{"id":18774,"date":"2006-06-26T10:30:07","date_gmt":"2006-06-26T10:30:07","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/06\/26\/descobrir-a-beleza-e-a-alegria-da-fe\/"},"modified":"2006-06-26T10:30:07","modified_gmt":"2006-06-26T10:30:07","slug":"descobrir-a-beleza-e-a-alegria-da-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/descobrir-a-beleza-e-a-alegria-da-fe\/","title":{"rendered":"Descobrir a beleza e a alegria da f\u00e9"},"content":{"rendered":"<p>Homilia da entrada solene de D. Ant\u00f3nio Marto na Diocese de Leiria-F\u00e1tima <!--more--> Foi com intensa emo\u00e7\u00e3o que cheguei \u00e0 catedral e me ajoelhei, \u00e0 entrada, para beijar as pedras deste templo. O templo \u00e9 sinal da comunh\u00e3o dos crentes unidos pela presen\u00e7a de Deus que mora no meio do Seu povo. A Ele, Deus santo, no Seu Amor trinit\u00e1rio, dou hoje gl\u00f3ria e louvor no limiar desta catedral. Chegou, finalmente, o dia do meu encontro convosco. Desde que disse sim \u00e0 nomea\u00e7\u00e3o do Santo Padre, v\u00f3s entrastes no meu cora\u00e7\u00e3o de pastor. Dele n\u00e3o sair\u00e3o os muitos que at\u00e9 agora amei e guiei na f\u00e9, mas com eles \u2013 tende a certeza \u2013 entrais todos v\u00f3s com pleno direito de filhos. \u00c9 esta rela\u00e7\u00e3o de amor simples e verdadeiro, leal e fiel, transparente e alegre, capaz de escuta, de di\u00e1logo e fortaleza na f\u00e9, que desejo estabelecer com todos e cada um de v\u00f3s.  <b>Sauda\u00e7\u00e3o<\/b> Neste amor, sa\u00fado afectuosamente toda a Igreja de Leiria-F\u00e1tima, a cada um e a cada uma de v\u00f3s: o Rev.mo Vig\u00e1rio Geral \u2013 a quem agrade\u00e7o a calorosa sauda\u00e7\u00e3o, como gentil int\u00e9rprete dos vossos filiais sentimentos \u2013, o Il.mo Cabido, os estimados sacerdotes, as pessoas consagradas, os seminaristas, os muitos amigos que me acompanham, todos os fi\u00e9is, particularmente os doentes, os jovens e as crian\u00e7as. A todos dirijo a sauda\u00e7\u00e3o do ap\u00f3stolo Paulo: \u201cO Deus da esperan\u00e7a vos encha de toda a alegria e paz na f\u00e9, para que abundeis na esperan\u00e7a pela virtude do Esp\u00edrito Santo\u201d (Rom 15, 13).  Muito obrigado por este caloroso acolhimento! Sa\u00fado com muita estima o Senhor N\u00fancio Apost\u00f3lico e, na sua pessoa, o Santo Padre, a quem testemunho o meu afecto filial. Sa\u00fado fraternalmente o senhor arcebispo de Braga, Presidente da Confer\u00eancia episcopal, o meu caro predecessor, senhor D. Serafim, e os demais irm\u00e3os no episcopado, a quem agrade\u00e7o o afecto colegial; e estendo esta sauda\u00e7\u00e3o aos mui dignos representantes das outras Confiss\u00f5es crist\u00e3s, cuja presen\u00e7a me \u00e9 particularmente grata. Sa\u00fado por fim e agrade\u00e7o \u00e0s autoridades civis e militares que quiseram honrar este encontro com a sua presen\u00e7a e me manifestam um afecto que eu desejo retribuir de todo o cora\u00e7\u00e3o, com a lealdade de uma colabora\u00e7\u00e3o verdadeira, franca e desejosa do bem comum.  <b>A f\u00e9 perante uma viragem civilizacional<\/b> N\u00e3o \u00e9 este o momento para vos propor metas e itiner\u00e1rios precisos de um programa pastoral. No esp\u00edrito do di\u00e1logo de cora\u00e7\u00e3o a cora\u00e7\u00e3o, posso desde j\u00e1 dizer-vos que prosseguirei o programa que v\u00f3s j\u00e1 tra\u00e7astes com o belo lema \u201cTestemunhar Cristo, fonte de esperan\u00e7a\u201d. Desejo, contudo, oferecer-vos uma medita\u00e7\u00e3o sobre o horizonte do nosso ser crist\u00e3os hoje, na sociedade complexa em que nos \u00e9 dado viver; e apresentar algumas prioridades que da\u00ed derivam. Fa\u00e7o-o a partir do texto do Evangelho que acab\u00e1mos de escutar. A narra\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica da tempestade acalmada fala de n\u00f3s e do nosso tempo: interpela-nos e estimula-nos. S. Marcos sabia que os crist\u00e3os de Roma estavam em perigo, como uma barca no meio da tempestade. A barca \u00e9 uma grande met\u00e1fora n\u00e3o s\u00f3 da condi\u00e7\u00e3o humana, mas tamb\u00e9m da Igreja de todos os tempos que atravessa o mar tempestuoso da hist\u00f3ria, muitas vezes exposta \u00e0 f\u00faria dos ventos e das ondas. Ao sabor de for\u00e7as externas e obscuras, a pequena barca mais se parece a uma casca de noz temer\u00e1ria, destinada a ser engolida. O caminho da f\u00e9 dos disc\u00edpulos e da Igreja n\u00e3o \u00e9 uma marcha triunfal; est\u00e1 semeado de prova\u00e7\u00f5es. As duas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9c. XX e os primeiros anos do s\u00e9c. XXI desencadearam abalos s\u00edsmicos profundos, de ordem cultural e espiritual, na consci\u00eancia humana. Evoco-os simplesmente: a queda do muro de Berlim e o surgir de uma nova Europa hoje em dores de parto para a sua configura\u00e7\u00e3o; a revolu\u00e7\u00e3o inform\u00e1tica com a globaliza\u00e7\u00e3o do conhecimento, do mercado e do consumo; a revolu\u00e7\u00e3o biotecnol\u00f3gica com novas esperan\u00e7as e novas amea\u00e7as que p\u00f5em em causa o sujeito humano; a viol\u00eancia do terrorismo global que transferiu a guerra dos ex\u00e9rcitos para as consci\u00eancias, dos porta-avi\u00f5es para os indiv\u00edduos, amea\u00e7ando alterar as rela\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a entre as pessoas e os povos e levar a um confronto de civiliza\u00e7\u00f5es; a cultura dominante da era do vazio de valores e verdades universais, que resvala para o agnosticismo e o relativismo. Quem n\u00e3o se apercebe que estamos perante uma nova paisagem cultural e religiosa, perante uma viragem epocal, uma muta\u00e7\u00e3o civilizacional? Vivemos uma \u00e9poca cheia de paradoxos, aos quais \u00e9 preciso prestar aten\u00e7\u00e3o. Nunca houve tanto desejo de espiritualidade e interesse pela religi\u00e3o; por outro lado, h\u00e1 muito individualismo, consumismo e materialismo. Nunca houve tantos meios de comunica\u00e7\u00e3o e, contudo, as pessoas t\u00eam necessidade de falar, de se encontrar.  A caracter\u00edstica da nossa gera\u00e7\u00e3o inform\u00e1tica \u00e9 que n\u00f3s podemos estar virtualmente em comunica\u00e7\u00e3o com o mundo inteiro, mas diante do ecr\u00e3 estamos s\u00f3s. Nunca houve tanto conforto poss\u00edvel e todavia estamos confrontados com a pobreza, o desemprego, as depress\u00f5es, os suic\u00eddios, os sem abrigo\u2026 Nunca se falou tanto de liberdade e cada vez mais se acumulam regras e leis na sociedade. Este \u00e9 o novo contexto em que somos chamados a viver como crist\u00e3os. As convuls\u00f5es da hist\u00f3ria assustam-nos, suscitam os nossos medos e o mal-estar, tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9. O recente fen\u00f3meno do C\u00f3digo da Vinci \u00e9 um term\u00f3metro cultural que nos convida a reflectir sobre a religiosidade actual e a f\u00e9 incerta e vacilante de tantos crist\u00e3os.  <i>Tamb\u00e9m a n\u00f3s, hoje, o Senhor Jesus dirige a interroga\u00e7\u00e3o que fez aos disc\u00edpulos assustados pela tempestade: \u201cPorque tendes medo? Ainda n\u00e3o tendes f\u00e9?\u201d<\/i> \u00c9 como se Jesus dissesse: o verdadeiro problema \u00e9 que v\u00f3s acreditais pouco; por isso, n\u00e3o compreendeis o significado das prova\u00e7\u00f5es e provoca\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e culturais em que estais mergulhados, para p\u00f4r \u00e0 prova e purificar a vossa f\u00e9. Na verdade, n\u00e3o \u00e9 Jesus que dorme na barca; \u00e9 a f\u00e9 dos disc\u00edpulos que est\u00e1 adormecida. Se o Senhor nos deixou entrar numa tempestade, \u00e9 porque sabe que pode p\u00f4r no cora\u00e7\u00e3o de quantos cr\u00eaem e esperam, a for\u00e7a e a energia, a calma e a serenidade, a intelig\u00eancia e a paix\u00e3o para enfrentar as ondas e os ventos. Falamos de uma nova qualidade de evangeliza\u00e7\u00e3o hoje. Mas a quest\u00e3o central, \u00e0 partida, \u00e9 a qualidade da nossa f\u00e9. O que caracteriza o nosso tempo n\u00e3o \u00e9 propriamente o ate\u00edsmo, mas antes a confus\u00e3o relativa \u00e0 f\u00e9, a indiferen\u00e7a, a tibieza, a superficialidade da f\u00e9, o analfabetismo religioso, a perda da mem\u00f3ria crist\u00e3, o complexo de inferioridade que se apoderou de muitos crist\u00e3os.  <b>Descobrir a beleza e a alegria da f\u00e9<\/b> O mundo exige-nos hoje a raz\u00e3o de ser da nossa f\u00e9 no meio das convuls\u00f5es da hist\u00f3ria, a sua comunica\u00e7\u00e3o simples, alegre e bela, para que o n\u00facleo da f\u00e9 crist\u00e3 volte a resplandecer em toda a sua beleza e frescura. Isto pede um regresso \u00e0s fontes e uma grande regenera\u00e7\u00e3o espiritual. E daqui derivam algumas prioridades.  1. Come\u00e7ar de novo a partir de Cristo Talvez tenhamos de admitir com o cardeal Ratzinger, hoje Bento XVI, que \u201ca Igreja, com frequ\u00eancia se ocupa demasiado de si mesma e n\u00e3o fala com a for\u00e7a e a alegria necess\u00e1ria de Deus e de Jesus Cristo, enquanto o mundo n\u00e3o sente necessidade de conhecer os nossos problemas internos, mas tem sede da mensagem que deu origem \u00e0 Igreja: o fogo que Jesus Cristo trouxe \u00e0 terra.  A crise da nossa cultura funda-se na aus\u00eancia de Deus e temos que confessar que tamb\u00e9m a crise da Igreja \u00e9, em boa parte, a consequ\u00eancia de uma difundida marginaliza\u00e7\u00e3o do tema de Deus. S\u00f3 poderemos ser mensageiros do Deus vivo, se este fogo se acende em n\u00f3s mesmos. S\u00f3 se Cristo vive em n\u00f3s, \u00e9 que o Evangelho \u00e9 anunciado por n\u00f3s, mostra a presen\u00e7a de Cristo e toca o cora\u00e7\u00e3o dos nossos contempor\u00e2neos\u201d. Hoje torna-se necess\u00e1rio despertar e reavivar no cora\u00e7\u00e3o dos crentes a experi\u00eancia da Beleza do mist\u00e9rio de Deus connosco: aquela experi\u00eancia de Isa\u00edas, do homem tocado por Deus no mais \u00edntimo do seu ser, envolvido pela Sua santidade como numa nuvem luminosa, purificado e transformado pelo Seu amor como fogo ardente; aquela experi\u00eancia de S. Paulo, cativado por Cristo, que o leva a exclamar \u201co amor de Cristo possui-nos, abra\u00e7a-nos, impele-nos\u201d. Uma experi\u00eancia que resulta da contempla\u00e7\u00e3o de Cristo como Aquele que, em carne e sangue, trouxe a beleza de Deus \u00e0 terra dos homens, a beleza suprema do amor misericordioso de Deus e a beleza do homem criado \u00e0 imagem de Deus, renovado pela gra\u00e7a e destinado \u00e0 plenitude da vida eterna. <i>O mais grave que pode acontecer a um homem \u00e9 ter medo de Deus, pensar que Ele \u00e9 seu inimigo ou o limite da sua liberdade e da sua alegria de viver, quando na realidade \u00e9 a sua fonte e o seu fundamento perenes.<\/i> Na origem da nossa f\u00e9 n\u00e3o est\u00e1 um conjunto de dogmas ou preceitos ou um ideal humanista, mas o encontro com a pessoa viva do Ressuscitado e a Sua hist\u00f3ria de amor, que abre um novo horizonte \u00e0 vida e lhe imprime um rumo decisivo. \u201cOu nos enamoramos por Jesus Cristo ou n\u00e3o temos grande interesse como crist\u00e3os\u201d (Bento XVI). Contemplar Cristo na Palavra, alimentar-se dele na Eucaristia \u00e9 ent\u00e3o a primeira prioridade. A dimens\u00e3o contemplativa da vida n\u00e3o \u00e9 uma fuga aos problemas do mundo; antes constitui uma reserva maravilhosa de humanidade plena, boa e feliz. Trata-se de testemunhar o primado de Deus com a vida, cultivando uma experi\u00eancia intensa e fiel de ora\u00e7\u00e3o pessoal e lit\u00fargica e um compromisso generoso de an\u00fancio da Boa Nova. H\u00e1 necessidade de crist\u00e3os adultos, convictos da sua f\u00e9, peritos na vida segundo o Esp\u00edrito, sempre prontos a dar raz\u00e3o da sua esperan\u00e7a. <i>Igreja de Leiria-F\u00e1tima, sonho-te, minha Igreja, como uma comunidade contemplativa e eucar\u00edstica, empenhada na escuta orante e perseverante da Palavra de Deus, continuamente alimentada pelo P\u00e3o da vida, vivificada pelo Esp\u00edrito de santidade popular.<\/i>  <b>2. Viver a espiritualidade da comunh\u00e3o<\/b> Esta beleza do Amor eterno e santo de Deus deve reflectir-se no mist\u00e9rio da Igreja-comunh\u00e3o. A imagem da barca no Evangelho \u00e9 eloquente e sugestiva. Estamos todos na mesma barca. A f\u00e9 n\u00e3o se vive isoladamente, mas em comunh\u00e3o com os outros. Embarcamos todos na mesma aventura com Cristo, sentindo-nos acolhidos e protegidos na comunidade do povo santo de Deus, a Igreja do amor. N\u00e3o saborearemos a beleza da f\u00e9 sem a espiritualidade da comunh\u00e3o entre n\u00f3s. Queremos ser Igreja, comunidade cada vez mais acolhedora, onde nos sintamos atra\u00eddos e reconciliados no amor, partilhando os diversos dons e os bens, vivendo unidos na simplicidade e verdade e procurando caminhar juntos, segundo o prov\u00e9rbio africano:\u201dse queres chegar depressa corre sozinho; se queres chegar longe, corre juntamente com os outros\u201d. Assim testemunharemos a esta sociedade p\u00f3s-moderna \u2013 que muitas vezes se apresenta como uma multid\u00e3o de solid\u00f5es \u2013 a possibilidade e a beleza da comunh\u00e3o, da amizade, da solidariedade. <i>Igreja de Leiria-F\u00e1tima, sonho-te, minha Igreja, como a comunidade do amor, casa e escola de comunh\u00e3o, animada por atitudes de estima, acolhimento e apoio rec\u00edprocos, de partilha e co-responsabilidade e, assim, testemunha da infinita caridade de Deus e da comunh\u00e3o entre os homens.<\/i>  <b>3. Amar o mundo do nosso tempo<\/b> No evangelho, Jesus convida os disc\u00edpulos a \u201cpassar \u00e0 outra margem\u201d, a ir em miss\u00e3o ao encontro dos homens e do mundo. A vida \u00e9 verdadeira e bela quando se torna dom para os outros. Este mundo n\u00e3o precisa de uma Igreja que se ocupe de si mesma, mas de uma Igreja que com Cristo seja para a vida do mundo, no servi\u00e7o do amor.  Como crist\u00e3os somos chamados a promover, com todo o nosso empenhamento, a vida humana e a sua qualidade, recordando que n\u00e3o h\u00e1 qualidade de vida sem vida espiritual de qualidade. Somos chamados a fazer-nos voz dos que n\u00e3o t\u00eam voz, a enfrentar com humildade e coragem os desafios do sentido da vida e do vazio espiritual e moral, da justi\u00e7a social e das tens\u00f5es internacionais.  Se Cristo est\u00e1 no centro da vida da Igreja, esta n\u00e3o pode retirar-se da hist\u00f3ria em que Ele veio plantar a sua cruz. \u00c0 f\u00e9 dos crist\u00e3os \u00e9 pedida a aud\u00e1cia de ideias e gestos de proximidade aos que sofrem e de reconcilia\u00e7\u00e3o no seguimento de Cristo. <i>Igreja de Leiria-F\u00e1tima, sonho-te, minha Igreja, como uma comunidade que ama o mundo do nosso tempo com as suas belezas e potencialidades, com as suas crises e mis\u00e9rias; uma comunidade que com a luz da f\u00e9, o dinamismo da esperan\u00e7a e o calor da caridade oferece ao mundo aquele \u201csuplemento de alma\u201d que se torna fonte de uma nova cultura social, de promo\u00e7\u00e3o da dignidade da pessoa humana, de di\u00e1logo, de reconcilia\u00e7\u00e3o e de paz.<\/i>  <b>Faz-te ao largo!<\/b> Faz-te ao largo, minha Igreja! Rema mar adentro! \u201cSigamos em frente com esperan\u00e7a. Diante da Igreja abre-se um novo mil\u00e9nio como um vasto oceano onde aventurar-se com a ajuda de Cristo\u201d (NMI 58). No caminho acompanha-nos Maria, Estrela do mar e Padroeira dos navegantes em \u00e1guas dif\u00edceis. Com Ela aprenderemos a contemplar a beleza do rosto de Cristo, a viver a espiritualidade da comunh\u00e3o, a levar ao mundo a infinita miseric\u00f3rdia de Deus como for\u00e7a e como limite divino ao poder devastador do mal no mundo, tal como no-la manifestou em F\u00e1tima. Maria, M\u00e3e da Igreja, sustenta a f\u00e9 eclesial nos momentos de dificuldade e de prova\u00e7\u00e3o. A Ela pe\u00e7o que guie os meus passos na minha miss\u00e3o de confirmar os irm\u00e3os na f\u00e9.  Junto do seu santu\u00e1rio, na Cova da Iria, em uni\u00e3o \u00edntima ao Seu Cora\u00e7\u00e3o Imaculado, deixemo-nos confortar pelas palavras de Jesus: \u201cN\u00e3o tenhais medo! Tende confian\u00e7a! Eu estarei convosco, todos os dias, at\u00e9 ao fim dos tempos!\u201d. \u00c1men! Aleluia!   S\u00e9 de Leiria, 25 de Junho de 2006 <i>Ant\u00f3nio Marto, Bispo de Leiria-F\u00e1tima<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia da entrada solene de D. Ant\u00f3nio Marto na Diocese de Leiria-F\u00e1tima<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,154,172,177,199,203,207,314],"class_list":["post-18774","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-crianca","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-de-leiria-fatima","tag-espiritualidade","tag-europa","tag-fatima","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18774","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18774"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18774\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18774"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18774"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18774"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}