{"id":18733,"date":"2006-06-23T11:13:15","date_gmt":"2006-06-23T11:13:15","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/06\/23\/ha-recursos-que-ja-poderiam-estar-ao-servico-da-nacao-e-do-povo\/"},"modified":"2006-06-23T11:13:15","modified_gmt":"2006-06-23T11:13:15","slug":"ha-recursos-que-ja-poderiam-estar-ao-servico-da-nacao-e-do-povo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ha-recursos-que-ja-poderiam-estar-ao-servico-da-nacao-e-do-povo\/","title":{"rendered":"H\u00e1 recursos que j\u00e1 poderiam estar ao servi\u00e7o da na\u00e7\u00e3o e do povo"},"content":{"rendered":"<p>Entrevista a D. Bas\u00edlio do Nascimento, Bispo de Baucau <!--more--> O Bispo de Baucau na sua vinda a Portugal fez quest\u00e3o de passar pelo Algarve para agradecer o gesto solid\u00e1rio da diocese para com Baucau. D. Bas\u00edlio do Nascimento, em entrevista \u00e0 Folha do Domingo, n\u00e3o s\u00f3 se referiu \u00e0 ajuda dos crist\u00e3os algarvios, mas fez tamb\u00e9m a sua an\u00e1lise \u00e0 actual situa\u00e7\u00e3o timorense e clarificou o papel da Igreja da terra do sol nascente em todo o processo.   <b>A que se deve esta sua visita ao Algarve?<\/b> Eu estou em Portugal por raz\u00f5es de sa\u00fade, uma vez que, pelo menos duas vezes por ano, tenho de fazer um controlo da minha sa\u00fade, pois fui operado ao cora\u00e7\u00e3o h\u00e1 sete anos a tr\u00e1s. A visita ao Algarve deve-se sobretudo ao facto de eu querer vir agradecer pessoalmente, na pessoa do senhor D. Manuel, a aten\u00e7\u00e3o que a diocese do Algarve teve em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 diocese de Baucau, depois do apelo que fiz ao padre Carlos C\u00e9sar Chantre, antigo aluno meu. O padre C\u00e9sar Chantre fez o favor de estender a minha preocupa\u00e7\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 diocese de Baucau, a toda a diocese do Algarve e o senhor D. Manuel foi muito sens\u00edvel a este pedido nosso de ajuda.  <b>A gemina\u00e7\u00e3o entre as dioceses do Algarve e de Baucau tem procurado dar algum contributo \u00e0s popula\u00e7\u00f5es de Timor. Como \u00e9 que v\u00ea essa ajuda? <\/b> \u00c9 verdade. Ainda bem que o recorda. J\u00e1 desde o tempo do senhor D. Manuel Madureira houve essa preocupa\u00e7\u00e3o. Estabeleceu-se essa gemina\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias par\u00f3quias do Algarve com outras tantas de Baucau. A n\u00edvel particular tem funcionado at\u00e9 agora, mas esta ren\u00fancia quaresmal da diocese do Algarve destina-se sobretudo \u00e0s escolas da diocese de Baucau porque n\u00f3s temos, neste momento, 117 escolas, desde o n\u00edvel prim\u00e1rio ao n\u00edvel secund\u00e1rio. Algumas par\u00f3quias algarvias t\u00eam feito chegar l\u00e1 as suas ajudas.    <b>Como \u00e9 que analisa a situa\u00e7\u00e3o de Timor neste momento? <\/b> Para lhe ser sincero eu s\u00f3 tenho interroga\u00e7\u00f5es, pois n\u00e3o tenho dados concretos para fazer uma avalia\u00e7\u00e3o objectiva. Algumas das interroga\u00e7\u00f5es que fa\u00e7o s\u00e3o: Como \u00e9 que um problema que era de \u00e2mbito apenas militar, saiu do seu \u00e2mbito para se tornar num problema nacional e \u00e9 hoje um problema internacional? Porqu\u00ea? Quais as causas? Quem est\u00e1 por detr\u00e1s disto? Quais s\u00e3o os objectivos? Sinceramente permane\u00e7o numa nebulosidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 actual situa\u00e7\u00e3o. Evidentemente que, como timorense e como Pastor, sinto-me muito apreensivo com aquilo que se passa neste momento. A mim preocupa-me sobretudo a consequ\u00eancia destas indefini\u00e7\u00f5es e destas viol\u00eancias que t\u00eam um papel muito negativo sobre a popula\u00e7\u00e3o, sobretudo da cidade de D\u00edli. Gra\u00e7as a Deus toda esta viol\u00eancia passa-se apenas ao n\u00edvel da cidade de D\u00edli.  Mas eu vi todo o sofrimento do povo timorense em 1999. Acompanhei-o de perto. E na altura, perante toda aquela chacina e toda aquela viol\u00eancia, \u2013 e a gente sem saber a quem se dirigir, porque havia uma aus\u00eancia muito grande de autoridade \u2013, o timorense, pequeno e pobre, o pouco que tinha perdeu. Ao longo destes quatro anos de independ\u00eancia tentou reorganizar a sua vida e infelizmente agora perdeu outra vez tudo. Agora vamos ter de seguir o mesmo processo que reconstru\u00e7\u00e3o que tivemos estes anos todos.  Quando um problema aparece ainda nas parangonas dos jornais e na comunica\u00e7\u00e3o social parece que chama a aten\u00e7\u00e3o de toda a gente\u2026  <b>\u2026o problema \u00e9 quando deixa de aparecer. <\/b> Exactamente. Depois temos n\u00f3s de apanhar os cacos.  <b>Acha que pode estar ainda na origem destes conflitos alguns resqu\u00edcios das mil\u00edcias indon\u00e9sias que estejam a minar a sociedade timorense, aproveitando-se da insatisfa\u00e7\u00e3o do povo? <\/b> Das mil\u00edcias que est\u00e3o hoje na Indon\u00e9sia, n\u00e3o vejo que possa haver um aproveitamento da sua parte. Agora julgo que h\u00e1 sobretudo uma esp\u00e9cie de grito de insatisfa\u00e7\u00e3o por causa da degrada\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o. Felizmente hoje em dia come\u00e7a a haver alguns recursos financeiros, mas penso tamb\u00e9m que o mau estar vem pelo facto de as pessoas saberem que h\u00e1 esses pequenos recursos que j\u00e1 poderiam estar ao servi\u00e7o da na\u00e7\u00e3o e do povo e\u2026 as pessoas n\u00e3o t\u00eam nada. Penso que para al\u00e9m da crise militar, o facto de a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica do Pa\u00eds estar a baixar, perante uma esp\u00e9cie de desespero em rela\u00e7\u00e3o ao futuro e perante o facto de n\u00e3o se vislumbrar sa\u00eddas imediatas para a vida das pessoas, \u2013 estou a pensar no desemprego, na pobreza e noutro desenvolvimento que se poderia ter e n\u00e3o se tem ainda \u2013, tudo isto tem contribu\u00eddo para esta reac\u00e7\u00e3o violenta da parte da popula\u00e7\u00e3o.  <b>O facto de estes conflitos terem ultrapassado as fronteiras militares deveu-se a uma falta de capacidade governativa? <\/b> Bem, eu n\u00e3o quero ser juiz, nem taxativo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 governa\u00e7\u00e3o, mas permita-me dizer uma coisa que \u00e9 a nossa realidade: em recursos humanos Timor \u00e9 um Pa\u00eds que come\u00e7a do zero e a quem falta tudo. N\u00e3o s\u00f3 em recursos humanos, mas tamb\u00e9m financeiros e infraestruturais. Se ao n\u00edvel do financiamento, os pa\u00edses doadores da comunidade internacional t\u00eam tido os olhos muito abertos e uma aten\u00e7\u00e3o muito grande em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o, do ponto de vista dos recursos humanos somos muito limitados. Penso que uma das raz\u00f5es para que as coisas n\u00e3o andem neste momento prende-se com esta limita\u00e7\u00e3o.  Mas tamb\u00e9m, por outro lado, penso que a independ\u00eancia trouxe a Timor expectativas muit\u00edssimo elevadas na popula\u00e7\u00e3o. Julgou-se que, com a independ\u00eancia, todos os nossos problemas iam ser resolvidos automaticamente. Sonhar \u00e9 bom, mas sem pessoas os sonhos e as ideias, por mais belas que sejam s\u00e3o sempre travados. De forma que eu n\u00e3o classificaria de incapacidade, mas julgo que neste momento h\u00e1 uma limita\u00e7\u00e3o de crescimento e de desenvolvimento de capacidades porque n\u00e3o as temos.        <b>Tem dito que o Governo n\u00e3o tem tido facilidade de relacionamento com o povo timorense. Que h\u00e1 uma certa insensibilidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade de Timor. Porque \u00e9 que acha que isso acontece? <\/b> Eu penso que depende do car\u00e1cter das pessoas. Julgo que o senhor Primeiro-ministro \u00e9 um homem muito bem intencionado, uma pessoa formada, mas a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 o que falta a Mari Alkatiri. \u00c9 uma pessoa distante e trata-se de uma lacuna n\u00e3o s\u00f3 dele, mas da parte dos restantes governantes. N\u00e3o tem havido comunica\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o sou s\u00f3 eu que o digo, mas todas as pessoas, e sobretudo os observadores internacionais, que est\u00e3o em Timor e mesmo a popula\u00e7\u00e3o. Sentem que h\u00e1 um fosso de liga\u00e7\u00e3o e de comunica\u00e7\u00e3o entre os governantes e o povo.   <b>H\u00e1 pilares fundamentais da identidade timorense que est\u00e3o a ser ignorados pelo Governo? <\/b> Bom, eu sou suspeito para responder a isso, mas julgo que nesta fase a Igreja \u00e9 um parceiro que n\u00e3o devia ser ignorado ou minimizado precisamente, porque neste momento h\u00e1 uma afectividade ainda bastante grande e um reconhecimento muito profundo, da parte do povo, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quilo que a Igreja fez no passado.  Tem havido alguns comportamentos que foram interpretados pelo povo e tamb\u00e9m por n\u00f3s, Bispos, como sendo, \u2013 n\u00e3o digo tentativa de afastamento, mas \u2013 uma esp\u00e9cie de redu\u00e7\u00e3o. Ao dizer isto n\u00e3o quero reclamar coisa nenhuma. \u00c9 s\u00f3 para dizer que neste momento a realidade \u00e9 esta: h\u00e1 uma entidade que tem uma grande influ\u00eancia ainda junto do povo, que \u00e9 a Igreja cat\u00f3lica e estar a tentar alhe\u00e1-la da realidade ou tentar minimizar o seu papel nestes tempos pr\u00f3ximos, penso que n\u00e3o \u00e9 de bom senso.   <b>O povo n\u00e3o acolheu bem essa atitude\u2026<\/b> Sim. N\u00e3o acolheu.  <b>Os senhores Bispos chegaram a pedir, em Abril de 2005, a demiss\u00e3o de Mari Alkatiri. Acha que teria sido melhor o Primeiro-ministro ter-se demitido nessa altura? <\/b> Penso que a manifestar a insatisfa\u00e7\u00e3o, todo o cidad\u00e3o o pode fazer, mas, na altura, podemos interpretar como sendo um sinal enviado aos \u00f3rg\u00e3os de poder para dizer: \u201cvejam l\u00e1 para onde \u00e9 que est\u00e3o a tentar levar o Pa\u00eds, porque n\u00f3s sentimos que, atrav\u00e9s desta atitude, h\u00e1 qualquer coisa da identidade timorense que est\u00e1 a ser minimizada\u201d.  H\u00e1 pessoas que consideraram que a Igreja cat\u00f3lica foi muito longe. Eu admito que possa ter ido, mas tamb\u00e9m foi uma forma de chamar a aten\u00e7\u00e3o para um aspecto que n\u00f3s, os Bispos, est\u00e1vamos a sentir. Era qualquer coisa que estava a contribuir para uma certa confus\u00e3o e para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade que tinha pouco a ver com a identidade timorense.   <b>Passada esta primeira fase em que a Igreja teve um papel de ajudar na pacifica\u00e7\u00e3o deste conflito, qual deve ser agora o seu papel? <\/b> Eu corro o risco de ser repetitivo. A Igreja a um dado momento foi defensora. O senhor D. Jos\u00e9 Ribeiro foi uma das vozes, muito fortes, que se levantou contra os abusos, defendendo o povo timorense.  Numa segunda fase, de 1983 a 1995, a Igreja foi denunciadora dos maus-tratos e sofrimento que estava a ser infringido \u00e0quele povo. E a\u00ed, como se sabe, o meu predecessor e amigo D. Carlos Filipe levantou a voz da Igreja muito alto.  Numa terceira fase, antes da independ\u00eancia, entre os anos de 1995 e 1999, a Igreja foi reconciliadora. Tentou sentar \u00e0 mesma mesa os irm\u00e3os desavindos. Hoje, penso que a Igreja deve ser iluminadora. E este papel iluminador consiste sobretudo, a meu ver, em contribuir para a estrutura\u00e7\u00e3o da mente do povo timorense, iluminando, de modo que n\u00f3s compreendamos os novos tempos que Timor est\u00e1 a viver. J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma col\u00f3nia portuguesa, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma prov\u00edncia indon\u00e9sia, tamb\u00e9m j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 na depend\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas e \u00e9 um Pa\u00eds que tem de se construir a si pr\u00f3prio, sobre os seus pr\u00f3prios valores que ter\u00e1 de encontrar e sobre a identidade que caracteriza o povo timorense, tentando viver na democracia que caracteriza as sociedades modernas. Estamos a viver uma fase de transi\u00e7\u00e3o em que pass\u00e1mos de uma sociedade tradicional para uma sociedade democr\u00e1tica. Penso que o papel da Igreja hoje \u00e9 fundamentalmente um papel de educador do povo, das mentalidades para iluminar a compreens\u00e3o das pessoas para estes novos tempos.  <b>Acha que o Governo est\u00e1 ciente dessa contribui\u00e7\u00e3o que a Igreja quer dar? <\/b> Eu penso que sim e esta, \u2013 justi\u00e7a seja feita, \u2013 \u00e9 tamb\u00e9m a preocupa\u00e7\u00e3o, a vontade e o pedido que os membros do Governo fazem. S\u00f3 que n\u00f3s, Igreja, n\u00e3o temos meios para o fazer. O Estado tem todos os meios. E tamb\u00e9m por causa destas separa\u00e7\u00f5es, entre Igreja e Estado, nem sempre a \u2018corrente\u2019 passa. Temos de evoluir e crescer na compreens\u00e3o m\u00fatua do papel de cada um sem nos ingerirmos nos campos de cada um.  Mas entretanto, enquanto estas coisas n\u00e3o se definem vamos assistindo a uma sociedade que vive numa indefini\u00e7\u00e3o. E quando se olha para a dimens\u00e3o e para o n\u00famero da popula\u00e7\u00e3o e sobretudo para os recursos que temos acho que se todos dermos a m\u00e3os poderemos fazer daquele Pa\u00eds um lugar onde os timorenses possam viver felizes.  <b>Em paz&#8230; <\/b> Exacto. Sim, neste momento o que importa \u00e9 que haja serenidade, paz e um clima que propicie a diminui\u00e7\u00e3o da tens\u00e3o, porque h\u00e1 sessenta mil refugiados que est\u00e3o nos conventos, nos semin\u00e1rios e nas par\u00f3quias em D\u00edli.   <b>Esse tem sido tamb\u00e9m o papel da Igreja: servir como ref\u00fagio.<\/b> Se se pode brincar nestes tempos, eu diria que o papel de bombeiro infelizmente ou felizmente \u00e9 tamb\u00e9m uma voca\u00e7\u00e3o que a Igreja \u00e9 chamada a desempenhar nestes tempos de crise e de afli\u00e7\u00e3o do povo.  O semin\u00e1rio maior estava j\u00e1 com 9 mil refugiados e a C\u00faria de Baucau tem tamb\u00e9m cerca de 9 mil refugiados e a comida j\u00e1 estava a faltar.  <b>Como \u00e9 que est\u00e1 o processo de cria\u00e7\u00e3o da terceira diocese de Timor? <\/b> Est\u00e1 em stand by porque a preocupa\u00e7\u00e3o do Vaticano \u00e9 fazer coincidir a administra\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica com a administra\u00e7\u00e3o civil. E falou-se em tr\u00eas dioceses, porque na altura os nossos governantes apontavam a divis\u00e3o de Timor em tr\u00eas zonas. Hoje em dia fala-se em cinco. De forma que o Vaticano fez saber que \u00e9 prefer\u00edvel esperar para ver qual a defini\u00e7\u00e3o definitiva da vontade do Estado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista a D. Bas\u00edlio do Nascimento, Bispo de Baucau<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[185,266,91,291],"class_list":["post-18733","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-diocese-do-algarve","tag-nacoes-unidas","tag-quaresma","tag-refugiados"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18733","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18733"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18733\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}