{"id":19100,"date":"2006-07-13T11:16:39","date_gmt":"2006-07-13T11:16:39","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/07\/13\/cardeal-stafford-destaca-virtude-da-pureza\/"},"modified":"2006-07-13T11:16:39","modified_gmt":"2006-07-13T11:16:39","slug":"cardeal-stafford-destaca-virtude-da-pureza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cardeal-stafford-destaca-virtude-da-pureza\/","title":{"rendered":"Cardeal Stafford destaca virtude da pureza"},"content":{"rendered":"<p>Homilia na noite de 12 de Julho, em F\u00e1tima <!--more--> O tema catequ\u00e9tico do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima este ano \u00e9 \u201c Sexto Mandamento: Guardar Castidade\u201d. O sexto mandamento chama os baptizados \u00e0 pr\u00e1tica da virtude da pureza. O mandamento abrange toda a sexualidade humana e est\u00e1 intimamente relacionado com o nono mandamento, o qual trata directamente da purifica\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o. Ambos os mandamentos insistem no facto de a contin\u00eancia absoluta ser obrigat\u00f3ria para aqueles que n\u00e3o est\u00e3o unidos por la\u00e7os de um matrim\u00f3nio leg\u00edtimo.  Eu irei explorar algo de unicamente crist\u00e3o no que respeita \u00e0 virtude da pureza. \u00c9 a mais misteriosa das virtudes. Os crist\u00e3os nunca teriam sequer pensado nela se n\u00e3o tivessem olhado em frente para a ressurrei\u00e7\u00e3o do corpo.  Em 1956, Flannery O\u2019Connor, escritora cat\u00f3lica do Sul dos Estados Unidos, desenvolveu este ponto de vista. Ela partilhou, em carta a amiga sua, os seus not\u00e1veis pontos de vista sobre a virtude da pureza. Para ela, pureza significava castidade n\u00e3o s\u00f3 para os solteiros, mas tamb\u00e9m para os casados. Pureza \u2013 afirmava ela \u2013 envolve algo mais que simples ren\u00fancia: \u201cEu n\u00e3o presumo que ren\u00fancia signifique submiss\u00e3o, nem sequer que ren\u00fancia seja um bem em si mesmo. Renunciamos sempre a um bem menor para alcan\u00e7armos um bem maior; o contr\u00e1rio \u00e9 que \u00e9 pecado\u201d. E ela continua, admoestando as pessoas a n\u00e3o se vangloriarem da sua pureza: \u201cE, nesta linha de pensamento, parece-me que a express\u00e3o \u2018pureza ing\u00e9nua\u2019 \u00e9 uma contradi\u00e7\u00e3o de termos. N\u00e3o acho que pureza seja mera inoc\u00eancia; n\u00e3o me parece que os beb\u00e9s e os idiotas a possuam. Eu acho que \u00e9 algo que adquirimos com a pr\u00e1tica ou com a Gra\u00e7a de Deus, de maneira que nunca se pode considerar ing\u00e9nua (inocente). Em quest\u00e3o de pureza nunca podemos ser n\u00f3s a julgarmo-nos a n\u00f3s mesmos e muito menos qualquer outra pessoa. Quem se julga puro seguramente que n\u00e3o o \u00e9\u201d. Nesta \u00faltima afirma\u00e7\u00e3o, a Sr\u00aa O\u2019Connor apoiava-se aqui no ensinamento mais alargado de S\u00e3o Paulo, quando diz: \u201cPor isso, todo aquele que pensa estar de p\u00e9 tome cautela, n\u00e3o caia\u201d (1 Cor.10,12). E, noutra passagem, S\u00e3o Paulo escreveu de modo semelhante: \u201cSe algu\u00e9m acha que \u00e9 algu\u00e9m, sendo nada, engana-se a si mesmo\u201d (Gal.6,3).  Muitos daqueles que ainda se encontram influenciados pelas teorias mecanicistas do s\u00e9culo XIX acham que os ensinamentos da Igreja no que respeita \u00e0 virtude s\u00e3o horr\u00edveis e de modo especial rejeitam os seus ensinamentos no que toca \u00e0s virtudes da castidade e da pureza. Zombam da observ\u00e2ncia do sexto mandamento como sendo causa de perturba\u00e7\u00f5es emocionais, afirmando mesmo ser completamente repugnante e contra a natureza. Na sua vigorosa defesa da virtude da pureza, Flannery O\u2019Connor revela a sua profunda compreens\u00e3o da f\u00e9 e da imita\u00e7\u00e3o de Paulo de Tarso, que por sua vez imita Jesus Cristo (1 Tes.4,1 e ss). Ela defende com rigor a sua pr\u00f3pria convic\u00e7\u00e3o de que a vida evang\u00e9lica de virtude \u00e9 insepar\u00e1vel do \u00e2mago da f\u00e9 crist\u00e3. Em carta de 1955, ela revela as profundezas da sua f\u00e9 ao alicer\u00e7ar, corajosa e brilhantemente, as origens da virtude da pureza na ressurrei\u00e7\u00e3o do corpo: Para mim, \u00e9 o nascimento de uma Virgem, a Encarna\u00e7\u00e3o, e a Ressurrei\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o as verdadeiras leis da carne e do f\u00edsico. Morte, apodrecimento e destrui\u00e7\u00e3o significam a suspens\u00e3o destas leis. Espanta-me sempre a \u00eanfase posta pela Igreja no corpo. N\u00e3o \u00e9 a alma \u2013 diz ela \u2013 que h\u00e1-de ressuscitar, mas sim o corpo, uma vez glorificado. Eu sempre pensei que a pureza era a mais misteriosa das virtudes, mas vem-me ao pensamento que nunca teria entrado na cabe\u00e7a do homem aceitar a pureza se n\u00e3o ansi\u00e1ssemos pela ressurrei\u00e7\u00e3o do corpo, que ser\u00e1 carne e esp\u00edrito unidos em paz do mesmo modo que se deu em Cristo. A Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo parece ser o ponto alto da Lei Natural&#8230;\u201d  A Sr\u00aa O\u2019Connor est\u00e1 aqui a dizer que \u00e9 fundamentalmente a lembran\u00e7a do Mist\u00e9rio Pascal de Cristo e do baptismo de cada um aquilo que fornece a funda\u00e7\u00e3o e a motiva\u00e7\u00e3o para a pr\u00e1tica da virtude da pureza e de todas as outras virtudes. S\u00e3o Paulo ensinou exactamente a mesma norma quando escreveu: \u201cFinalmente, irm\u00e3os, n\u00f3s vos suplicamos e exortamos no Senhor Jesus que, do mesmo modo que aprendestes de n\u00f3s como deveis viver e agradar a Deus, o que estais precisamente fazendo, assim tamb\u00e9m procurai faz\u00ea-lo cada dia mais e mais&#8230; Pois esta \u00e9 a vontade de Deus: a vossa santifica\u00e7\u00e3o; que eviteis a impureza\u201d (1 Tes.4-1,3). Em todo o Novo Testamento a pr\u00e1tica da virtude era baseada na manifesta\u00e7\u00e3o do \u2018escathon\u2019, isto \u00e9, na obra de salva\u00e7\u00e3o de Jesus pela Sua Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o.  A leitura que ouvimos esta noite, tirada da Ep\u00edstola aos Hebreus, fala-nos das virtudes que devem formar as rela\u00e7\u00f5es entre crist\u00e3os. O autor enumera as seguintes formas de conduta moral crist\u00e3: os baptizados devem amar-se uns aos outros, ser acolhedores, visitar os presos e os maltratados. Por fim, o autor sublinha o tema catequ\u00e9tico escolhido para o ano 2006 no Santu\u00e1rio de F\u00e1tima e acima mencionado: \u201cSexto Mandamento: Guardar Castidade\u201d. Ele desenvolve em que consiste a pureza matrimonial: \u201cHonrai todos o matrim\u00f3nio e n\u00e3o permitais que o leito matrimonial seja conspurcado; pois Deus julgar\u00e1 todo aquele que pratica a imoralidade e o adult\u00e9rio\u201d.  O autor da Ep\u00edstola aos Hebreus colocou estas exorta\u00e7\u00f5es morais no \u00e2mbito de uma nova e total forma de vida em que a procura humana foi forjada sob a tutela da f\u00e9 no Deus de Jesus Cristo. Ele apresenta a parte moral da sua ep\u00edstola proclamando a unidade indivis\u00edvel de f\u00e9 e vida: \u201cPor isso, uma vez que estamos rodeados por t\u00e3o grande nuvem de testemunhas, deixemos de lado todo o peso, todo o pecado que se agarra a n\u00f3s t\u00e3o intimamente, e corramos com perseveran\u00e7a aquela corrida que se nos apresenta diante de n\u00f3s, com os olhos fixos em Jesus, o pioneiro e aperfei\u00e7oador da nossa f\u00e9, o Qual, por amor \u00e0quela alegria que Lhe era proposta, suportou a cruz, desprezando o opr\u00f3brio, e agora est\u00e1 sentado \u00e0 direita do trono de Deus\u201d (Heb.12,1-2).  A inviolabilidade da castidade matrimonial \u00e9 do mesmo modo um proeminente tema na Igreja primitiva. S. In\u00e1cio de Antioquia escreve a S. Policarpo: \u201cDiz a minhas irm\u00e3s que amem o Senhor e que estejam contentes com seus maridos em corpo e esp\u00edrito. Do mesmo modo exorta tamb\u00e9m meus irm\u00e3os em nome de Jesus Cristo a amarem suas esposas como o Senhor ama a Igreja\u201d (5).  S. In\u00e1cio aconselha a virtude da virgindade ao mesmo tempo que admoesta fortemente a que n\u00e3o se alardeie dela: \u201cSe algu\u00e9m \u00e9 capaz de guardar castidade em honra da carne do Senhor, que a guarde sem disso se vangloriar. Porque, se se vangloriar, est\u00e1 perdido; e, se algu\u00e9m, a n\u00e3o ser o bispo, souber disso, ent\u00e3o est\u00e1 arruinado\u201d. S. In\u00e1cio est\u00e1 aplicando aqui a import\u00e2ncia dada por Jesus \u00e0 maneira silenciosa como os crist\u00e3os devem abordar as v\u00e1rias pr\u00e1ticas asc\u00e9ticas, tais como a ora\u00e7\u00e3o, o jejum e a esmola: \u201cMas, quando deres esmola, n\u00e3o deixes que a tua esquerda conhe\u00e7a o que faz a tua direita, a fim de que a tua esmola permane\u00e7a em segredo; e assim o teu Pai que v\u00ea em segredo te recompensar\u00e1\u201d (Mt. 6-4).  N\u00e3o restam aqui d\u00favidas de que S. In\u00e1cio compreendeu que doutrina crist\u00e3 e castidade matrimonial s\u00e3o mutuamente interdependentes. Ele usa o termo politicamente incorrecto \u2018crist\u00e3\u2019 em sua carta a S. Policarpo, como ali\u00e1s o faz em outras. Desde o tempo do Imperador Adriano que o Direito Romano usava o termo \u2018crist\u00e3os\u2019 para designar membros do bando de conspiradores de Cristo contra o Estado. Ser crist\u00e3o era um crime contra o Estado, pun\u00edvel de morte. Os crist\u00e3os eram considerados criminosos traidores. Em suas cartas S. In\u00e1cio usa o termo com ironia teol\u00f3gica. De facto, associa\u00e7\u00e3o com Cristo significa participa\u00e7\u00e3o, por meio do baptismo, na morte de Cristo e, por meio da morte, na Sua vida. Crist\u00e3os casados \u2013 dizia S. In\u00e1cio \u2013 fazem seu o modo de viver e de morrer de Jesus. O termo legal romano \u2018crist\u00e3o\u2019 significava ironicamente que tal pessoa estava envolvida numa associa\u00e7\u00e3o com Cristo. E assim o Direito Penal Romano exprimia exactamente esse significado do termo \u2018crist\u00e3o\u2019: a voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3 era pun\u00edvel de morte precisamente porque significava participa\u00e7\u00e3o na \u2018con-spiratio\u2019 do Esp\u00edrito de Jesus Cristo.  Eu recordo o qu\u00e3o profundamente me afectou a canoniza\u00e7\u00e3o, no dia 24 de Junho de 1950, da jovem virgem-m\u00e1rtir Maria Goretti. Presentes na Pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro naquela ocasi\u00e3o encontravam-se a m\u00e3e dela e o seu assassino, Alessandro Serenelli. Ao tempo do seu mart\u00edrio em defesa de sua pureza, eu tinha 17 anos de idade. O seu testemunho de pureza e coragem tornou-se a estrela polar da minha gera\u00e7\u00e3o.  O seu mart\u00edrio come\u00e7ou a 5 de Julho de 1902. A fam\u00edlia do seu atacante partilhava a mesma casa com a fam\u00edlia Goretti. Situava-se por cima de um velho palheiro numa zona de pobres lavradores, os p\u00e2ntanos Pontine, a Sul de Roma. O seu atacante, Alessandro, tinha vinte anos de idade na altura do ataque contra Maria de 12 anos. Ele testemunhou mais tarde que Maria apelou a que ele parasse com o ataque para salva\u00e7\u00e3o de sua alma e que n\u00e3o cometesse t\u00e3o grave pecado. Antes de morrer no dia seguinte das facadas infligidas, ela perdoou-lhe e rezou para que Deus lhe perdoasse tamb\u00e9m.  Como Flannery O\u2019Connor, S. Maria Goretti, cuja mem\u00f3ria a Igreja acaba de celebrar no dia 6 de Julho, percebeu que a pureza est\u00e1 intimamente associada \u00e0 dignidade do corpo humano. Ela estava consciente de que a Igreja ensinava que n\u00e3o era a alma mas o corpo que havia de ressuscitar glorioso. Em uni\u00e3o com a Igreja ela professava todos os domingos: \u201cEu creio na ressurrei\u00e7\u00e3o da carne (do corpo)\u201d. Ela deu testemunho deste mist\u00e9rio: que a Encarna\u00e7\u00e3o e Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus constituem as verdadeiras leis da natureza, da carne e do f\u00edsico.  Santa Maria Goretti, rogai por n\u00f3s!  <i>Cardeal James Francis Stafford, Penitenci\u00e1rio-mor<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia na noite de 12 de Julho, em F\u00e1tima<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[168,187,206,207],"class_list":["post-19100","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-do-porto","tag-familia","tag-fatima"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19100","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19100"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19100\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19100"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19100"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19100"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}