{"id":189392,"date":"2020-10-31T15:28:09","date_gmt":"2020-10-31T15:28:09","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=189392"},"modified":"2020-10-31T15:28:09","modified_gmt":"2020-10-31T15:28:09","slug":"realidade-e-desafios-no-regresso-a-catequese","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/realidade-e-desafios-no-regresso-a-catequese\/","title":{"rendered":"Realidade e Desafios no regresso \u00e0 Catequese"},"content":{"rendered":"<p><em>Padre Pedro Manuel, Diocese do Algarve<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Pedro-Manuel-Algarve.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-189393 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Pedro-Manuel-Algarve-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Pedro-Manuel-Algarve-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Pedro-Manuel-Algarve-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Pedro-Manuel-Algarve-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Pedro-Manuel-Algarve.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>\u00c9 habitual, nos dias de hoje, falar da Pandemia provocada pelo novo coronavirus como sendo o motivo de tantas calamidades e dificuldades que t\u00eam surgido na nossa vida social, acad\u00e9mica, eclesial e familiar. \u00c9 um facto que a vida se alterou de modo profundo e que tudo o que era dado como assumido, deixou de o ser. Muito do que foi sendo experimentado, passou a ser desafio e laborat\u00f3rio de novas oportunidades que sendo felizes, podem ser replicadas por outros. Na catequese, como na vida em geral, tamb\u00e9m foi e \u00e9 assim!<\/p>\n<p>Desde mar\u00e7o, que os ritmos comunit\u00e1rios das nossas par\u00f3quias se alteraram substancialmente. A celebra\u00e7\u00e3o da eucaristia em comunidade, vetada por motivos de confinamento durante alguns meses, tem feito agora um caminho real e \u201cduro\u201d de reestrutura\u00e7\u00e3o e de verdadeiro convite do Pai, para que os filhos regressem a casa. A evangeliza\u00e7\u00e3o, a partir de novos are\u00f3pagos (que talvez j\u00e1 n\u00e3o fossem assim t\u00e3o novos, mas para muitos, verdadeiros desconhecidos), o reajustar de tudo o que se fazia e a mudan\u00e7a no modo de fazer, levou-nos a navegar noutros mares e a re-descobrir o mundo digital como porta que se escancara para que todos tenham acesso a Quem \u201cveio para dar vida a todos\u201d (Jo 10,10). Eis o desafio, fazer chegar \u00e0s superf\u00edcies \u201cas coisas antigas e novas\u201d (Mt 13, 52) com as ferramentas que teimavamos em n\u00e3o usar.<\/p>\n<p>Os \u00faltimos meses do passado ano pastoral, foram para a catequese da Diocese do Algarve, e para todas, um desafio&#8230; \u201cSess\u00f5es via Zoom\u201d ou noutras plataformas cong\u00e9neres, foram uma constante. Provavelmente, nalguma circunst\u00e2ncia em excesso, mas o aproveitamento das redes para uma catequese de partilha e de viv\u00eanvia diferente, foram oportunidades que nos fizeram olhar \u201cesse\u201d presente como possibilidade para um futuro que se impunha baseado e movido por tantas incertezas.<\/p>\n<p>Nesta sequ\u00eancia, o in\u00edcio deste ano pastoral trouxe consigo a necess\u00e1ria reflex\u00e3o acerca das din\u00e2micas a usar, n\u00e3o esquecendo o desejo e prefer\u00eancia pela presen\u00e7a, mas conscientes de que a s\u00e3 separa\u00e7\u00e3o continuaria a ser, para bem de todos, uma necess\u00e1ria op\u00e7\u00e3o. Neste contexto, como fazer para que \u201co cora\u00e7\u00e3o continue a arder\u201d (Lc 24, 32) cada vez que o Senhor nos fale? \u2013 Aqui est\u00e1 a regra! Fazer de toda a nossa a\u00e7\u00e3o, um verdadeiro caminho de Ema\u00fas e de encontro com o Senhor. De forma presencial ou mais distante, com o necess\u00e1rio cruzamento dos olhares ou com o possivel toque no ecr\u00e3, alicer\u00e7ados pelo programa pastoral da nossa diocese, queremos ajudar a recentrar a catequese e a vida celebrativa em Jesus, que \u201crecapitula em Si todas as coisas\u201d (Ef 1, 10).<\/p>\n<p>O mundo mudou e continua em mudan\u00e7a, a linguagem mudou e a gram\u00e1tica das nossas a\u00e7\u00f5es e dos nossos afetos tamb\u00e9m, por isso \u201co hoje\u201d \u00e9 necessariamente diferente \u201cdo ontem\u201d. N\u00e3o podemos permitir que o isolamento nos feche em n\u00f3s mesmos, e se ainda h\u00e1 realidades paroquiais que conseguem reunir a sua catequese em cada semana, tamb\u00e9m h\u00e1 aquelas que por falta de espa\u00e7o ou outras dificuldades se intercalam entre presen\u00e7as e ecr\u00e3s&#8230;<\/p>\n<p>Oportunidade bonita para redescobrir a beleza das nossas igrejas e perceb\u00ea-las como casa de cada baptizado e comunidade de irm\u00e3os, \u00e9 fazer das mesmas uma oportunidade catequ\u00e9tica. Em muitas par\u00f3quias as catequese voltaram hoje a sentar-se nos bancos das igrejas porque a\u00ed se conjuga o distanciamento social que pede espa\u00e7o com a dimens\u00e3o de alguns grupos que pela sua fisionomia expressam vida em abund\u00e2ncia&#8230; Talvez seja esta a primeira forma de \u201cdesescolarizar\u201d a catequese (como tantas vezes se lamenta e refere), sa\u00edmos da sala e redescobrimo-nos no espa\u00e7o&#8230;<\/p>\n<p>Ser catequista hoje&#8230; eis o novo desafio! Como? Com a humildade de quem descobre que a sua miss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 pessoal, mas da Igreja e como quem se sente especial colaborador de Jesus e de uma familia para chegar ao cora\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a, do adolescente e do jovem&#8230;<\/p>\n<p>Vivemos tempos novos. Nada do que tinhamos adquirido \u00e9 hoje seguro, mas n\u00e3o muda a certeza de sermos todos parte de um caminho que nos leva a Jesus que \u201c\u00e9 o mesmo ontem, hoje e sempre\u201d (Heb 13, 8). Se tudo parte d\u2019Ele, tudo para Ele se dirige e o ardor mission\u00e1rio das primeiras horas n\u00e3o pode fraquejar&#8230; N\u00e3o podemos deixar que esmure\u00e7a ou desapare\u00e7a. Olhando para cada um dos nossos catequizandos tamb\u00e9m n\u00f3s lhes dirigimos o mesmo apelo que o Senhor lan\u00e7ou aos pescadores junto ao mar da Galileia: \u201cVinde comigo\u201d (Mt 4, 22).<\/p>\n<p>A \u00e9poca que nos \u00e9 dado viver agora fez-nos perceber que as certezas e seguran\u00e7as que tinhamos j\u00e1 n\u00e3o criavam crist\u00e3os. A diferenc\u00e7a crist\u00e3 daqueles a quem se dirige a nossa miss\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o os fazia (em muitos casos) ser diferentes num mundo de iguais. Estou convicto de que a oportunidade do momento presente \u00e9 a possibilidade de nos redescobrirmos para melhor servirmos e para fazer de forma nova o an\u00fancio, tamb\u00e9m ele novo, mas de sempre.<\/p>\n<p>Feliz ano catequ\u00e9tico para todos!<\/p>\n<p>P. Pedro Manuel<\/p>\n<p>Director do Secretariado Diocesano da Catequese \u2013 Diocese do Algarve<\/p>\n<p>P\u00e1roco de Boliqueime, Ferreiras e Paderne<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Pedro Manuel, Diocese do Algarve<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":189393,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-189392","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/189392","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=189392"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/189392\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/189393"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=189392"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=189392"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=189392"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}