{"id":187352,"date":"2020-10-12T09:00:19","date_gmt":"2020-10-12T08:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=187352"},"modified":"2020-10-09T15:34:21","modified_gmt":"2020-10-09T14:34:21","slug":"lusofonias-disponiveis-a-sair","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-disponiveis-a-sair\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; Dispon\u00edveis a \u2018sair\u2019"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Roma<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dakar-Recepcao-em-paroquia.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-187354\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dakar-Recepcao-em-paroquia.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dakar-Recepcao-em-paroquia.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dakar-Recepcao-em-paroquia-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dakar-Recepcao-em-paroquia-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dakar-Recepcao-em-paroquia-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dakar-Recepcao-em-paroquia-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dakar-Recepcao-em-paroquia-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dakar-Recepcao-em-paroquia-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O mundo e a Igreja que nele vive est\u00e3o a enfrentar uma epidemia que chegou de mansinho e n\u00e3o se sabe at\u00e9 onde estender\u00e1 os seus tent\u00e1culos. Por isso, a Miss\u00e3o da Igreja est\u00e1 a reconfigurar-se a estes novos tempos, respondendo a novos desafios.<\/p>\n<p>O Papa Francisco, na mensagem anual para o Dia Mundial das Miss\u00f5es, come\u00e7a por recuperar o texto bel\u00edssimo que pronunciou, sozinho, na pra\u00e7a de S. Pedro, a 27 de mar\u00e7o:<\/p>\n<p>\u2018<em>\u00c0 semelhan\u00e7a dos disc\u00edpulos do Evangelho, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furiosa. Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos fr\u00e1geis e desorientados mas, ao mesmo tempo, importantes e necess\u00e1rios: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de m\u00fatuo encorajamento. E, neste barco, estamos todos. Tal como os disc\u00edpulos que, falando a uma s\u00f3 voz, dizem angustiados \u201cvamos perecer\u201d (cf.\u00a0Mc\u00a04, 38), assim tamb\u00e9m n\u00f3s nos apercebemos de que n\u00e3o podemos continuar estrada cada qual por conta pr\u00f3pria, mas s\u00f3 o conseguiremos juntos<\/em>\u2019. E conclui: <em>\u2018Estamos verdadeiramente assustados, desorientados e temerosos. O sofrimento e a morte fazem-nos experimentar a nossa fragilidade humana; mas, ao mesmo tempo, todos nos reconhecemos participantes dum forte desejo de vida e de liberta\u00e7\u00e3o do mal. Neste contexto, o chamamento \u00e0 miss\u00e3o, o convite a sair de si mesmo por amor de Deus e do pr\u00f3ximo aparece como oportunidade de partilha, servi\u00e7o, intercess\u00e3o. A miss\u00e3o que Deus confia a cada um faz passar do \u00abeu\u00bb medroso e fechado ao \u00abeu\u00bb resoluto e renovado pelo dom de si<\/em>\u2019.<\/p>\n<p>A Miss\u00e3o \u00e9 sempre resposta a uma voca\u00e7\u00e3o de Deus. E o que Deus quer de cada pessoa nem sempre \u00e9 f\u00e1cil de perceber. Da\u00ed a import\u00e2ncia do discernimento. Recorda o Papa: <em>\u2018A miss\u00e3o \u00e9 resposta, livre e consciente, ao chamamento de Deus. Mas esta chamada s\u00f3 a podemos sentir, quando vivemos numa rela\u00e7\u00e3o pessoal de amor com Jesus vivo na sua Igreja. Perguntemo-nos: estamos prontos a acolher a presen\u00e7a do Esp\u00edrito Santo na nossa vida, a ouvir o chamamento \u00e0 miss\u00e3o quer no caminho do matrim\u00f3nio, quer no da virgindade consagrada ou do sacerd\u00f3cio ordenado e, em todo o caso, na vida comum de todos os dias?<\/em>\u2019.<\/p>\n<p>Pois n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil.\u00a0 Mesmo quando parece evidente que Deus quer a nossa vida para uma determinada forma de consagra\u00e7\u00e3o, h\u00e1 perguntas que povoam o c\u00e9rebro e obrigam o cora\u00e7\u00e3o a responder: <em>\u2018Estamos dispostos a ser enviados para qualquer lugar a fim de testemunhar a nossa f\u00e9 em Deus Pai misericordioso, proclamar o Evangelho da salva\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, partilhar a vida divina do Esp\u00edrito Santo edificando a Igreja? Como Maria, a M\u00e3e de Jesus, estamos prontos a permanecer sem reservas ao servi\u00e7o da vontade de Deus (cf.\u00a0Lc\u00a01, 38)? Esta disponibilidade interior \u00e9 muito importante para se conseguir responder a Deus: Eis-me aqui, Senhor, envia-me (cf.\u00a0Is\u00a06, 8). E isto respondido n\u00e3o em abstracto, mas no hoje da Igreja e da hist\u00f3ria\u2019<\/em>.<\/p>\n<p>Estes tempos de pandemia geram ang\u00fastia, abalam os fundamentos das nossas convic\u00e7\u00f5es e baralham-nos as ideias quanto ao futuro a construir. Por isso, s\u00e3o interpeladoras as palavras do Papa: <em>\u2018A compreens\u00e3o daquilo que Deus nos est\u00e1 a dizer nestes tempos de pandemia torna-se um desafio tamb\u00e9m para a miss\u00e3o da Igreja. Desafia-nos a doen\u00e7a, a tribula\u00e7\u00e3o, o medo, o isolamento. Interpela-nos a pobreza de quem morre sozinho, de quem est\u00e1 abandonado a si mesmo, de quem perde o emprego e o sal\u00e1rio, de quem n\u00e3o tem abrigo e comida. Obrigados \u00e0 dist\u00e2ncia f\u00edsica e a permanecer em casa, somos convidados a redescobrir que precisamos das rela\u00e7\u00f5es sociais e tamb\u00e9m da rela\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria com Deus. Longe de aumentar a desconfian\u00e7a e a indiferen\u00e7a, esta condi\u00e7\u00e3o deveria tornar-nos mais atentos \u00e0 nossa maneira de nos relacionarmos com os outros. E a ora\u00e7\u00e3o, na qual Deus toca e move o nosso cora\u00e7\u00e3o, abre-nos \u00e0s car\u00eancias de amor, dignidade e liberdade dos nossos irm\u00e3os, bem como ao cuidado por toda a cria\u00e7\u00e3o\u2019<\/em>.<\/p>\n<p>A Miss\u00e3o ganha novos contornos, mas \u00e9 a Miss\u00e3o de sempre: <em>\u2018Neste contexto, \u00e9-nos dirigida novamente a pergunta de Deus \u2013 \u00abquem enviarei?\u00bb \u2013 e aguarda, de n\u00f3s, uma resposta generosa e convicta: \u00abEis-me aqui, envia-me\u00bb (Is\u00a06, 8). Deus continua a procurar pessoas para enviar ao mundo e \u00e0s na\u00e7\u00f5es, a fim de testemunhar o seu amor, a sua salva\u00e7\u00e3o do pecado e da morte, a sua liberta\u00e7\u00e3o do mal\u2019<\/em>.<\/p>\n<p>E, claro, nunca partimos sozinhos. Pedimos, por isso, a protec\u00e7\u00e3o de Maria:\u00a0 que <em>\u2018a Estrela da Evangeliza\u00e7\u00e3o e Consoladora dos Aflitos, disc\u00edpula mission\u00e1ria do seu Filho Jesus, continue a amparar-nos e a interceder por n\u00f3s\u2019<\/em>. A M\u00e3e parte connosco.<\/p>\n<p>A Miss\u00e3o faz-nos passar do \u2018eu medroso\u2019 ao \u2018eu corajoso\u2019. Ousemos partir!<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-187352-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/lusofonias-dmmissoes12-10-2020.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/lusofonias-dmmissoes12-10-2020.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/lusofonias-dmmissoes12-10-2020.mp3<\/a><\/audio>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em Roma<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":114253,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-187352","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/187352","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=187352"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/187352\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/114253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=187352"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=187352"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=187352"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}