{"id":188441,"date":"2020-10-21T10:00:24","date_gmt":"2020-10-21T09:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=188441"},"modified":"2020-10-21T10:00:24","modified_gmt":"2020-10-21T09:00:24","slug":"saber-aprender-a-sobreviver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/saber-aprender-a-sobreviver\/","title":{"rendered":"SABER APRENDER &#8211; A Sobreviver"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Autor<\/a><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o os mais fortes que sobrevivem, como Darwin pensava, mas os mais aptos a comunicar. Como todo o ser humano \u00e9 capaz de comunicar, s\u00f3 o ego\u00edsmo possui a for\u00e7a necess\u00e1ria para diminuir a capacidade de sobrevivermos. Mas h\u00e1 uma nuance. Comunicar \u00e9 uma escolha que somente pessoas livres conseguem fazer.<\/p>\n<figure id=\"attachment_188442\" aria-describedby=\"caption-attachment-188442\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/priscilla-du-preez-ZxMASvRPEn4-unsplash.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-188442\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/priscilla-du-preez-ZxMASvRPEn4-unsplash.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/priscilla-du-preez-ZxMASvRPEn4-unsplash.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/priscilla-du-preez-ZxMASvRPEn4-unsplash-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/priscilla-du-preez-ZxMASvRPEn4-unsplash-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/priscilla-du-preez-ZxMASvRPEn4-unsplash-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/priscilla-du-preez-ZxMASvRPEn4-unsplash-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/priscilla-du-preez-ZxMASvRPEn4-unsplash-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/priscilla-du-preez-ZxMASvRPEn4-unsplash-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-188442\" class=\"wp-caption-text\">Foto de Priscilla Du Preez em Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nos alvores da humanidade, a ca\u00e7a era essencial para a sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie humana. \u00c9 uma op\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica que muitos pensam ser mais essencial do que a comunica\u00e7\u00e3o para sobreviver. Por\u00e9m, para ca\u00e7ar, o vento transporta os odores dos animais e dos humanos, de tal modo que o ca\u00e7ador deveria colocar-se numa posi\u00e7\u00e3o contra o vento, de modo a evitar que o animal o detectasse. Sem essa comunica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o haveria economia que permite o ser humano sobreviver.<\/p>\n<p>Se no passado, a sobreviv\u00eancia da nossa esp\u00e9cie dependia da capacidade de comunicar, na Era da Informa\u00e7\u00e3o que actualmente vivemos, mais evidente \u00e9 a import\u00e2ncia dessa capacidade. E n\u00e3o somente para a evolu\u00e7\u00e3o cultural que ocorre em simult\u00e2neo com a evolu\u00e7\u00e3o da natureza, mas, tamb\u00e9m, para a nossa vida espiritual.<\/p>\n<p>O Papa Francisco publicou uma s\u00e9rie de pensamentos num livro <em>\u201dDiferentes e unidos \u2014 Com-\u00fanico logo existo\u201d<\/em> (DU), onde come\u00e7a por afirmar que <em>\u00abDeus n\u00e3o \u00e9 Solid\u00e3o, mas Comunh\u00e3o; \u00e9 Amor e, consequentemente, comunica\u00e7\u00e3o, porque o amor sempre comunica, comunica-se a si mesmo para encontrar o outro\u00bb<\/em> (DU, p. 6). De facto, se Deus n\u00e3o se comunicasse, pouco haveria no mundo que fosse por Ele transformado. Tamb\u00e9m n\u00f3s, <a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-origem-do-que-nos-move-e-transforma\/\">s\u00f3 se nos comunicarmos<\/a> \u00e9 que experimentamos a for\u00e7a transformativa da met\u00e1fora da comunica\u00e7\u00e3o. Mas esta capacidade evolutiva est\u00e1 em risco e, com essa, tamb\u00e9m estar\u00e1 em risco a nossa sobreviv\u00eancia?<\/p>\n<p>Quantas fam\u00edlias conseguem estar numa refei\u00e7\u00e3o, juntas, sem ter perto de si o telem\u00f3vel? (DU, p. 9) Segundo o Papa Franscisco, <em>\u00abcomunicar \u00e9 precisamente tomar do Ser de Deus e ter a mesma atitude; n\u00e3o poder ficar sozinho\u00bb<\/em> (DU, p. 12), pelo que na comunica\u00e7\u00e3o est\u00e1 expressa a realidade crist\u00e3 de termos sido criados \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma grande confus\u00e3o entre comunicar e conectar. N\u00e3o s\u00e3o a mesma coisa. A conex\u00e3o digital facultada pelas redes sociais, trocas de mensagens, superficializam a comunica\u00e7\u00e3o entre as pessoas. Quando nos comunicamos, damo-nos a n\u00f3s mesmos. A mente, o cora\u00e7\u00e3o e as m\u00e3os est\u00e3o pr\u00f3ximas (tanto quanto poss\u00edvel) do outro, e n\u00e3o tanto no ecr\u00e3 atrav\u00e9s do qual nos conectamos com o outro. Por\u00e9m, tudo isto pode ficar em causa quando n\u00e3o comunicamos sempre na verdade, quer por desconhecimento, quer propositadamente.<\/p>\n<blockquote><p>\u00abUma pessoa <em>fala<\/em> com aquilo que \u00e9 e que faz. Todos n\u00f3s estamos em comunica\u00e7\u00e3o, sempre. Todos n\u00f3s vivemos comunicando e estamos continuamente em equil\u00edbrio entre a verdade e a mentira\u00bb (DU, p. 69)<\/p><\/blockquote>\n<p>Nos \u00faltimos tempos, a desinforma\u00e7\u00e3o tem alterado resultados pol\u00edticos, gerado homic\u00eddios, e at\u00e9 genoc\u00eddios como no Myanmar. A desinforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 inofensiva e mostra a import\u00e2ncia de procurar comunicar sempre na verdade para sobreviver.<\/p>\n<p>Por outro lado, al\u00e9m da desinforma\u00e7\u00e3o, assistimos \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o de dados que acabam por saturar o nosso horizonte de conhecimento e confundir mais do que esclarecer. Curioso como j\u00e1 Aldous Huxley, em 1932, no seu livro <em>\u201dAdmir\u00e1vel Mundo Novo\u201d<\/em>, alertava como as pessoas acabariam por adorar as tecnologias que desfazem a sua capacidade de pensar; vivem num mundo onde n\u00e3o h\u00e1 raz\u00f5es para banir os livros porque j\u00e1 ningu\u00e9m os l\u00ea; e onde a verdade seria afogada num mar de irrelev\u00e2ncia no interior de uma cultura que se torna, cada vez mais, trivial. Sim, Huxley escreveu sobre estes assuntos muito antes sequer da televis\u00e3o.<\/p>\n<p>O Papa Francisco alerta, tamb\u00e9m, que al\u00e9m da acumula\u00e7\u00e3o de dados, surge uma tend\u00eancia para <em>\u00absubstituir as rela\u00e7\u00f5es reais com os outros, com todos os desafios que implicam, por um tipo de comunica\u00e7\u00e3o mediada pela internet. Isto permite seleccionar ou eliminar a nosso arb\u00edtrio as rela\u00e7\u00f5es e, deste modo, frequentemente gera-se um novo tipo de emo\u00e7\u00f5es artificiais, que t\u00eam a ver mais com dispositivos e monitores do que com as pessoas e a natureza\u00bb<\/em> (DU, pp. 75-76)<\/p>\n<p>Lembro-me, tamb\u00e9m, da <em>\u201dM\u00e1quina\u201d<\/em> na vis\u00e3o de E.M. Forster, quando escrevia em 1928 o que um filho dizia para a sua m\u00e3e que vivia somente para a M\u00e1quina \u2014 <em>\u00aba M\u00e1quina \u00e9 muito, mas n\u00e3o \u00e9 tudo. Eu vejo algo parecido contigo neste ecr\u00e3, mas n\u00e3o te vejo. Escuto algo parecido com a tua voz atrav\u00e9s deste telefone, mas n\u00e3o te oi\u00e7o. \u00c9 por isso que quero o teu regresso. Vem e fica comigo. Visita-me, para que possamos ver-nos face a face, e falar sobre as esperan\u00e7as que est\u00e3o na minha mente\u00bb<\/em> (em <em>The Machine Stops<\/em>, Modern Classis, Penguin, p. 4). Forster e Huxley visionaram o que vivemos hoje. Um assombro.<\/p>\n<p>O Papa diz ainda ser <em>\u00abparadoxal o facto de que, apesar de imersos num turbilh\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s dos m\u00e9dia, <\/em>[as pessoas] <em>possam sentir-se cidad\u00e3os do mundo, mas experimentam uma profunda insatisfa\u00e7\u00e3o e solid\u00e3o\u00bb<\/em> (DU, pp. 77-78). De facto, nunca sobrevivemos se estivermos sozinhos, da\u00ed que a comunica\u00e7\u00e3o fortale\u00e7a os nossos relacionamentos, quando vivida na verdade. Pois, <em>\u00aba comunica\u00e7\u00e3o deve ser humana, e , ao dizer humana, quero dizer construtiva, isto \u00e9, deve fazer crescer o outro\u00bb<\/em> (DU, p. 81).<\/p>\n<p>Os algoritmos que nas redes sociais aprendem a captar, cada vez mais e melhor, a nossa aten\u00e7\u00e3o, deixaram de ser projecto humanos e come\u00e7am a ganhar uma vida (artificial) pr\u00f3pria. E podem tornar-se um risco \u00e0 nossa sobreviv\u00eancia quando nos usam sob o disfarce de nos fazerem sentir usu\u00e1rios. Mas o que vemos \u00e0 nossa volta, depois de sabermos os efeitos que a <em>infobesidade<\/em> tem na nossa sa\u00fade social, \u00e9 o desinteresse previsto por Huxley no s\u00e9culo passado. E pensamos ser imunes a todas as cr\u00edticas feitas ao excesso de conex\u00e3o digital. Mais ainda, acredita-se que estes s\u00e3o meios servem para aprofundar a vida espiritual e realizar o an\u00fancio do Evangelho. N\u00e3o \u00e9 bem assim.<\/p>\n<p>O Papa Francisco \u00e9 claro \u2014 <em>\u00abo an\u00fancio exige rela\u00e7\u00f5es humanas aut\u00eanticas e directas para levar a um encontro pessoal com o Senhor. Por conseguinte, a internet n\u00e3o \u00e9 suficiente, a tecnologia n\u00e3o basta (\u2026) \u00e9 indispens\u00e1vel estar presente, sempre com um estilo evang\u00e9lico\u00bb<\/em> (DU, p. 84).<\/p>\n<p>No final de <em>\u201cDiferente e Unidos\u201d<\/em> encontra-se um texto in\u00e9dito onde o Papa vai \u00e0 ra\u00edz da sobreviv\u00eancia dos comunicadores mais aptos \u2014 <em>\u00abos homens \u201ccomunicam-se\u201d n\u00e3o apenas porque trocam informa\u00e7\u00f5es, mas porque tentam construir uma \u201ccomunh\u00e3o\u201d. Portanto, as palavras devem ser como pontes colocadas para aproximar diferentes posi\u00e7\u00f5es, criar um terreno comum, um lugar de encontro, compara\u00e7\u00e3o e crescimento\u00bb<\/em> (DU, p. 127). Um espa\u00e7o de sentido e significado onde saber aprender a sobreviver, comunicando-se reciprocamente, e cada vez melhor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":166774,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-188441","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/188441","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=188441"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/188441\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/166774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=188441"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=188441"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=188441"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}