta feita e\u0301 celebrarmos juntos com os nossos jovens o entusiasmo da Jornada Mundial da Juventude e com as nossas fam\u00edlias a alegria do amor, num evento diocesano a definir.<\/p>\n<p>1. Do que program\u00e1mos ao que havemos de conseguir<\/p>\n<p>A fim de levar a\u0300 pra\u0301tica este plano pastoral trienal, no primeiro dos tre\u0302s anos (2019-2020) propusemo-nos, em concreto:<\/p>\n<p>a) No que se refere aos jovens, fazer a ana\u0301lise e o estudo da realidade juvenil e vocacional na nossa Diocese e organizar uma jornada pastoral sobre os jovens e a voca\u00e7a\u0303o.<\/p>\n<p>b) No que se refere a\u0300s fam\u00edlias, fazer a prospe\u00e7\u00e3o da realidade diferenciada das fam\u00edlias entre no\u0301s, incluindo a identifica\u00e7a\u0303o, por meios naturalmente discretos, das situa\u00e7o\u0303es que envolvam poss\u00edvel declara\u00e7a\u0303o de nulidade matrimonial, e organizar uma jornada pastoral sobre a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Estavam calendarizadas algumas atividades e iniciativas para atingir estes objetivos. Dadas as circunsta\u0302ncias, na\u0303o foram propriamente cumpridos os objetivos definidos para este primeiro ano, pelo menos nos moldes propostos. Mas sentimos que a sua importa\u0302ncia na\u0303o nos permite coloca\u0301-los de parte. Pelo contra\u0301rio, continuamos apostados em lhes dar cumprimento, embora conscientes das dificuldades impostas pela nova conjuntura.<\/p>\n<p>Assim pedimos aos agentes pastorais integradores destas duas realidades, especialmente aos departamentos diocesanos da pastoral Juvenil, Universita\u0301ria e Vocacional e da Pastoral Familiar, que, dentro do poss\u00edvel, procurem e utilizem estrate\u0301gias para irem concretizando estes objetivos.<\/p>\n<p>\u00c9 de real\u00e7ar que, no que a\u0300 pastoral juvenil diz respeito, ha\u0301 uma equipa diocesana a trabalhar para motivar a Diocese e os seus jovens rumo a Jornada Mundial da Juventude, que foi adiada do ano de 2022 para o de 2023, e os s\u00edmbolos que deviam ter sido entregues no passado Domingo de Ramos, em Roma, e que, devido a\u0300 pandemia, so\u0301 no u\u0301ltimo domingo, dia de Cristo, Rei do Universo, foram entregues.<\/p>\n<p>Tambe\u0301m a pastoral da Fam\u00edlia teve agendada para o passado dia 1 de maio uma jornada diocesana sobre a realidade familiar na nossa Diocese. O facto de as circunsta\u0302ncias na\u0303o terem permitido a sua realiza\u00e7a\u0303o, na\u0303o vai desfazer a vontade de levar por diante o levantamento referido, para o qual a nova coordena\u00e7a\u0303o deste servi\u00e7o pastoral vai canalizar esfor\u00e7os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. Na redefini\u00e7\u00e3o dos nossos calend\u00e1rios de atividades<\/p>\n<p>Para o ano 2020-2021 resolvemos na\u0303o produzir, como e\u0301 costume, um plano pastoral mais especifico ou um calenda\u0301rio de atividades pastorais programadas e definidas para se realizarem em lugares e tempos predeterminados.<\/p>\n<p>Reconhecemos que a planifica\u00e7a\u0303o pastoral, nestes tempos, permanece aberta a continuas adapta\u00e7o\u0303es que nos va\u0303o sendo exigidas, segundo o que as circunsta\u0302ncias em permanente mudan\u00e7a aconselham ou permitem.<\/p>\n<p>Este constitui claramente um trabalho acrescido para os distintos servi\u00e7os diocesanos, paroquiais ou interparoquiais, e tambe\u0301m para as insta\u0302ncias interme\u0301dias, como e\u0301 o caso dos arciprestados.<\/p>\n<p>Algumas das a\u00e7o\u0303es a desenvolver transitaram do calenda\u0301rio do ano anterior, por na\u0303o ter sido poss\u00edvel realiza\u0301-las, pelo menos nos moldes em que estavam programadas. Embora de forma ajustada a\u0300s novas condicionantes, iremos tentar retoma\u0301-las, particularmente as que foram programadas para a pastoral juvenil e para a pastoral familiar.<\/p>\n<p>Este e\u0301 o momento de os diferentes servi\u00e7os de pastoral exercerem a sua responsabilidade para discernir os procedimentos mais adaptados a\u0300 evolu\u00e7a\u0303o da situa\u00e7a\u0303o social que estamos a viver, sempre na procura da tal nova normalidade que nos permita viver a Fe\u0301 com esperan\u00e7a nos novos contextos impostos pela pandemia.<\/p>\n<p>Convido, por isso, todos os servi\u00e7os diocesanos de pastoral a se manterem vigilantes, em constante dia\u0301logo com os pa\u0301rocos, para discernirem as iniciativas que podem e devem ser desenvolvidas, em cada momento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. Reorganiza\u00e7\u00e3o da Diocese<\/p>\n<p>No final de 2019, que foi um ano missiona\u0301rio especial, em jornada pastoral com base no tema \u201cO Papa Francisco e a Missa\u0303o\u201d, indicaram-se caminhos para que toda a Diocese progredisse na conscie\u0302ncia da sua missa\u0303o como Igreja particular, sobretudo para levar a\u0300 pra\u0301tica a recomenda\u00e7a\u0303o de que toda a a\u00e7a\u0303o pastoral seja missiona\u0301ria.<\/p>\n<p>Para melhor concretizar essa a\u00e7a\u0303o pastoral em \u201cconstante sa\u00edda missiona\u0301ria\u201d, propusemo-nos tambe\u0301m que o ano 2019-2020 fosse o ano da aplica\u00e7a\u0303o das orienta\u00e7o\u0303es sobre a reorganiza\u00e7a\u0303o pastoral da Diocese, as quais foram amadurecidas desde a nossa Assembleia Diocesana realizada em 2017, atrave\u0301s de Comissa\u0303o nomeada para o efeito.<\/p>\n<p>Ate\u0301 este momento, foram emitidos dois decretos, um sobre a constitui\u00e7a\u0303o dos novos arciprestados e outro sobre a constitui\u00e7a\u0303o e organiza\u00e7a\u0303o dos servi\u00e7os diocesanos. Foi ja\u0301 poss\u00edvel reunir cada um dos sete arciprestados e eleger os respetivos arciprestes e delegados ao Conselho Presbiteral. Esta\u0303o a ser constitu\u00eddos os conselhos pastorais arciprestais e tambe\u0301m decorre a reflexa\u0303o e o dia\u0301logo sobre cada um dos conjuntos de paro\u0301quias que havemos de fazer evoluir para as futuras unidades pastorais.<\/p>\n<p>Mesmo tendo em conta as adversidades causadas pela pandemia do novo coronav\u0131\u0301rus, pretendemos continuar este labor, dando os passos poss\u00edveis que as circunsta\u0302ncias atuais forem permitindo.<\/p>\n<p>III Na prepara\u00e7\u00e3o e celebra\u00e7\u00e3o do Natal<\/p>\n<p>Como sabemos, o Advento, para ale\u0301m de dar in\u00edcio a um novo ano, e\u0301 tamb\u00e9m prepara\u00e7a\u0303o para o Natal.<\/p>\n<p>Tanto a prepara\u00e7a\u0303o como a celebra\u00e7a\u0303o do Natal, este ano, na\u0303o va\u0303o ser iguais aos anos anteriores. Mas a verdade e\u0301 que o acontecimento do Natal permanece. Nas circunsta\u0302ncias atuais, torna-se ainda mais necess\u00e1ria a mensagem que brota do Natal.<\/p>\n<p>Vamos procurar, com criatividade e partilha de sugest\u00f5es o mais alargada poss\u00edvel, encontrar as formas ajustadas a cada comunidade, a cada lugar e a cada ambiente para que a celebra\u00e7a\u0303o do Nascimento do Salvador continue a ser motivo de alegria e de esperan\u00e7a, especialmente em tempos de maior sofrimento, como os que estamos a viver.<\/p>\n<p>Mesmo com os novos constrangimentos, as novenas da Imaculada e do Natal na\u0303o sera\u0303o proibidas. Na\u0303o podera\u0303o, e\u0301 certo, ter as expresso\u0303es efusivas dos anos anteriores.<\/p>\n<p>Tambe\u0301m os habituais atendimentos a\u0300s pessoas, que geralmente procuram os sacerdotes, em maior nu\u0301mero, para prepararem o Natal, sobretudo com o Sacramento da Reconcilia\u00e7a\u0303o, na\u0303o os vamos interromper, embora respeitando sempre as regras e cuidados imprescind\u00edveis.<\/p>\n<p>Pedimos a be\u0302n\u00e7a\u0303o de Deus e a prote\u00e7a\u0303o maternal de Maria Sant\u00edssima e confiamos-lhes todo o nosso esfor\u00e7o para promover a vive\u0302ncia e o anu\u0301ncio da Fe\u0301, ao longo deste novo ano.<\/p>\n<p>29.11.2020, I Domingo do Advento<\/p>\n<p>+Manuel R. Fel\u00edcio, Bispo da Guarda<\/p>\n<p>C\u00faria Diocesana da Guarda<br \/>\nRua do Encontro, 35<br \/>\n6300-704 Guarda<br \/>\n<a href=\"mailto:dioceseguarda@gmail.com\">dioceseguarda@gmail.com<\/a><\/p>\n<p>Secretariado Diocesano da Coordena\u00e7\u00e3o Pastoral<br \/>\n<a href=\"mailto:sec.pastoral.guarda@gmail.com\">sec.pastoral.guarda@gmail.com<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cVigiai, porque na\u0303o sabeis quando chega o momento&#8230; O que vos digo a vo\u0301s, digo-o a todos: vigiai\u201d (Marcos 13, 33-37).<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":157004,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[168],"class_list":["post-192462","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-da-guarda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/192462","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=192462"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/192462\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/157004"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=192462"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=192462"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=192462"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}