{"id":18698,"date":"2006-06-21T12:59:25","date_gmt":"2006-06-21T12:59:25","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/06\/21\/colocar-o-fermento-do-evangelho-na-religiosidade-popular\/"},"modified":"2018-03-06T14:14:42","modified_gmt":"2018-03-06T14:14:42","slug":"colocar-o-fermento-do-evangelho-na-religiosidade-popular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/colocar-o-fermento-do-evangelho-na-religiosidade-popular\/","title":{"rendered":"Colocar o fermento do Evangelho na religiosidade popular"},"content":{"rendered":"<p>Nasceu na ilha a\u00e7oriana de Santa Maria mas passou muitos anos no continente. H\u00e1 dez anos, D. Ant\u00f3nio Sousa Braga voltou para o arquip\u00e9lago que o viu nascer para \u00abguiar\u00bb os crist\u00e3os daquelas nove ilhas atl\u00e2nticas.  <!--more--> Ag\u00eancia ECCLESIA (AE) \u2013 Passados dez anos como bispo do Arquip\u00e9lago dos A\u00e7ores como classifica a realidade eclesial destas nove ilhas? D. Ant\u00f3nio Sousa Braga (ASB) \u2013 Os A\u00e7ores est\u00e3o inseridos em tudo aquilo que acontece em Portugal e no mundo ocidental. N\u00f3s estamos a sair um pouco daquilo que seria um modelo de cristandade para um modelo de Igreja que ainda n\u00e3o sabemos bem o que ser\u00e1. Notamos que estamos numa fase de mudan\u00e7a na sociedade e na Igreja. O Evangelho n\u00e3o muda mas como a sociedade est\u00e1 em mudan\u00e7a temos de alterar a nossa pr\u00e1tica pastoral. Estas altera\u00e7\u00f5es causam sofrimento e \u00e0s vezes um certo desencanto e cansa\u00e7o no clero. Este empenhou-se e esperou muito na renova\u00e7\u00e3o conciliar e, talvez pensasse, que este novo modelo de Igreja se realizaria de um momento para o outro. Nos A\u00e7ores tenho verificado que para al\u00e9m da programa\u00e7\u00e3o oficial dos planos pastorais h\u00e1 uma forte religiosidade popular. Temos de investir mais nesta realidade e partir daquilo que o povo vive para evangelizar a religiosidade popular. Trazer ao cimo os valores que est\u00e3o na origem dessas manifesta\u00e7\u00f5es religiosas.    AE \u2013 N\u00e3o h\u00e1 o perigo da mistura entre religiosidade popular, supersti\u00e7\u00e3o e Evangelho? ASB \u2013 H\u00e1 sempre algumas ambiguidades e misturas mas n\u00e3o podemos teimar em programas pastorais que n\u00e3o tenham eco entre o povo. A Igreja tem chamado a aten\u00e7\u00e3o para os perigos dos desvios, supersti\u00e7\u00f5es e outras cren\u00e7as. Atrav\u00e9s da religiosidade popular podemos introduzir o fermento do evangelho. No meio do materialismo e superficialidade religiosa tamb\u00e9m notamos que existe neste povo uma procura espiritual e uma busca para aquilo que possa dar sentido \u00e0 vida. Nos A\u00e7ores, especialmente nas zonas urbanas, encontro alguns movimentos e confiss\u00f5es crist\u00e3s que v\u00e3o ao encontro desta sede e busca do transcendente e sobrenatural. Perante estas situa\u00e7\u00f5es temos de estar atentos e n\u00e3o podemos ficar distra\u00eddos com as nossas manifesta\u00e7\u00f5es populares de religiosidade. Elas podem permanecer mas se n\u00e3o s\u00e3o interiorizadas acabam por perder o seu sentido e algu\u00e9m ocupa os vazios que n\u00f3s deixamos.  <i>Aprofund\u00e1mos a viv\u00eancia da solidariedade<\/i> AE \u2013 J\u00e1 conseguiu introduzir algumas modifica\u00e7\u00f5es nestes dez anos como pastor do rebanho a\u00e7oriano. ASB \u2013 \u00c9 dif\u00edcil estar a fazer o balan\u00e7o. As diferen\u00e7as que eu posso verificar, embora n\u00e3o seja f\u00e1cil, aconteceram na pr\u00f3pria sociedade e na Igreja mas n\u00e3o ocorreram pelo facto de ser eu. Quem estivesse nos A\u00e7ores presenciaria estas mudan\u00e7as. Penso que h\u00e1 uma caminhada positiva no sentido de Igreja particular, no sentido de que a viv\u00eancia eclesial n\u00e3o seja feita s\u00f3 ao n\u00edvel de cada ilha. Embora os transportes e comunica\u00e7\u00f5es sejam mais f\u00e1ceis, h\u00e1 uma certa tend\u00eancia de viver a pr\u00f3pria realidade eclesial e social a n\u00edvel de ilha. Atrav\u00e9s do Conselho Pastoral e da valoriza\u00e7\u00e3o do Conselho Presbiteral fomos crescendo no sentido de Igreja. Aprofund\u00e1mos a viv\u00eancia da solidariedade \u2013 n\u00f3s tivemos nos \u00faltimos anos, al\u00e9m do grande sismo de 1980 que destruiu grandemente a ilha Terceira, v\u00e1rios sismos. Esta solidariedade \u00e9 muito vivida nos A\u00e7ores, essencialmente sob a inspira\u00e7\u00e3o dos Imp\u00e9rios do Esp\u00edrito Santo que s\u00e3o uma express\u00e3o popular de f\u00e9 no divino Esp\u00edrito Santo mas tamb\u00e9m na partilha e fraternidade.  Depois do 25 de Abril, com a institui\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Aut\u00f3noma dos A\u00e7ores, criou-se a ideia do todo insular. H\u00e1 uma caminhada de maior solidariedade e uni\u00e3o entre os A\u00e7ores. Antes do 25 de Abril, do ponto de vista administrativo, os A\u00e7ores eram tr\u00eas distritos aut\u00f3nomos entre si e tinham liga\u00e7\u00e3o directa a Lisboa. Agora, existe esta ideia do todo insular e que temos de resolver os problemas em conjunto.   <i>Caminha-se para a divis\u00e3o da diocese?<\/i> AE \u2013 Um caminho de unidade no meio da diversidade. Ainda se mant\u00e9m a ideia embrion\u00e1ria da segunda diocese no arquip\u00e9lago dos A\u00e7ores? ASB \u2013 Uma das caracter\u00edsticas deste territ\u00f3rio insular \u00e9 que cada ilha tem as suas pr\u00f3prias especificidades. Isto foi, de algum modo, uma surpresa para mim mas caminhamos para integrar e considerar estas especificidades uma riqueza. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica e a ideia de mais uma diocese fala-se. H\u00e1 um grupo de padres e leigos esclarecidos, sobretudo em S. Miguel, que acham que se deveria caminhar para essa divis\u00e3o da diocese. Neste momento n\u00e3o coloco esse problema e at\u00e9 acho que n\u00e3o \u00e9 conveniente coloc\u00e1-lo vendo s\u00f3 as vantagens para S. Miguel. Objectivamente, seria muito bom para S. Miguel mas, talvez, n\u00e3o seria bom para o resto das ilhas. Esta iniciativa s\u00f3 ser\u00e1 vi\u00e1vel se, a n\u00edvel da Confer\u00eancia Episcopal, existir um estudo de redimensionamento das dioceses e fronteiras destas. Se isto acontecer, claro que os A\u00e7ores tamb\u00e9m ter\u00e3o que entrar. Por iniciativa pr\u00f3pria n\u00e3o vejo que possa abrir este dossier at\u00e9 porque a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 muita. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, devido \u00e0 emigra\u00e7\u00e3o sofremos uma sangria populacional.   AE \u2013 J\u00e1 colocou esse assunto na Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa? ASB \u2013 N\u00e3o. S\u00f3 exprimi o meu ponto de vista e disse que se existir um estudo nacional n\u00f3s tamb\u00e9m entramos.   <b>Religiosidade popular \u00e9 baluarte contra o secularismo<\/b> <i>H\u00e1 dez anos atr\u00e1s, dias antes de tomar posse como bispo de Angra, D. Ant\u00f3nio Sousa Braga expressava \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA o que esperava encontrar nas ilhas dos A\u00e7ores.<\/i>  Dias antes de tomar posse como bispo de Angra, (30 de Junho de 1996) D. Ant\u00f3nio Sousa Braga disse \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA que os a\u00e7orianos \u201ct\u00eam fortes ra\u00edzes crist\u00e3s\u201d visto que as ilhas \u201cforam ocupadas e habitadas por crist\u00e3os\u201d. Com o final do s\u00e9culo a aproximar-se, os desafios da Igreja a\u00e7oriana inseriam-se no todo da Igreja universal apesar de existirem peculiaridades nas formas de express\u00e3o da sua f\u00e9. \u201c\u00c9 precisamente a\u00ed que est\u00e1 o grande desafio da Igreja: saber partir daquilo que o povo vive como express\u00e3o da sua terra e, depois, dar-lhe conte\u00fados crist\u00e3os, dar-lhe sentido crist\u00e3o, original. \u00c9 uma possibilidade muito grande que \u00e9 dada \u00e0 Igreja, a esta Igreja dos A\u00e7ores: a religiosidade popular\u201d \u2013 sublinhou. E acrescentou: \u201co grande baluarte contra o secularismo \u00e9 a religiosidade popular\u201d. J\u00e1 naquela altura, o pastor eleito para caminhar com os crist\u00e3os das nove ilhas dos A\u00e7ores dizia que era necess\u00e1rio evangelizar a religiosidade popular e aprofundar a f\u00e9. \u201cSe a Igreja abandonar o povo \u00e0 religiosidade popular e se os seus pastores se divorciarem dessa religiosidade, n\u00e3o ajudando o povo, n\u00e3o tomando iniciativas, h\u00e1 o perigo de as pessoas n\u00e3o aprofundarem a sua f\u00e9\u201d. A religiosidade popular \u00e9 uma forma de incultura\u00e7\u00e3o da f\u00e9. Neste mundo em que vivemos, num mundo de mudan\u00e7as de mentalidades \u201c\u00e9 necess\u00e1rio encontrar os caminhos de incultura\u00e7\u00e3o da f\u00e9, aproveitar esses momentos da religiosidade popular para evangelizar sempre na base da Palavra\u201d. Ao longo da hist\u00f3ria, nestas ilhas atl\u00e2nticas nasceram algumas dezenas de bispos que levaram a \u00abBoa Nova\u00bb aos quatro cantos do globo. Existe uma fotografia de um grupo de bispos naturais dos A\u00e7ores (sete ou oito) que estiveram presentes no II Conc\u00edlio Vaticano II mas D. Ant\u00f3nio Sousa Braga \u00e9 o primeiro natural daquele arquip\u00e9lago que exerce o seu m\u00fanus episcopal no territ\u00f3rio que o viu nascer. \u201cHouve um desejo manifestado h\u00e1 muito tempo pela Santa S\u00e9 de nomear um bispo para os A\u00e7ores, que fosse natural dos A\u00e7ores\u201d \u2013 disse o prelado \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA na altura da sua nomea\u00e7\u00e3o. Muitos crist\u00e3os e padres solicitaram um pastor da terra e o desejo concretizou-se. No fundo \u201cpediam que fosse uma pessoa que pudesse acompanhar e guiar a Igreja neste final de s\u00e9culo\u201d \u2013 salientou. Depois de muitos anos em Lisboa e apenas com contactos espor\u00e1dicos com os habitantes das ilhas de bruma, D. Ant\u00f3nio Sousa Braga real\u00e7ou que o primeiro passo era visitar as ilhas \u201cpara entrar em contacto com a realidade\u201d e mostrou-se muito contente por entrar numa diocese \u201cque tem j\u00e1 o seu plano de ac\u00e7\u00e3o pastoral elaborado e que est\u00e1 j\u00e1 a aplicar esse programa\u201d. E acrescenta: \u201ccom o aproximar do ano jubilar haver\u00e1 iniciativas adequadas \u00e0 caminhada diocesana\u201d. A exist\u00eancia de um plano diocesano coloca a diocese em caminho, valendo, \u201cn\u00e3o tanto por aquilo que est\u00e1 escrito, mas pelo caminho que se consegue arreigar, surgindo a partir daqui outras realidades\u201d. A falta de comunica\u00e7\u00e3o era e \u2013 apesar dos avan\u00e7os \u2013 continua a ser um entrave para uma caminhada pastoral. O facto de a diocese \u201cestar dispersa cria dificuldades na realiza\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00f5es conjuntas\u201d \u2013 lamentou o bispo dos A\u00e7ores. Existe uma diversidade pastoral, e o pr\u00f3prio \u201cplano contempla uma pastoral que parte das diferen\u00e7as. Por outro lado, est\u00e1-se a proceder \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de unidades pastorais ao n\u00edvel de cada ilha\u201d \u2013 afirmou quando entrou na diocese de Angra. A sede episcopal est\u00e1 na Ilha Terceira, mais propriamente em Angra do Hero\u00edsmo mas a maior ilha \u00e9 S. Miguel. N\u00e3o haver\u00e1 uma rivalidade de irm\u00e3os? \u201cUma competi\u00e7\u00e3o entre irm\u00e3os at\u00e9 faz bem porque s\u00e3o realidades que \u00e9 necess\u00e1rio respeitar e valorizar\u201d \u2013 disse h\u00e1 dez anos D. Ant\u00f3nio Sousa Braga.  Lu\u00eds Filipe Santos <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nasceu na ilha a\u00e7oriana de Santa Maria mas passou muitos anos no continente. H\u00e1 dez anos, D. Ant\u00f3nio Sousa Braga voltou para o arquip\u00e9lago que o viu nascer para \u00abguiar\u00bb os crist\u00e3os daquelas nove ilhas atl\u00e2nticas.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[144,147,169,172,292,297,314],"class_list":["post-18698","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-concilio-vaticano-ii","tag-conferencia-episcopal-portuguesa","tag-diocese-de-angra","tag-diocese-de-braga","tag-religiosidade-popular","tag-santa-se","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18698","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18698"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18698\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18698"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18698"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18698"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}