{"id":19101,"date":"2006-07-13T11:19:19","date_gmt":"2006-07-13T11:19:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/07\/13\/a-espiritualidade-do-matrimonio-cristao\/"},"modified":"2006-07-13T11:19:19","modified_gmt":"2006-07-13T11:19:19","slug":"a-espiritualidade-do-matrimonio-cristao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-espiritualidade-do-matrimonio-cristao\/","title":{"rendered":"A espiritualidade do matrim\u00f3nio crist\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Homilia do Cardeal James Francis Stafford na Peregrina\u00e7\u00e3o Anivers\u00e1ria de Julho em F\u00e1tima <!--more--> A espiritualidade do homem e da mulher casados significa que ambos vivem de acordo com o Esp\u00edrito Santo. A minha homilia vai explicar em que consiste esta vida conjugal de acordo com o Esp\u00edrito. Ter\u00e1 tr\u00eas partes: 1) a espiritualidade conjugal fundamenta-se no mist\u00e9rio do Verbo Encarnado, Jesus Cristo, o Esposo da Igreja; 2) o arqu\u00e9tipo da espiritualidade conjugal encontra-se na rela\u00e7\u00e3o entre Cristo e a Igreja; 3) a realiza\u00e7\u00e3o concreta deste mist\u00e9rio encontra-se, por exemplo, no matrim\u00f3nio do primeiro casal a ser beatificado pela Igreja: Luigi e Maria Quattrochi. 1) A espiritualidade conjugal fundamenta-se no mist\u00e9rio do Verbo Encarnado, Jesus Cristo, o Esposo da Igreja. A subst\u00e2ncia da primeira leitura, tirada do Livro do G\u00e9nesis, repete-se e aprofunda-se na leitura tirada da Ep\u00edstola aos Ef\u00e9sios: \u201cE os dois ser\u00e3o uma s\u00f3 carne\u2019. Este \u00e9 um profundo mist\u00e9rio, e o que eu digo \u00e9 que se refere a Cristo e \u00e0 Igreja\u201d. Aqui, S\u00e3o Paulo esclarece o mist\u00e9rio da comunh\u00e3o de Cristo com os \u2018santos\u2019 da Igreja por meio de um sinal nupcial: o ser \u2018uma s\u00f3 carne\u2019 do homem e da mulher. Ele mostra assim que a nupcialidade \u00e9 uma caracter\u00edstica essencial do amor. E insiste em que o mist\u00e9rio da Encarna\u00e7\u00e3o encerra uma l\u00f3gica especial. Quer dizer que o Deus Invis\u00edvel Se torna Vis\u00edvel atrav\u00e9s de uma genu\u00edna manifesta\u00e7\u00e3o de Si Mesmo no mundo do homem e em sua hist\u00f3ria. O Primeiro Pref\u00e1cio de Natal transmite lindamente a representa\u00e7\u00e3o que Deus faz de Si Mesmo na Encarna\u00e7\u00e3o: \u201cPor meio do mist\u00e9rio do Verbo Encarnado, a nova luz da Vossa claridade brilhou aos olhos da nossa mente, para que, conhecendo n\u00f3s Deus de modo vis\u00edvel, possamos ser arrebatados por este meio para o amor de coisas invis\u00edveis\u201d. 2) O arqu\u00e9tipo da espiritualidade conjugal encontra-se na rela\u00e7\u00e3o entre Cristo e a Igreja. S\u00e3o Paulo usa a imagem do amor de esposos em G\u00e9nesis para ilustrar \u201co plano do mist\u00e9rio escondido, durante s\u00e9culos, em Deus\u201d (Ef.3-9). Aqui ele fala do sacramento nupcial entre Cristo e a Sua Igreja. Cristo \u00e9 o Esposo e a Igreja a Esposa. O mist\u00e9rio da l\u00f3gica nupcial de Jesus e da Igreja presume que o homem e a mulher crist\u00e3os juntos em matrim\u00f3nio sacramental, como marido e mulher, est\u00e3o inseridos numa rela\u00e7\u00e3o distinta e pessoal um com o outro. Nos escritos prof\u00e9ticos, na literatura hebraica sobre a sabedoria e nos salmos, a caracteriza\u00e7\u00e3o de Israel como \u2018esposa\u2019 manteve-se principalmente como imagem \u00e9tica e jur\u00eddica. No Novo Testamento esta caracteriza\u00e7\u00e3o \u00e9, acima de tudo, radicalmente alterada pela Encarna\u00e7\u00e3o do Verbo: o car\u00e1cter de \u2018esposa\u2019 \u00e9 agora baseado inteiramente no \u2018ser uma s\u00f3 carne\u2019 do Verbo Encarnado (\u201cUma s\u00f3 pessoa em cada uma das naturezas. Una persona in utraque natura\u201d-Santo Agostinho). Santo Agostinho insiste em que a natureza humana foi assumida pela uni\u00e3o pessoal com o Verbo Eterno no mesmo instante em que foi criada. A Sua natureza humana foi criada pela pr\u00f3pria assun\u00e7\u00e3o (ipsa assumptione) de tal modo que \u201cdesde que Ele come\u00e7ou a ser homem, nenhuma outra coisa a n\u00e3o ser o Filho de Deus come\u00e7ou a ser homem\u201d. Assim a Igreja\/Esposa encontra a sua origem e identidade na natureza humana de Cristo. Porque o Verbo se identifica com o servo humano cuja natureza Ele assumiu, o sujeito \u2018Igreja\/Esposa\u2019, juntamente com todos os baptizados, que recebem cada um a revela\u00e7\u00e3o de um modo pr\u00f3prio a cada um, deve necessariamente realizar uma encarna\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 Encarna\u00e7\u00e3o do Verbo de Deus. Na primeira leitura ouvimos que no princ\u00edpio da hist\u00f3ria humana existiu uma criatura de uma complementaridade \u00fanica: um homem e uma mulher. Assim o dado original humano n\u00e3o era a identidade, mas a rela\u00e7\u00e3o. Quando Ad\u00e3o foi apresentado a Eva, ele viu beleza, verdade e bondade nela, e por isso cantou a primeira can\u00e7\u00e3o de amor: \u201cEsta \u00e9 finalmente osso dos meus ossos e carne da minha carne; ela chamar-se-\u00e1 Mulher porque foi tirada do Homem\u201d. Por isso o homem n\u00e3o se deve resignar a um universo surdo \u00e0 sua m\u00fasica e indiferente aos seus anseios, aos seus sofrimentos ou mesmo aos seus crimes. Esse universo n\u00e3o pode ser definido em termos de progresso material, uma vez que estamos a descobrir, para nossa tristeza e desalento, que o pre\u00e7o do progresso \u00e9 a morte do esp\u00edrito. O mundo n\u00e3o \u00e9 simples fruto da evolu\u00e7\u00e3o; n\u00e3o se pode basear na sobreviv\u00eancia do mais forte, na economia globalizada. O universo n\u00e3o \u00e9 tosco e sem esperan\u00e7a; n\u00e3o se parece mais com um campo de batalha do que com uma orquestra. O facto de haver um homem e uma mulher desde o princ\u00edpio basta para crer na vis\u00e3o nupcial do fim que realmente \u00e9 o princ\u00edpio: \u201cEu vi a cidade santa, a Nova Jerusal\u00e9m, que descia do C\u00e9u de junto de Deus, ataviada como esposa adornada para o seu esposo, e ouvi uma voz alta que vinha do trono e dizia: \u2018Eis a morada de Deus entre os homens\u2019\u201d (Apoc.21,2-3). 3) A realiza\u00e7\u00e3o concreta deste mist\u00e9rio encontra-se, por exemplo, no matrim\u00f3nio do primeiro casal a ser formalmente beatificado pela Igreja: Luigi e Maria Quattrocchi. Vemos esta realidade do significado do come\u00e7o realizado no matrim\u00f3nio crist\u00e3o. Estou a pensar na bondade, verdade e beleza reveladas na rela\u00e7\u00e3o entre o Beato Luigi Beltrame Quattrocchi e a Beata Maria Beltrame Quattrocchi. Em 2001 a Igreja Cat\u00f3lica Romana beatificou o primeiro casal, em toda a sua hist\u00f3ria. A Igreja achou que o casal Quattrocchi era uma extraordin\u00e1ria testemunha do profundo mist\u00e9rio que \u00e9 o sacramento do matrim\u00f3nio. E assim este casal italiano dos nossos tempos foi promovido ao grau de \u201cbeato\u201d \u2013 apenas a um passo formal da santidade \u2013 depois de ter sido julgado modelo da \u2018espiritualidade crist\u00e3\u2019, vivendo heroicamente o matrim\u00f3nio e a fam\u00edlia. O Papa Jo\u00e3o Paulo II declarou aquando da sua beatifica\u00e7\u00e3o em 2001: \u201cQueridas fam\u00edlias, hoje temos a singular confirma\u00e7\u00e3o de que o caminho da santidade, seguido juntos como casal, \u00e9 poss\u00edvel, \u00e9 lindo, \u00e9 extraordinariamente frutuoso e \u00e9 fundamental para o bem da fam\u00edlia, da Igreja e da sociedade\u201d. Ele proferiu palavras especiais de encorajamento para os casais que experimentam o drama da separa\u00e7\u00e3o, a doen\u00e7a ou a morte dum filho. O \u00fanico casal antes deste a quem foi dado tal honra foram os m\u00e1rtires Aquila e Prisca, os quais se tornaram santos nos prim\u00f3rdios do Cristianismo, antes de ser estabelecido o processo formal de beatifica\u00e7\u00e3o. Os esposos Beltrame Quattrocchi nasceram ambos na d\u00e9cada de 1880\/89. Casaram-se em 1905 e passaram toda a sua vida em Roma. Tiveram quatro filhos, dos quais tr\u00eas se tornaram religiosos. Os dois rapazes foram ordenados sacerdotes. Uma das raparigas fez-se freira. Os dois sacerdotes concelebraram com o Sumo Pont\u00edfice a Missa de beatifica\u00e7\u00e3o de seus pais. O quarto filho tamb\u00e9m participou na Santa Missa. Se o quarto filho, o mais novo, tivesse entrado para a vida religiosa, Luigi e Maria haviam decidido que eles mesmos entrariam para a vida consagrada. Houve jornais que relataram que os filhos disseram que o casal decidira, ao fim de vinte anos, dormir em camas separadas, vivendo como irm\u00e3os os restantes 26 anos. Luigi morreu em 1951; era advogado e trabalhou no governo e em bancos, sendo ainda muito activo em v\u00e1rios grupos cat\u00f3licos. Em 1939, Dino Grandi, o ministro italiano da Justi\u00e7a no regime de Mussolini, ofereceu a Luigi o alto cargo de Procurador Geral do Estado Italiano, mas ele recusou, para evitar ficar associado ao governo fascista. A esposa morreu em 1965; era professora e escritora. Durante a Primeira Guerra Mundial confortou soldados. Mais tarde estudou enfermagem e acompanhava inv\u00e1lidos em peregrina\u00e7\u00e3o a santu\u00e1rios, como Lourdes, Fran\u00e7a. \u201cA nossa fam\u00edlia era uma fam\u00edlia normal que tentava viver os diversos relacionamentos num plano de alta espiritualidade\u201d, disse Dom Tarc\u00edsio Beltrame Quattrocchi, um dos quatro filhos do casal, numa entrevista. O casal, ao princ\u00edpio, apoiava o regime do ditador Mussolini, mas mais tarde rejeitou o fascismo e abriu as portas de sua casa a membros da resist\u00eancia. Por vezes emprestava as vestes clericais de seus filhos sacerdotes para ajudar esses membros da resist\u00eancia a evitarem captura pelos ocupantes Nazis. Registos detalhados das beatifica\u00e7\u00f5es s\u00f3 come\u00e7aram a ser mantidos h\u00e1 cinco s\u00e9culos. Luigi e Maria Beltrame Quattrocchi tornaram-se, respectivamente, no 1.273\u00ba e 1.274\u00ba cat\u00f3licos a serem beatificados pelo Sumo Pont\u00edfice. \u00c0 luz do que fica aqui dito, eu desejo mencionar explicitamente aquela caracter\u00edstica do matrim\u00f3nio crist\u00e3o que \u00e9, em certo sentido, como escreveu o Cardeal Angelo Scola, fundamental para o la\u00e7o matrimonial que une homem e mulher no v\u00ednculo nupcial: a sua indissolubilidade. Uma das vis\u00f5es de Ezequiel (37-15 &#038; ss) tem sido fundamental para o meu entendimento do matrim\u00f3nio. Trata-se do sinal dos paus que Deus torna milagrosamente num s\u00f3. Esta ac\u00e7\u00e3o divina significa o milagre que Deus opera ao unir de novo Israel e Jud\u00e1 numa s\u00f3 na\u00e7\u00e3o. Durante d\u00e9cadas esta vis\u00e3o tem sido para mim a interpreta\u00e7\u00e3o fundamental da comunh\u00e3o indissol\u00favel de marido e mulher, concedida por Deus no matrim\u00f3nio. O matrim\u00f3nio sacramental \u00e9 indissol\u00favel apenas porque \u00e9 participa\u00e7\u00e3o na total e irrevog\u00e1vel comunh\u00e3o de Jesus, o Esposo, com a Igreja, Sua Esposa. Para o homem e a mulher, que se unem em matrim\u00f3nio crist\u00e3o, as implica\u00e7\u00f5es s\u00e3o claras. Ambos devem empenhar-se em transfigurar aquilo que ao princ\u00edpio \u00e9 primariamente um amor de apego f\u00edsico, o eros, naquela esp\u00e9cie de amor que reconhece ser agarrado por e transformado no amor \u2018agape\u2019 de Deus, aquele amor que se esvazia de si mesmo para receber o outro. E vou terminar com aquele magn\u00edfico entendimento do que \u00e9 realmente o matrim\u00f3nio sacramental manifestado pelo Papa Bento XVI. Escreve ele em sua Enc\u00edclica \u2018Deus Caritas Est\u2019:\u201dDo ponto de vista da cria\u00e7\u00e3o, o \u2018eros\u2019 aponta ao homem o caminho do matrim\u00f3nio, um v\u00ednculo \u00fanico e definitivo; assim e s\u00f3 assim \u00e9 que ele cumpre o seu mais profundo des\u00edgnio. Correspondendo a um Deus \u00fanico temos um matrim\u00f3nio mon\u00f3gamo. O matrim\u00f3nio baseado num amor exclusivo e definitivo torna-se o \u00edcone da rela\u00e7\u00e3o entre Deus e Seu povo e vice-versa. O modo como Deus ama torna-se a medida do amor humano\u201d(12).  <i>Cardeal J. Francis Stafford, Penitenci\u00e1rio-mor<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do Cardeal James Francis Stafford na Peregrina\u00e7\u00e3o Anivers\u00e1ria de Julho em F\u00e1tima<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,191,199,206,207,237,267,303,326],"class_list":["post-19101","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-economia","tag-espiritualidade","tag-familia","tag-fatima","tag-joao-paulo-ii","tag-natal","tag-santuarios","tag-vida-consagrada"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19101","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19101"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19101\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19101"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19101"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19101"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}