{"id":189078,"date":"2020-10-31T09:00:48","date_gmt":"2020-10-31T09:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=189078"},"modified":"2020-10-28T11:21:19","modified_gmt":"2020-10-28T11:21:19","slug":"lusofonias-passou-fazendo-o-bem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-passou-fazendo-o-bem\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; Passou fazendo o bem&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Roma.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Lusofonias-Santos-2-11-2020.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-189081\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Lusofonias-Santos-2-11-2020.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"997\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Lusofonias-Santos-2-11-2020.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Lusofonias-Santos-2-11-2020-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Lusofonias-Santos-2-11-2020-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Lusofonias-Santos-2-11-2020-768x510.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Lusofonias-Santos-2-11-2020-1080x718.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Lusofonias-Santos-2-11-2020-1280x851.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Lusofonias-Santos-2-11-2020-980x651.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Lusofonias-Santos-2-11-2020-480x319.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u2018Os santos s\u00e3o nossos amigos!\u2019 \u2013 ouvi isto um ano inteiro, da boca de um venerando mission\u00e1rio de mais de 90 anos. Nunca duvidara de tal, mas este argumento era usado pelo P. Isalino Gomes, em Coimbra, nos anos 80, para justificar a comemora\u00e7\u00e3o &#8211; de forma obrigat\u00f3ria &#8211; de todo e qualquer santo que aparecesse nas agendas lit\u00fargicas e nos almanaques. Alguns nomes soavam a muito estranho, mas o P. Isalino l\u00e1 contava a sua breve biografia e avan\u00e7ava para a sua mem\u00f3ria. Na pr\u00e1tica, este velho mission\u00e1rio das \u00c1fricas e de Portugal tinha a convic\u00e7\u00e3o de que o mundo cresce com o testemunho de homens e mulheres que deixaram atr\u00e1s de si um rasto de servi\u00e7o \u00e0 humanidade, sobretudo aos mais fr\u00e1geis. 40 anos depois, s\u00f3 lhe posso dar raz\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando S. Pedro precisou de falar de Cristo a quem n\u00e3o o conhecera, usou uma express\u00e3o simples mas clara: \u2018Jesus passou pelo mundo fazendo o bem\u2019 (At 10,38). Dificilmente algu\u00e9m ir\u00e1 dizer melhor. Podemos romantizar formas de express\u00e3o, conseguiremos at\u00e9 falar poeticamente, mas no fim \u00e9 ali que temos que chegar: as pessoas boas, amam, fazem o bem bem feito.<\/p>\n<p>Precisamos de gente boa, que se entregue totalmente na constru\u00e7\u00e3o de um mundo que seja mais humano e mais fraterno, um mundo melhor do que aquele que herdamos. Esta tem de ser a nossa Miss\u00e3o. Mia Couto, Pr\u00e9mio Cam\u00f5es, escreveu um dia a prop\u00f3sito de um amigo: \u2018as pessoas boas (querendo dizer pessoas \u00edntegras, generosas, solid\u00e1rias e dispon\u00edveis) deviam ser protegidas como um patrim\u00f3nio da humanidade. Um patrim\u00f3nio cada vez mais raro, cada vez mais em risco. Uma pessoa boa ensina mais que todos os comp\u00eandios\u2019. Mas que forma feliz de falar da santidade do p\u00e9 da porta, como o Papa Francisco escreve na Exorta\u00e7\u00e3o \u2018Alegrai-vos e exultai\u2019, publicada a 19 de mar\u00e7o de 2018, dia de S. Jos\u00e9. O Papa refere-se \u00e0quelas pessoas que vivem perto de n\u00f3s e s\u00e3o um reflexo da presen\u00e7a de Deus, ou \u2013 por outras palavras \u2013 da \u2018classe m\u00e9dia da santidade\u2019\u2019 (GE, n\u00ba7). Neste documento, as Bem-Aventuran\u00e7as s\u00e3o como que o bilhete de identidade do crist\u00e3o\u2019 (n\u00ba63). \u2018Ser pobre de cora\u00e7\u00e3o: isto \u00e9 santidade\u2019 (n\u00ba70); \u2018Reagir com humilde mansid\u00e3o: isto \u00e9 santidade\u2019 (n\u00ba74); \u2018Saber chorar com os outros: isto \u00e9 santidade\u2019 (n\u00ba76); \u2018Buscar a justi\u00e7a com fome e sede: isto \u00e9 santidade\u2019 (n\u00ba79); \u2018Olhar e agir com miseric\u00f3rdia: isto \u00e9 santidade\u2019 (n\u00ba82); \u2018Manter o cora\u00e7\u00e3o limpo de tudo o que mancha o amor: isto \u00e9 santidade\u2019 (n\u00ba86); \u2018Semear a paz ao nosso redor: isto \u00e9 santidade\u2019 (n\u00ba89); \u2018Abra\u00e7ar diariamente o caminho do Evangelho mesmo que nos acarrete problemas: isto \u00e9 santidade\u2019 (n\u00ba94).<\/p>\n<p>Mas o Papa Francisco n\u00e3o se deixa ficar pelas teorias inspiradoras do Serm\u00e3o da Montanha. Avan\u00e7a: \u2018no cap\u00edtulo 25 do Evangelho de Mateus (a par\u00e1bola do ju\u00edzo definitivo), encontramos precisamente uma regra de comportamento com base na qual seremos julgados\u2019 (n\u00ba95). Ou seja: \u2018o crit\u00e9rio de avalia\u00e7\u00e3o da nossa vida \u00e9, antes de mais nada, o que fizemos pelos outros\u2019 (n\u00ba104). E conclui: \u2018A miseric\u00f3rdia \u00e9 a arquitrave que suporta a vida da Igreja, \u00e9 a chave do C\u00e9u\u2019 (n\u00ba105).<\/p>\n<p>O compromisso no quotidiano \u00e9 o grande indicador da santidade de vida. As palavras ajudam, mas as s\u00e3o obras que as aplicam. Alerta o Papa: \u2018Ser\u00e1 dif\u00edcil que nos comprometamos e dediquemos energias a dar uma m\u00e3o a quem est\u00e1 mal se n\u00e3o cultivarmos uma certa austeridade, se n\u00e3o lutarmos contra esta febre que a sociedade de consumo nos imp\u00f5e para nos vender coisas, acabando por nos transformar em pobres insatisfeitos que tudo querem ter e provar\u2019 (n\u00ba108).<\/p>\n<p>As margens e as periferias s\u00e3o lugares onde a santidade acontece com mais radicalidade. Lembra o Papa Francisco: \u2018Deus leva-nos aonde se encontra a Humanidade mais ferida e aonde os seres humanos continuam \u00e0 procura de resposta para a quest\u00e3o do sentido da vida. Se ousarmos ir \u00e0s periferias, l\u00e1 O encontraremos: Ele j\u00e1 estar\u00e1 l\u00e1\u2019 (n\u00ba135).<\/p>\n<p>Por fim, vem um convite \u00e0 Miss\u00e3o: \u2018O testemunho dos que arriscam a vida pelo Evangelho lembra-nos que a Igreja n\u00e3o precisa de muitos burocratas e funcion\u00e1rios, mas de mission\u00e1rios apaixonados, devorados pelo entusiasmo de comunicar a verdadeira vida\u2019(n\u00ba138).<\/p>\n<p>Ao celebrar todos os Santos, nunca poderemos esquecer Maria: \u2018viveu como ningu\u00e9m as Bem-aventuran\u00e7as de Jesus. \u00c9 a mais aben\u00e7oada dos santos entre os santos, aquela que nos mostra o caminho da santidade e nos acompanha. Conversar com ela consola-nos, liberta-nos, santifica-nos\u2019 (n\u00ba176).<\/p>\n<p>S\u00f3 os santos mudam o mundo para melhor. Ousemos ser um deles!<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-189078-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/lusofonias-fazerobem-02-11-2020.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/lusofonias-fazerobem-02-11-2020.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/lusofonias-fazerobem-02-11-2020.mp3<\/a><\/audio>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em Roma.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":114253,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-189078","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/189078","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=189078"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/189078\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/114253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=189078"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=189078"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=189078"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}