{"id":188459,"date":"2020-10-25T09:00:46","date_gmt":"2020-10-25T09:00:46","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=188459"},"modified":"2020-10-26T19:37:51","modified_gmt":"2020-10-26T19:37:51","slug":"o-sentido-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-sentido-da-vida\/","title":{"rendered":"O sentido da vida"},"content":{"rendered":"<p><em>Ant\u00f3nio Estanqueiro, <\/em><em>Formado em Filosofia e Teologia<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_152027\" aria-describedby=\"caption-attachment-152027\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-152027 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-152027\" class=\"wp-caption-text\">Ag\u00eancia Ecclesia\/MC<\/figcaption><\/figure>\n<p>A fragilidade da condi\u00e7\u00e3o humana, que se manifesta no sofrimento e na morte, traz-nos perguntas fundamentais sobre o enigma da exist\u00eancia: Quem somos? O que nos espera depois da morte? Qual o sentido da vida?<\/p>\n<p>Estas perguntas provocam respostas diferentes, consoante as pessoas e os contextos socioculturais em que vivem. A maioria das pessoas tem procurado resposta na religi\u00e3o, apesar do fen\u00f3meno crescente do ate\u00edsmo te\u00f3rico e pr\u00e1tico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>A experi\u00eancia religiosa<\/strong><\/h4>\n<p>Somos seres finitos com desejo de infinito. A consci\u00eancia da nossa finitude e a busca do sentido \u00faltimo da vida est\u00e3o na origem da experi\u00eancia religiosa, que tem acompanhado o ser humano, desde sempre, em todas as culturas.<\/p>\n<p>A religi\u00e3o \u00e9 um sistema de cren\u00e7as, valores e rituais que unem um grupo ou uma comunidade na sua rela\u00e7\u00e3o com Deus. Isto n\u00e3o significa que os seguidores de uma determinada religi\u00e3o estejam de acordo com tudo o que ela prop\u00f5e. Muitos crentes gostam da liberdade de criar a sua pr\u00f3pria vers\u00e3o da religi\u00e3o, aproveitando seletivamente doutrinas e pr\u00e1ticas religiosas. \u00c9 isso que se verifica quando algu\u00e9m se confessa \u201ccat\u00f3lico n\u00e3o praticante\u201d.<\/p>\n<p>Existem dezenas de religi\u00f5es organizadas. O cristianismo, baseado na vida e nos ensinamentos de Jesus, \u00e9 a religi\u00e3o com mais crentes, cerca de um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o mundial. Tal como o juda\u00edsmo e o islamismo, a religi\u00e3o crist\u00e3 defende a exist\u00eancia de um s\u00f3 Deus, criador omnipotente e bom, sentido \u00faltimo da vida. Os crist\u00e3os (cat\u00f3licos, ortodoxos e protestantes), iluminados pela f\u00e9, acreditam que a morte \u00e9 uma passagem e alimentam a esperan\u00e7a na vida eterna.<\/p>\n<p>Cada religi\u00e3o \u00e9 uma forma de expressar a dimens\u00e3o mais profunda do ser humano, a dimens\u00e3o espiritual. Mas a espiritualidade, fonte de uma vida com sentido, n\u00e3o \u00e9 patrim\u00f3nio exclusivo das religi\u00f5es. Muitas pessoas vivem a sua espiritualidade sem compromisso com qualquer cren\u00e7a ou pr\u00e1tica religiosa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Deus existe?<\/strong><\/h4>\n<p>Ao longo de s\u00e9culos, v\u00e1rios pensadores (por exemplo, Marx, Nietzsche, Freud e Sartre) anunciaram a morte de Deus e o fim da religi\u00e3o. Atualmente, alguns ateus defendem que a ci\u00eancia explica a origem do universo e da vida, dispensando a necessidade de um Deus criador. Outros consideram que a exist\u00eancia de um Deus omnipotente e bom \u00e9 incompat\u00edvel com o sofrimento dos inocentes. Se Deus existe, porque permite a maldade humana, as guerras e os genoc\u00eddios? Porque n\u00e3o nos liberta das cat\u00e1strofes da natureza (terramotos, furac\u00f5es e pandemias)?<\/p>\n<p>Afinal, Deus existe ou n\u00e3o? Ningu\u00e9m sabe. Estamos perante um mist\u00e9rio incompreens\u00edvel para a mente humana. Crentes, ateus e agn\u00f3sticos t\u00eam de aceitar com humildade que n\u00e3o h\u00e1 provas racionais para afirmar ou negar a exist\u00eancia de Deus. N\u00e3o h\u00e1 certezas. A f\u00e9 aut\u00eantica, que vai al\u00e9m da raz\u00e3o, convive com a d\u00favida. Crer n\u00e3o \u00e9 saber.<\/p>\n<p>Independentemente do olhar sobre o mist\u00e9rio de Deus e da atitude face \u00e0 religi\u00e3o, somos todos irm\u00e3os, partilhamos a fragilidade da condi\u00e7\u00e3o humana e temos a necessidade espiritual de descobrir o sentido da nossa exist\u00eancia. Disse Viktor Frankl (1905-1997), psicoterapeuta austr\u00edaco de origem judaica, sobrevivente dos campos de concentra\u00e7\u00e3o nazis: \u201cA principal preocupa\u00e7\u00e3o da pessoa n\u00e3o consiste em obter prazer ou evitar a dor, mas antes em ver um sentido na sua vida.\u201d Precisamos de raz\u00f5es para viver. Cada um de n\u00f3s, diferente e \u00fanico, \u00e9 respons\u00e1vel pelas suas escolhas e insubstitu\u00edvel na sua miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Crentes ou n\u00e3o, podemos encontrar um horizonte de sentido na experi\u00eancia da compaix\u00e3o e da solidariedade, amando e servindo os outros. A descoberta de um sentido para a vida liberta-nos do vazio existencial e ajuda-nos a suavizar o sofrimento. \u00c9 uma chave para a felicidade.<\/p>\n<p><em>Ant\u00f3nio Estanqueiro<\/em><br \/>\n<em>Formado em Filosofia e Teologia<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Estanqueiro, Formado em Filosofia e Teologia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":152027,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-188459","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/188459","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=188459"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/188459\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/152027"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=188459"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=188459"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=188459"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}