{"id":190582,"date":"2020-11-14T11:53:28","date_gmt":"2020-11-14T11:53:28","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=190582"},"modified":"2020-11-16T09:31:31","modified_gmt":"2020-11-16T09:31:31","slug":"homilia-do-presidente-da-cep-na-eucaristia-pelas-vitimas-da-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-presidente-da-cep-na-eucaristia-pelas-vitimas-da-pandemia\/","title":{"rendered":"Homilia do presidente da CEP na Eucaristia pelas v\u00edtimas da pandemia"},"content":{"rendered":"<p><em>F\u00e1tima, 14 de novembro de 2020<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_190581\" aria-describedby=\"caption-attachment-190581\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Missa-Pandemia_Ornelas_HM.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-190581 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Missa-Pandemia_Ornelas_HM.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Missa-Pandemia_Ornelas_HM.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Missa-Pandemia_Ornelas_HM-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Missa-Pandemia_Ornelas_HM-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Missa-Pandemia_Ornelas_HM-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Missa-Pandemia_Ornelas_HM-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Missa-Pandemia_Ornelas_HM-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Missa-Pandemia_Ornelas_HM-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Missa-Pandemia_Ornelas_HM-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Missa-Pandemia_Ornelas_HM-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-190581\" class=\"wp-caption-text\">Foto Ag\u00eancia Ecclesia\/Arlindo Homem<\/figcaption><\/figure>\n<p>Irm\u00e3os e irm\u00e3s,<\/p>\n<p>A pandemia que est\u00e1 a condicionar todo o planeta coloca-nos diante da evid\u00eancia do dom precioso que \u00e9 a vida humana e de todas as capacidades de que somos capazes para a defender, mas igualmente da fragilidade do nosso ser individual, das nossas realiza\u00e7\u00f5es sociais, pol\u00edticas, econ\u00f3micas e cient\u00edficas, bem como do pr\u00f3prio mundo que habitamos. De certo modo, entrou em paralise quando isto chegou.<\/p>\n<p>Celebrar diante de Deus aqueles que partiram como v\u00edtimas diretas e indiretas da pandemia significa reconhec\u00ea-los n\u00e3o apenas como n\u00fameros de uma estat\u00edstica, mas como criaturas amadas de Deus, abrindo-se a um itiner\u00e1rio de vida que vai para al\u00e9m daquilo que conhecemos e podemos nesta terra.<\/p>\n<p>Com aqueles e aquelas que nos deixaram, recordamos tamb\u00e9m quantos os acompanharam de mais perto na derradeira etapa da vida, a maior parte deles nos hospitais e nos lares, mas muitos no isolamento das suas casas: os profissionais da sa\u00fade, os investigadores, os cuidadores e colaboradores de tantas profiss\u00f5es e os que assumem a responsabilidade de organizar todo este esfor\u00e7o.<\/p>\n<p>A sua dedica\u00e7\u00e3o, esfor\u00e7o, intelig\u00eancia e abnega\u00e7\u00e3o s\u00e3o a express\u00e3o do apre\u00e7o da nossa sociedade pela vida e de quanto est\u00e1 disposta a investir para defend\u00ea-la e apoi\u00e1-la, embora, tantas vezes, n\u00e3o seja coerente com esses objetivos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a crise tem-nos mostrado que o sofrimento e a morte n\u00e3o podem ser confinados e que s\u00f3 juntos podemos construir um mundo aceit\u00e1vel para todos, em que nos cuidemos mutuamente. Assim como a dimens\u00e3o do sofrimento e da morte s\u00e3o universais, assim tamb\u00e9m deve ser a defesa e o cuidado dela.<\/p>\n<p>Quem dera que sejamos capazes, como pa\u00eds e como humanidade, de manter esta hierarquia de valores, de proximidade e verdadeira miseric\u00f3rdia para com a fragilidade, tantas vezes dram\u00e1tica, da nossa condi\u00e7\u00e3o humana e do planeta que habitamos.<\/p>\n<p>Se aprendermos desta epidemia a cuidar uns dos outros e juntos deste mundo, teremos feito justi\u00e7a e boa mem\u00f3ria dos que partiram e dos esfor\u00e7os de quantos os acompanharam na \u00faltima etapa da vida nesta terra.<\/p>\n<p>No entanto, mesmo envidando todos os esfor\u00e7os, chegamos sempre \u00e0 conclus\u00e3o de que eles s\u00e3o limitados e, a um certo ponto, param, n\u00e3o podem ir mais al\u00e9m. Aceitar que a vida das pessoas e do planeta \u00e9 sempre delicada e finita \u00e9 uma li\u00e7\u00e3o desta crise que vivemos. Aceitar e integrar esta finitude num projeto de vida com sentido \u00e9 a mensagem que nos trazem as leituras que acab\u00e1mos de proclamar nesta Eucaristia.<\/p>\n<p>A primeira leitura, tirada do livro de Job, certamente uma das obras-primas da tradi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria da humanidade, traz-nos o grito, n\u00e3o de um filos\u00f3fico distante, mas da dura e dram\u00e1tica realidade de um homem justo e de sucesso, subitamente atingido por uma s\u00e9rie de desgra\u00e7as, v\u00edtima finalmente, depois de ver destru\u00edda e destro\u00e7ada a sua fam\u00edlia e os seus bens, de uma doen\u00e7a destrutiva que o isola e diante da perspetiva inevit\u00e1vel da morte. \u00c9 bem a imagem de tantos homens e mulheres nestes \u00faltimos meses, mas sempre, de uma forma ou de outra, de toda a natureza humana.<\/p>\n<p>Embora reconhe\u00e7a que n\u00e3o \u00e9 perfeito, Job n\u00e3o aceita a ideia de que as suas desgra\u00e7as s\u00e3o um castigo de Deus, com sugerem os que o observam e julgam, apontando o dedo, mas nunca estendendo a m\u00e3o amiga. N\u00e3o teoriza a dor nem a injusti\u00e7a, mas sente-as dramaticamente na carne. O seu grito ecoa por toda a humanidade e por todos os tempos, como afli\u00e7\u00e3o, como protesto, como rebeldia, e finalmente como paradoxal confian\u00e7a: <em>\u201cEu sei que o meu redentor vive e, por \u00faltimo, sobre o p\u00f3 se elevar\u00e1. Mesmo que desfeita seja a minha pele, na minha pr\u00f3pria carne verei a Deus. Eu mesmo o verei, os meus olhos o h\u00e3o de contemplar e n\u00e3o como um estranho\u201d.<\/em><\/p>\n<p>O seu grito \u00e9, ao mesmo tempo de protesto pela situa\u00e7\u00e3o aflitiva em que se encontra, de perplexidade, de incompreens\u00e3o de si pr\u00f3prio e de Deus, mas igualmente de proclama\u00e7\u00e3o de uma confian\u00e7a que nem ele sabe como exprimir, mas apenas gritar na sua dor. \u00c9 como o grito de uma crian\u00e7a que nem sabe a raz\u00e3o por que chora, chora porque sabe que a m\u00e3e ouve. \u00c9 esse grito de toda a humanidade, que n\u00e3o se conforma nem resigna, mas que se esfor\u00e7a por cuidar e amparar a vida em todos os seus momentos, e por encontrar sentido na luta por superar todas as crises que vai experimentando. Esse \u00e9 Job.<\/p>\n<p>At\u00e9 ao fim da exist\u00eancia, Job n\u00e3o \u00e9 um resignado, mas um lutador, n\u00e3o \u00e9 um acomodado, um iludido com falsas esperan\u00e7as, nem acomodado a solu\u00e7\u00f5es e explica\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis, mas um peregrino da verdade, da justi\u00e7a, da vida. Esta \u00e9 bem a imagem digna da humanidade que sonhamos.<\/p>\n<p>Por outro lado, ele percebe que a vida \u00e9 um dom absoluto e n\u00e3o apenas uma conquista: ningu\u00e9m paga o bilhete de entrada nem a viagem de sa\u00edda. Tudo \u00e9 um milagre do cuidar e do amparar. Nascemos e sobrevivemos pela a\u00e7\u00e3o de outros que cuidaram de n\u00f3s, porque sen\u00e3o n\u00e3o ser\u00edamos vi\u00e1veis; foram eles que nos acompanharam no desabrochar da nossa vida. Ao sentir a proximidade de concluir o percurso existencial, Job percebe que o que se segue j\u00e1 n\u00e3o pode ser o resultado do engenho, nem sequer do carinho humano. Por isso, grita, argumenta e pede a Deus que fa\u00e7a jus ao seu nome de \u201cjusto e misericordioso\u201d e se revele como Criador e Cuidador da sua fragilidade.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a dupla mensagem que Job nos deixa: investigar, procurar, interrogar-se, cuidar; e, ao mesmo tempo, confiar e abrir-se a um mundo onde s\u00f3 pode ser conduzido pela m\u00e3o poderosa e carinhosa de Deus.<\/p>\n<p>\u00c9 isso tamb\u00e9m que nos dizem as irm\u00e3s de L\u00e1zaro, de que nos fala a leitura do Evangelho. \u00c9 um texto todo ele simb\u00f3lico, mas muito real, da situa\u00e7\u00e3o de cada um e cada uma de n\u00f3s. Estas irm\u00e3s t\u00eam consci\u00eancia que a vida \u00e9 o dom primeiro e fundamental de Deus. Sabem tamb\u00e9m que Deus se manifestou amigo e pr\u00f3ximo em Jesus, amigo de fam\u00edlia, que tinham convidado para casa, que tantas vezes tinha partilhado com eles o p\u00e3o de cada dia. Quando o irm\u00e3o adoeceu, tinham-lhe mandado dizer: <em>\u201cL\u00e1zaro, aquele de quem tu \u00e9s amigo est\u00e1 doente\u201d<\/em>. N\u00e3o dizem simplesmente \u201co teu amigo\u201d, dizem \u201caquele de quem tu \u00e9s amigo\u201d est\u00e1 doente. Por isso, quando Jesus chega, tr\u00eas dias depois da morte de L\u00e1zaro, exclamam, em tom de luto, que n\u00e3o est\u00e1 isento de uma confian\u00e7a ferida e de cr\u00edtica velada: <em>\u201cSe tivesses estado aqui, o nosso irm\u00e3o n\u00e3o teria morrido\u201d<\/em>. Quantas pessoas n\u00e3o t\u00eam tido esta experi\u00eancia nestes dias, \u00e0 beira de um t\u00famulo dos seus queridos? Por que \u00e9 que Deus, que o amava, n\u00e3o atuou? Por que \u00e9 que se mant\u00e9m silencioso e parece \u00e0 dist\u00e2ncia?<\/p>\n<p>Diante da dor das irm\u00e3s e da evid\u00eancia do amigo morto, diz o evangelista que Jesus <em>\u201cse comoveu profundamente\u201d <\/em>e em seguida chorou. Essa \u00e9 a express\u00e3o de Jesus, um como n\u00f3s, que passou pelas nossas dores, as nossas perplexidades, que grita ao Pai, at\u00e9, <em>\u201cpor que me abandonaste?\u201d. <\/em>Esse \u00e9 o sentir de Jesus perante o sofrimento e a morte. Ele sabe, por experi\u00eancia pr\u00f3pria, o que \u00e9 o sofrimento e a morte; ama esta fam\u00edlia amiga (que somos n\u00f3s todos), cujo irm\u00e3o morreu, e partilha o nosso luto, a nossa dor e as nossas l\u00e1grimas, como fez ao longo de toda a sua vida, com os doentes, os exclu\u00eddos, os pecadores. Porque era um homem sens\u00edvel, sentiu a fome da multid\u00e3o; porque sabia o que era a dor, aproximava-se dos feridos, dos doentes; porque era algu\u00e9m que via e sentia o sentido da vida, aproximava-se daqueles que n\u00e3o tinham esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o veio apenas para chorar e partilhar a nossa morte; veio para abrir as portas dessa pris\u00e3o e grita, diz o evangelista, <em>\u201cprofundamente perturbado\u201d, <\/em>diante do t\u00famulo que, em breve, ele pr\u00f3prio tamb\u00e9m experimentar\u00e1: <em>\u201cRetirem a pedra\u201d, <\/em>retirem o obst\u00e1culo desse t\u00famulo que causa horror, separa\u00e7\u00e3o e rejei\u00e7\u00e3o como dizem as irm\u00e3s: <em>\u201cJ\u00e1 cheira mal, \u00e9 j\u00e1 o quarto dia\u201d<\/em>. \u00c9 essa porta, diz Jesus, \u00e9 essa pedra que \u00e9 preciso arrancar. \u00c0 voz de Jesus, o morto sai vivo, mas o que a fam\u00edlia v\u00ea \u2013 o que n\u00f3s vemos e nos causa perturba\u00e7\u00e3o \u2013 \u00e9 ainda um morto, envolto nas ligaduras, que s\u00e3o esse modo humano de encerrar os defuntos na pris\u00e3o subterr\u00e2nea da morte.<\/p>\n<p>Mas Jesus n\u00e3o v\u00ea assim os seus amigos que passaram desta vida. Por isso, d\u00e1 outra indica\u00e7\u00e3o fundamental para esta fam\u00edlia amiga: <em>\u201cDesatem essas ligaduras! Deixem-no ir!\u201d<\/em>. N\u00e3o teimem em ver aqueles que j\u00e1 partiram simplesmente com o vosso sentir, o vosso saber e o vosso poder. Deus \u00e9 maior, mais poderoso e carinhoso do que v\u00f3s. Aquilo que sentis, uns pelos outros, \u00e9 s\u00f3 o reflexo de quanto Deus vos ama. V\u00f3s j\u00e1 n\u00e3o controlais o caminho dos vossos queridos que partiram; eles est\u00e3o nas m\u00e3os do Pai do c\u00e9u. Cuidastes deles at\u00e9 aqui, mas o amor do Pai \u00e9 maior do que o vosso e cuida deles por caminhos novos e transformados. Deixai-os ir em paz! Conservai a mem\u00f3ria deles com carinho, continuai o bem que eles fizeram; sede misericordiosos com as suas faltas e limites e limpai da vossa mente os lit\u00edgios e feridas que vos ficaram, pois \u00e9 assim que Deus faz com eles e convosco.<\/p>\n<p>Hoje, no meio da pandemia, celebrando a mem\u00f3ria daqueles que partiram, Jesus vem visitar as nossas fam\u00edlias feridas pela saudade \u00a0&#8211; particularmente aqueles que hoje choram os seus entes queridos &#8211; e, em muitos casos, est\u00e3o sob o peso de n\u00e3o terem podido dar-lhes a presen\u00e7a e a assist\u00eancia que desejavam; tolhidas pelo luto que n\u00e3o puderam fazer e que ainda d\u00f3i. Como em casa da fam\u00edlia de L\u00e1zaro, Ele que passou pela morte e est\u00e1 vivo para sempre, vem trazer-nos o conforto da sua presen\u00e7a amiga e abrir os nossos olhos e os nossos ouvidos para a grandeza do poder e do amor do Senhor, Criador e Pai do c\u00e9u. Penso que Ele continua a sugerir ao nosso cora\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>\u201cVinde a mim todos v\u00f3s que andais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei\u201d<\/em><\/strong> <em>(Mt 11,28).<\/em><\/p>\n<p><em>Vinde, v\u00f3s que experimentais a dor e a doen\u00e7a, nos hospitais, nos lares ou nas fam\u00edlias,<br \/>\n<\/em><em>V\u00f3s que assistis os doentes at\u00e9 \u00e0 exaust\u00e3o e ao des\u00e2nimo e que sois as minhas m\u00e3os para levantar, cuidar e acarinhar.<br \/>\nV\u00f3s que n\u00e3o suportais mais confinamentos e limita\u00e7\u00f5es, e sentis desejo de irrefre\u00e1vel de liberdade, companhia e festa.<br \/>\nAprendei de mim a cuidar uns dos outros com responsabilidade, compet\u00eancia e generosidade.<br \/>\nSede portadores de vida e de bem e procurai n\u00e3o transmitir o mal a ningu\u00e9m, mas ajudai quem precisa e partilhai com aqueles que n\u00e3o t\u00eam.<br \/>\n<\/em><em>Conservai a mem\u00f3ria dos vossos queridos com quem partilhastes a vida.<br \/>\nEu partilho e enxugo as l\u00e1grimas da vossa saudade, <\/em><em>pois o Pai do c\u00e9u \u00e9 que cuida deles com m\u00e3o forte, fiel e misericordiosa.<br \/>\n<\/em><em>N\u00e3o vivais angustiados com a vossa vida e o vosso futuro,\u00a0<\/em><em>Eu estarei sempre convosco, mesmo quando vos sentirdes s\u00f3s e abandonados.<br \/>\n<\/em><em>Tende confian\u00e7a e cuidai uns dos outros e vencereis esta crise como construtores de um mundo mais justo, fraterno e em paz. E sereis peregrinos de uma Nova Cidade e um Mundo Novo, onde vos preparo o banquete da vida que n\u00e3o tem fim.<br \/>\n<\/em><em>Amen.<\/em><\/p>\n<p><em>D. Jos\u00e9 Ornelas, presidente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa<\/em><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_96794\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dbUM7B-4KIE?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00e1tima, 14 de novembro de 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