{"id":191014,"date":"2020-11-19T11:33:50","date_gmt":"2020-11-19T11:33:50","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=191014"},"modified":"2020-11-19T11:33:50","modified_gmt":"2020-11-19T11:33:50","slug":"a-cruz-escondida-120","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-120\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Funda\u00e7\u00e3o AIS lan\u00e7a campanha para apoiar as Irm\u00e3s Dominicanas no Iraque<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4><strong><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/fais-dominicanas-iraque.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-191015\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/fais-dominicanas-iraque.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/fais-dominicanas-iraque.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/fais-dominicanas-iraque-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/fais-dominicanas-iraque-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/fais-dominicanas-iraque-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/fais-dominicanas-iraque-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/fais-dominicanas-iraque-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/fais-dominicanas-iraque-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/fais-dominicanas-iraque-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><\/strong><\/h4>\n<h4><strong>Regresso ao futuro<\/strong><\/h4>\n<p>Na Plan\u00edcie de N\u00ednive, no Iraque, vivem-se dias entre a ang\u00fastia de um passado tr\u00e1gico e a euforia de um tempo novo sem l\u00e1grimas nem sofrimento. Nessas terras b\u00edblicas, os crist\u00e3os assistiram em 2014 \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o das suas casas e propriedades pelos jihadistas do Daesh. Tiveram de fugir. Foi h\u00e1 seis anos. Parece uma eternidade. Ap\u00f3s a derrota militar dos terroristas, chegou a hora do regresso. Do regresso a casa.<\/p>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o AIS est\u00e1 profundamente empenhada no apoio \u00e0s fam\u00edlias crist\u00e3s e a todas as comunidades religiosas para que o regresso a casa no Iraque aconte\u00e7a o mais rapidamente poss\u00edvel. Para que isso se torne poss\u00edvel, \u00e9 preciso recuperar as casas, infraestruturas, \u00e1gua, luz, canaliza\u00e7\u00f5es\u2026. \u00c9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m garantir salas de aulas para as crian\u00e7as. Nenhuma fam\u00edlia aceitar\u00e1 regressar se os seus filhos n\u00e3o tiverem uma escola \u00e0 sua espera. Essa \u00e9 uma miss\u00e3o que as Irm\u00e3s Dominicanas levam muito a s\u00e9rio. Em Batnaya, estas religiosas trabalham para a abertura do jardim-de-inf\u00e2ncia, uma das infraestruturas que a Igreja est\u00e1 a providenciar com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o AIS. Em Batnaya j\u00e1 existe um posto para cuidados de sa\u00fade, o abastecimento de \u00e1gua e electricidade j\u00e1 est\u00e1 tamb\u00e9m assegurado. Faltam as crian\u00e7as. Mas a Plan\u00edcie de N\u00ednive \u00e9 uma vasta regi\u00e3o e as Irm\u00e3s Dominicanas sonham com o dia em que regressar\u00e3o a todos os lugares onde j\u00e1 estiveram, a todos os conventos, a todas as casas. \u00c9 um sonho que cresce de dia para dia. Luma Khuder e Nazek Matty, Irm\u00e3s Dominicanas de Santa Catarina de Sena, assim como mais 68 religiosas, n\u00e3o tiveram alternativa quando, no Ver\u00e3o de 2014, a regi\u00e3o foi tomada de assalto pelos homens de negro. Tiveram de fugir. Tiveram de abandonar o convento em Teleskuf. Quando olharam pela \u00faltima vez para o convento de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio n\u00e3o conseguiram esconder as l\u00e1grimas. Estavam a partir. Mas hoje, \u00e9 com uma alegria indisfar\u00e7ada que falam tamb\u00e9m no regresso a casa depois de terem vivido como refugiadas em Erbil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Anjos da guarda<\/strong><\/h4>\n<p>Os tempos em que as irm\u00e3s foram refugiadas entre refugiados em Erbil v\u00e3o ficar para sempre impressos nas suas mem\u00f3rias. \u00c0 sua volta estavam centenas e centenas de pessoas, fam\u00edlias destro\u00e7adas, homens e mulheres completamente perdidos. As irm\u00e3s transformaram-se, naqueles dias cinzentos de 2014, em verdadeiros anjos da guarda. \u201cEm 2014, assim que cheg\u00e1mos a Erbil, recorda a Irm\u00e3 Luma, come\u00e7\u00e1mos a distribuir alimentos, leite e fraldas.\u201d Era preciso atender todos aqueles refugiados. Era preciso estar \u00e0 altura do drama que se estava a viver por ali. Os jihadistas expulsaram as irm\u00e3s do convento em Teleskuf. E elas responderam criando v\u00e1rios conventos em Erbil\u2026 Esses conventos improvisados tornaram-se no sinal do afecto da Igreja perante todos os desalojados que ali desaguavam depois de terem sido expulsos de suas casas, das suas aldeias, dos lugares onde sempre viveram. Os \u201cConventos de Emerg\u00eancia\u201d, como ficaram conhecidos, s\u00e3o um verdadeiro monumento \u00e0 solidariedade que se improvisou \u00e0s vezes quase do nada naqueles meses de sobressalto. Chegavam migalhas de ajuda dos quatro cantos do mundo que ali se transformavam em p\u00e3o e vida. No desterro em que se encontravam os crist\u00e3os fugidos da Plan\u00edcie de N\u00ednive, as irm\u00e3s Dominicanas foram, na sua infinita bondade, um sinal do c\u00e9u de que o mal n\u00e3o triunfar\u00e1. Agora, estas mulheres que decidiram entregar as suas vidas a Deus, est\u00e3o prontas para regressar a casa. A Funda\u00e7\u00e3o AIS est\u00e1 envolvida nesse projecto extraordin\u00e1rio de levar os crist\u00e3os de volta para a Plan\u00edcie de N\u00ednive. Com a solidariedade dos benfeitores da AIS em Portugal e em todo o mundo, j\u00e1 falta pouco para esse dia acontecer. Ser\u00e1 o regresso ao futuro dos crist\u00e3os \u00e0s terras b\u00edblicas\u2026<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Funda\u00e7\u00e3o AIS lan\u00e7a campanha para apoiar as Irm\u00e3s Dominicanas no Iraque<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-191014","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191014","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=191014"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191014\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=191014"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=191014"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=191014"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}