{"id":189094,"date":"2020-10-28T14:41:13","date_gmt":"2020-10-28T14:41:13","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=189094"},"modified":"2020-10-30T16:07:25","modified_gmt":"2020-10-30T16:07:25","slug":"evora-covid-19-comunidade-de-mora-esta-a-erguer-se-depois-de-um-surto-que-deixou-marcas-emocionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/evora-covid-19-comunidade-de-mora-esta-a-erguer-se-depois-de-um-surto-que-deixou-marcas-emocionais\/","title":{"rendered":"\u00c9vora\/Covid-19: Comunidade de Mora est\u00e1 a erguer-se depois de um surto que \u00abdeixou marcas emocionais\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"western\"><i>65 pessoas infetadas, duas mortes e um caso ativo h\u00e1 mais de tr\u00eas meses numa comunidade com cinco mil habitantes, onde o medo ainda marca os dias<\/i><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_189092\" aria-describedby=\"caption-attachment-189092\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/surto_de_covid_19_em_mora_centro_de_saude_foto_andre_kosterslusa4537b57bdefaultlarge_1024.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-189092 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/surto_de_covid_19_em_mora_centro_de_saude_foto_andre_kosterslusa4537b57bdefaultlarge_1024.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/surto_de_covid_19_em_mora_centro_de_saude_foto_andre_kosterslusa4537b57bdefaultlarge_1024.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/surto_de_covid_19_em_mora_centro_de_saude_foto_andre_kosterslusa4537b57bdefaultlarge_1024-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/surto_de_covid_19_em_mora_centro_de_saude_foto_andre_kosterslusa4537b57bdefaultlarge_1024-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/surto_de_covid_19_em_mora_centro_de_saude_foto_andre_kosterslusa4537b57bdefaultlarge_1024-980x654.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/surto_de_covid_19_em_mora_centro_de_saude_foto_andre_kosterslusa4537b57bdefaultlarge_1024-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-189092\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Lusa<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"western\">Mora, 28 out 2020 (Ecclesia) \u2013 O padre Nelson Fernandes afirmou hoje que a comunidade de Mora, onde \u00e9 p\u00e1roco, est\u00e1 marcada emocionalmente pela pandemia e d\u00e1 conta de sequelas psicol\u00f3gicas entre a popula\u00e7\u00e3o que acompanha, depois de dois \u00f3bitos e 65 pessoas infetadas.<\/p>\n<p class=\"western\">\u201cUma senhora ia \u00e0 missa diariamente, esteve infetada, chegou a estar muito mal, esteve sempre em casa e deixou de ir \u00e0 missa. Perguntei-lhe quando regressava e ela respondeu \u00abtenho medo, tenho medo de conviver e estar com outras pessoas\u00bb. S\u00f3 voltou \u00e0 missa na semana passada, dois meses depois de ter testado negativo\u201d, conta o respons\u00e1vel pela comunidade na vila alentejana \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p class=\"western\">Localizada na diocese de \u00c9vora a vila alentejana tem cerca de cinco mil habitantes e sendo uma comunidade \u201cpequena, onde todos se conhecem\u201d, pensava-se \u201cque o v\u00edrus n\u00e3o chegava\u201d, mas, regista o padre, \u201cquando percebemos estava j\u00e1 bem disperso e entre as pessoas\u201d.<\/p>\n<p class=\"western\">\u201cNoto sequelas emocionais. Algumas pessoas est\u00e3o mais depressivas, outros l\u00e1 encontraram na ora\u00e7\u00e3o algum conforto, ou na sua ocupa\u00e7\u00e3o. O v\u00edrus n\u00e3o passou sem deixar marcas mais profundas\u201d, evidencia.<\/p>\n<p class=\"western\">O concelho de Mora regista neste momento um caso positivo, \u201cque se mant\u00e9m desde agosto\u201d, e o padre Nelson nota um regresso paulatino \u00e0 vida normal.<\/p>\n<p class=\"western\">\u201cDepois do surto ter acalmado e os cont\u00e1gio terem diminu\u00eddo, o meu regresso foi dif\u00edcil. Tento andar sempre a p\u00e9, cumprimentar as pessoas e encontro as ruas desertas. Tinha as celebra\u00e7\u00f5es din\u00e2micas e a igreja cheia, e deixei de ter isso. A participa\u00e7\u00e3o nas celebra\u00e7\u00f5es baixou para 30%. Estava a querer retomar a catequese e n\u00e3o sabia se os pais iam inscrever os filhos, cheios de incertezas\u201d, recorda.<\/p>\n<p class=\"western\">Mas, semanas depois, regista o jovem sacerdote que j\u00e1 celebra tr\u00eas missas para a comunidade.<\/p>\n<p class=\"western\">Durante o surto, conta, os paroquianos organizaram-se para estar em contacto uns com os outros, via telefone; aos jovens foi pedido que acompanhassem os idosos, \u201ccom palavras de \u00e2nimo\u201d e a sua disponibilidade para comprar alimentos ou ir \u00e0 farm\u00e1cia.<\/p>\n<p class=\"western\">Um equipa organizou-se tamb\u00e9m para que n\u00e3o faltassem alimentos a distribuir por quem mais precisava.<\/p>\n<p class=\"western\">Agora o padre Nelson Fernandes v\u00ea uma comunidade a \u201creerguer-se\u201d e no meio das \u201ccicatrizes e marcas que o v\u00edrus deixou\u201d o respons\u00e1vel pela comunidade percebe a \u201calegria na reconstru\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\">As vi\u00favas dos dois homens falecidos disseram-me nunca ter sentido, como agora, a presen\u00e7a viva de ser Igreja, a presen\u00e7a viva da comunidade. Na comunidade encontrei a for\u00e7a que quer liderar. Nesta instabilidade, neste temporal em alto mar, encontrei for\u00e7a e estabilidade. N\u00e3o houve catequista que tivesse desistido, escuteiros e movimentos que quisessem ir embora. Todos se agarraram com avinco para se inscreverem&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\">Dos colegas do presbit\u00e9rio o jovem sacerdote regista tamb\u00e9m o apoio e a uni\u00e3o dos que se fizeram pr\u00f3ximos e companheiros de caminho: \u201cN\u00e3o conhecemos o rosto de todos os membros, mas estamos todos unidos\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_189095\" aria-describedby=\"caption-attachment-189095\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-189095 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/senra-coelho-evora-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/senra-coelho-evora-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/senra-coelho-evora-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/senra-coelho-evora-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/senra-coelho-evora.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-189095\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Not\u00edcias do Sorraia<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"western\">Tamb\u00e9m o arcebispo de \u00c9vora este na par\u00f3quia no domingo, dia 25, para mostrar proximidade e acompanhar as pessoas, pedindo \u00e0 comunidade para n\u00e3o esquecer o valor da esperan\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"western\">Segundo o jornal \u00abA defesa\u00bb, D. Senra Coelho quis \u201csolidarizar-se com o sofrimento dos morenses que padeceram da doen\u00e7a e dos que choram a aus\u00eancia daqueles que partiram, estendendo as suas preces a todas as v\u00edtimas que no mundo suportam as consequ\u00eancias\u201d, da Covid-19.<\/p>\n<p class=\"western\">\u201cNo final da homilia, D. Francisco Jos\u00e9 encontrou na camisola de uma jovem fiel, sentada no banco da frente, o ponto de partida para a sua \u00faltima reflex\u00e3o: uma \u00e2ncora. Na \u00e9poca dif\u00edcil que atravessamos, em que a turbul\u00eancia do desespero prolifera, importou olhar para aquela \u00e2ncora e compreender a sua simbologia de esperan\u00e7a, erguida a partir de uma firmeza fundeada no testemunho e amor de Cristo\u201d, refere o seman\u00e1rio diocesano, na sua mais recente edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"western\">O padre Nelson Fernandes n\u00e3o esquece as pessoas que est\u00e3o s\u00f3s, \u201csozinhas em casa, confinadas, como esta que permanece infetada h\u00e1 tr\u00eas meses\u201d, indicando a import\u00e2ncia de acompanhar as pessoas emocionalmente, mas assegura a reconstru\u00e7\u00e3o a que assiste e o regresso, cauteloso, que vai marcando os dias da comunidade de Mora.<\/p>\n<p class=\"western\"><i>LS<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>65 pessoas infetadas, duas mortes e um caso ativo h\u00e1 mais de tr\u00eas meses numa comunidade com cinco mil habitantes, onde o medo ainda marca os 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