{"id":191801,"date":"2020-11-28T09:00:11","date_gmt":"2020-11-28T09:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=191801"},"modified":"2020-11-25T15:46:47","modified_gmt":"2020-11-25T15:46:47","slug":"lusofonias-o-bom-dia-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-o-bom-dia-de-deus\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; O \u2018Bom dia!\u2019 de Deus"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Roma<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/lusofonias-advento-missionario.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-191804\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/lusofonias-advento-missionario.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/lusofonias-advento-missionario.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/lusofonias-advento-missionario-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/lusofonias-advento-missionario-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/lusofonias-advento-missionario-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/lusofonias-advento-missionario-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/lusofonias-advento-missionario-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/lusofonias-advento-missionario-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Com o Advento renasce, ano ap\u00f3s ano, a esperan\u00e7a de melhores dias. Este solene an\u00fancio do Natal faz despontar nos cora\u00e7\u00f5es a ternura do Pres\u00e9pio. Neste 2020, os Bispos de Portugal inovaram, ao publicar uma mensagem in\u00e9dita no estilo. N\u00e3o est\u00e1vamos habituados a este g\u00e9nero de \u2018provoca\u00e7\u00f5es pr\u00e9-natais\u2019. A Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa (CEP) escreveu um texto de reflex\u00e3o para este tempo lit\u00fargico marcado pela pandemia. \u2018<strong><em>Deus vem e enche o nosso tempo de \u201cBom-Dia<\/em><\/strong>\u201d!&#8230;\u00e9 um t\u00edtulo provocador, como o resto do texto o comprova. Dizem os nossos Pastores: \u2018Advento. Deus vem. Deus vem, Deus sa\u00fada, Deus fala, Deus ama, Deus chama, Deus ordena, Deus escuta, Deus responde, Deus envia. Advento. Sujeito Deus. Primeiro Deus. O Deus do Advento, o Deus que Vem traz consigo uma grande carga verbal, que conv\u00e9m que se torne \u201cviral\u201d na nossa vida. Imita\u00e7\u00e3o de Deus. Deus que vem para nos dizer \u201cBom-Dia!\u201d, que \u00e9 o modo de fazer do Senhor Ressuscitado quando se apresenta no meio de n\u00f3s, e diz: \u201c<em>Shal\u00f4m<\/em>!\u201d, \u201cA Paz convosco!\u201d\u2019.<\/p>\n<p>Somos obrigados a responder \u2018bom dia\u2019 ao \u2018bom dia\u2019 de Deus, com todas as implica\u00e7\u00f5es que tal resposta traz \u00e0s nossas vidas. Dizem os Bispos: \u2018Quando algu\u00e9m te diz: \u201cBom-Dia!\u201d, j\u00e1 sabes ent\u00e3o o que isso significa, implica, replica, multiplica. Imagina agora que \u00e0 beira da estrada encontras um pobre homem ca\u00eddo, abandonado, a esvair-se em sangue. Ao ver-te passar, balbucia para ti, ou apenas acende uma voz dentro de ti, que te diz, mesmo sem o dizer: \u201cOlha para mim\u201d, \u201colha por mim\u201d, \u201ccuida de mim\u201d. Repara bem que o pobre n\u00e3o te diz: \u201cSe quiseres, podes cuidar de mim\u201d. Se assim fosse, podias pensar e decidir, sem precisares de descer do trono da tua sacrossanta liberdade de escolha. Mas o \u201ccuida de mim\u201d que o pobre balbucia para ti n\u00e3o \u00e9 opcional: \u00e9 uma s\u00faplica que \u00e9 um mandamento; n\u00e3o tens op\u00e7\u00e3o de escolha; tu \u00e9 que foste escolhido; tens de <em>responder<\/em> que sim, debru\u00e7ando-te sobre o pobre desvalido que ordena e implora o teu aux\u00edlio. Repara bem: o pobre que jaz \u00e0 beira da estrada elege-te e obriga-te, sem te obrigar, a debru\u00e7ares-te sobre ele. Movimento inaudito: agora que te debru\u00e7aste sobre ele, que ordenou e implorou o teu aux\u00edlio, podes entender melhor a sua condi\u00e7\u00e3o de soberano. Ele \u00e9, na verdade, o \u00fanico verdadeiro soberano, pois sem te apontar nenhuma espingarda ou ma\u00e7o de dinheiro, fez com que tu te debru\u00e7asses sobre ele, libertando-te dos teus projetos e neg\u00f3cios, hor\u00e1rios, agendas, calend\u00e1rios. Os poderosos e tiranos podem e sabem apenas escravizar-te. Mas n\u00e3o podem nem sabem libertar-te!\u2019.<\/p>\n<p>A prepara\u00e7\u00e3o para o Natal faz-se, este ano especial, com a ang\u00fastia de um v\u00edrus que nos obriga a enfrentar juntos a tempestade que ele levantou. Como ningu\u00e9m se salva sozinho e tudo est\u00e1 interligado, este tempo vai-nos obrigar a uma redobrada aten\u00e7\u00e3o para com os mais pequenos e descartados: \u2018O andamento do Advento traz-nos um Deus que vem para o meio de n\u00f3s e da nossa anemia e pandemia, e diz: \u201cBom-Dia\u201d, e suplicando ordena: \u201cCuida de mim\u201d. \u00c9 terr\u00edvel termos de assumir que, se n\u00e3o cuidamos bem dos pobres e necessitados, tamb\u00e9m n\u00e3o cuidamos bem de Deus! Mas \u00e9 <em>agora<\/em> o tempo favor\u00e1vel! \u00c9 <em>agora<\/em> o dia da salva\u00e7\u00e3o! \u00c9 agora o tempo da enchente da Palavra de Deus, de que n\u00e3o devemos fugir, mas a que nos devemos expor. O nosso \u201ceu\u201d patronal e autorreferencial entrar\u00e1 em crise, e teremos de mudar comportamentos. Acolher e responder deve ser o nosso alimento. O Deus que vem n\u00e3o vem mudar as situa\u00e7\u00f5es. Vem mudar os cora\u00e7\u00f5es. E s\u00e3o os nossos cora\u00e7\u00f5es mudados que podem mudar as situa\u00e7\u00f5es. O Advento \u00e9 tempo de mudan\u00e7a e de esperan\u00e7a. Celebrar o Advento \u00e9 deixar entrar em n\u00f3s esta torrente de Bondade, esta Sauda\u00e7\u00e3o, este <em>Shal\u00f4m<\/em>, esta Paz, este \u201cBom-Dia\u201d, este \u201cCuida de mim\u201d. E responder \u201cBom-Dia!\u201d, e responder que \u201cSim\u201d\u2019.<\/p>\n<p>Os Bispos de Portugal fizeram a sua parte: incomodaram-nos com uma Mensagem que obriga a reflectir, a rezar e a agir. Somos empurrados nas dire\u00e7\u00f5es das periferias e margens onde se encontram os que foram batidos pelos bandidos e est\u00e3o \u00e0 espera dos bons samaritanos. Todas as v\u00edtimas da hist\u00f3ria aguardam uma resposta de Deus aos seus dramas. Mas\u2026\u2019 a resposta de Deus hoje somos n\u00f3s. \u00abDesci a fim de libertar o meu povo da m\u00e3o dos eg\u00edpcios\u2026\u00bb, diz Deus a Mois\u00e9s, mas pega logo em Mois\u00e9s pela m\u00e3o, e diz-lhe: \u00abE agora vai; Eu te envio ao Fara\u00f3, e faz sair do Egito o meu povo\u00bb (\u00caxodo 3,8.10). Texto grandioso e emblem\u00e1tico. O Deus do Advento vem para o meio desta pandemia, pega na nossa m\u00e3o, muda o nosso cora\u00e7\u00e3o e envia-nos a mudar a situa\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 aberta a oficina do Advento: enquanto uns se afadigam na vacina, outros nos hospitais, outros nos lares, nas farm\u00e1cias, na padaria, empenhemo-nos todos em encher este mundo de Paz, de Esperan\u00e7a e de \u201cBom-Dia\u201d, \u00e0 imagem e sob a prote\u00e7\u00e3o maternal de Maria!\u2019.<\/p>\n<p>Multiplicam-se campanhas e apelos \u00e0 solidariedade com os mais fr\u00e1geis das nossas sociedades, ao perto e ao longe. O Natal que a\u00ed vem chama a aten\u00e7\u00e3o da urg\u00eancia da partilha com quem vive nas periferias e margens e, por isso, faz parte dos descartados que n\u00e3o t\u00eam vez nem voz, v\u00edtimas da globaliza\u00e7\u00e3o da indiferen\u00e7a. \u00c9 tempo de gritar mais alto por justi\u00e7a, paz, p\u00e3o, casa, trabalho para todos, em qualquer parte do nosso mundo onde vivem humanos.<\/p>\n<p>Advento \u00e9 tempo de esperan\u00e7a. N\u00e3o de espera pachorrenta de que algo de especial venha sentar-se ao nosso colo no sof\u00e1. \u00c9 Uma esperan\u00e7a viva, activa, persistente, que nos faz viajar ru<\/p>\n<p>mo a Bel\u00e9m onde o Deus do Pres\u00e9pio nos visita com a finalidade de a todos salvar. Caminhemos, com amor solid\u00e1rio, em direc\u00e7\u00e3o ao Natal.<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-191801-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/lusofonias.advento2020-28-11-2020.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/lusofonias.advento2020-28-11-2020.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/lusofonias.advento2020-28-11-2020.mp3<\/a><\/audio>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em Roma<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":114253,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-191801","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191801","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=191801"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191801\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/114253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=191801"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=191801"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=191801"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}